Geração Pamerval - A história do início ao fim
178 Capítulo 178
Notas iniciais
Por Pamela:
Vontade de dar uma bela surra na garota não me faltou, mas a vida já tinha me dado muitas lições por conta da impulsividade e eu aprendi da maneira mais difícil que se pode imaginar, que, melhor do que brigar é sorrir e ignorar. Essa é uma lição para a vida, acredite! Certas coisas, a gente só ignora, e acredite também, eu estava ignorando aquele “incidente” da sala.
Colocar Herval contra a parede, literal, não metaforicamente falando, era a maneira mais eficaz de deixar aquilo para lá. Ele sempre soube o poder que exercia sobre as minhas emoções e havia encontrado a forma perfeita para não iniciar uma discussão mais grave – me fazendo imaginar sacanagem – o que, se ele prestasse atenção, veria que já não iria acontecer, exatamente por quê? Porque melhor do que brigar é sorrir e ignorar.
— Pois resolveu brincar na hora errada e vai se queimar feio! – Ele arqueou as sobrancelhas e fez os olhos percorrerem meu corpo inteiro.
So... tanto seus lábios, quanto seus olhos sorriram com a ousadia que a minha tentativa de controle me proporcionou. Com as mãos agarradas aos seus cabelos, lhe beijei com uma certa urgência, com autonomia, com... qual a palavra certa para usar...? Com... Autoridade! É isso, com autoridade.
As suas mãos apenas deslizavam pelas minhas costas de uma forma cuidadosa. É. Ele não demonstrou, mas Herval estava com um certo receio do que eu estava fazendo, e do porquê eu estava fazendo, se em outra ocasião, teríamos a big fight. Até que ele segurou meus braços e me afastou. Franziu as sobrancelhas tentando me desvendar, e sem êxito, falou:
— Ok, eu comecei com isso pra evitar uma briga, mas, – Eu não disse? – Você não costuma cair facilmente e agora... tá quase me engolindo. Cê tá legal? – Eu apenas revirei os olhos. – Porque primeiro você andava meio estranha, depois teve aquele lance dos comentários e o lance do papel na novela... a Anne...
— Do que você tá falando? – Perguntei na maior calma do mundo.
— Disso! Você tá calma! Teve uma crisezinha de ciúmes, mas pelo que eu conheço de você e por tudo que a gente já passou, eu esperava um furacão quando entrei no quarto. – Eu ri fazendo sinal negativo com a cabeça e ele inclinou a sua sem me entender.
— You know what? Você fala demais! – Agarrei seu rosto de surpresa unindo meus lábios aos seus e dessa vez, não com urgência, autonomia e autoridade, mas com força, fogo e raiva! Mas uma raiva boa, se é que isso existe.
Ele finalmente despertou. Me agarrou firme, fez com que eu ficasse contra a parede e enroscou minhas pernas em sua cintura, como se eu tivesse passado a força, o fogo e a raiva para ele. O que foi muito bom!
...
Na manhã seguinte, eu acordei com o choro de Branca vindo da babá eletrônica e por já fazer isso no automático, quase saio do quarto sem nenhuma roupa, apenas com o aparelho na mão ainda reproduzindo o choro da criança.
— Hey! Aonde você vai assim? – Herval acordou também. Passava as mãos no rosto e no cabelo, despertando.
— Assim como? – Ele fez um movimento com a cabeça indicando eu mesma e sorriu. – Crap! É só eu ouvir ela chorar, que saio correndo. Nem paro pra pensar se tô vestida ou não.
— Pois devia. – Ele me jogou um hobby depois que vesti uma camisola. – Você não vai querer matar aquela criança metida a adulta de inveja dessa escultura em forma de corpo, vai? Você ainda tem coração... – Sorri e baguncei seu cabelo.
— Shut up! And... good morning. — Lhe dei um selinho e saí do quarto. – What‘s going on? — Dorothy estava na sala tentando fazer Branca parar de chorar.
— E-eu não sei, a-acho que é fome, sempre é! Essa menina só sabe comer!
— Give me this baby, madrinha. Mommy tem a solução para os seus problemas, little girl...
