Notas iniciais
OMG sim, eu apareci! E trazendo um capítulo que os fãs de Pamerval não vão aprovar... Boa leitura!

Por Pamela:

Okay, ele já havia avançado muito e eu continuava calada e imóvel. Richard deu um sorriso de canto e sua mão tocou meu rosto, acariciando-o.

— É uma pena que eu tenha que ir para o Brasil amanhã... eu poderia ficar aqui eternamente with you. Eu já falei o quanto que te acho linda...? – Seus olhos verdes me estudavam por inteiro. Me senti nua, e na verdade, era justamente assim que ele queria me deixar, eu só não sabia se eu também queria, understand? E quanto ele ir para o Brasil, eu estava ciente. Trabalho...

Eu só consegui dar um sorriso nervoso e me arrastar um pouco mais para trás no sofá, me afastando dele que já estava praticamente em cima de mim. Não adiantou. Richard simplesmente segurou-me pela nuca e me beijou de uma maneira que eu até já tinha me esquecido do quanto era bom. Eu não o toquei, mas isso não impediu que ele pousasse a mão sobre minha perna e tentasse me deitar no sofá.

Não dava para fugir das suas investidas, mas eu não estava me sentindo confortável. Minha sorte foi o meu celular tocar. Eu o afastei imediatamente com a desculpa de que poderia ser importante e me levantei.

Hello?

— Mrs. Parker? Trago-lhe novas notícias!

— Hi Dr. Arnold! Diga-me, que notícias? Deve ser algo sério para estar me ligando a essa hora!

— Sim, sem dúvida. Ligo para informa-la que o Sr. Domingues assinou hoje o divórcio. Agora vocês estão oficialmente separados! – Perdi meus movimentos e minha expressão. Eu nunca havia parado para pensar em como ficaria ao receber essa notícia, talvez porque nunca acreditei que ela chegaria aos meus ouvidos.

— O que houve, Pamela? – Richard questionou-me preocupado.

Nothing!— Sorri nervosa. – Dr. Arnold! Thanks so much pelos seus serviços e por ter se disponibilizado a essa hora para me dar a notícia.

— Não tem de quê. É um prazer trabalhar para a senhora. Tenha uma boa noite.

Good night... – Desliguei o celular e me virando para Richard, ele já chegava com duas taças na mão.

— Acho que a notícia te deixou tensa... mas como a noite é de diversão e não de preocupação, não vou nem perguntar do que se trata. – Me deu uma das taças e me fez sentar no sofá novamente. Em menos de 7 segundos a taça já estava vazia. – Você está precisando relaxar e... – Finalmente notou que eu bebi tudo. – Wow! Já tomou?! — Sorriu, impressionado.

You Know what? Você tem razão! Estou mesmo precisando relaxar. Mais bebida, please!— Ele me obedeceu de imediato e voltou a encher meu copo, eu voltei a esvazia-lo. Eu tinha que encher a cara! Entrar em coma alcoólico para lidar com aquela ligação. Eu não era mais mulher de Herval e isso me deixou muito esquisita.

— Você tá legal? O que foi que te disseram no telefone que te deixou assim?

Nothing! Não vamos falar sobre isso, vamos aproveitar a noite! Me dê algo mais forte, está com medo de me embriagar?

— Na verdade, estou... – Ele riu e se levantou para ir ao balcão cheio de garrafas. Finalmente elas teriam serventia para mim!

Don’t worry! Eu não caio assim facilmente!

— Well, se você quer relaxar, eu conheço um método bem legal! – Voltou, me ofereceu um copo e sentou-se ao meu lado.

Really? Então me mostre! Now!— Ele sorriu e pousando seu copo na mesinha de centro, segurou meus pés. – W-what? What you doing?

— Massagem! Quer maneira melhor de relaxar? By the way, sem querer me gabar, minha massagem é a melhor das Américas!

— Isso é um posto muito alto, Mr. Trainor! Você precisa me convencer disso, caso contrário, terá que ser rebaixado nessa categoria aí... – Ele sorriu mais uma vez e eu mandei ver na bebida que me trouxe. – Uh... umbeliaveble! Não conhecia esse seu dom para relaxamento, Rick... – Falei, olhando-o por inteiro, meio deitada no sofá, enquanto ele estava focado na massagem.

— Quase ninguém conhece. – Me olhou por cima de óculos imaginários e sorriu de canto. – Só faço em quem realmente merece.

Oh... thanks pela parte que me toca! – Nos olhamos por alguns segundos. – Vai beber isso aí? – Apontei para seu copo.

— Se quiser, é seu! – Pegou e me ofereceu, mas quando fui pegar, ele desviou.

Hey!

— Mas não é tão simples assim... se quer essa bebida maravilhosa, vai ter que me dar algo em troca.

Like...?

Like a kiss! Acho justo, you do not?

