Notas iniciais
Oi, oi, gente!!! Capítulo 100!! Festa! Urruuuu!! Pena que não é lá dos melhores momentos da fic... espero que curtam Boa leitura!

Por Pamela:

Decidi confiar em Herval. Ele disse que se dedicaria mais a família e merecia um voto de confiança. Aquela discussão que tivemos não poderia abalar nada, ao contrário, teria que ter servido para firmar mais a nossa cumplicidade. Marcamos aquele jantar especial, fora de casa, longe dos problemas, só nós dois, para tentar recuperar o que parecíamos ter perdido.

Eu confirmei e ele logo abriu um sorriso e me abraçou, agradecendo a segunda chance que eu lhe dava e eu, me sentia tão culpada por ter sido tão infantil e egoísta...

Não passamos o dia juntos, ele disse que se queria sair mais cedo no dia seguinte, tinha que trabalhar naquele. Concordei e disse que qualquer coisa, ele contasse comigo, afinal, somos marido e mulher, onde um ajuda o outro. Ele foi trabalhar, mas alegando que voltaria às 22:00 hrs e eu sinceramente esperei que não estivesse prometendo o que não poderia cumprir, novamente... porque aquilo era o tipo de coisa que deixa o coração cheio de incertezas, e se tem uma coisa que não pode existir numa relação, é incerteza!

Quando me vi sozinha com Dorothy em casa, decidi lhe fazer companhia, ela andava tão sozinha desde que Brian saíra de casa. E eu me sentia culpada por isso. Fui até a sala e lá estava ela, com uma revista velha na mão, folheando a mesma, mas sem nem saber o que fazia!

–Hi, madrinha! Por que essa carinha triste, han?

–Antes de lhe responder, eu quero saber o que foi aquilo no quarto... você e o perigo tropical, brigaram? – Fazia tempo que eu não a via chama-lo assim...

–Oh no, Dorothy... foi só um desentendimento bobo! Coisa de casal! Acontece não é... já resolvemos... – Ao menos era o que eu esperava que estivesse acontecido. — Mas e então? Me responda agora!

–Preocupações de mãe, Pam... não vou mais te encher com isso. – Brian mais uma vez!

–Eu estive pensando esses últimos dias, madrinha. Pensando em absolutamente tudo na minha vida, inclusive nesse meu afastamento de Brian. Eu fiquei muito magoada com ele, por ele ter continuado amigo de Jonas, mas a gente não tem como escolher a quem vai interessar a amizade, não é?! Eu pensei direitinho e cheguei à conclusão de que se Brian me causou algum dano, não foi ele tão grave!

–Isso significa...? – Ela me instigou a continuar já jogando a revista na mesa de centro.

–Isso significa que guardar rancor não faz bem a ninguém! Acho que se eu perdoar Brian, me sentirei bem mais leve, right? – Falei, com um sorriso sutil no rosto, enquanto ela alargava o seu.

–Com certeza! Sem dúvidas! Oh my God! Isso é sério, darling?! – Ela se levantou frenética da cadeira.

–Yeah!

–Champanhe para quem tem sede!! – Aquele seu bordão sempre me levava à gargalhada. – Eu vou ligar para Brian agora mesmo! Ele precisa vir aqui! Vocês precisam conversar, right?!

–Oh no, madrinha! Calma, não é assim tão simples... eu preciso de um tempo para colocar as ideias em ordem. Avise a ele que está perdoado, mas um encontro nosso... acho que ainda não é a hora... pelo menos não depois de eu ter tido uma discussão com Herval... mesmo que tenhamos nos entendido, ainda fica um certo abalo...

–Oh sim, é verdade... melhor esperar... – Ela concordou, ficando menos eufórica, mas não menos feliz. Simplesmente largou o telefone que tinha pego e me deu um abraço super apertado de agradecimento. Agora sim... a minha segunda mãe estava feliz... e eu fiquei aliviada por não ser mais a culpada de sua tristeza.

