Geração Pamerval - A história do início ao fim
20 Capítulo 20
Por Herval:
–Pamela, eu... – Como contaria uma coisa delicada dessas a ela?
–Você o que, Herval? Tell me!
–Vamos pra minha casa, é melhor a gente conversar lá...
Apoiando a mão em suas costas, a conduzi até minha casa, para que lá pudéssemos conversar num território que eu dominasse.
–E então, Herval... Eu fiz apenas uma pergunta! Não precisávamos ter vindo à sua casa!
–É porque a resposta para essa pergunta, Pamela, não é tão simples para ser respondida lá na Plugar, na frente de todo mundo.
–Então, isso quer dizer que... –Ela deduziu pondo a mão na boca, pasma.
–Sim, Pam... Eu sou o detetive que seu pai contratou para investigar o Jonas. – Falei como se tirasse uma tonelada de peso das minhas costas e acrescentasse duas!
–Oh... Herval... Como pôde?!
–Foi apenas meu trabalho, Pam! Ele pediu minha ajuda e me pagou para que eu descobrisse as maracutaias do Jonas!
–Então... Jonas tinha razão...? Você só se aproximou de mim para investiga-lo! – Ela disse levantando-se do sofá onde estava sentada, e eu, que já começava a me desesperar porque sabia onde aquilo ia dar, também me levantei.
–Não, Pam! Não! Nunca! Eu jamais me aproximaria de você apenas para investigar aquele canalha! Eu poderia fazer isso muito bem sem fazer isso com você, mas... Foi mais forte do que eu! Eu não resisti... Eu lutei contra, afinal era a mulher do cara que eu estava investigando, que eu colocaria na cadeia, mas... Não deu... Você é muito especial, Pamela, eu não consegui não me apaixonar por você!
–No... No... Tudo se encaixa! Daddy estranho com Jonas, Jonas estranho comigo, você me provocando, me beijando e por muitas vezes me perguntou sobre a Marra!
–Não, Pam! Eu perguntava sobre a Marra para ter sobre o que falar com você! Mesmo que fosse um assunto chato como a empresa de Jonas Marra, eu queria saber porque era o seu mundo! Eu sempre quis e aproximar do seu mundo e a Marra fazia parte dele!
Ela estava meio atônita, dava meios passos de um lado para o outro com a mão na testa e com uma lágrima querendo lhe escorrer pelo rosto.
–Oh Herval, eu confiei em você... Eu me entreguei a você de corpo e alma! Você me fez eu me apaixonar por você quando na verdade, você só estava comigo para destruir meu hubby?!
–Não!! Pam... Eu te amo... Me escuta por favor...! – Coloquei as duas mãos em seu rosto tentando loucamente faze-la me olhar nos olhos e ver que eu não estava mentindo. – Que motivo eu teria de estar com você agora?! Você já se separou do Jonas, a polícia já está na cola dele! Se eu não te amasse, eu não precisaria estar aqui completamente desesperado tentando te fazer acreditar no meu amor!
–Eu... Eu... – Ela tentava dizer alguma coisa, mas suas lágrimas a calavam. Em mais uma tentativa desesperada de faze-la acreditar em mim, beijei-lhe com todo o amor que tinha naquele momento. Pamela não só não correspondeu ao beijo, como me empurrou e saiu correndo da minha casa, e eu, cai sentado no sofá e quase arranquei os cabelos de raiva de mim mesmo por ter aceitado o trabalho de detetive e do Jonas por ter contado aquilo para a Pam. Será que ela iria me perdoar?
Por Pamela:
Herval mentiu para mim! Ele nunca me amou... Sempre esteve comigo para obter informações sobre Jonas! Eu não aguentava passar mais um minuto na casa dele! Sai correndo de lá e na rua esbarrei com um rapaz, mas tentei não dar atenção e ia abrindo a porta do carro quando ele falou:
–Hey, Pamela!
–I’m so sorry, eu estou com pressa...!
–Sou eu, Ernesto, do Geração Brasil! – Parei com a porta do carro aberta. Ele, na época do reality havia me dito que era muito fã da princesa Shelda, e mesmo naquela situação eu não poderia deixar um fã na mão.
–Oh! Olá Ernesto! – Forcei o melhor sorriso possível!
–O que você tá fazendo aqui na Gambiarra?
–Oh, nada demais... Vim visitar as crianças da Plugar!
Ele me olhou um pouco estranho, se aproximou, franziu a testa e perguntou:
–Você tá chorando, Pamela?
–Oh no! Só um cisto que caiu no meu olho...
–É cisco, princesa, digo, Pamela!
–Oh whatever! – Falei passando a mão no cabelo.
–Mas não foi um cisco não... E nem foi visitar a Plugar... Você tá saindo da casa do Herval! Eu sei que vocês estão juntos... Vocês brigaram?
–Eu não quero falar sobre isso... Agora eu preciso ir, Ernesto, até mais! – As lágrimas começavam a querer me tomarem novamente, eu ia entrando no carro quando ele segurou minha mão.
–Desculpa, Pamela, eu sei que é muito atrevimento, mas... Eu não posso deixar você sair assim, nesse estado...
–Oh no... Thanks pela preocupação, carismático Ernesto, mas eu estou bem! – Mais uma vez tentei forçar um sorriso para tentar convence-lo.
–Não está não... Sente-se no outro banco vá, me deixe te levar para casa...
