Notas iniciais
Oi, oi gente! Mais um capítulo fresquinho e duas recomendações: 1- https://fanfiction.com.br/historia/627371/A_Resposta_e_Amar 2- https://fanfiction.com.br/historia/614606/50_Tons_de_PamVal/ Tenho certeza de que vão adorar essas histórias! Vale a pena dar uma olhada... Boa leitura!!

Por Pamela:

Eu me sentia tão leve... dormia tão bem como há muito tempo não dormia! Era como se todo meu corpo tivesse o peso de uma pena. Era boa demais aquela sensação, aquele sono diferente...

Mas daí comecei a sentir minha cabeça fazer curtos e demorados movimentos para cima e para baixo. Cerrei o punho e percebi que meus dedos tocavam algo duro demais para ser um colchão ou um travesseiro... e algo me envolvia. Algo forte me envolvia. Aquele sono estava meio esquisito... seria sonho? I do not know... estava de olhos fechados, só saberia se os abrisse. Foi o que fiz.

Então percebi que os movimentos da minha cabeça, era a respiração de Herval. Seus pulmões enchendo e murchando. O algo duro que minha mão tocava era seu peito e o que me envolvia eram seus braços. E eles pareciam não querer me soltar jamais. Nem eu queria que o fizesse... eu sucumbi ao desejo, a saudade, ao amor... não resisti essa era a verdade! Do que me adiantou ser forte por algum tempo para acabar numa noite mágica como a que tivemos?

Eu precisava me desvencilhar de seus braços. Já havia falhado demais, tinha que recobrar a consciência! Com cuidado para não lhe acordar, tentei levantar. Missão falha. O vi se espreguiçar com algo que parecia um sorriso no rosto e eu sentia um ardor no peito a cada movimento que ele fazia... não sabia o que pensar, o que falar, como agir... Herval me deixava assim.

Seus olhos se abriram e o castanho quase negro daqueles olhos brilharam ao olhar para mim, acompanhado de um sorriso e eu rapidamente puxei o lençol para me cobrir, afinal, eu estava inteiramente nua. Eu estava confusa, descabelada e me sentindo incrivelmente bem! – Dá pra entender? — Dava para formular alguma coisa?!

–Bom dia, meu amor... – Ele se erguia, me dando um beijo no ombro e em seguida um sorriso doce. Eu o olhei ainda incrédula.

Aquilo tinha mesmo acontecido? Olhei novamente para meu corpo debaixo das cobertas – estava mesmo nua– e olhei para ele que parecia também estar nu. Tudo aquilo aconteceu mesmo... oh my God...! E eu querendo acreditar que havia sido só um sonho bom. Um sonho maravilhoso! Umbeliaveble! Divino! Esplêndido! – Sorry, me empolguei. — O sorriso que ele tinha no rosto foi sendo desfeito ao perceber que eu não lhe responderia com o mesmo carinho.

–Não vai me dizer que não sabe o que aconteceu...!

–Yey, eu sei! Of course que sei... não estava bêbada ou tenho amnésia para ter esquecido... – Passei a mão no rosto. – Só não estou acreditando que eu fiz isso...

Não acreditava, mas não me arrependia! Foi uma noite incrível! Cada toque, cada beijo, cada sensação... cada mordida, cada arranhão... tudo eu me lembrava perfeitamente e sentia um arrepio absurdo com a recordação, só não podia ter acontecido! Eu deveria ter sido forte!

–Nós fizemos! E foi maravilhoso, Pamela... – Fiquei em silêncio olhando-o meio de lado. – Você não achou...? – O que eu achei é que aquela noite poderia não ter acabado nunca! Mas ele não precisava saber disso... continuei em silêncio e segurei o lençol ainda mais firme contra o peito. — Você não vai continuar com aquela birra de antes, vai? – Nem deixou que eu respondesse. – Pamela, pelo amor de Deus, eu não aguento mais essa briga, eu achei que a gente tinha feito as p... – Ele tinha se depositado na minha frente, tão irresistível, tão desesperado por mim... eu também não aguentava mais aquela briga! Lhe beijei num ímpeto, lhe impedindo continuar.

Seu rosto estava entre as minhas mãos, que haviam largado o lençol, e a sua mão sondava o terreno para saber se podia mesmo confiar. Eu queria mesmo o beijar, ele me pedia isso com os olhos. Logo suas mãos estavam em minhas costas.

Creio que não acreditou que eu finalmente tivesse desistido daquela briga e parou o beijo no meio, me desanimando um pouco.

–Isso significa que...?

–Me perdoa, Herval... esse tempo todo que passamos brigados só me fez perceber que... – Dei uma curta pausa enquanto um sorriso começava a aparecer em seu rosto. – Que eu não sou nada sem você... – O que ele tinha no rosto não era mais um sorriso, era o paraíso!

