Notas iniciais
Tá aí mais um! Boa Leitura!!

Por Pamela:

Alguns dias depois desse outro conturbado, eu já estava bem, you mean, na medida do possível, of course! Não mais toquei no assunto “Jonas” ou “não poder ter filhos”, pelo menos não com my Family, porque dentro de mim isso continuava a me atormentar, me metendo medo e tristeza, respectivamente.

Era um dia comum, de rotina, pensávamos nós que seria como qualquer outro, eu e Herval acordamos com Joaquim nos chamando e pulando em nossa cama, como sempre fazia, nos fazendo sempre acordar cheios de energia, tomamos um banho para despertar, nos vestimos e fomos ao café da manhã. Madrinha desde que recebera a notícia de que seria avó, vivia com um sorriso de orelha a orelha! Imaginava nomes, dizia que compraria isso e aquilo, mas Lara ainda estava no primeiro mês de gravidez! Ela estava tão feliz... seu sonho sempre foi ver Brian, casado e com filhos, e agora seu sonho estava sendo realizado. It’s so amazing, right?!

Já Megan, tinha ideias completamente crazy para seu casamento, em lugares completamente crazy e disse que ela mesma desenharia o modelo de seu vestido, daí já se pode imaginar o que saiu! Vestidos muito fashion, very beautiful, mas totalmente impróprios para um casamento. Well, o café da manhã estava animado! Todos falavam ao mesmo tempo, Joaquim falava de suas desventuras no colégio, Herval falava pouco, mas sempre algo relacionado à Plugar, Megan não tinha outro assunto que não fosse seu casamento com Davi e Dorothy só conseguia pensar e falar de seu netinho que estava para chegar.

Quanto a mim, não senti a menor necessidade de falar, para quê? Meus olhos corriam nervosos demais, tentando prestar atenção ao que todos falavam, que eu não teria nada de mais interessante para dizer, só me limitei a ouvi-los, sorrir e comer.

–Vamos Joaquim?! Não posso me atrasar para as reuniões na Marra e na Parker TV! – Falei, me levantando da mesa e pronunciando minhas primeiras palavras.

–Vamos! – Ele deu um salto da cadeira e correu para a sala, para buscar sua mochila.

–Sweet... você vai ficar em casa hoje, right? – Perguntei a Herval.

–Vou, vou sim!

–Okay...! Até mais tarde então, honey!

–Tenha um bom trabalho, meu amor.

–Thanks, hubby! Bye madrinha, bye Megan! – Me despedi já caminhando para a sala e segurando a mão do Quim, aquela mochila em suas costas, maior até que ele mesmo, sempre me fazia rir. Saímos dali. Eu tirei o carro da garagem e fomos embora.

Quando chegamos à escola, desci do carro, acompanhando o Quim e lhe dando um último beijo, vi-o entrar, todo lampeiro. Mesmo depois dele ter entrado, fiquei parada, um pouco fora de mim, sentindo aquela sensação sublime que um filho nos provoca. Quando me voltei para o carro, para ir embora, levei um susto, dando de cara com o mal-encarado.

–Oi gringa! Cadê o maridão babaca? – Olhei-o indignada, com uma resposta na ponta da língua, mas eu tinha mais o que fazer! E além do mais, eu não poderia me expor, caindo na provocação daquele senhor boring. Sempre havia paparazzi espalhados por toda a parte.

–Excuse me. – Foi apenas o que eu disse, pondo os óculos na cara e dando a volta no carro, entrando nele.

–Diz para aquele idiota que se o delinquente do filho de vocês, mexer com o meu filho, seu maridinho vai se ver comigo! – Abaixei o vidro do passageiro, já sem os óculos e disse:

–Sr. Boring, não perca seu tempo e nem o meu, tentando bancar o santinho do pau torto, okay?! Seu filho que é o mal-educado e se Herval sonha que o Sr. Chamou nosso filho de delinquente, você perde todos os seus dentes! Agora, com licença que eu tenho mais o que fazer! – Voltei a subir o vidro e fui embora dali.

Cheguei na Parker, e enquanto pegava as minhas coisas, descia do carro e o fechava, tive a impressão de estar sendo observada e de ter ouvido passos, mas não tinha ninguém no estacionamento, poderia ser loucura da minha cabeça, mas deu até calafrios. Corri para dentro da Parker, já indo direto para a sala de reuniões, onde todos me esperavam. Depois daquela, haveria mais uma lá e outra na Marra! Oh my God, como vida de empresária é difícil... as horas iam se passando e as palavra eram jogadas fora, sinceramente eu sentia uma saudade enorme da minha época de atriz!

Durante a pausa entre uma reunião e outra, fui para fora da empresa, arejar um pouco a cabeça e me sentei num banco, que ficava a frente de uns arbustos. Olhei em volta, perdida em pensamentos, suspirei, mirei o céu por um instante... estava vivendo um daqueles momentos de inércia, quando ouvi o barulho das folhas, atrás de mim, se mexendo, como se algo ou alguém tivesse saído dali correndo. Imediatamente me levantei assustada, coração na mão e no mesmo instante eu gelei, mas ao olhar, não vi nada.