–Oh no! Não precisa...
–Precisa...!
Neste momento Herval apareceu na porta da sua casa e eu querendo fugir dali o mais rápido possível, aceitei a ajuda do rapaz. Entrei no carro passando para o outro banco e ele sentou no banco do motorista e saímos dali o mais depressa possível.
Durante o trajeto eu mantive a cabeça virada para a janela e passava sempre as mãos pelo rosto tentando enxugar as lágrimas para que ele não as visse, mas foi inevitável.
–Você não quer se abrir comigo, princesa Shel..., quer dizer, Pamela? Eu não sou o melhor conselheiro, mas sou um bom ouvinte.
Virei a cabeça para seu lado e sorri, enquanto ele dava rápidas olhadas para mim enquanto dirigia.
–Oh Ernesto... Você está sendo um anjo comigo, mas... Não é nada que eu possa lhe contar... É um assunto muito particular, sorry...
–Ah não tem problema, só estava tentando te fazer melhorar de alguma forma...
–Você já está me ajudando muito, me levando até em casa! Thanks... – Disse-lhe pousando a mão sobre seu ombro, agradecida. Ele sorriu.
Quando chegamos lá, para não ser mal educada, convidei-o para entrar, afinal, se não fosse por ele, no desespero que eu estava, seria capaz de bater com o carro! Eu tentei me distrair com ele até que Dorothy chegasse para eu desabar novamente em lágrimas, e enquanto ele me contava coisas que fazia quando assistia Galáxia Andrômeda, me fazia sorrir ao menos um pouquinho... Até que eu tive uma ideia:
–Você quer conhecer a nave Andrômeda?
–O que? Você tá falando sério?!
–Yeah!
–Ma... Mais é claro!
–Então, let’s go! – Peguei em sua mão e o arrastei até meu quarto, lá, tinha uma porta que levava ao meu acervo particular do seriado, com todos os figurinos e objetos usados em Galáxia Andrômeda.
–E então, o que achou?
–Isso é incrível, Pamela!
–Really?! Pois como presente de agradecimento pelo que você, meu fã number one, fez por mim hoje, eu te dou isto! – E peguei uma tiara da princesa Shelda.
–Não... Sério? Vo... Você vai me dar a tiara da princesa Shelda? A mesma que ela usou no episódio em que ela destrói a princesa Evil?!
–Yeah! Por que não? Agora é sua!
–Eu... Eu não sei nem como te agradecer, Pamela, eu acho que vou botar na cabeça... Não... Não vou, eu vou botar na sua... –Ele me fez rir de tão bobo que estava, mas nada me fazia esquecer minha discussão com Herval.
–Darling! Você já chegou?! – Berrava Dorothy da sala.
–Sim madrinha! Já vou falar com você! – Olhei para Ernesto e disse: — Excuse me... Eu preciso muito falar com Dorothy... Thank you very much mais uma vez pela ajuda, Ernesto.
–Imagina, Pamela, foi um prazer ajudar!
–E sempre que quiser, é só me procurar! É um prazer conversar com você, carismático Ernesto...! – Sorri e ele também.
Nós saímos do quarto, nos despedimos, ele foi embora e eu fui conversar com Dorothy no quarto.
–Oh Dorothy... Herval me enganou! Mentiu pra mim...! Ele só estava comigo por causa de Jonas, para investigar Jonas!
–Oh no, dear!
–Yeah madrinha... É a mais pura verdade... – Eu falei já sentindo as lágrimas escorrerem.
–Mas o que ele disse, Darling?!
–Ah ele disse que não... Que não teria porque fazer isso comigo, que ele poderia muito bem investigar Jonas sem mim, que me amava e que... Se ele tivesse apenas me usado, ele não precisaria estar comigo agora. Mas eu não sei madrinha... Eu não aguento mais mentiras! Eu já tive que aguentar Jonas mentindo pra mim por muito tempo! Mais mentiras não... Stoped!
–É... Faz sentido... Além de que... Você acha que o velho Jack permitiria esse rapaz te usar para caçar o Jonas, Pam? Não acho que ele esteja mentindo...
–Oh madrinha eu já não sei mais de nada... Tudo o que eu sei é que preciso de um bom banho!
Me levantei e fui ao banheiro tomar um banho, enquanto Dorothy foi preparar um chá de alface para mim.
–Uma semana depois...
...Durante toda a semana eu evitei encontrar Herval. Estava muito magoada e muito confusa também. Mas por mais incrível que pareça, na maioria dos lugares onde eu ia com Megan para tentar esquece-lo, ele estava lá. Decidi então enterrar a cara no trabalho, eu havia adorado a ideia da Rita para o programa de TV e Brian topou na hora também. Então nós ficamos nos planejamentos, nos preparativos até que um dia eu pedi a ajuda do Ernesto para a chamada do programa, já que ele era ótimo com propaganda. Nós estávamos na minha sala conversando, ele me dizia suas ideias muito animado e eu prestava atenção a tudo tentando tirar Herval da cabeça, quando sem cerimônia, invadiram a minha sala, era o Sr. Domingues.
–Pamela a gente precisa... – Viu Ernesto ali e parou na metade da frase.
Olhei para ele assustada, em seguida para Ernesto que entendeu o recado.
–Eu vou deixar vocês conversarem a sós... Com licença... – Saiu.
–A gente precisa conversar, Pam. Você precisa me ouvir!
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