Notas iniciais
Demorei né? Hehe ^^ Sorry, estou voltando a normalizar as postagens. Boa leitura!

Por Herval:

Seu rosto era uma mistura de prazer e medo. Parecia animada com a noite, – também, pudera! – E ao mesmo tempo, temente do que eu pretendia fazer...

– Olha lá, sr. Domingues... – Advertiu-me. – O que vai fazer?

– Relaxa... eu sei o que eu tô fazendo... – Pamela fechou os olhos, em sussurros prazerosos e apertou os lábios quando sentiu chocolate escorregar pelo seu corpo também.

– Oh não, Herval... assim não vale!

– Agora você não tem o direito de reclamar... baby! – Lhe imitei. – Fez pior comigo...! Hum... se sem chocolate você já é...

No! – Me interrompeu. – Stopped, please... – Sorri apenas. Tudo aquilo era quente e instigante... não lhe dando ouvidos, continuei:

– Não imagino como deve ser com cobertura de chocolate... – Falei sorrindo e vendo-a contrair-se a cada frase insinuante dessa.

– Herval, por favor... – Pediu.

– Assim como você, eu não tenho piedade, meu amor... quer dizer, eu não tenho nem uma gotinha de piedade... – Falei me debruçando sobre ela e fazendo minha língua percorrer um caminho até seus seios e Pamela inspirou, prendendo a respiração por alguns segundos.

– Herval... – Murmurou, ao sentir minha boca apossar-se de seus seios, tão desejados por uma grande parcela de tempo àquela noite...

Era perfeitamente visível a contração de seus músculos a cada toque meu... era excitantemente bom ouvi-la suplicar antíteses, uma hora querendo que eu parasse, sem aguentar-se em si, e na outra, pedir, implorar, suplicar, praticamente rogar que eu continuasse e que fosse adiante. Espalhei o chocolate por seu corpo e a fiz sentir as mesmas coisas que eu.

Bastava.

– Prepare-se... porque agora sim, a brincadeira vai começar... – Sussurrei em seu ouvido e em seguida, lhe mordi o lóbulo da orelha. Só a vi forçar as algemas e depois de ter os lábios grudados nos meus, desistir de se soltar. Deve ter entendido que não conseguiria, além de que estar inteiramente submissa a mim não devia ser das piores coisas pra ela...

Não precisar fazer mais nada... apenas sentir as mais distintas sensações, estar em minhas mãos, ser cuidada por mim... ela viu que seria uma boa. Pamela já me dava espaço, eu já voltava a ficar como antes, ou talvez ainda melhor porque agora eu que podia fazer o que eu quisesse. Fiquei deitado sobre ela, fazendo seu corpo se encaixar com o meu. E depois de sorrir para Pamela, que ofegava sem parar, invadi-a lentamente, fazendo-a arfar e sorrir. Institivamente os movimentos sucessores vieram, ela parecia confortável, completada, mas essa não era minha intenção, se ela me torturou, merecia a paga na mesma moeda! Quando menos esperou, iniciei os violentos e rápidos pela tortura que me fez.

Pamela inteiramente estremeceu. Era como uma golada súbita na bebida mais embriagante de todos os tempos, provocando um ardor potente na garganta! Suas unhas afundaram na própria pele da palma das mãos, já que não podiam afundar nas minhas costas, e seu peito saltava com o ar que lhe entrava e saia convulsivo, de tamanho prazer e alucinação. Sua pele se arrepiava e sua voz quase falhava, ao romper-se em urros e gritos!

A mim não há definição! Posso ser comparado à endorfina sólida, se é que isso existe... não sou especialista no assunto, mas não preciso ser para saber que estava tomado por ela. Em vez de sangue, era esse hormônio que corria nas minhas veias e os gritos despudorados da Pam me deixavam de um jeito que sequer posso explicar! Eram como um convite ao extremo de toda e qualquer sensação.

Nós nos uníamos num uníssono e compúnhamos uma orquestra de apenas duas pessoas! Ou uma! Se contarmos que formamos um único corpo com nosso perfeito encaixe.

Os gemidos que eu produzia, já saíam roucos da minha boca... Pamela me tirou completamente a sanidade, o pudor e a voz! Aquela seria uma noite memorável, sem sombra de dúvidas! E eu ainda contaria para o Joaquim, quando ele estivesse adulto, que essa é uma ótima maneira de enlouquecer uma mulher... ou não! Já pensou o quão constrangedor seria saber que meu filho saberá o que eu e a mãe dele fizemos em quanto ele dormia inocentemente na casa do Brian?