–Algum problema aí, Dona Pamela? – Me perguntou um dos seguranças que ficava na porta.

–No! – Respondi, sentindo o coração bater como bateria de uma escola de samba, preferi entrar, por precaução.

Mais uma reunião longuíssima e eu não sabia porquê, mas não estava com um pressentimento muito bom... saindo da Parker, fui para a Marra, na esperança de terminar tudo aquilo e correr para os braços de my Family! E mais uma vez eu me encontrava no estacionamento, dessa vez da Marra, recolhendo minhas coisas do carro e fechando-o, sem cessar aquela sensação estranha, aquele calafrio, aquele medo... comecei a caminhar a passos largos e apressados, e ao mesmo tempo que ouvia o barulhinho do meu salto, no chão, via no mesmo, a sombra de alguém, mesmo sem coragem de olhar para trás, agora sim percebia nitidamente alguém me seguindo, quanto mais eu andava mais rápido, mais a pessoa se aproximava e o meu coração gritava, o medo se apossava a cada segundo, de mim, e eu estava prestes a gritar pelos seguranças, até sentir uma mão, um pouco gélida, pousar em meu ombro e eu instantaneamente virei, com o susto, calando um grito, com um curto gemido de surpresa.

–Opa! Desculpa, te assustei? – Era Ernesto.

–Oh Ernesto! Só um pouco... – Tentei disfarçar e sorrir, mas na verdade ele tinha quase me matado do coração. Achei que fosse... ah whatever! Não importa, o que importa é que não era. – O que faz aqui? – Perguntei, tentando fazer o medo se esvair.

–Eu não sei, foi o Davi que me ligou, dizendo que precisava de mim para alguma coisa na Marra... então eu estou aqui!

–Estranho... But, okay! Come on então! – Falei, habituada e aliviada com a sua presença. Entramos.

Davi chamou Ernesto, porque ele era, sem dúvidas, um excelente diretor de vendas, e era disso que a Marra estava precisando. A pauta da nossa reunião fora essa, a contratação de Ernesto e o lançamento de um novo produto. Quando eu olhava para Ernesto, via o quanto ele estava radiante em trabalhar na Marra, quando ele retribuía o olhar, confesso que pensei imediatamente em Herval e temi o que ele diria. Ele e o carismático Ernesto nunca se deram bem e Herval encontraria motivos perfeitos para crises de ciúmes.

Quando a reunião acabou e todos saíram da sala, eu fiquei ali, sentada ainda, mais uma vez inerte e não me pergunte em que eu estava pensando, porque eu não sei! Talvez naquele dia very bizarro que eu estava tendo... achei que estava ficando paranoica, vendo e ouvindo coisas... era loucura eu achar que estava sendo seguida pelo...?

–Princess! Digo, Pamela! Posso te incomodar um pouquinho? – Ernesto me despertou do transe.

–Of course, carismático Ernesto! O que você quer? – Perguntei, sorrindo.

–Será que você poderia me dar uma carona? Se não for atrapalhar, claro!

–Imagina! Não é o caminho da mansão, mas... não me custa right?! – Falei, levantando da cadeira. – Espere só eu pegar minha bolsa na minha sala, sim? – Ao entrar na sala, peguei minha bolsa e senti um súbito arrepio, minha cabeça girou e senti uma coisa ruim no peito, não sei porquê lembrei naquele momento que aquela sala já fora de Jonas e apenas ali, naquele instante, Jonas parecia estar em todo lugar... saí de lá meio intrigada e na porta, dei de cara com Ernesto que me esperava.

–Está tudo bem, Pamela? Você de repente ficou meio pálida...

–No, está tudo bem... thanks pela preocupação, Ernesto... Sorry... eu disse que te daria carona, mas lembrei que preciso mesmo ir direto para casa, tem algo que eu preciso resolver urgentemente. – Menti, mas eu tinha que abraçar Joaquim e Herval já! Joaquim para ter certeza de que ele estava bem e Herval para que eu ficasse bem!

–Não, tudo bem, sem problema, mas... algum problema? Eu posso ajudar?

–No, thank you... e... sorry mais uma vez. — Descemos de elevador ainda juntos e logo fui para o estacionamento. Acho que eu demonstrava toda minha preocupação e medo, porque Ernesto ainda ficou me olhando. Quando saí com o carro, ainda o vi pelo retrovisor, ele pegar um taxi. Meu celular tocou. — Ué... número privado? Que estranho! Peguei o celular, atendendo-o e com a outra, segurava o volante.

–Hello? Quem é?

–Hi MarraWoman! Sentiu saudades do seu MarraMan?

–Jonas?!

Notas finais
Continua...