Geração Pamerval - A história do início ao fim
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Por Pamela:
Quando cheguei em Califórnia, mais precisamente na casa do meu daddy, ele estava sentado numa poltrona. Ele tremia, estava nervoso, eu tentei acalmá-lo, disse que chamaria um médico, mas ele fez questão de me dizer tudo o que tinha para dizer, mesmo naquele estado:
–Pamela, minha filhinha... Eu errei... Errei muito em ter permitido você se casar com Jonas... – Ele falava nervosamente. Eu estava mais preocupada com ele do que com o que tinha pra me dizer, mas não pude deixar de perguntar:
–Por que você está dizendo isso daddy? O que Jonas fez de tão grave para te deixar nesse estado?!
–Eu tenho que te contar tudo my baby... Tudo! – Ele parou, tentou respirar um pouco mais fundo do que sua respiração acelerada permitia, e então começou a falar: — Lembra aquele dia, anos atrás que eu tive um infarto? Aquele dia em que você ligou para Jonas, para ele te acompanhar ao hospital para cuidar de mim?
–Sim, sim I remember... Mas por que isso agora, daddy?! – Perguntei-lhe ficando ainda mais preocupada com seu estado, enquanto Dorothy tentava falar com o doctor pelo celular.
–Eu tive aquele infarto por causa do Jonas, Pamela! Eu ouvi uma conversa do Brian com ele pelo telefone, enquanto caminhava para meu quarto...
Dorothy: -Oh my God! O que o Brian tem a ver com isso Jack?!
–Eles falavam de polícia, segredo... Eu ouvi toda a conversa. Pamela, o Jonas criou um vírus poderosíssimo e lançou na rede só para depois vender um antivírus para todo o mundo! Para lucrar Pamela! Seu marido só pensa em lucrar!
–Oh no daddy... – Disse tentando acreditar no que ele acabara de me falar.
–Ele estava sendo procurado pelo FBI! Por isso quis se mudar para o Brasil! Por que lá fica mais difícil de pegarem ele e assim ele ganha mais tempo para aprontar alguma.
–Oh no! Como Jonas pôde?! – Vi que daddy piorava seu estado e então tentei acalma-lo, mas ele me disse:
–Ainda tem mais Pamela!
–Oh! More?! Jonas ainda é capaz de mais?! – Perguntei com lágrimas nos olhos.
–É minha menina... Eu contratei uma espécie de detetive, colocamos um drone para seguir Jonas o tempo inteiro e descobrimos que... – Daddy não conseguiu terminar de falar, de repente começou a se debater, seus lábios começaram a entortar, eu segurei firme em seus braços e gritei:
–Daddy!! Daddy!! Fale comigo daddy!! O que o senhor está sentindo my dear?!!
Graças a Deus alguns minutinhos depois o doctor chegou. Levaram daddy para o hospital... Daddy tinha tido um AVC. Depois de um bom tempo no hospital, ele pôde voltar para casa, mas ficou muito mal... De cama... Não falava, não reagia... Dorothy foi um verdadeiro anjo me ajudando a cuidar do meu daddy... Eu liguei para Jonas, afinal, mesmo tendo feito tudo aquilo, ele ainda era meu marido right?! Disse a Jonas da situação do meu daddy, mas ele foi frio... Disse que tinha sérios problemas para resolver em Brasília e que após 15 dias iria “tentar” ir até lá. Eu fiquei danada com ele por mais uma vez ter deixado a família de lado, briguei feio com ele pelo telefone.
Mas uma coisa fez meus dias na Califórnia ficarem mais leves... Também liguei para Herval, para avisar que meu pai estava mal e que por isso eu tinha desaparecido do nada. Ele, ao contrário de Jonas, ficou muito preocupado, quis saber tudo sobre o estado do meu daddy e me acalmou com aquela linda voz.
Passados dois dias, recebi uma ligação de Herval dizendo que estava in Califórnia! Ele tinha antecipado uma viagem que faria para lá, só para cuidar de mim... Quando nos encontramos pela primeira vez lá, eu o abracei como se em seus braços tudo aquilo de ruim que estava me acontecendo fosse amenizado. Herval enxugou minhas lágrimas, que foram impossíveis de segurar, e disse que ficaria ali comigo até meu daddy melhorar. Ali eu vi que Herval Domingues era o verdadeiro homem da minha vida!
Os dias foram se passando, daddy ainda continuava de cama, sem falar... Apenas abria os olhos. Passei a encontrar Herval com uma certa frequência, nos encontramos no Regenera, em restaurantes... Aliás, certa noite, num restaurante, eu fui encontrar Herval, eu estava toda disfarçada para que ninguém me reconhecesse.
Herval: -Pamela! Você tá tão misteriosa que tá parecendo uma personagem de um filme brasileiro.
Eu disse sorrindo: -Oh thank you! Sei que filme é, era o filme preferido de mamãe! – Disse-lhe enquanto nós sentávamos.
–Ei, como é que tá seu pai?
–Na mesma. O que significa bad News... Nenhum avanço, nada! Na verdade eu nem vou poder ficar muito aqui... Porque o médico vai lá explicar a extensão do dano.
–Então me liga assim que acabar essa consulta. Eu quero saber. Eu fico preocupado com você, Pamela.
–Oh... – Fiz comovida. Pus minhas duas mãos sobre seu rosto e acariciei sua barba. – You so sweet... Você é tão carinhoso comigo Herval... Sem você aqui esses dias, eu... Eu nem sei! Eu vou ser eternamente grata a você.
Ele aproximou seus lábios do meu ouvido e disse baixinho me fazendo fechar os olhos arrepiada:
–Eu quero muito mais do que sua gratidão, eu quero você pra mim Pamela! Me deixa entrar na sua vida de verdade... – Beijou meu pescoço e eu desesperadamente tentando me controlar, afinal ainda estava casada com Jonas, disse sussurrando e com nossos rostos bem próximos quase nos beijando:
–Oh eu não posso... Não agora... Eu não poderia me entregar a você com meu pai nessa situação... E também, tem a mágoa de Jonas, por ele não ter vindo. São muitos sentimentos misturados... Ai por favor Herval, não me cobre uma decisão neste momento... – Falei pousando minha mão esquerda sobre seu rosto. – Please...
Passaram-se mais alguns dias e daddy começou a apresentar pequenos sinais de melhora, já tentava balbuciar alguma coisa, embora saísse tudo embolado. Então, certa noite deixei Dorothy cuidando de daddy e fui a um restaurante com Herval comemorar. Eu estava muito feliz com a melhora de daddy e nós estávamos rindo, bebendo champanhe, então eu disse:
–Oh, daddy é forte! Está se recuperando bem!
Herval: -Então vamos comemorar?
–Mais champanhe?! – falei ainda rindo quando ele me segurou pelo braço e aproximou ainda mais nossos corpos, dizendo baixinho:
–No meu hotel. Vamos Pamela, ele é super discreto, ninguém vai ver você entrando comigo, vamos eu quero tanto! – E me beijou tentando obter uma resposta positiva mais rapidamente. Enquanto ele beijava meu pescoço, eu disse:
–Oh Lord! Chega de me sacrificar por quem não merece! – Olhei em seus olhos e disse: — Ok, let’s go, me leve embora daqui!
Ele mal acreditou que eu lhe tinha dado aquela resposta. Imediatamente pagou a conta do restaurante e saímos correndo dali com ele me puxando pela mão. Pegamos um táxi e fomos para o hotel em que Herval estava hospedado.
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