Ela estava inteiramente submissa, não protestou um só segundo! As únicas coisas que saiam de sua boca eram: gemidos e o meu nome... da melhor maneira possível... era tão bom tê-la, sentir seu cheiro no meu próprio corpo, senti-la envolver as pernas na minha cintura, aprofundando-me nela... deixando um pouco o embalo, levantei-me a fim de olhá-la por inteiro. Era profundamente provocante seu corpo nu e ardente em cima daquela cama, esperando apenas pelos meus estímulos.

Era hora de redescobrir cada cantinho daquela perfeita silhueta. Com as mãos, toquei-lhe cada curva, cada canto... fiz meus dedos lhe contornar os seios, apertá-los e acaricia-los... lhe notei os pontos mais sensíveis que a arrepiavam instantaneamente: eram eles, a nuca, sem dúvida uma carícia ali a amolecia e a coxa, o interior, perto do que pra mim não era proibido, onde ela queria que eu estivesse. E todo esse contato, esse reconhecimento, só a atiçou mais e a mim também. Animou-a, acendeu-a como uma enorme fogueira, ou fornalha – como queira! – Por um instante deixei-a sem o meu toque, meus olhos é que a contemplavam...

– Herval... o que está passando pela sua cabeça, han...? – Deixei escapar um risinho e ela sacou no ar que eu tinha pensamentos cada instante mais pervertido, na mente.

– Acho que você não precisa perguntar nada, não é...? Caso contrário... “quem com ferro fere, com o mesmo ferro será ferido.” Disse-lhe olhando o chicote, não muito longe de mim e ela calou-se. – Boa menina... – Proferi, sorrindo e voltando a me debruçar sobre ela, fazendo um caminho de beijos de sua barriga até a intimidade.

Hubby... – Sibilou ao sentir minha língua se movimentar em seu clitóris. Pude ouvir o atrito das algemas com o ferro da cama, tamanha era sua vontade de me tocar. A coisa só melhorava... soltou algumas outras palavras desconexas até desistir de falar, mas por pura impotência vocal, ela a perdera ao sentir-me suga-la selvagemente. Engoliu em seco. Tinha que conter-se, caso contrário, não conseguiria explicar no dia seguinte, a razão de estar sem voz, aos demais familiares. Limitava-se a ter a respiração mais rápida que qualquer coisa ligeira que você possa imaginar. Seus músculos se contraiam bruscamente e Pamela apenas ameaçava atingir seu ponto máximo.

Agarrando-lhe as coxas subitamente, pude intensificar aquela brincadeira delirante, a fim de permiti-la chegar mais rápido onde queria. Ao senti-la amolecer, entregue ao prazer, me deixei cair ao seu lado por alguns instantes. Apenas por alguns instantes! Quando notei sua respiração desacelerar um pouco, soltei-a. Convenhamos que é bem mais torturante estar solto e não poder tocar do que preso... tenho certeza que queria falar-me algo, mas não a permiti. A fiz deitar-se de bruços, distribuindo beijos em suas costas, percebendo-a arrepiada com o deslizar da minha barba.

Me deitei sobre ela, nossos corpos quentes roçavam um no outro e ficavam perfeitamente encaixados como peças de LEGO. Vindo-me instantaneamente desejos despudorados, me levantei um pouco, a deslizar meu pênis entre suas coxas... sua respiração voltava a acelerar significativamente de desejo e Pamela implorava que eu voltasse a toma-la em meus braços. Resvalei-o ainda em sua bunda, excitando-nos, até vê-la quase rasgar o lençol da cama, para se controlar.

Ok, hora do terceiro round!

(...)

Por Pamela:

Como conseguimos acordar no dia seguinte, e como explicamos o estado do quarto, torna-se até caso de cientista, mas o que importa é que aquela noite foi o que eu posso chamar de umbeliaveble! Estávamos no que eu posso chamar de momento perfeito. Nossa Family inteira estava, o que é ainda melhor!

Me acordei com uma sequência incansável de beijos de Herval, e o vi completamente eufórico, totalmente sem motivo, mas eufórico. Quando percebeu que eu despertei, me agradeceu. Questionei porquê e ele não respondeu, simplesmente me agradeceu...

Ah se soubesse que eu que o devo os maiores agradecimentos decifráveis desse mundo... Herval foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida!

~ Um mês e meio depois...

...Megan não quis esperar para se casar. Já havia adiado o bastante sua felicidade ao lado de Davi, e apressamos o casamento. Juro que por um instante do dia eu achei que enfartaria ou teria algum troço, porque além de todo o estresse que um casamento provoca, eu ainda estava perdendo my baby girl... estava feliz por estar perdendo para a pessoa certa, mas não deixava de ser uma perda...

