Geração Pamerval - A história do início ao fim
63 Capítulo 63
Notas iniciais
Por Pamela:
Herval me pegou de surpresa. Eu queria muito um filho com ele! Mas aquela pergunta me pegou tão desprevenida, que eu fiquei sem palavras e ele interpretou mal.
–Esse silêncio quer dizer que você não quer, Pamela?
–No! Of course not! – Consegui me pronunciar. – É claro que eu quero, vamos sim adotar uma criança! Eu só não respondi porque fui pega de surpresa! – Ele respirou aliviado. Pousei as mãos em seu rosto, e continuei: — Tudo o que eu quero é formar uma família com você, my love... Tudo o que eu quero é ter um baby em casa me chamando de “mom”, “mommy” ou “mamãe”! Vamos adotar, é realmente já está mais do que na hora da gente fazer isso, fazer nossa família crescer e nosso amor aumentar de tamanho!
–É muito bom ouvir isso, Pamela... Você sabe o amor que eu tenho por aquelas crianças da Plugar, eu trato-as como filhas porque esse sempre foi o meu sonho, ser pai... E ser pai, tendo você do meu lado, é a melhor coisa do mundo! É um sonho maior do que eu tinha sonhado... – Eu sorri e lhe abracei. – Pena que adotar uma criança aqui no Brasil é uma coisa muito difícil, tem toda uma burocracia e pode até demorar um pouco...
–Nós daremos um jeito nisso, okay? Só não vamos desistir jamais... De encontrar o nosso filho ou filha. – Dessa vez ele que sorriu. – Bom, agora vamos dormir? Amanhã conversamos mais sobre isso, okay?
–Ok. Boa noite, meu amor...
–Good night, sweet... – Nos beijamos, desligamos os abajures e quando eu virei para o lado e fechei os olhos, senti seu braço me envolver e seu corpo se unir ao meu. Ele me deu um beijo no ombro e dormimos ali, agarradinhos.
No dia seguinte, durante o café da manhã comunicamos a todos a nossa decisão.
–Oh my God! Eu vou like, ganhar um irmãozinho?! – Megan se animou.
–Ou irmãzinha! – Falei antes de dar um gole no suco.
–Oh my God! Champanhe para quem tem cede! – Dorothy comemorou. – Um baby em casa trará tanta coisa boa, Pamela! Mas me diga uma coisa, o que você prefere, Herval? Menino ou menina?
–Hã? Eu? Ué, eu não prefiro nada... Nós vamos visitar alguns orfanatos e a criança que nos chamar atenção, aquela que atingir o nosso coração de cara, será nosso filho ou filha, não importa o sexo. – Aquilo foi lindo... E era exatamente assim que faríamos.
–Oh! So touching... – Ela respondeu impressionada.
–Well, agora eu preciso ir trabalhar, guys! – Falei me levantando da mesa.
–Já, mom?! Eu queria falar com você um pouco! – Disse Megan.
–Você vai fazer alguma coisa agora de manhã?
–No...
–Então venha comigo para a Marra! Lá nós conversamos e você aproveita para dar um beijinho em Davi!
–Okay! – Ela se animou. – Espere só eu me trocar! – Deu um salto a mesa e correu para o quarto.
–Bom, eu acho que também já vou indo pra Plugar... Hoje tá para chegar alguns equipamentos importantes e eu não posso me atrasar...
–Okay hubby! Bom trabalho! – Falei lhe dando um beijo.
–Pra você também, meu amor... – E em seguida me deu mais um beijo. Deu um passou e voltou pra me dar mais um como se não quisesse se despedir.
–E eu vou ficar aqui sozinha! Largada como uma roupa velha! – Dramatizou Dorothy. – Ah que falta me faz meu Brian Roberto... – O yeah, tinha esquecido de contar, Brian tinha voltado para Califórnia! Lara e Thomaz adoraram a ideia e agora Dorothy tinha ficado sem seu baby boy...
–Oh dear, não fique assim...! Brian disse que sempre viria te visitar, han! E você está sozinha, largada porque quer! Conheço alguém que iria adorar te fazer companhia... – Falei sentando novamente para esperar Megan.
