Geração Pamerval - A história do início ao fim
36 Capítulo 36
Notas iniciais
Por Pamela:
–Loucura?! Ihhh não estou gostando nada desse tom Sr. Domingues... Que loucura? – Ele encostou os lábios no meu ouvido e me contou, enquanto eu botei a mão na boca, chocada com sua proposta. – Herval!! You’re crazy?! Perdeu o juízo?!
–Completamente! – Ele disse sorrindo, bobo. — E ai, topa?
–De jeito nenhum! Never! Você está louco! – Eu falei, levantando da cama. – Herval Domingues...! Isto aqui é um hospital, remember?!
–E daí?! Vai Pam... Ninguém, além de nós, vai ficar sabendo...!
–No, no, no! Herval, isso é uma loucura!
–Foi o que eu disse! Mas uma loucura boa, você tem que admitir!
–Oh God... Very good...! Mas não deixa de ser loucura!
– Vem cá, senta aqui, conversa direito!
–No! Não vou me arriscar sentando ao seu lado.
–Então eu que vou levantar dessa cama, vou sair arrastando esse fio que ainda tá em mim! – Ele ia mesmo se levantando, quando eu disse:
–No! Está bem, eu sento. – Voltei a sentar na cama, meio desconfiada.
Ele sorriu: -Não se preocupe, eu não vou te atacar... A menos que você queira... – Ele disse, me olhando malicioso.
–Herval... – O censurei. E me afastei um pouco dele, e eu iria confiar?! Of course not!
–Por favor Pam... – Ele disse juntando as mãos e entrelaçando os dedos, me implorando. – Duas semanas sem você... O máximo que você faz quando chega aqui, é me dar um beijo... Beijo esse que me deixa doido, mas que eu tenho que me controlar... – Herval começou a fazer drama.
–Herval... Stoped! Pare que já está ficando até feio para sua cara! – Eu mal conseguia conter o sorriso. – A atriz aqui sou eu okay?! Não faça drama!
–Então aceita!! Eu já tô ficando louco!! – E me puxou para um beijo, de uma vez só, segurando-me pela nuca.
–Hum! Her...! – Ele não me deixava falar, me beijava com tanta vontade, tanto desejo, que tava até difícil de resistir. Difícil não, impossível! Quando dei por mim, já estava correspondendo ao beijo com tanta vontade e desejo quanto ele e com as mãos em seus cabelos! Suas mãos foram parar no fecho do meu vestido e aí sim eu juntei forças e me afastei dele. – No! Pode tirando a mão daí e o cavalinho da chuva...! No hospital não, Herval!
–Qual o problema, Pam?! Você acha que eu vou aguentar esperar vivo até sair daqui?!
–Vai! Assim como eu estou esperando...! – Eu falei meio ofegante.
–Tá esperando, mas não tá mais aguentando, senão não teria correspondido ao beijo...
–Herval Domingues, não pire okay!? Eu te amo, por que não corresponderia a um beijo seu?! Mas o que você está me pedindo é loucura demais!! – Ele aproximou os lábios do meu ouvido e falou baixinho:
–E você não gosta de loucuras...? Eu sei que você também quer... Que tá com tanta saudade quanto eu... E que não vai resistir por muito tempo....
–Oh Herval, please... – Eu havia fechado os olhos, sentindo sua respiração próxima ao meu pescoço e sua voz, a beautiful voice, penetrar meu ouvido. – Herval... Pare... Você sempre consegue me dobrar assim right... Stoped...
–Eu tô com tanta saudade de beijar teu corpo inteiro... De ouvir você gritar meu nome... De sentir teu corpo fervendo junto com o meu... Tô com saudade de te amar por horas a fio...
–Sr. Domingues... Esse golpe tá muito baixo...Please, stoped... Overdose de Herval-cryptonita não...
–Como é que é?! – Ele sorriu. – Herval-cryptonita? – Deu uma gargalhada, enquanto eu o olhava num misto de êxtase ainda por tudo o que tinha falado e assustada com aquela súbita gargalhada.
–Herval! Sorria baixo! Alguém pode chegar...! – Ele parou na hora.
–Ah é, e já tá difícil te convencer, se aparecer alguém aqui, ferrou!
–Você não vai me convencer, Sr. Cryptonita... – Eu ia me levantar da cama, quando ele disse:
–Ah vou sim...! – E mais uma vez me tascou um beijo sem nem me deixar processar aquilo no meu cérebro, e já foi logo abrindo o fecho do meu vestido, descendo a manga e começando a beijar meu ombro.
–Oh Herval...! Não... Please... Se eu continuar sem resistir a você, você vai acabar me colocando em apuros...! – Eu falei desistindo de resistir e subindo na cama de vez, enquanto ele me fazia colocar as pernas, uma para cada lado de seu corpo e falou no meu ouvido:
–Não vou te colocar em apuros, Pam... E se a gente, por um acaso... Entrar em apuros, garanto que você não vai se arrepender... – Ele mordeu minha orelha e com as duas mãos percorria meu corpo até tirar de vez o meu vestido e jogá-lo no chão.