–Por favor, repete, repete e me diz que eu não tô sonhando! Que eu não vou me acordar no sofá da Plugar e perceber que o nosso casamento acabou... – Eu sorria e negava tudo com a cabeça, Herval caiu em si e eu flutuava em seu sorriso até senti-lo me beijar de surpresa.

Parecia que toda aquela noite de beijos não fora suficiente para matar a nossa saudade... logo ele ousou se descobrir do lençol, ficando de joelhos e com as mãos em minha cintura, pedia que me aproximasse mais, erguendo meu corpo e grudando-o ao seu.

–No, Herval... nós acabamos de acordar e precisamos levar Joaquim à escola, right? Faz tempo que não fazemos isso juntos...

–Alguém pode fazer isso pela gente, só hoje... a gente merece né...? – E seus lábios correram ao meu pescoço, já me deixando percebê-lo se animar. Era tentação demais para mim... eu arranhei seus ombros tentando me controlar, mas aquilo só o instigou mais.

–Herval... Joaquim precisa de nós agora...! Faz tempo que não somos uma família de verdade... – Ele tomou forças para me soltar. Esse tempo que ficamos afastados afetou muito a nossa convivência com Joaquim e precisávamos retomar a nossa antiga vida em Family!

–Ok, você tá certa... a gente leva ele, busca, dá um passeio... retoma a intimidade com nosso filho... – Confirmei com a cabeça, voltando a pegar o lençol para me cobrir. Ele deu um sorriso sem jeito e disse: – Então eu vou... eu vou tomar um banho para a gente ir tomar café da manhã... – Se levantou sem perceber que estava completamente nu, e mesmo que eu soubesse que ele o estava, não passava pela minha cabeça que ele se levantasse simplesmente como estava. E ele estava... very excited!

–Oh! – Tentei desviar o olhar, aquilo era constrangedor, admitamos, please! Afinal, eu provoquei aquilo nele e agora puxava escada.

–Droga! – Ele se olhou. – Desculpa, Pam... — Logo puxou o lençol para se cobrir, só que o tirou de mim! – Merda! – Disse baixinho. Herval nunca falava palavrão, mas a complicação da situação exigia.

–Oh relax... sem constrangimento, okay? Whatever! Não somos mais adolescentes e nos conhecemos muito bem com e sem roupa, right?! – Coçando a cabeça ele confirmou e eu sorri. — Eu vou tomar banho com você... – Falei levantando e caminhando, mas ele me parou.

–Acho melhor não, porque senão tomar banho vai ser a última coisa que eu vou querer fazer naquele banheiro... – Disse me examinando por completo. E eu senti um calor intenso me subir, mas concordei em esperar ele terminar.

Herval tomava seu banho e eu fui escolher a roupa do dia para adiantar o processo. Me enrolei num hobbe e comecei a procurar o que vestir. Well, optei por um tubo vermelho com alças eu faziam um X na frente e atrás e percata preta. Quando estava com o vestido em mãos, fechando o closet, senti mãos úmidas envolverem meu corpo e um beijo no pescoço

–Sua vez... – Ele disse. – Se quiser companhia... — Logo me virei, sorri, lhe dei um beijo, coloquei o vestido em cima da cama e corri para o banheiro.

Quando estávamos prontos, saímos juntos e felizes do quarto.

Bom dia, Family! — Falei animada, enquanto sentava à mesa, dando um beijo em Megan e em Joaquim. Todos notaram que estávamos bem novamente, mas além de um belo sorriso no rosto de todos, nada foi comentado. O que era bom. – Como foi no parque de diversões ontem, Quim?

–Foi muito bom! Pena que a tia Dorothy tem medo de roda gigante...

–Madrinha, você tem medo de altura? – Perguntei quase rindo.

–Não né! Senão não andaria de avião. Eu tenho fobia de roda gigante, é diferente... – Tentou manter seu ar superior, nos fazendo rir e então continuamos a refeição.

–Mommy! Amanhã começam as minhas aulas e violino! Você e o papai vão me levar?

–Nem pensar, seu moleque! Quem vai levar sou eu! – Não pude nem abrir a boca que Megan já me atropelou. – Eu que te dei o presente, tenho que ter no mínimo o direito de te levar na primeira aula!

–É... pensando bem, tem mesmo! – Herval se pronunciou, antes de comer um pedaço do pão integral que estava no meu prato. Ele logo bebeu suco resmungando. – Que coisa horrível! Não tem gosto de nada além de areia... não sei como vocês conseguem comer isso! – Eu, Dorothy e Megan gargalhamos. Homens... nunca entenderão!

–Isso é que dá atacar a comida alheia, baby... – Falei acariciando sua barba, debochada.

–E você já comeu areia, papai? – Rimos de novo. Aquele café da manhã estava perfeito.