— Claro que tem! Tem uma fábrica de leite bem debaixo dessa camisola aí. Please, faz essa menina parar de chorar, que hoje eu acordei com uma dor de cabeça insuportável... – Peguei a criança nos braços e desatando o nó do hobby, ia caminhando para o quarto da pequena.
— Dorothy, você pode acordar o Joaquim, please? Ele tem a primeira aula de educação física hoje. Precisa estar bem desperto. Depois disso, tome um remédio e pode voltar a dormir se quiser. Eu cuido de tudo.
Entrei no quarto, sentei na cadeira de balanço que havíamos colocado lá e abaixando apenas um lado da camisola, pus-me a dar de mamar à pequena Branca. Aos poucos uma melodia foi surgindo na minha cabeça e quando dei por mim, cantarolava uma canção que há muito andava distante dos meus pensamentos. Uma canção que minha mãe cantava para mim quando eu era criança. Foquei meu olhar no rostinho de Branca e um dedo era suficiente para acaricia-lo. Ela me provocava as sensações mais doces e suaves que se pode imaginar.
— I love you so much, sweet... — Respirei fundo e apoiei a cabeça no encosto da cadeira. A imagem da Branca, minha mãe, tomou minha mente de assalto, e eu sentia como se ela estivesse ali, presente, naquele momento, orgulhosa de sua daugther e completamente derretida por sua grand daugther.
— Morning, mommy... — Joaquim apareceu na porta e veio até mim, me deixando um beijo no rosto e uma carícia de leve na cabeça da irmã.
— Morning, little boy.
— Dad tá perguntando se você não vai tomar café da manhã com a gente.
— Diga a ele que já estou indo, okay? — Ele confirmou e ia saindo. – Quim! Você está bem para a aula de educação física? Não teve nenhuma crise esses dias? Nenhuma dificuldade pra respirar? Tem tomado os remédios?
— Eu tô bem mamãe, pode confiar... – Sorri fraco e confirmei. Só então ele saiu. Uns dois minutos depois eu levantei e coloquei Branca no berço. Ela não estava dormindo, mas estava calma e se distraiu com um ursinho.
Voltei a pegar o aparelho da babá eletrônica e fui me preparar decentemente para mais um dia. Quando me juntei a todos na mesa, Dorothy não estava lá, disseram que ela havia tomado um remédio e voltado para o quarto.
— Baby, você vai para a Plugar hoje?
— Não, por quê?
— Você fica de olho na Branca e incomoda Dorothy um pouquinho pra saber o quê que ela tem? Eu vou levar o Quim na escola... dar uma volta na cidade...
— Claro! Deixa comigo. – Sequer dirigi a palavra ou o olhar à Anne, que na presença da Kate, sempre virava um anjo. Ao terminar o café da manhã, fui ajudar Joaquim a terminar de se aprontar para ir à escola e então fomos embora.
Depois de deixa-lo, resolvi dar uma passada rápida no Shopping. Fazia tempo que eu nem me preocupava em comprar nada para mim e eu adoraria fazer isso para não continuar despertando olhares tortos por onde eu passasse. Mas não foi daquela vez... eu mal saí da primeira loja e recebi uma ligação do colégio do Quim.
Falaram que ele estava no meio de uma aula de futebol e começou a arquejar por causa da corrida, estava quase desmaiando. Eu entrei no carro e disparei para lá. Era uma tremenda falta de responsabilidade da escola! Nós já tínhamos deixado claro a situação do Joaquim e eles se comprometeram a prestar atenção nele. Falamos para não deixar ele muito tempo em nenhuma situação que exigisse muito dele ou que ele estivesse exposto a poeira, mas ao que parecia, não nos deram ouvidos.
— A bombinha dele não está adiantando... – Disse uma das pessoas que o cercavam quando eu cheguei lá.
— Se afastem! Se afastem! Ele precisa de ar! – Berrou alguém que pareceu ser o professor de educação física.
— Ele precisa é de um médico. Come on, baby, mommy vai cuidar de você. – Tentei pegá-lo nos braços para leva-lo até o carro, mas antes que o fizesse, o garoto já estava nos braços do tal professor.
— Eu a acompanho. Vai precisar de alguém para ficar com ele enquanto dirige. – Eu nem me dei ao trabalho de olhar para a cara do tal. Apenas confirmei e fomos correndo até o carro.