Por Herval:
Eu finalmente tinha convencido a Pam a matar a saudade ali mesmo no hospital, no quarto e naquela cama minúscula! Mas tudo aquilo pouco importava, tudo o que eu queria saber naquele momento era de Pamela Parker, de tê-la em meus braços! Ela, de olhos fechados inclinava a cabeça, me dando espaço para que beijasse seu pescoço, a parte dos seios que o sutiã não cobria e quando eu o tirei dela, todo o resto também, fazendo-a abrir a boca num profundo suspiro. Eu me deitei completamente na cama, fazendo-a deitar-se também, nos beijando e minhas mãos percorreram suas costas, sentindo sua pele macia e ela se arrepiava. Então ela se ergueu e minhas mãos saíram de suas costas até sua calcinha e começou a tirá-la até juntá-la ao sutiã e ao vestido, no chão. Então, Pamela, com cuidado para não tocar no negócio do aparelho que estava grudado em mim, começou a beijar meu peito e abdome e eu sentia um friozinho na barriga quando ela me beijava.
Bom, eu tava só com uma calça por baixo do lençol que me cobria e a Pam já podia sentir o quanto a excitação daquele momento me tomava, que até deu um leve gemido ao sentir. Então começou a puxar a calça, enquanto não tirava os olhos dos meus. Em seguida, retomou os beijos no abdome e agora desceu ainda mais, o que me fez fechar os olhos de prazer e me segurar para não fazer nenhum barulho que fizesse alguém aparecer. Ela ficou ali por alguns minutos e me olhava sensualmente, o que só me fazia deseja-la ainda mais. Depois voltou a sentar-se sobre mim, agora nos unindo novamente, depois de quase duas semanas, num único corpo, o amor!
Nós entrelaçamos nossas mãos e por um momento as ficamos olhando, ali, juntas, como nós dois... As minhas, grandes, um pouquinho ásperas, as dela, pequenas, delicadas, macias... Até ela fazer o primeiro movimento e apertar as minhas mãos, em sinal de seu prazer. Enfim o segundo, o terceiro, o quarto... E minhas mãos soltaram as dela e passeavam por todo seu corpo que se arrepiava sem parar. As suas pousaram sobre meu peito e à medida em que se movimentava mais e mais, me acariciava a pele e eu finalmente sentia novamente aquele fervor... O sangue borbulhando nas veias, então eu a fiz deitar um pouco sobre mim e lhe beijei com muita paixão segurando firme seus cabelos! Pam continuou se movimentando e agora com mais intensidade, erguendo novamente o corpo e eu lhe acompanhei, com os lábios afogados em seus seios, enquanto ela segurava firme meu cabelo e mordia o lábio inferior, contendo ao máximo os gemidos.
Eu lhe beijei a boca, o pescoço, o ombro, os seios, o braço, a mão... Seu corpo inteiro. Voltei a deitar e Pamela acelerou seus movimentos, me fazendo não conter os gemidos, nem o acelerar da respiração. Ela expirava e inspirava cada vez mais ofegante e não conseguia também se conter:
–Oh! Herval! – E sorria. – Oh! – Depois de um tempo, ela disse: — Já pensou se... Aparecesse algum... Médico aqui...?
–Se aparecesse eu matava ele!
Ela sorriu: -Nossa! Por que?
–Por nos interromper! – E sorri, recebendo um outro sorriso dela. Pamela começava a gemer um pouco mais alto e eu não ficaria atrás, quando puxei-a num beijo, impedindo um possível escândalo se alguém nos ouvisse! E aquela sintonia estava se intensificando, a situação estava “piorando” e nós estávamos prestes a atingir o ponto máximo do prazer, quando de repente começamos a ouvir um “PI-PI-PI-PI-PI”. Pamela se assustou e perguntou ofengante:
–O que é isso?
–O quê? Hã? – Eu ainda estava em êxtase e o barulho só aumentava: “PI-PI-PI-PI-PI-PI...” – Sei lá, vem cá vem!
–Não, Herval! É a máquina! Look! Oh my God! Seus batimentos estão muito acelerados! – Finalmente caí em mim.
–Ai meu Deus, Pamela, o médico pode chegar aí a qualquer momento por causa do barulho! – E a máquina fazia ainda mais rápido: “PI-PI-PI-PI...”
–Oh my God! – Ela se levantou imediatamente e catava as roupas no chão tentando se vestir o mais rápido possível, enquanto eu tentava me controlar e colocava a calça que estava antes.
–Por que que essa porcaria tinha que apitar logo agora?! Droga!
Ela sorriu: -Há Herval, numa situação dessas o coração acelera demais, right?! Ande, me ajude a fechar o fecho do vestido! – Eu a ajudei. – Está vendo! Eu sabia que isso não ia dar certo...! Ah Herval Domingues... Espere só você ficar bom... Eu te mato!! – “PI-PI-PI-PI-PI...” – Mas por que diabos isso não para de apitar?!
–Olha o meu estado, Pamela! Eu tô completamente em chamas! Você acha que meu coração vai desacelerar tão rápido se a gente tava quase... – O médico entrou de uma vez no quarto, acompanhado por duas enfermeiras. Eu tinha que inventar um motivo para aquele escândalo da máquina, em questão de milésimos de segundo!
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