–Não porque eu quis, mas jogando bola com os meninos da Plugar, já caí bastante na areia e um pouco veio parar na minha boca, o que é que eu posso fazer...?! – Dizia coçando a cabeça, com um sorriso envergonhado, enquanto nós o olhávamos atentos e sorridentes.

–Mas o que interessa é que eu vou levar meu maninho para a aula de violino! – Megan voltou ao assunto e nós cedemos, quando Megan põe uma coisa na cabeça, não há quem tire!

(...)

O dia foi bem produtivo! Levamos Joaquim na escola e fomos cada um para nosso trabalho. Eu ia para a Parker, mas antes tive que passar na Marra, queria falar com Davi sobre a possibilidade da Marra ajudar a Plugar naquele momento difícil que estava passando.

Falei e ele me disse que a gente poderia tenta... mesmo que o preconceito de Herval contra a Marra tivesse sido quebrado, ele não aceitaria fácil a ajuda. Orgulhoso do jeito que era! Mas se cedêssemos alguns computadores, já ajudaria bastante, right?!

Eu estava saindo da Marra, tirando a chave do carro da bolsa, quando alguém me chamou.

–Pamela! Pamela, espera! – Olhei para trás e lá vinha Ernesto.

–Hi carismático Ernesto! Tudo bem com você?

–Tudo, tudo sim... eu queria saber é como você está! Perdeu o maior filmão ontem hein! Não quis me acompanhar... – E simultaneamente ao que ele falava, a noite de urros e gritos com Herval passava na minha mente, será mesmo que eu havia perdido alguma coisa? Faça-me rir! Só se for a sanidade, isso eu perdi e nunca neguei!

–Oh não faz mal! Outro dia nós vemos, han! Eu estou ótima e apressada, preciso ir para a Parker! – Falei lhe dando as costas.

–Não, Pamela, espera! – Me virei para ele novamente. Até que estava incrivelmente paciente, Herval me deixava assim! – Você parece tão feliz, tão radiante... você e o Herval fizeram as pazes?

Ué, não era o que estava estampado na minha cara?! Tatuado com letras maiúsculas na minha testa?

–Yeah, nós nos entendemos... brigas são normais num casamento, right?! – Sua feição me era estranha. — E é em momentos de briga como esse que a gente vê quem são nossos amigos de verdade... e você esteve todo o tempo do meu lado, Ernesto... muito obrigada...! – Disse pousando a mão em seu rosto e ele se limitou a sorrir, não me pareceu um sorriso animado não, mas era um sorriso, já era o suficiente. – Well, depois a gente se fala, estou com umas ideias para a Parker TV que não posso deixar escapar da mente. Até logo carismático Ernesto! – Tirei a chave da bolsa e voltei a caminhar.

Eu quero ser muito mais que seu amigo... – Ele sussurrou pensando que eu não ouviria. Oh my God! Aquela fixação dele pela princesa Shelda ainda não tinha passado...

Depois da Parker, encontrei Herval na porta da escola do Quim. Nós o levamos para passear, algo entre pais e filho, e Joaquim só tinha um assunto: aula de violino. Ele estava muito animado com as aulas que começariam no dia seguinte e a gente se divertiu como há muito não fazíamos... nós só não contávamos com o que nos aguardou naquele dia tão aguardado pelo pequeno Quim.

Por Jonas:

Estava tudo preparado. Eu já havia conseguido um helicóptero para fugir do Rio com a Pam e a Megan, e para isso eu ia pegar o garoto, lógico! Exigir uma troca, o moleque pelas duas e elas, bobas como sempre foram, cairiam como um patinho e nós voltaríamos a ser a família feliz que sempre fomos... agora eu precisava ferrar com a vida do Herval primeiro! Assim que pusesse as mãos na Pam e na Megan, uma ou mais balas perfuraria aquele “coraçãozinho bondoso” dele.

Estava tudo muito fácil! Brian é um livro aberto e absolutamente tudo, mesmo que involuntariamente e sem intensão, ele me contava, tudo o que eu precisava saber para pôr meu plano em prática. Eu me fiz de inocente e pedi para que ele não me abandonasse, que eu ia mudar, mas precisava da ajuda dele.

Assim, entre conversas ele me disse a data em que o moleque começaria a fazer aulas de violino. Falou animado, orgulhoso do sobrinho postiço e mal sabia que estava me entregando o pirralho de mão beijada. Raciocinando um pouco, não foi difícil descobrir onde era aquele lugar e colocando uma arma no quadril, não importava quem eu teria que enfrentar, o moleque eu ia levar!

