Geração Pamerval - A história do início ao fim
33 Capítulo 33
Notas iniciais
Por Pamela:
Eu ia responde-lo, mas ele falou novamente:
–Fica calada! Só levanta da cama.
Eu sussurrei: -Mas eu estou nua...!
–Não interessa! Se enrola em qualquer coisa. – Vi que o roupão que eu estava no dia anterior, estava ali perto, o peguei e o vesti. – Agora levanta... Sem movimentos bruscos pra ele não acordar! – Eu o obedeci. Quando já estava de pé, segurou firme no meu braço e saiu me arrastando pra fora do quarto.
–Me solte, Jonas! Como você sobreviveu?! Como entrou aqui?!
–Eu sou Jonas Marra, Pamela... Isso não responde as duas perguntas?
–Pra onde você está me levando? Me larga!! Você está me machucando!
–Eu disse que você seria minha! Minha!! E se não for minha, não vai ser de mais ninguém! – Ele me levava pra fora de casa e quando, ainda me segurando fortemente pelo braço, me deu um leve empurrão pra que eu me apressasse a entrar no carro, e estava parado atrás de mim, quando eu ouvi:
–Larga ela, seu canalha!! – Me virei na hora, e vi que era Ernesto! Ele segurou Jonas por trás eles lutavam pela arma, agora.
Num impulso eu corri para dentro de casa, gritando:
–Herval!! Herval! Help! – Entrei ofegante no quarto, e ele se levantava da cama, colocando uma calça:
–O que foi Pam?! – Perguntou assustado.
–Jonas! Ele estava tentando me sequestrar, armado, mas quando chegamos lá fora, Ernesto se agarrou com ele e agora eles estão lutando pela arma!
–Ai meu Deus! Ele não morreu lá na Califórnia, mas eu mato esse desgraçado, agora!! – Ele se levantou rapidamente da cama. – Fica aqui, Pam, pode ser perigoso.
–Oh no! Eu quero ir com você!
–Não! Fica aqui! – Eu acenei positivamente com a cabeça, mas ele mal saiu e eu peguei a primeira roupa que vi pela frente e fui atrás dele.
–Herval!! – Corri e ainda consegui ultrapassa-lo, já que ele procurava alguma coisa pela casa, pra usar contra Jonas.
–Pamela! Volta aqui! – Ele berrou, me agarrando pela mão, enquanto nós já saíamos de casa e víamos Jonas e Ernesto, ainda brigando, o dois segurando a arma e agora estavam virados para o nosso lado.
–Eu já disse que se você não for minha, não vai ser de mais ninguém!! – Jonas gritou, mirando a arma, com dificuldade, já que Ernesto tentava toma-la da mão dele, para mim.
–Não!!!!!!! – Herval gritou e eu fechei os olhos. Ouvi um disparo e logo em seguida abri os olhos. Herval estava na minha frente, olhando pra mim com os olhos cheios de lágrima e de repente, caiu no chão.
–Herval!! – Eu gritei, me jogando no chão para segura-lo. Nesse momento, Jonas deu um soco na cara de Ernesto e entrou no seu carro e saiu dali na maior velocidade. – Herval... My love... Fale comigo...! – Eu não conseguia parar de chorar. Ele sangrava muito!
–Vamos levar ele para o hospital, Pamela! – Ernesto corria em minha direção. – Onde tá a chave do seu carro?
–Es...Está na... Na sala... – Eu falei entre soluços. Ele entrou em casa correndo e voltou logo em seguida com a chave na mão, correndo em direção a garagem. Quando chegou onde estávamos. Me ajudou a colocar Herval dentro do carro, e tão rápido quanto Jonas, saiu dirigindo o carro.
Herval respirava aceleradamente, seus olhos estavam quase vidrados, e focados em mim. Eu senti tantas emoções naquele momento... Eu queria chorar, queria gritar, queria matar Jonas, queria estar no lugar de Herval... Não conseguia vê-lo daquele jeito... Em mim doeria menos do que vê-lo naquele estado! Ao poucos Herval foi fechando os olhos...
–No! Herval, não feche os olhos, please... Olhe pra mim, não feche os olhos, você não pode desistir...!
–Tenta manter ele acordado, Pamela, se ele fechar os olhos, entra em estado de choque! – Disse Ernesto todo nervoso.
–Estou tentando...! Herval, my love, fala comigo, não dorme não... Olha pra mim... – Mas não adiantou. Ele fechou os olhos. – Herval!! – Eu gritei chorando rios de lágrimas. Logo chegamos ao hospital e levaram Herval para a sala de cirurgia, tinham que desalojar a bala.
Passou-se algum tempo e eu ficava andando de um lado para o outro, na sala de espera, enquanto Ernesto estava sentado, roendo unha.
–Pamela Parker? Acompanhante do Sr. Herval Domingues? – O médico chegou, me chamando.
–Yeah! Sou eu! Como ele está? – Ernesto se levantou e ficou ao meu lado escutando.
–O tiro pegou no ombro, por questão de centímetros não atinge o coração, mas nós conseguimos tira-la.
–Graças a Deus! – Disse Ernesto.
–Essa parte da operação foi um “sucesso”, mas quando terminamos a tiragem da bala, ele teve algumas complicações... Já havia chegado aqui em estado de choque...
–O que aconteceu, Doctor? Tell me! – Eu disse me desesperando.
–O paciente está em coma.
–Oh no!! – Me abracei a Ernesto, subitamente e comecei a chorar descontroladamente.
–Nós faremos o possível, Srta. Pamela, mas ainda é cedo para dizer alguma coisa... Com licença... – Ele se retirou.
–Oh no! Herval não pode morrer, Ernesto... – Eu o abraçava mais forte.