Quando Joaquim chegou da escola nós ficamos conversando sobre uma possível aula de música clássica, mas para falar a verdade, meu pensamento só se concentrava no jantar que eu teria com Herval... há quanto tempo não jantávamos só nós dois, juntinhos... tem coisas que vão se apagando com o passar dos anos e eu estava feliz por ele não estar querendo deixar o que nós tínhamos se apagar.

De 21:00 hrs Joaquim foi dormir, tinha escola cedo. Megan, parecia que estava querendo sair de casa porque quase nunca dormia em casa e aquela noite foi uma das vezes. Dorothy, no decorrer do dia, recebeu uma ligação de Brian, contando o sexo do seu baby, um menino, e a essa hora alegou que a emoção de receber essa notícia havia sido tanta que lhe provocara uma enxaqueca infernal. Tomou um remédio e foi dormir também. O que eu faria acordada?! Esperaria Herval? E o medo de que ele não chegasse no horário prometido?! O que eu fazia com ele? Se dormisse a dor seria amenizada, achava eu.

Tomei um bom banho, vesti a camisola e deitei na cama esperando que o sono me invadisse o mais depressa possível e foi o que aconteceu. Após algum tempo, senti um braço me envolver e um outro querer ir parar embaixo da minha cabeça. Abri os olhos e vi no relógio da mesinha de cabeceira que era 22:23 hrs. Foi tão boa a sensação que eu senti... como se eu finalmente tivesse o meu Herval de volta... me aconcheguei em seus braços e senti sua respiração quente no meu pescoço e um beijo na nuca.

–Boa noite, meu amor... – Ele sussurrou, antes de aconchegar o rosto no meu pescoço e adormecer sentindo meu cheiro, enquanto eu adormecia sentindo o calor de seu corpo e do seu amor.

(...)

No dia seguinte, nós dois nos levantamos cedo. Ele para trabalhar e eu para preparar Joaquim para leva-lo na escola, já que Dorothy voara para fazer uma visita a Brian e fazer umas “comprinhas” para o neto. O pouco tempo em que Herval ficou em casa, fez total companhia ao Quim, mesmo se arrumando, brincava com ele, lhe contava uma coisa ou outra... parecia se esforçar para manter-se presente e aquilo me alegrava muito.

Depois que deixei Joaquim na escola, coincidi com Megan chegando em casa.

–Hi little baby! Lembrou que tem casa?! – Brinquei, enquanto entrávamos.

–Eu nunca esqueci, mom! Só que dormir sozinha é tão boring... prefiro dormir na companhia do meu nerd prince! – Rimos.

–Oh my God! Esqueci que preciso ir ao salão! Preciso fazer o cabelo e as unhas!

–Alguma ocasião especial, Pamela Parker-Domingues? – Me perguntou com um sorriso sacana.

–Stopped, sua bad girl! Herval apenas me convidou para um jantar romântico e eu não posso fazer feio, right?!

–Right! Se o Herval finalmente está de volta ao planeta terra, you mean, ao planeta Pamela, tem que ser recebido da melhor maneira possível! Mas você não precisa sair de casa, mom, esqueceu quem é? É só você estalar os dedos que tem os melhores cabeleireiros e manicures aqui aos seus pés! Relax... eu vou ligar para os meus favoritos! – Disse caminhando para seu quarto, enquanto eu me sentia um pouco mais aliviada por já ter como me arrumar e ao mesmo tempo preocupada com o que vestiria.

O dia foi correndo, o cabeleireiro e a manicure chegaram e me deixaram impecáveis! Megan tem mesmo bons contatos! Meu problema era agora apenas com o vestido. Fui até o closet, escancarei tudo e embora tivesse uma fileira enorme de vestidos a minha frente, parecia que eu não tinha absolutamente nada para vestir!

–Quer ajuda aí, mom? – Megan apareceu na porta, enquanto eu tirava os vestidos e jogava para qualquer lado, por não me ser uma opção boa.