–Oh really? Quem?
–Moreira, diretor da Parker TV! – Megan respondeu por mim, chegando lá pronta e deslumbrante.
–Moreira?! – Ela parecia surpresa.
–Yeah! Ah madrinha, vai dizer que nunca notou? Vocês viviam saindo, de conversinha por ai...
–Olhe o respeito, Sra. Parker Domingues! Nós saíamos como amigos!
–Só que ele quer ser muito mais que seu amigo, Dorothy! – Megan falou, já me puxando para ir embora.
–Pense nisso, madrinha! Hoje eu libero Moreira mais cedo para à noite vocês fazerem um passeio romântico se quiser! – Falei sorrindo e correndo com Megan antes que ela me atirasse alguma coisa.
Quando cheguei na Marra, já me vieram com milhares de problemas para eu resolver e então a atenção à Megan teria que esperar só um pouquinho.
–Megan, sweet, vá namorar um pouco que quando eu terminar aqui, eu peço para Murphy te chamar para termos a conversa que você quer ter, okay?
–Okay, mom, até mais! – Ela saiu da minha sala. Eu fiquei ali por umas duas horas, lendo e assinando papeis e quando estava escrevendo no último papel, meu celular tocou.
–Hi Herval! Que surpresa boa!
–Oi, meu amor... Tô ligando pra saber como é que tá aí na Marra!
–Ah está tudo ótimo! Trabalho extra, mas vai tudo bem, ah e talvez eu chegue mais tarde em casa hoje... Vou me matar aqui de trabalhar!
–Que pena... Mas quando você chegar, tem uma massagem deliciosa te esperando tá?!
–Hum... Delicious! Vou contar os minutos para chegar em casa! – Nós rimos. — E os equipamentos que estavam para chegar?
–Ah estão descarregando agora, nesse momento. A Rita tá dizendo onde que os caras vão colocar as coisas, enquanto eu falo com você!
–Oh really?!
–Hunrrum!
–Mom! Será que agora a gente pode conversar?! – Megan apareceu na porta.
–Oh Herval, eu tenho que desligar, Megan precisa falar comigo urgente.
–Mas aconteceu alguma coisa?
–Oh no, pelo menos eu acho que não...
–Tá bom, então, mais tarde a gente se fala. Te amo.
–Me too! – Megan se sentava na cadeira à frente da minha mesa. – E então baby girl, o que quer falar com sua mom, han?
–É que... Faz tempo que a gente anda meio afastada mom...! Eu ajudando aqui na Marra e trabalhando na Plugar, a senhora sempre enfurnada aqui ou na Parker e quando chega em casa está tão cansada que só pensa em dormir... Eu sinto falta da minha mommy!
–Oh sweet... – Levantei e dei a volta na mesa para ficar bem a sua frente. – A rotina faz a gente esquecer de coisas que nunca deveríamos esquecer, Megan... Você tem razão, a gente anda mesmo um pouco afastada, mas isso é que é vida de adulto Megan Lily! Você cresceu e agora vê como é difícil a vida de uma mulher adulta?!
–Yeah... Preferia ser criança pra sempre! – Sorri.
–Mas você também é, baby... Você sempre vai ser a minha baby girl, a minha sweet shild, a minha puppet...
–Okay, já entendi, mom! – Ela ria satisfeita.
–Fique tranquila, a partir de agora nós só vamos viver grudadas! Que tal o almoço especial do Nacho han? Let’s go?
–Let’s go!
Depois de irmos à cantina da Marra para um almoço entre mãe e filha, eu voltei para a minha sala e quando olhei para a mesa, ela já estava repleta de papelada de novo. E passei mais algumas horas ali. Quando o sol terminava de se pôr, quando o céu já estava escurecendo, todo mundo começou a se despedir, só eu e os seguranças ficaríamos na Marra, pelo menos foi o que eu pensei até dar de cara com Herval dentro da minha sala.
–Herval?! O que que você tá fazendo aqui?