Acelerei o máximo que era permitido e Joaquim continuava sem conseguir respirar direito. Por sorte, o hospital mais próximo não ficava a mais de 2km da escola dele e logo chegamos lá. Ele foi atendido, medicado e aos poucos voltava ao normal.
— ...Yeah, yeah... não, baby, calma, ele está bem agora. Foi só um susto, não precisa vir. Eu só te liguei pra te deixar ciente, mas o doctor já vai liberar ele. A gente já tá indo para casa. – Enquanto Herval falava do outro lado da linha, eu dei uma olhada no garoto que esperava o professor conversar com o médico e quando eles se aproximaram, me despedi de Herval. – Nós já estamos indo para casa, não se preocupe. Até já. – Saímos do hospital em silêncio e quando estávamos próximos ao carro, ouvi:
— Bom, parece que o garoto não vai poder participar das aulas de educação física por um bom tempo. Uma pena... o Joaquim é mesmo bom em tudo que faz! – E só então eu parei para olhar para a cara do sujeito. Ele tinha o cabelo baixo, liso, castanho, levemente grisalho, barba rasa, olhos castanhos bem claros, pele dourada como se vivesse sob o sol, e estava vestido exatamente como qualquer professor de educação física se vestiria. Além de um indispensável apito pendurado no pescoço.
— Se a escola e o professor fossem mais responsáveis, talvez ele não precisasse parar com as aulas.
— Não tinha como a gente prever. O Joaquim passou os últimos tempos muito bem. Achamos que ele estava pronto.
— Mas tem asma! E você deveria ter mais cuidado com seus alunos. É pago pra isso!
— Não me acuse de não cuidar dos meus alunos, eu já disse que não tinha como prever isso!
— Mamãe...
— Poderia ter feito ele participar pouco da aula. Checar se ele estava bem sempre que possível...!
— Mamãe...!
— O garoto estava bem! E eu tenho uma classe com mais 39 alunos para cuidar, então se você acha que... – O interrompi.
— Escuta aqui, não venha com essa de...
— Mamãe! – Joaquim me chamou a atenção, cortando minha frase no meio. – Ele não tem culpa, eu que pedi pra jogar desde o início. Eu tava cansado de ver todas as outras crianças brincando e se divertindo enquanto eu só assistia... – Só então eu respirei e raciocinei.
Eu meio que estava fora de mim desde que recebi a ligação do colégio. Tudo o que passava na minha mente eram as inúmeras vezes que eu vi Joaquim desesperado sem conseguir respirar. Achando que ele morreria a cada nova crise. Não era fácil para mim e mesmo que eu tivesse ouvido da boca do médico e repassado para Herval, que nosso filho estava bem, eu mesma ainda não tinha processado essa ideia até olhar para ele e ouvir aquelas palavras.
— E mesmo que tenha me feito parar aqui, valeu a pena porque eu me diverti. – Eu simplesmente me ajoelhei e o abracei. Eu sabia que aquilo era difícil para ele e sentia muitíssimo por ele ter que viver limitado. Criança foi feita para brincar e a asma não deixava que Joaquim fizesse isso.
— Então é isso. Eu vou indo, vou atrás de um táxi.
— Joaquim, entra no carro. – Mandei e o garoto obedeceu. – Hey! Você veio comigo, eu te levo de volta.
— Não, obrigado. Não costumo aceitar carona de mulheres que gritam comigo sem motivo algum. – Revirei os olhos.
— I’m sorry, okay? Eu estava nervosa... só em pensar que meu filho poderia ter morrido jogando futebol, eu... eu perco o chão... – Ele suspirou e confirmou. – E a cabeça também. Sou mãe, fazer o que? – Sorri fraco e ele retribuiu. – Entra no carro! Eu te levo de volta. – Ele hesitou, insistiu no táxi. – Você não sai daqui, até entrar nesse carro. – Ele sorriu e se aproximou.
— Bonita. Briguenta. E mandona... I like you. – Oh no... isso foi um flerte? Sem digerir isso, tentei me livrar da melhor maneira possível:
— You speak english?
