Geração Pamerval - A história do início ao fim
113 Capítulo 113
Notas iniciais
Por Pamela:
Estávamos livres! Aquilo era possível?
Nossos dias se tornaram tão mais leves sem aqueles pensamentos de que podíamos ser atacados a qualquer momento e eu me sentia muito bem com isso! O baby de Brian nasceu, eu não sei o que achei do nome, sinceramente! Ficou algo indecifrável dentro de mim, mas se tratava do filho de Brian, não meu! Eu não podia opinar.
Mas Louis Jonas...?
Whatever!
Herval finalmente viu que precisava de um help da Marra, e nós lhe damos! Era uma maneira de o manter mais tempo comigo e com o Quim para que eventualmente não viéssemos a passar por uma crise como a que tivemos.
Megan andava estranha... se tem uma coisa em que somos parecidas, é na maneira de nos defender contra situações fortes como a que passamos recentemente... e Megan estava exatamente como eu estive. Com a cabeça no mundo da lua, evitando palavras, tinha os olhos sempre virados em nada e isso estava me preocupando um pouco.
Eu tinha Herval, ele era meu porto seguro nesses momentos, mas Davi, mesmo que fosse um menino de ouro, ainda era inexperiente demais nas coisas da vida e não seria suficiente para Megan voltar a ser o que era. Ela precisava de sua mom!
Certa noite, eu tinha acabado de sair do banho, já estava vestida para dormir e enrolada num hobbe, quando fui ver Herval colocando o Quim para dormir. Decidi deixar os dois naquela interação de pai e filho e para esperar Herval ainda acordada, resolvi dar uma volta no jardim de casa. Fazia tempo que eu não fazia isso só por fazer... by the way, a noite estava linda!
Olhei para o céu e ele estava negro, — completamente escuro. — A lua estava cheia e havia estrelas por toda parte. Fazia frio e eu esfregava os braços para me manter numa temperatura razoável. Me pus a caminhar.
A ficha de que Jonas tinha se matado por minha culpa ainda não tinha caído. Eu não conseguia aceitar que tivesse sido a causadora da aniquilação de Jonas Marra! Do outro lado do jardim, Megan Lily estava sentada num banco com os dedos entre os cabelos e respirava pesadamente. Não pensei duas vezes, era a chance de saber porque andava daquele jeito e sentei ao seu lado, mas ela só percebeu a minha presença quando passei a mão pelas suas costas, trazendo-a para perto de mim.
Eu sabia perfeitamente o que ela estava sentindo...
– Ah mom...! – Ela só conseguiu grunhir essas palavras e enterrar a cara no meu pescoço, num abraço apertado.
Eu senti a garganta doer – estava segurando o choro – mas não consegui me manter firme por muito tempo... sem muita demora estávamos as duas chorando, abraçadas. Megan soluçava e eu me limitava a acompanha-la nas lágrimas e abraçá-la cada vez mais forte.
– Eu não pude fazer nada, mom...! Eu... eu sequer pude me despedir do meu daddy! S-se eu não o tivesse ignorado... ele poderia ter mudado! – A ingenuidade de filha reinava ali.
– Oh my baby girl... seu daddy escolheu o caminho dele... não se culpe por não ter feito nada! Jonas que não te tratou como você merecia! – Falei passando a mão em seus longos cabelos.
– Mas nós não...
– Ouça bem: Você fez o que qualquer um faria, baby... quis proteger sua mom se afastando de quem lhe fez mal! – Minha garganta começava a dar um nó mais apertado.
– Daddy se matou! Ele... ele tirou a própria vida, mom, você tem noção do que é isso?! Ainda mais sendo Jonas Marra! Ele sempre foi cheio de si demais para acabar daquele jeito... – E eu só me senti ainda mais culpada. Ela me olhava nos olhos e depois essas palavras, chorou descontroladamente. – Ele tirou a própria vida... n-não dá pra... acreditar... – O que eu tinha para falar? Eu ainda acreditava que tinha alguma culpa e agora Megan se culpava por não ter feito Jonas mudar e consequentemente evitar sua morte.