Fiquei na espreita na frente do lugar, dentro do carro que eu tinha arrumado, quando vi o menino chegar correndo e pulando de felicidade. Logo atrás dele, Megan, com um sorriso de orelha a orelha! Porra! Tinha que ser minha filha?! Eu tinha que apontar a arma para a minha filha?! Ela teria que me perdoar, mas ia tomar o garoto e era naquele momento!

Antes que eles chegassem na porta do lugar, eu corri lhes abordando. Megan se surpreendeu, mas tentou me enfrentar. Eu não estava com a cara à mostra, mas ela sabia que era eu... não tinha como não saber se ela me conhecia tão bem.

–Passa o moleque para cá!– Ela agarrou firme no braço do moleque, enquanto eu o puxava para mim e gritava para ela soltar.

–Não! Solta ele! Solta! Você não vai se livrar dessa, Jonas Marra! Eu vou chamar a polícia!– O pirralho já desesperado, chorava, e aquilo ia chamar a atenção de muita gente dentro do lugar, já que a rua estava deserta. Meu plano não podia falhar de jeito nenhum!

Sem ter paciência para aquele embate, empurrei Megan, fazendo junto com ela, cair a bolsa com o violino do garoto, peguei a arma e comecei a apontar para ela.

–Fica quieta! Fica aí parada! Ou morre! – Não sei como consegui dizer aquilo, ela me olhava com os olhos arregalados e chorava, e pegando o Joaquim nos braços, corri rua a fora, atrás do carro que estava me esperando.

–Joaquim!!! Joaquim!!! – Ainda se podia ouvir a voz da Megan berrando pelo menino, enquanto tentava alcançar o carro.

–Você ainda vai me agradecer por isso, peanut, pode escrever... – Sussurrei, enquanto tentava conter a ferinha que eu acabara de sequestrar.

Por Herval:

Parecia ser uma tarde agradável... eu tinha levado trabalho para casa para não precisar ficar até tarde na Plugar e arrumar briga com a Pam de novo e ela era só carinhos comigo, eu estava adorando aquilo, não deixaria nossa vida desencaminhar de novo.

Estávamos no escritório. Eu assinando alguns papéis, ela logo atrás de mim, me fazendo uma massagem que por sinal estava maravilhosa, até suas mãos começarem a descer pelo meu peito, querendo abrir os botões da minha camisa e sua boca encostar no meu ouvido na tentativa de me tirar a concentração, estava conseguindo totalmente!

–Pamela, não provoca... você sabe que eu tenho que terminar isso aqui... – Lhe censurei, enquanto ela beijava meu pescoço.

–O que eu sei é que você está muito tenso e precisa relaxar... – Ela sussurrou no meu ouvido, me arrepiando e em seguida me dando uma mordida no lóbulo da orelha. Eu estava prestes a lhe puxar de trás de mim e lhe sentar naquela mesa, quando:

–Mom!! Herval!! Dorothy!! – Alguém gritava pela casa, era Megan. — Mom!! Herval!!! Help! – Pam e eu demos um pulo e corremos para a sala. Lá avistamos a Megan ofegante, toda descabelada, suada e chorando. Meu coração gelou. – Daddy, ele... – A falta de fôlego não lhe deixava falar, eu olhei para a Pamela e ela parecia já adivinhar o que tinha acontecido. Seus olhos encheram d’água, suas mãos foram parar na boca e eu senti o impacto do seu corpo contra o meu, quando Megan finalmente falou: — Ele sequestrou o Quim...

Aquilo foi como um tapa, um murro, uma rasteira, uma voadora e 20 facadas em mim. Nos primeiros segundos eu não tive reação, aquilo não parecia ser verdade! Não podia ser verdade! Mas Pamela se desmanchava em meus braços, chorava descontroladamente e quase rasgava minha camisa de tanto que suas unhas a agarraram. Ela dizia palavras embargadas pelo choro, enquanto Megan se jogava no sofá, derrotada e enterrava a cabeça nas mãos.

Dorothy tinha ido visitar o Brian que estava prestes a ter seu filho e eu que tinha que ser forte ali. Não consegui. Era demais para mim... Jonas Marra iria me pagar com a vida! Soltei Pamela e tentei caminhar para a porta, mas ela me segurou.

–Não, Herval, não!! Assim você não vai conseguir nada! Por favor, não me abandona, não me deixa aqui sozinha... Jonas levou nosso baby... precisamos pensar juntos em como recuperá-lo! – Ela falava cada palavra com dificuldade, com falta de ar, tão frágil, tão desesperada... eu tinha a necessidade de cuidar dela! A morte de Jonas podia esperar alguns minutos... lhe abracei com toda a força que tinha, e ela fez o mesmo, enterrando a cabeça no meu peito, acompanhada de Megan que se juntou a nós. Era como se recuperássemos nossas forças ali, juntos. E unidos lutaríamos para trazer o Quim de volta.

E o telefone tocou.

Notas finais
Continua...