— A little. — Sorriu. – Morei um tempo nos Estados Unidos. – Encurtando papo apenas acenei positivamente, abri a porta do carro e o mandei entrar. Parei na frente da escola e ele desceu.
— Fica bom rápido, hein, garoto! – Falou com a cara para dentro do carro pela janela.
— Pode deixar! – Joaquim respondeu. Ele então olhou para mim e sorriu de leve.
— O-obrigada... p-por ter ajudado. – Falei.
— Disponha. – Sorri fraco e ia sair com o carro quando ele falou: – E-eu me chamo Vinícius, à propósito...
— Nice to meet you, Vinícius... I’m Pamela.
— O prazer é meu. Pamela... – Ele finalmente nos deixou ir embora. Durante o trajeto eu respirei fundo inúmeras vezes para me reestabelecer. Se eu soubesse que se eu saísse de casa teria um dia como esse, não tinha sequer levantado da cama!
— Você sabe que ele tava dando em cima de você, não sabe? – Olhei pelo retrovisor e Joaquim me olhava como se soubesse todos os segredos do mundo.
— What?
— Ele tava. I’m a man, mommy... I know! — Caí na gargalhada.
— Você tem 7 anos, boy. Shut up.
— Minha idade é só um detalhe. Ele tava dando em cima de você sim, but don’t worry, eu não vou contar ao papai. Só a parte em que você gritou com o Vini. This is cool! — Voltei a olhá-lo pelo retrovisor e neguei com a cabeça. – What? Is not cool? — Sorri mais uma vez, batendo com a cabeça no volante devagar. – As mães de todas as crianças que têm aula com ele se derretem na primeira vez que batem o olho no Vinícius. Você foi a única que não fez isso. Definily, this is cool!
— Really? — Acenou que sim. – Sabe por quê? – Acenou que não. – Porque depois que a gente tem seu pai, acaba não se abalando com qualquer um, não. – Ele abriu um sorriso largo. Amava tanto Herval que qualquer elogio era ouro! – Mas você não precisa dizer isso a ele. Daddy já se acha demais. – Ele deu uma risada e confirmou. Estava bem... my baby boy estava bem... e em pouco tempo estávamos em casa.
O resto do dia correu tranquilo e à noite, quando eu estava no banheiro passando um creme no rosto antes de dormir, senti os braços de Herval envolverem minha cintura e depois de beijar meu pescoço, apoiou o queixo no meu ombro.
— Eu já te falei hoje o quanto eu te amo? – Sorri e confirmei.
— Ao longo do dia sim. Algumas dúzias de vezes... – Virei-me de frente para ele, envolvi meus braços em se pescoço e lhe beijei delicadamente. – I love you too... a cada dia mais...
— Então prova. – Disse com um sorriso de canto.
— Como?
— Aceita o papel na novela.
— Ah Herval, come on! — Me afastei dele saindo do banheiro, até sentir sua mão segurar meu braço.
— Você quer, você pode e você consegue fazer isso! Por que não aceita logo de uma vez?
— P-porque eu vou ter que passar hora e horas fora de casa, vou ter que comparecer a eventos, dar milhares de entrevistas... eu não tenho tempo pra isso... Branca is a baby! E eu não quero perder nenhum momento dela por estar trabalhando.
— Mas quer perder 25% de quem você é? – Franzi as sobrancelhas. – É, porque você é 25% mãe 25% mulher, 25% empresária e 25% atriz. – Suspirei. – Eu te conheço, Pamela... e você não vai se sentir 100% bem se não for atriz! Aceita o papel. Depois a gente vê o que é que faz.
— Mas eu ainda nem sei do que se trata. E se não for um papel que me agrade?
— Daí você não faz! Mas se você gostar, mesmo que dê medo, mesmo que você pense que não vai dar certo, você vai aceitar.
— I don’t know...
— Pamela...
— Okay... I’ll do it. — Ele sorriu e me acariciou o rosto.
— Muito bem. Agora a gente pode ir dormir. – Desligamos as luzes, nos deitamos na cama e Herval ia apenas repousar a mão sobre minha cintura, mas eu a peguei e entrelacei meus dedos aos seus junto ao meu coração. Ele aproximou mais o rosto do meu pescoço e aí sim estávamos prontos para termos uma linda noite de sono. – Eu te amo... – Sussurrou sonolento.