Minha filhinha cresceu... e eu até então queria acreditar que tudo aquilo não passava de um sonho, mas não era. Não mesmo! Quando saí para o jardim, para ver como estava a decoração, todo um filme passou pela minha cabeça: Megan sempre foi uma criança doce, levada, mas doce... recordei-me das noites em que passei acordada com ela, cuidando de febre, acariciando seus cabelos e cantando canções de ninar, quando ela tinha pesadelo... sua fase de adolescência... o período em que ela me deu mais trabalho! Suas descobertas na paixão que ela nunca me escondeu... até a fase adulta.

Tudo passou na minha cabeça... e eu não me arrependia de absolutamente nada do que tinha feito por ela até então. Megan foi a melhor filha que eu poderia ter ganho. Não há sorriso e felicidade mais sincera que aquela de uma mãe com uma filha e vice-versa...

Eu senti as lágrimas brotarem nos meus olhos, saudades dos tempos em que ela era apenas um baby e que ainda demorava eternos anos para que eu a visse partir para viver a sua própria vida. Senti braços me envolverem por trás, e em seguida um beijo na bochecha.

– Tá chorando, Pam? – Era Herval que se juntava a mim, e eu me aconcheguei em seus braços como se só ele pudesse me proteger contra a saudade que eu já começava a sentir.

– Dramas de uma mãe... – Murmurei, sorrindo de lado.

– O Davi é um menino de ouro, vai cuidar dela direitinho...

– Sei que vai... Megan fez a escolha certa. – Me virei de frente para ele e suas mãos se encontravam agora entrelaçadas em minha cintura, e as minhas em seu pescoço. – Eu só não quero aceitar que a minha baby girl cresceu e virou uma mulher...!

– É, cresceu... mas pra você ela vai ser sempre uma criança e para ela, ela será sempre seu bebê, Pam, você vai ver! Qualquer coisa que houver, ela vai chamar é por você! Porque embora o Davi seja ótimo, ele não é você... não é a mãe dela...! Você é insubstituível, princesa! – Neste momento sua mão tocou meu rosto, enxugando as lágrimas e eu sorri. Herval tinha razão... ela sempre seria o meu baby.

Ah, esqueci de dizer que Herval é quem levaria Megan até o altar. Desde todo aquele problema com Jonas e Brian, ela ainda não havia reconstruído a antiga ligação com o filho de Dorothy, e segundo a própria Megan, ela queria ser levada até o homem que ela amava, pelo homem que a mom dela amava. Alegou que lhe traria sorte e eu não contestei, muito menos Herval, que se sentiu lisonjeado.

No momento em que eu pude ver Megan vestida de noiva... a cachoeira nos meus olhos foi inevitável. Ela estava linda, deslumbrante, radiante, incrivelmente feliz, o que é o melhor de tudo. Com poucos minutos para a cerimônia, eu consegui fazer Megan ter uma crise de choro, simultânea à minha e ela se atrasou mais que qualquer noiva, apenas para refazer o make up. Fui a culpada, mas não me arrependi, foi um momento sublime de mãe e filha...

Como de praxe, fiquei no altar a alguns centímetros de Rita e Dante, representando os pais de Davi, o mesmo, estava nervosíssimo, so cute de terno, esperando Megan.

E então ela apareceu ao lado de Herval. Como já citei antes: linda, deslumbrante, radiante, incrivelmente feliz! O make refeito pouco importou, seus olhos encheram-se d’água. Ela amava mesmo aquele garoto... ele por sua vez, a olhava fascinado... o mesmo olhar que vi, ao entrar pela mesma entrada que ela. Não dava pra ter dúvida de que ele a faria muito feliz. Era como se eu estivesse revivendo meu casamento com Herval, só que dessa vez, na pele de Megan e Herval, na pele de Davi.

Perdi-me na doce cena de ver Davi recebe-la e em seguida lhe dar um beijo na testa, como quem diz: “estou aqui, vou te proteger e nada será capaz de te machucar...”, até ser desperta do transe, por Herval, que se posicionava ao meu lado e sussurrou no meu ouvido:

– Você tá linda... – Sorri.

– Eu tinha que estar à altura do meu hubby, right?! – Ele sorriu e voltou a atenção para o juiz de paz que começava a falar.

(...)

Joaquim tratou de trazer as alianças e não restava dúvidas ali de que eles teriam um “E foram felizes para sempre.

Notas finais
Continua...