Geração Pamerval - A história do início ao fim
88 Capítulo 88
Por Megan:
–Que brincadeira é essa?! – Perguntei, olhando para Brian e para daddy.
–Brincadeira nenhuma, puppet! O seu pai não pode querer te ver?
–Não! Você perdeu esse, e todos os direitos a partir do momento em que tornou a vida de mom um inferno!
–Megan, você tem que entender que o lugar da Pamela é ao meu lado...!
–No! O lugar de mom é ao lado de uem ela ama! Que by the way, é Herval, right?! E além do mais, ele é like, bem melhor que você!
–Megan... – Brian tentou me repreender.
–Ela não ama aquele idiota, ela está iludida, eu vou acordar sua mãe e ela vai voltar pra mim, você vai ver...
–Que decepção, Brian Benson... Mom não merecia essa sua traição...
–Não tem ninguém traindo ninguém aqui, puppet!
–Para de me chamar assim!! Eu não sou mais a sua puppet! Você não é o meu daddy! Você não tem coração! Não ama ninguém! Não se importa com nada além de com seu próprio umbigo. Você foi mimado demais pela vida, Jonas Marra... A vida toda fez só o que quis, quem quis e acha que agora vai ser igual?! No... As pessoas têm sentimentos, sabia? Não são seus brinquedos que quando você enjoa, joga para o lado, chega uma hora que cansa, que elas dizem: “Chega! Não vou mais me deixar manipular!” Foi o que aconteceu comigo agora... Foi o que aconteceu com mom, no dia em que ela se separou de você... A gente não cai mais na sua lábia! Nem pra fingir ser good daddy você serve!, by the way, não ouse pensar que é um bom pai, porque você é o pior pai do mundo... – Despejei tudo isso em cima dele, deixando-o e a Brian também, sem palavras. Ao menos eu não havia saído da porta, foi simplesmente virar as costas, caminhar a rápidos passos, sentir as lágrimas se formarem em meus olhos e ouvir os dois berrarem meu nome.
–Megan! Megan! Volta aqui! Você não pode falar essas coisas pra mim e ir embora! Eu sou seu pai!!! – Ele gritava no meio da rua, enquanto eu pegava um taxi.
–Eu falo como eu quiser! Porque alguém como você não merece um pingo de respeito! – Ia entrando no carro. – E você não é o meu pai! – Entrei de uma vez e fui embora dali, vendo-o pela última vez, correndo.
Eu não queria ir para casa, Dorothy com certeza me perguntaria o que aconteceu e eu não queria ter que contar tudo aquilo que tinha acontecido e com a participação do seu filho. Davi estava ocupado, mom era minha salvação mesmo que eu não dissesse nada a ela, ao menos estar pertinho dela e vê-la cada dia melhor, já seria suficiente pra mim.
–Mom? Posso entrar? – Perguntei, colocando a cabeça pra dentro do quarto e tendo controlado o choro, sentia um nó na garganta.
–Hi sweet... Of course que pode! Come here!
–Onde está Herval?
–Ele foi em casa, Rita ligou para ele, da Plugar, pedindo uns papeis e ele foi buscar para ir levar lá. – Só acenei positivamente, dizendo que entendi, me aproximei dela, mexendo em seus cabelos, sem querer cogitar a possiblidade dela ter morrido por causa de daddy, quando ela disse: — Mas não foi pra saber de Herval que você veio aqui, right? Que carinha é essa, han? Eu posso ajudar, my princess ex-bad girl! – Tentava brincar.
–Oh no, não é nada mom, só estou um pouco cansada...
–Você pensa que me engana, Megan Lily? – Perguntou, sorrindo, serena. – Eu sou sua mãe! Te conheço melhor do que qualquer pessoa! Tell me... – E ela me olhava com aqueles olhos curiosos e com aquele sorrisinho típico de Pamela Parker Domingues. Eu não podia falar exactly tudo, porque ela ainda não estava preparada para receber notícias estressantes, mas eu e mom sempre fomos tão amigas, sempre dividimos tudo e eu não podia não contar a ela o que aconteceu...
–É que... Hoje eu encontrei quem não queria... – Ela esperou que eu continuasse. – Não precisa ficar preocupada, mom, mas Brian me levou para ver daddy...
–What?!
–Mas ele só queria conversar comigo, relax, você não pode se estressar, ele só queria falar com a puppet dele, mas eu corte logo sua vibe, Jonas Marra morreu para mim!
–O que ele te disse, Megan? Ele fez alguma coisa? Te machucou?
–No! Ele não faria nada com a filha dele right?! Mas eu não quis falar com ele, vim o mais depressa possível ficar com você... – Ela respirou, um pouco mais aliviada.
–Você disse que... Brian te levou? Ele continua amigo de Jonas?!
Por Herval:
Eu tinha ido levar uns papeis na Plugar, mas não gostava de deixar a Pam sozinha por muito tempo... Voltei o mais rápido que eu pude e perdi a cabeça quando vi Jonas Marra, acompanhado do Brian, quase entrando no hospital.