–Calma, Pamela, calma... Ele vai ficar bem! O Herval é forte, ele vai sair dessa... – Ele dizia e me abraçava com carinho.
–Oh God... Tenho que avisar a my Family!
–Pode deixar, Pamela, eu ligo para a Dorothy.
–Oh thanks Ernesto... Você está sendo um anjo para mim...
–Imagina, Pamela... – Ele pegou o celular e ligou para Dorothy, enquanto eu me sentava no sofá, com os cotovelos apoiados na perna e os dedos entre os cabelos. Não demorou muito e Dorothy chegou lá:
–Oh Darling...
–Madrinha... – Eu a abracei, voltando a chorar. – My love está entre the life and death!!
–Calma Pam... O Herval não vai morrer... Ele não ia te deixar aqui sozinha...
–Estou com muito medo, madrinha... – Eu a abracei ainda mais forte.
–Pam, você tem que denunciar o Jonas! Ele já está sendo procurado pelo FBI há muitos anos! Mais esse sequestro e essa tentativa de assassinato, ele nunca mais sairia da cadeia!
–Oh madrinha, não estou com cabeça para pensar nisso agora...
–Mas tem que estar! Ele precisa pagar por tudo isso! Vamos, Pam, vamos na delegacia... Fica aqui perto. Ernesto fica aqui e qualquer coisa ele me liga... – Ela me arrastou até a delegacia, onde eu fui praticamente obrigada a contar tudo! Além do crime de cyber terrorismo que ele já estava sendo acusado, seria procurado também por sequestro, tentativa de estupro, invasão de domicilio, agressão à mulher, já que no meu braço ainda estava a marca de sua mão que me machucou muito, e tentativa de homicídio. A polícia o procuraria até no quinto dos infernos, mas Jonas pagaria por tudo aquilo!
Nós voltamos para o hospital, e nenhuma notícia. Herval continuava na mesma. Logo a notícia de que Herval tinha levado um tiro pra defender Pamela Parker, tinha se espalhado, além da notícia de que Jonas estava sendo procurado por tudo aquilo que fizera comigo. A porta do hospital encheu de paparazzi, jornalistas, curiosos e até fãs meus. Mas eu não estava com cabeça para nada! Tudo o que eu queria era ver my love. Passei o dia inteiro lá, e nada. Então Dorothy me fez voltar para casa com Ernesto e ela ficaria lá. Eu acabei cedendo, afinal não tinha comido nada o dia inteiro, e precisava de um banho.
No dia seguinte, eu estava lá de volta, bem cedo. Enchi a paciência do doutor, mas ele me disse que eu ainda não podia ver Herval. Enfim passou-se o segundo dia, o terceiro, o quarto, e nada! Ernesto ficou o tempo todo ao meu lado, Megan foi algumas vezes ficar comigo, Brian tentava me acalmar, mas eu estava enlouquecendo!
Eu estava em casa, acabara de chegar, acompanhada de Ernesto, mas uma vez:
–Oh Ernesto... Eu já não sei o que fazer...
–Só o que tem a fazer é esperar... – Ele falou, se aproximando de mim.
–Eu queria te agradecer... Você tem me ajudado muito...!
–Não precisa agradecer, Pamela, eu faço qualquer coisa pra te ver ao menos, aliviada. – Ele disse pousando as duas mãos sobre o meu rosto. Eu sorri, desaminada.
–Thanks... – E tentei me afastar dele, para sentar no sofá, quando, segurando ainda meu rosto, ele me beijou. Eu levei um susto, afinal, numa situação daquelas, eu nunca iria imaginar que ele tentaria alguma coisa! Eu tentei empurra-lo, mas ele me segurou firme. Então usei a mesma tática que usei com Jonas (isso me serviria muito), mordi seu lábio e ele se afastou de mim num gemido de dor. Dei um tapa na sua cara, dizendo: — Você está louco?! Não vê o meu estado?! Herval é meu namorado e está em coma! Get out! Eu lhe agradeço pela ajuda, mas agora você passou dos limites!
–Me desculpa, princesa Shel... quer dizer, Pamela! Eu não consegui me controlar, me desculpa.
–Vá embora! Please... Me deixe sozinha! – Eu apontei para a porta e ele foi embora. Eu fiquei completamente atônita e um turbilhão de coisas me passava pela cabeça, mas tentei esquece-las com um bom banho.
Quinto dia, sexto, e Herval apresentava mínimas condições de melhora, então no sétimo dia, uma semana inteira, eu implorei ao doctor:
–Doctor... Please... Me deixe ver Herval... O senhor disse que ele tem melhorado aos poucos...
–Mas continua desacordado!
–Não importa, eu quero vê-lo!
–Mas, Srta. Parker...
–Please... Eu estou desesperada...!
–Está bem... Me acompanhe... – E ele me levou até o quarto em que Herval estava.
Quando entrei lá, ele estava cheio de aparelhos, uma lágrima escorreu por minha face. Meu coração doeu profundamente... Ver Herval naquele estado era a morte pra mim! Caminhei até ficar ao lado dele, segurei sua mão com uma das minhas mãos, e a outra acariciava sua barba, comecei a falar:
–Hi my love... – Senti um nó na garganta. – Herval... Você está me escutando? Você precisa reagir, Darling...! Oh honey, eu... Eu não vivo sem você... Fala comigo... Eu sei que você está me escutando... É assim? Eu entro em cena e você se retira? Não! Herval Domingues, você é um homem ou um rato?! Esse espetáculo não vai acabar assim, não é? Esse não é o final, é só o intervalo né...? Fala alguma coisa... Dá algum sinal! Eu preciso tanto de você... – Então, ainda segurando sua mão, pousei a cabeça sobre seu peito, levemente e chorava muito, quando...
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