–Eu não aguentaria esperar... Decidi dar sua massagem aqui mesmo... – Ele dizia dando a volta na mesa e ficando por trás da cadeira onde eu estava e colocando as mãos em meus ombros começou a apertá-los numa deliciosa massagem. Eu fechei os olhos, sentindo aquela maravilha, e um sorriso tomava conta do meu rosto, me livrando aos pouquinhos do estresse que eu tive o dia inteiro. – Nossa, Pam, como você tá tensa!
–Oh yeah... O dia hoje foi puxado, hubby! Não sei nem como ainda estou viva!
–Ah mas se foi tudo isso que você está dizendo, sinto muito, mas só uma massagem não vai adiantar não... – Ele aproximou os lábios do meu ouvido e sussurrou: — Acho que você vai precisar de um outro tipo de massagem... – Ao terminar de falar isso, me deu um beijo no pescoço.
–Herval... – O censurei.
–E nem adianta dizer não! Hoje você trabalhou demais e está precisando relaxar... – Ele falava, enquanto começava a mexer no computador, desligando a câmera da sala, eu já até sabia o que me esperava.
–Não, Herval... Vamos para casa... É melhor... Eu deixo esse resto de papelada para amanhã...
–Não, senhora! Agora que eu comecei, só saímos daqui quando eu conseguir te relaxar...! – Ele afastou tudo da mesa, só que dessa vez, sem quebrar ou derrubar nada. Me puxou da cadeira de uma vez, me fazendo levantar e já foi logo me agarrando pela nuca e me beijando com muita volúpia!
Ele empurrou minha cadeira e me sentou na mesa. O fecho do meu vestido era na frente, então quando ele parou de me beijar, sua boca desceu até o vestido e começou a descer o fecho, com a boca. E ele ainda me olhava provocador! Passava lentamente pela barriga, descia mais, até que o resto ele tirou com a mão mesmo e não deu-se nem tempo de colocar o vestido em cima da cadeira e já foi tirando meu sutiã e me pegou de surpresa quando seus lábios me atacaram os seios. De imediato eu lhe agarrei os cabelos e arfei de prazer... Ele aproximava mais meu corpo do seu e suas mãos já estavam impetuosas o suficiente para me alcançarem a calcinha e desce-la bem devagar para me provocar.
Quando finalmente me livrou dela, fazia-me carícias na perna, enquanto seus lábios faziam de meu corpo uma trilha a percorrer. Quando o sentir beijar-me o interior da coxa, já inspirei profundamente, sabendo o que me aguardaria. Sem mais delongas, seus lábios invadiram-me a intimidade e isso me fez soltar um gemido alto, involuntário. Jogando a cabeça para trás e arqueando as costas, sentia meu corpo inteiro contrair-se em prazer e isso provocava em Herval, creio que mais desejo de me proporcionar aquilo, porque fazia aqueles movimentos com ainda mais intensidade e minhas unhas quase arrancavam-lhe os cabelos! E assim foi por vários minutos.
–Her...Val... – Suas mãos tocavam minhas costas e me puxavam mais para perto, o que significava ele intensificar aquela maravilha. – Oh my God! – Ele havia me puxado de uma vez. Senti-me atingir um ponto tão alto de prazer que parecia que até tinha desaprendido a falar, só o que fiz foi soltar um último grito abafado.
Herval mais uma vez foi completamente louco! Mesmo com poucas pessoas na Marra, ainda assim poderíamos ser vistos! Mas preciso confessar que aquele “risco” valeu tanto a pena... Se eu tivesse que trabalhar como naquele dia o resto da vida, sabendo que depois teria uma surpresa daquelas, eu trabalharia de muito bom grado!
–E agora, tá mais relaxada? – Ele sorria, safado.
–Completamente... You’re the top, Herval... Mas... Eu acho que nós precisamos ir para casa agora, right?
–É, devem estar dando por nossa falta... Deixa eu te ajudar a se vestir... – Ele pegou minhas roupas e ele mesmo subiu o fecho do meu vestido, mas sua cara era de que quando chegássemos em casa, ele o desceria novamente.
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