–Heay! O que é que esse canalha tá fazendo aqui?! – O instinto protetor falou alto dentro de mim, eu prometi que o Jonas não chegaria perto da Pam, e não deixaria mesmo ele fazer aquilo. Fiquei frente a frente com ele em questão de segundos.
–Não é da tua conta eu não te devo satisfação, babaca!
–Herval! Você tá louco?! – Brian me repreendeu porque inconscientemente, assim que ele terminou de falar “babaca”, lhe dei um muro na cara.
–Louco tá ele, em aparecer aqui, depois de tudo o que fez!! – Falei, transtornado.
–Jonas, vamos embora, depois você fala com a Megan... – Brian tentava fazê-lo ir embora.
–Agora eu só saio daqui quando quebrar a cara desse desgraçado! – E veio em minha direção, revidar o murro, mas lhe dei outro primeiro fazendo-o perder o equilíbrio e cair no chão mas conseguir me derrubar também, com uma rasteira. A partir dali, mesmo com a dor da queda, não via tudo vermelho via tudo preto, queria matar aquele desgraçado! Ele não ousaria chegar perto da Pam, mesmo que tenha ido falar com a Megan, que por sinal também não queria vê-lo nem pintado de ouro.
–Parem! Parem! Oh my God! O que esses dois pensam que estão fazendo?! – Gritava o Brian, tentando nos fazer parar. – Herval! Man! Para! Pense na Pam! – Senti ser puxado por alguém, era um dos seguranças do hospital.
–Quem é você pra me dizer pra pensar na Pam?! Você pensou por acaso?! Você sabe muito bem o estado dela, por causa desse criminoso e ainda o traz aqui?! – Nem eu mesmo me reconhecia, de tão revoltado que estava. E quando dei por mim, me vi rodeado de paparazzi, eles pareciam brotar do chão! Uns escondidos e outros davam a cara a tapa.
–Hey! O que está acontecendo aqui?! – Megan apareceu.
–Seu pai e Herval se atacando aqui fora! – Disse Brian.
–Eu não perguntei a você, traidor! Please! Solte Herval... – Ela pedia ao segurança. – Eles não vão mais brigar, sorry pelo transtorno, isso não vai se repetir... – Os seguranças custaram, mas nos soltaram. – E você, pegue seu amiguinho e vá embora daqui! Mom não pode sonhar com esse episódio lamentável! – Até parece que não notou os paparazzi... – Vamos Herval... Vamos pedir para alguém dar um jeito nessa sua cara... – Acho que eu estava no máximo com um corte no canto da boca e com uma mancha roxa na bochecha... A acompanhei.
–Eu tenho que ir falar com sua mãe ainda... – Falei enquanto ela mesma limpava o sangue na minha cara, com as coisas cedidas pela recepcionista.
–Você não pode falar com ela com a cara desse jeito! Tá roxo isso aqui... Ela vai perceber logo! Ah! Acho que tenho a solução... – Pegou sua bolsinha que nunca largava e de lá tirou uma peça de sua maquiagem. – Se eu passar isso aqui... Dá pra disfarçar um pouco... – Falou já passando.
–O que que o Jonas queria com você, Megan? – Perguntei.
–Me encher a paciência! Mas eu já deixei claro que não quero papo! E... Prontinho! – Disse terminando de disfarçar o hematoma. Nós nos despedimos, eu a agradeci e ia para o quarto, rezando para que não aparecesse nenhum corte e pra ela não descobrir nada da briga, dei um jeito na roupa que tava meio empoeirada e entrei.
–Herval... Eu quero ir para casa, hubby... Não é seguro ficar aqui! Megan me disse que encontrou Jonas! E se ele quiser aparecer aqui?! Oh my God! Herval, não quero ficar aqui, e-eu já estou bem, right?! Prometo eu me comporto em casa, mas não quero mais ficar nesse lugar! – Ela parecia bastante aflita e acho que a Megan é boa maquiadora... Para falar a verdade, eu também estava começando a achar aquele hospital uma área perigosa...
–Pam, você tem que esperar um pouco mais... Você não tá 100% recuperada...
–Não importa, please Herval... Peça ao doctor para adiantar a minha alta... Eu promeri o que for preciso, eu faço o que for preciso, mas se Jonas foi capaz de procurar Megan e com certeza com a ajuda de Brian, ele pode muito bem vir aqui e tentar algo contra mim... – Ele já havia ido lá! Eu só esperava que ninguém aparecesse com o jornal no dia seguinte... Sempre tem coluna social com fofocas sobre famosos e o marido de Pamela Parker aos murros com o ex-marido dela, no meio da rua, seria um prato cheio com certeza!
–Tá, tá bom, eu vou falar com ele... – Mas antes que eu saísse para fazê-lo, ele mesmo estrou lá.
–Boa tarde! Como vai a minha paciente vip?
–Crazy para ir para ir para casa, doctor!
–Calma... Ainda tem que ficar em observação por alguns dias...!
–Oh please doctor... Qual a diferença se o senhor diminuir a quantidade de dias?