Mas ela não é Deus... Jonas era imutável, ele chegou num grau de loucura que não tinha mais jeito... Megan precisava de mim e eu precisava dela... nossas dores se preenchiam e se aliviavam. Nos abraçamos novamente e eu não percebi quanto tempo ficamos assim até ficarmos simplesmente lado a lado e Megan com a cabeça apoiada em meu ombro, ambas enxugando as lágrimas.
– Você lembra... de quando tinha 6 anos e estava brincando com seu daddy... e acabou caindo e cortando o queixo? – Lembrei. Jonas não foi sempre aquele monstro, teve uma época em que foi um bom pai...
– Yeah... I remember... ele ficou tão culpado e me levou para o hospital como um foguete! A cicatriz dos pontos ainda está aqui... – Ela disse tateando o queixo. – Daddy foi my hero naquele dia... – Falou baixando a cabeça, voltando a chorar.
– Oh, peanut, não chore, han! – Por entre as lágrimas ela deu um sorriso rápido.
– Ele sempre me chamou assim...
– Yeah...
– Mesmo depois de ter se tornado aquele monstro. E isso só prova que se eu tivesse insistido nele, eu teria o meu daddy de 20 anos atrás de volta!
– No, sweet... no... não se culpe, okay? Vamos esquecer isso! Chega de tristeza, my baby. I remember que quando você tinha 8 anos, adorava assistir filmes com sua mommy, right? – O sorriso reapareceu. – Que tal relembrar os velhos tempos? Essa noite eu sou toda sua, my love... vamos... como se diz aqui in Brazil: partiu filminho? – Ela soltou uma curta gargalhada.
– Yeah, yeah, okay... partiu! – Disse levantando-se. – No meu quarto! Quem chegar por último só veste roupas fora de moda!! – Gritou para que eu ouvisse, enquanto corria para dentro de casa, como se estivéssemos mesmo voltado no tempo e ela tivesse seus oito anos.
Sorrindo, corri logo atrás; chegamos ao seu quarto nos jogando em sua cama, às gargalhadas. Ninguém diria que há alguns minutos atrás estávamos nos debulhando em lágrimas. Ligamos a TV e colocamos no canal da Parker, porque era hora do Parker filmes.
Estava passando uma comédia romântica, a qual não me parece que nenhuma de nós se interessou porque perdi o fio da meada do filme e dormimos as duas praticamente uma por cima da outra.
No dia seguinte, Herval disse que mal conseguiu dormir – não me tinha ao seu lado na cama – mas achou so cute a noite de mãe e filha. Disse que éramos hilárias dormindo juntas e que foi um pouco complicado nos cobrir, já que Megan parecia uma contorcionista em cima de mim e que se tivesse no nosso lugar, teria dormido no meio do filme também, era chato.
À noite, estávamos apenas eu e Herval em casa. Dorothy não saía mais do apartamento que Brian e Lara tinham comprado, para não sair de perto do neto, e naquele dia tinha arrastado o Quim para ver seu primo postiço e Megan estava aproveitando o máximo de tempo com Davi, aqueles dois estavam até demorando para se casarem!
Estávamos na sala, sem fazer nada, só aproveitando o silêncio do ambiente, quando eu, vendo no Marra-Tablet o anúncio de que há alguns dias haviam lançado um filme brasileiro que me interessou, cortei imediatamente aquela ausência de som.
– Herval, que tal se fôssemos ao cinema? – Perguntei, virando o Marra-Tablet para ele ver.
– Real Beleza...? – Acenei confirmando.
– É a história de um fotógrafo que roda o Brasil inteiro em busca e da modelo perfeita e quando a encontra, o pai da moça insiste em não deixar, diz que ela precisa terminar os estudos... ah! E o fotógrafo se apaixona pela mãe dela.