— Eu também te amo...
...
Dois dias depois eu estava pronta. Pronta para ir falar com Moreira e talvez aceitar o personagem. Antes de sair de casa, senti um friozinho na barriga, o que era de se esperar depois de tantos anos sem lidar com esse tipo de coisa e depois de Herval praticamente me arrastar para dentro do carro, eu fui para a Parker TV.
— Que bom, Pamela... que bom que você mudou de ideia!
— Não vamos nos precipitar, Moreira. Talvez eu mude, e talvez não. Vai depender de que tipo de papel estão me oferecendo.
— O melhor possível para o seu retorno às telinhas! Pode se preparar, porque a estrela Pamela Parker vai voltar a brilhar!
...
Para o desespero do meu lado mãe, Moreira estava certo. Aquela era a melhor forma de eu retomar minha carreira e eu não estava acreditando que aquilo estava acontecendo. Pensei em ligar para Herval para falar sobre, mas eu preferi esperar para vê-lo pessoalmente. Tinha que agradece-lo por não desistir de mim, por insistir naquilo porque, se há dois dias eu estava morrendo de medo de tentar, agora eu estava com medo de parar!
Era começo de tarde quando eu voltei para casa. Joaquim estava na aula de violino, Dorothy tinha tirado o dia para ficar com Brian e o neto, Kate tinha saído para fazer compras para a casa e Herval havia ficado com a Branca. Quando cheguei fui direto para o quarto da menina e a encontrei num sono profundo e então fui apressada para o meu quarto, que era onde provavelmente Herval estaria.
— O que é que você tá fazendo aqui? Sai da minha cama!
— A gente pode aproveitar que não tem ninguém em casa... você sabe que eu te achei um cara super interessante desde o primeiro momento que pisei aqui. – Escutei, antes que pudesse girar a maçaneta. Engoli em seco e fiquei ali apenas escutando.
— Anne, sai daqui... você vai acabar me arrumando problema...
— Ninguém nunca vai saber! Eu juro. Só uma vez... só agora. Prometo que você não vai se arrepender.
— Garota, você tem noção do que você tá me pedindo?
— Tenho total noção! E é isso que mais me excita... – E começou a sussurrar: – Eu tô pedindo pra você make sex with me... na cama que você dorme com Pamela Parker... aproveita! Que a Pamela já tá quarentona e eu tenho certeza de que ela não faz nem metade das coisas que eu vou fazer com você.
— Você só pode estar muito louca, sai daqui!
— Come on, eu sei que você quer! Eu sou jovem! Hot! Vai dizer que você prefere transar com aquela velha?
— Se você não retirar o que disse, agora, vai pro olho da rua!
— Você não vai fazer isso...
— Retira agora o que você falou!
— Por que? Eu não menti! Ela é mesmo uma velha! E muito sem graça , se você quer saber!
— Pois fique você sabendo que a Pamela é muito mais mulher do que dez de você juntas! E se você acha que ter mais de 40 anos é ser velha... você realmente não conhece nada da vida! E nem da Pamela! Eu quero ver você chegar na idade dela, tendo passado por tudo pelo que ela passou, e continuar linda, perfeita! Com brilho dos olhos, sorriso enorme, uma família enorme que te ame, ter o dinheiro que ela tem, os fãs que ela tem, a vida que ela tem! Quero ver você conseguir fazer um cara passar mais de 8 anos completamente apaixonado por você e ainda fazer ele se apaixonar mais a cada dia. Se você fizer isso, aí depois, quem sabe, eu tento te encaixar no meu horário, que se você quer saber, é preenchido com o melhor do sexo com a minha mulher, pra gente conversar uns 5 min, beleza? Até lá, você cala a sua boca, respeita quem deve respeitar, e cai fora de onde não é bem-vinda! – A voz dele ia ficando mais perto da porta e antes que eu pudesse mover um músculo, a porta se abriu. Herval segurava a garota pelo braço e ela estava enrolada num lençol, segurando-o contra o peito. – P-Pamela?! N-n-não é nada disso que você está pensando.
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