–Seria ótimo, Megan! Eu não encontro o vestido certo para esta noite... – Era uma ocasião especial! Merecia um vestido especial! Herval merecia que eu ficasse deslumbrante para ele.

–Hum... deixe-me ver... – Ela vasculhava tudo. – Este aqui!

(...)

Era 20:00 hrs, eu estava pronta, cabelos soltos, make up com os olhos bem marcados, um colar lindo, dado por Herval em um dos meus aniversários, vestido curto de corte reto, clássico atemporal, de cor vinho, que veio a calhar uma pulseira de brilhantes, meia calça preta e scarpin também preto, arredondado. No meio do dia ele me pediu que fosse primeiro para o restaurante que me avisou ter feito uma reserva. Disse que para fazer uma surpresa para mim, eu já tinha que estar no lugar, e eu, inocente, fui.

20:20 hrs e Herval não tinha dado as caras ainda! Eu estava com tanto medo de que aquele fosse o sinal de que ele não iria... de que havia me trocado pela Plugar mais uma vez... de tanto esperar, eu já havia pedido um vinho, bebia nervosa, tentando espera-lo o mais paciente possível, mas estava quase impossível.

–P-Pamela? É você? – Olhei para o lado e lá estava Ernesto!

–Hi Ernesto! Como vai? – Tentei ser simpática.

–E vou bem... melhor agora! Nossa, como você tá linda... – Ele deixou escapar.

–Oh thank you! Mas o que faz aqui?

–Eu ia só jantar... sozinho... v-você tá só? E-eu posso sentar aqui com você? – Quer saber?! Que se explodisse Herval! Olhei no relógio do meu celular e jpa era 20:42 hrs, não lhe esperaria mais, Pamela Parker não é mulher de ficar esperando ninguém! Muito menos de levar um bolo daqueles!

–Of course! Sente-se Ernesto! Será um prazer jantar com você! – Falei, lhe indicando a cadeira a minha frente, que se não fosse o descaso de Herval, seria ocupado por ele.

–Vo-você já fez o pedido?

–Oh no... eu estou em dúvida, você não quer escolher por nós? Surpreenda-me! – Disse sorrindo. Estava realmente disposta a me divertir sem Herval Eu não havia me arrumado toda daquele jeito, para lamentar a noite toda, tendo o jovem Ernesto ali, tão animado, para animar a minha noite também.

–Então eu vou pedir... – Fez sinal com a mão, para que viessem nos atender. – Por favor, dois Quiche Lorraine. – O rapaz anotou o pedido e se retirou. O vinho já estava lá, não precisava mais de bebida. – Você vai adorar esse prato, Pamela!

–Tenho certeza que sim! – Eu estava mesmo ali? Eu estava mesmo me divertindo? Eu queria mesmo dividir aquela noite com Ernesto? Por mais cute que ele fosse, era Herval que eu estava esperando e que não aparecera...

–Oba... – disse baixinho, assim que os pratos chegaram. – Vamos atacar? – Me olhou sorrindo. Antes de fazer isso, eu tinha que agradecê-lo por estar salvando a minha noite.

–Antes... eu queria te agradecer, Ernesto...

–Agradecer? Pelo que?

–Por ser essa companhia tão agradável... – Pousei a mão sobre a sua, lhe fazendo uma suave carícia. – Eu achei que a minha noite seria um desastre, mas você a deixou mais animada, muito obrigada, Ernesto... – E enquanto essa mão continuava sobre a sua, fazendo-o ficar imóvel, a outra foi até seu rosto e lhe fez um carinho rápido, quando atrás de Ernesto, vi surgir a figura de Herval.

–O que que esse cara tá fazendo aqui?! – Involuntariamente eu agarrei firme a mão de Ernesto e o olhava muito magoada, enquanto ele olhava para a minha mão unida a de Ernesto e para lhe provocar, não a larguei.

Notas finais
Continua... Opiniões? Deem sinal de vida!!