– Parece interessante...
– É interessante! Principalmente quando o par romântico da trama é feito por um casal de atores que são casados na vida real! Fica tudo mais verdadeiro...
– Parece bem mais interessante... – Definitivamente segurei sua mão e o arrastei para irmos logo ao cinema.
– É muito mais que interessante, porque esse casal é a Adriana Esteves e o Vladimir Brichta! Nós já nos encontramos há alguns anos atrás, em alguns eventos in Brazil! Hoje quero prestigiar seu filme, vamos! – Eu falava ainda lhe arrastando. Então percebi ele pegar apressadamente a chave do carro e sua carteira.
Rumo ao cinema!
No fim das contas, a noite não se resumiu apenas ao cinema. O filme era lindo, uma belíssima produção, além de que eu estava certa, sendo um casal real, tudo ficou ainda melhor, by the way, em certo momento eu achei que a Adriana e o Vladimir iriam se devorar numa cena em que eles estavam num rio. O que era... so amazing!
Ainda deu para pegar um restaurante aberto e só depois voltamos para casa. Foi uma noite muito agradável... Dorothy havia mandado avisar que ela e o Quim dormiriam na casa de Brian e Megan com certeza não voltaria antes das 10h da manhã, então... seríamos só eu e Herval o resto da noite...
Ele recebeu uma ligação assim que pomos os pés dentro do quarto e enquanto ele resolvia lá o seu problema, eu ia preparar um banho, estava exausta! Quando tirei meus sapatos senti um alívio que vinha da alma! Esses sapatos são lindos, nos dão um glamour e nos deixam mais altas, no entanto destroem nossos pés... deixei a banheira enchendo e voltei para o quarto. Tirava os brincos quando Herval chegou me abraçando por trás.
– Posso te acompanhar no banho? – E depositou um beijo em meu pescoço. Senti um frio na barriga.
– Of course, my love! – Respondi com meio sorriso, tirando as pulseiras agora, enquanto ele começava a se despir. Custava fazer aquilo no banheiro? Me desconcentrou completamente. – Baby... você me ajuda a tirar...? – Perguntei se podia me ajudar com o colar, era horrível colocar e tirar sozinha, sendo tão delicado.
– Claro, meu amor... – Me virei de costas para ele tirar. Não demorou para Herval começar a beijar meu pescoço, ele não perdia chance! Logo seus braços estavam me apertando e eu me encolhia neles com os arrepios que as palavras que ele me dizia ao pé do ouvido me provocavam.
Pedi para que ele terminasse de preparar o banho e ele foi já ficando lá. Eu tirei o vestido, as roupas íntimas e amarrei o cabelo em coque, indo para o banheiro logo em seguida. Ele estava com a cabeça encostada na borda da banheira, de olhos fechados, completamente relaxado. – A visão do paraíso, tenho que admitir! – Meu paraíso... eu também entrei, me sentando entre suas pernas, sentido seu peitoral duro tocar minhas costas, logo seus braços me abraçaram e sua respiração ficou perto do meu pescoço.
– Eu adoro o seu cheiro, sabia...? – Sussurrou no meu ouvido, enquanto enterrava o nariz no meu pescoço, me arrepiando por inteiro, sem dúvida.
– Oh really? E o que ele tem de especial? – Me aconcheguei melhor em seus braços fortes e pude senti-lo melhor.
– É seu! Esse é o melhor motivo de eu adorá-lo... – Eu só consegui sorrir, eu adorava ouvir cada palavra que saía da boca de Herval... eu adorava a boca de Herval!
Não falamos mais nada. Nossos silêncios se completavam e eu sentir seu corpo e ele ao meu, era o bastante. Pelo menos até eu sentir sua mão percorrer minha barriga, indecisa se ia para cima ou para baixo. Decidi ficar de frente para Herval, queria olhá-lo nos olhos, subindo em cima dele. Minhas pernas foram para cada lado de seu corpo e eu vi seus olhos percorrerem o meu inteirinho.
