Geração Pamerval - A história do início ao fim
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Por Pamela:
Depois do enterro simbólico de Daddy, o qual me fez chorar rios de lágrimas, já que seu corpo havia sido congelado para estudos científicos, fomos para sua casa resolver tudo o que precisava, tínhamos que desocupar a casa, pegar o que era importante e o que não prestar, jogar fora. Herval foi um anjo e me acompanhou até lá, mas sua viagem de volta para o Brasil seria exatamente naquele dia... Ele tinha problemas na Plugar para resolver! Eu fiquei extremamente triste ao saber que ele não poderia ficar lá comigo, mas eu também já voltaria para o Brasil, era só o tempo de resolver as coisas in Califórnia. Nossa despedida foi o seguinte:
Herval: -Pam, eu preciso voltar para o Brasil, a Plugar tá com alguns problemas que só eu posso resolver...
–Oh Herval, really? Você tem que ir mesmo?
–Infelizmente sim, Pam... Você sabe, por mim eu ficaria aqui com você até o último segundo, mas eu tenho mesmo que ir...
–Oh... Eu entendo... Você já me ajudou bastante adiantando sua viagem para cá, só para ficar comigo! Thanks Herval... Eu não sei o que seria de mim se você não estivesse aqui nesse momento tão difícil em minha vida.
–Você não tem o que agradecer, Pamela, eu te amo! Eu vou sempre estar do seu lado, a qualquer momento, em qualquer circunstância! – Deu-me um abraço tão apertado que por um instante, tudo aquilo de ruim que eu estava sentindo, sumiu. Em seguida me deu um leve beijo e disse: -Eu sei que isso não é hora pra tocar nesse assunto, mas eu tenho que falar antes de ir embora... Aquela noite, foi a melhor da minha vida!
Eu pus um sorriso no canto da boca, o melhor que aquelas circunstâncias permitiam, e disse:
–Também foi a melhor noite da minha vida, Herval, mas ela é só a primeira... Quando eu voltar para o Brasil, vou resolver minha situação com Jonas, e te procuro okay?
–Okay... Vou esperar ansioso... Fica bem tá, meu amor!?
–Tá... – falei dando-lhe um último beijo antes dele sair.
Durante a arrumação de tudo que pertencia a daddy, encontramos pequenos cartuchos, como se fossem fitas cassetetes, oh! Cacetes! Whatever... Os quais o conteúdo eu preferia não ter visto.
Jonas, se agarrando com a tal jornalista Verônica Monteiro! My daddy disse, antes de morrer que Jonas tinha outra, e essas fitas eram a prova! Ah Jonas Marra... Você não sabe com quem se meteu... Você vai pagar caro por tudo isso, ou eu não me chamo Pamela Parker!
Well... Resolvido tudo, voltamos para o Brasil. No avião eu ensaiava tudo o que iria dizer a Jonas, e só de imaginar que dali à algumas horas eu estaria livre daquele cafajeste, mal caráter, ordinário, me senti até um pouco mais leve. Quando eu e Dorothy chegamos em casa, fui direto para o quarto, tomei banho e em seguida fiz questão de eu mesma fazer as malas de Jonas!
Quando ele chegou em casa e entrou no quarto, já ia tentando se explicar quando se deparou com suas malas:
–O que significa isso Pamela?
–Que você vai embora agora desta casa!
–Pam, vamos conversar... Eu te disse que não poderia sair do Brasil... Eu... – O interrompi:
–Poupe-me de suas desculpas esfarrapadas Jonas! Meu daddy estava morrendo! Não tem problema certo que te impeça de resolver uma questão pessoal! Nem no enterro de daddy você foi Jonas!
–Pamela, eu... – Ele mais uma vez tenta falar, e mais uma vez eu o interrompo:
–Shut up, Jonas! Quem fala aqui sou eu! Se fosse só mais uma falta de consideração da sua parte, Jonas, eu poderia até pensar em te perdoar, mas vai muito além disso! Você sabia que daddy morreu por sua culpa?!
–Minha culpa?! Mas o que foi que eu fiz?!
–Ah mais é muita cara de pau mesmo! Será que você já esqueceu que criou um vírus poderosíssimo para vender um antivírus? Você já esqueceu que está sendo procurado pelo FBI? E já esqueceu da Verônica, Jonas?
–Pamela, do que que você tá falando?
–Ah no! Stoped Jonas! Daddy tinha fitas suas com aquela vagabunda! E quanto a história do FBI, não foi muito difícil comprovar... Dorothy exerce um grande poder sobre o filho.
Resmungou baixinho: -Brian, traidor!
–Oh Jonas, poupe meus ouvidos e sua saliva okay! Eu quero o divórcio e está acabado! Pegue já suas malas, você não tem mais cara para continuar inventando mentiras!
Jonas, derrotado, pegou as malas e saiu do quarto. Naquele mesmo instante eu caí sobre a cama aos prantos. Dorothy correu para lá e ficou comigo, me confortando até eu dormir. Aquilo me consumiu de um jeito que eu só acordei no dia seguinte. Acordei decidida a procurar Herval para resolver a nossa vida. Levantei da cama, tomei um banho, pus um vestido branco para me sentir em paz por finalmente ter feito a escolha certa, tomei café da manhã vagarosamente enquanto Dorothy me observava desconfiada, nem chamei o motorista, eu mesma peguei o carro e fui até a Plugar.
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