–Eu preciso lhe monitorar para saber se está mesmo bem! Na noite passada mesmo, você teve dores no corpo, não foi?
–Yeah... Mas já estou bem... O senhor não pode ditar os cuidados que eu tenho que ter? Eu não aguento mais ficar nessa cama...
–Teria muito problema se ela saísse antes da hora, doutor?
–Não, não necessariamente... Ela só não poderia se esforçar muito ou passar por algum estresse, além de algumas restrições alimentares...
–Eu prometo não me esforçar, me estressar e prometo só comer o que o senhor disser que eu posso! Mas me deixe voltar para casa logo...
–Pra quando está prevista a alta, doutor? – Perguntei.
–Eu pensava que dentro de dois ou três dias... Mas diante de tanta insistência... se você cumprir mesmo tudo direitinho... pode voltar para casa amanhã no fim da tarde. Só vou precisar do início do dia para fazer uns últimos exames... – Pamela ficou radiante com a notícia e contava os segundos para o próximo dia chegar.
Por Pamela:
Finalmente eu sairia daquele lugar... Era de um alívio imenso saber que estaria na minha casinha novamente e talvez até mais protegida contra Jonas! E por falar nele, tinha que ter uma conversa séria com Brian! Afinal ele era meu brother ou de Jonas?!
Herval me disse que todos fizeram a maior festa quando souberam que eu voltaria para casa e quando eu percebi, estava Megan, Joaquim e Dorothy no hospital. Megan me ajudou a trocar de roupa, já que eu ainda estava com uma faixa na cabeça e ima no pé, que já estava melhor. E depois de o doctor confirmar que estava tudo bem com meus exames, me deixou sair dali.
Herval me apoiava, para que eu levantasse da cama, mas senti uma tontura e uma dor forte no pé machucado, quando pus os pés no chão.
–Ah então só vai ter um jeito... – Disse Herval, sorrindo e me pegando nos braços de súbito.
–Oh no, Herval! Vai ficar todo muno olhando! Me coloque no chão, eu consigo andar!
–Não, princesa, eu vou te levar para o carro, nos braços. Nada de esforço, lembra?
–Mas andar não é esforço nenhum!
–Não vamos discutir sobre isso. Você vai no braço e está acabado! – E me deu um beijo, sorrindo, me fazendo sorrir também e ceder.
A noite estava caindo quando saímos de lá e foi quase impossível fazer isso, já que o hospital estava rodeado de jornalistas e paparazzi.
Quando chegamos em casa, ele me tirou do carro e me colocou nos braços para que não precisasse colocar o pé no chão.
–Honey, eu posso andar! – Disse, teimosa.
–Não senhora! Seu pé está doendo e não pode força-lo, eu vou te carregar nos braços pelo menos até você ficar boa. – Passamos pela sala e ele me levava diretamente para o quarto.
–Hey! Para onde você pensa que está me levando Sr. Domingues?
–Para a cama! É lá que você vai ficar. De repouso! E nem adianta contestar! – Me deitou sobre a cama. – Eu que mando aqui agora, você é a doente e eu o enfermeiro, por tanto, trate de me obedecer! – Disse brincando e fazendo-me gargalhar. – Espera só um pouquinho que eu vou pegar alguma coisa pra você comer tá? – Acenei que sim, lhe dei um beijo rápido e ele saiu do quarto. Aproveitei que Herval saiu para perguntar ao motorista onde estava Brian, queria falar com ele. Levantei com uma certa dificuldade, da cama, mas mancando, consegui chegar na sala.
–Ele ainda não chegou, dona Pamela... – Disse Edmilson.
–Ei! O que você tá fazendo em pé?! – Herval me viu e eu levei um susto, tinha que inventar uma desculpa, não podia dizer eu estava procurando Brian, ele já viria com o papo de que eu não podia me estressar...
–Você não acha que eu fiquei deitada numa cama, por tempo de mais, não? Eu quero comemoração! Votei pra casa, então vamos comemorar!
–Vamos, mas depois!! Por enquanto você vai tratar de ficar boa logo... Edmilson, ajude aqui... – Pediu que ele pegasse a bandeja que estava em sua mão e ia me pegar nos braços de novo.
–Herval, please! Eu posso andar!
–Mas eu quero te carregar! – E me pegando nos braços, me fez rir com aquela palhaçada, enquanto Edmilson nos seguia. – Pode deixar aí em cima, Edmilson, obrigado. – Disse, enquanto e deitava na cama com todo cuidado. – Agora abre a boquinha pra tomar a sopinha... – Ele me fez cair na gargalhada! Eu ri tanto daquela cena, que minha cabeça até ameaçou doer.
–Oh sweet... Não precisa de tanto... Eu não sou um baby, okay?
–É sim! O meu bebê... – Me deu um beijo. – O meu amor... – Me deu um outro. – A minha mulher... – E mais um. – A minha vida...! – Disse por fim, sorrindo e me acariciando o rosto, me fazendo amá-lo cada segundo mais.
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