– No que você está pensando, Sr. Domingues? – Perguntei, brincando com os fios de sua barba e sorrindo. Imaginava a resposta.
– Em como você adora me provocar... – Franzi as sobrancelhas sem entender. Afinal, quem estava provocando era ele!
– Provocar...? – Não precisei de uma resposta falada, só o sorriso que ele colocou na cara e suas mãos deslizando em minhas costas, disseram tudo.
Por Herval:
Ela momentaneamente arregalou os olhos, ela havia me sentido, mas logo estava com um sorriso safado nos lábios, correspondendo ao meu. Ela sentiu e viu que eu estava animado – excitado. Extremamente! – Eu senti seu corpo inteiro estremecer quando escorreguei as mãos que estavam em suas costas, até suas coxas, trazendo-a para mais perto. Ela já podia sentir minha ereção em sua intimidade e isso era... ainda mais excitante.
– Herval Domingues... – Ela sussurrou uma censura quando eu comecei a beijar seu pescoço. Mas ela que provocou aquilo, não podia reclamar... na verdade, nem queria fazê-lo, seus arrepios evidenciavam que ela estava adorando.
Suas mãos pousavam nos meus ombros e o seu corpo começou a reagir aos estímulos do meu. Nossos quadris se colidiam com os movimentos lentos que ela fazia fazendo nossos sexos se encontrarem. Eu precisava estar nela urgentemente! Involuntariamente apertei-lhe mais e ela soltou um gemido. Me queria tanto quanto eu a ela. Pamela acelerava e eu não podia me conter, precisava dela!
Com cada movimento, seus seios roçavam meu peito e aquilo era tão... provocante. Eles estavam eriçados e imploravam a minha boca, a minha língua... meus beijos desciam pelo seu colo e sua respiração ficava ofegante a cada centímetro que eu descia.
–Oh Lord! – Arfou quando lhe ataquei os seios, haurindo-os. Suas unhas cravaram nos meus ombros e eu confesso, sentia falta disso.
Eu adorava acordar no dia seguinte, me olhar no espelho e ver marcas vermelhas pelos meus braços e costas... eram marcas de prazer! Pamela logo arqueou o corpo, jogou a cabeça para trás e exigiu, apenas com um murmúrio, que eu a amasse.
Ela se ajeitou, me segurou e eu pude me sentir ir à lua e voltar quando me percebi nela. Pamela imediatamente juntou seu corpo ao meu. Sua boca ficou perto o meu ouvido. Suas mãos agarraram meus cabelos e eu pude ouvir bem de pertinho aquele gemido, ao primeiro movimento.
Eu ainda tentava entender como a gente se encaixava tão perfeitamente...
– Pamela... – Sussurrei quando ela se movimentou mais uma vez. Eu queria muito mais! Soltei o coque de seus cabelos e perdia meu rosto entre os que caíam sobre seus ombros.
Seu cheiro era excitante, provocante, instigante; Pamela sussurrou um pedido no meu ouvido e em seguida mordeu o lóbulo da minha orelha, — aquilo dava um formigamento na nuca... – Sem demora segurei-lhe firme os cabelos e fiz com que nossas línguas se esbarrassem, num beijo surpresa. Ela afundou as unhas nos meus ombros e intensificou seus movimentos. Sua boca me viciava! Seus lábios eram doces como mel e ao mesmo tempo pareciam tão selvagens...
Precisamos de ar. Encerramos o beijo, mas ela só subia e descia mais depressa, o que fazia com que seus seios, mesmo perfeitamente pequenos, balançassem curtamente, voltando a exigir minha boca. Era impossível eu estar mais... duro. Era como se ela tirasse a minha sanidade completamente!
E eu adorava isso...
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