— Eu acho é que você é muito folgado... – Empurrei-o de leve com o pé e Rick riu ainda mais e ainda mais bonito. De repente aquela imagem me desnorteou; parecia que uma força dentro de mim, me empurrava para ele. Tudo o que eu fiz foi avançar nele segurando seu rosto. Não achei que pudesse ter coragem, mas eu lhe beijei com uma libido impressionante!

— Toma! Todo seu! – Me estendeu o copo, ainda tentando processar na mente o que eu acabara e fazer. Sorri superior e engoli de uma vez a bebida. – Se você repetir a dose, eu posso te dar o que você quiser, até uma adega inteira!

— Eu já tenho uma. – Apenas sorri e me levantei caminhando até o balcão. Richard devia estar falando mais alguma coisa, mas eu não estava prestando atenção, minha cabeça meio que tinha parado de funcionar, ou estava em piloto automático. Eu só sei que não estava calma e eu sentia meu coração pulsar com violência dentro do peito.

Escorregava meus dedos pelas garrafas escolhendo a que provavelmente teria maior teor alcoólico para me dar a gota de coragem que me faltava naquele momento, até escolher uma de Rum. O que aquilo estava fazendo ali eu não sei. Nunca fomos de beber esse tipo de coisa, sempre Champanhe, mas o fato é que o Rum estava lá e foi ele que eu peguei.

— Ei, ei, ei! Coloca isso aí, ficou doida? – Veio atrás e mim rapidamente ao me ver virando um copo atrás do outro.

Relax, rebelde enferrujado! I’m fine! Desde o high school você nunca mais bebeu todas?

— Eu não sou um rebelde enferrujado, ainda faço muitas loucuras se você quer saber... – Fingiu-se de ofendido. – Só acho que não precisa exagerar na bebida!

Really? Que tipo de loucuras? – Segurei o colarinho da sua camisa e aproximei nossos rostos ameaçando lhe beijar.

— Melhor deixar isso quieto, você está bêbada, sweet!

No, I’m not!

Yes, you are!

Okay, come on... E isso é ótimo, não?! – Empurrei-o em cima do sofá. – É o fósforo que faltava para isso aqui pegar fogo! By the way, eu estou literalmente pegando fogo, see! – O fiz pousar a mão em meu pescoço, mas ele não expressou emoções. Então eu lhe agarrei os cabelos selvagemente num beijo ardente que lhe pegou de surpresa. Richard ficou sem ação. Suas mãos exigiam me tocar, mas ele as segurava cravando as unhas no sofá. – E então? O que acha? – Perguntei ofegante. Ele demorou para abrir os olhos e ofegava também.

I think... uau! You’re really really good kissing! — Abri um largo sorriso, mas ele se antecipou. – Mas vamos parar por aqui, okay? Não quero me sentir culpado amanhã. Você bebeu, não sabe o que está fazendo.

— Ah... you kidding me? Te garanto que eu sei o que estou fazendo... – Passei as mãos por sua camisa querendo desabotoá-la e ele tentava me impedir. – Come on, Rick! I’m fine, okay? Não estou tão bêbada quanto parece... – Encostei os lábios em seu ouvido e sussurrei: – E eu sei que você esperava por isso tonight.

— Tem razão, mas tem certeza de que não está bêbada? – Confirmei. – Então por que está há 40seg tentando desabotoar um mesmo botão? – Riu.

— Qual é?! I’ts so hard! Os botões são pequenos, minhas unhas atrapalham... e além do mais, eu admito, I’m drunk!

Of course yes... — Disse em tom de deboche. Desisti dos botões; apenas passei uma perna para cada lado do seu corpo e com os dedos brincando com seus cabelos, levei os lábios os seus suavemente. – Você não vai me convencer... – Delírio meu, só podia ser! Richard Trainor se fazendo de difícil? Tive de apelar para o pescoço: beijos e mais beijos, ele se arrepiava completamente e já estava so, so excited, mas insistia em dizer que eu me arrependeria.

Num impulso, tirei os braços das mangas do vestido, deixando-o cair. Com o sutiã à mostra seria mais difícil para ele resistir.

— Aí é golpe baixo... – Sorri vitoriosa e agarrando firme seus cabelos o ataquei novamente.

Dessa vez ele não relutou. Apenas correspondeu ardentemente ao beijo e seus braços fortes envolveram meu corpo por inteiro me prendendo completamente em seus laços. Fomos nos deitando on the couch and... a razão perdeu completamente sua função! Eu estava sendo movida à álcool e à uma necessidade de gastar energia impressionante! E eu não conheço melhor forma para isso do que... you know!

Foi apenas um sorriso! Isso foi o suficiente para espertar uma louca em mim. Apenas um sorriso com a nossa brincadeira e eu já queria tirar todas as peças e roupa daquele cara! A coisa ficava cada vez mais intensa. Ao contrário de mim, ele não teve nenhum problema em desabotoar meu sutiã; e menos problema ainda em tirar todo o resto. Tanto meu quanto dele. Talvez isso choque quem sempre achou que meu casamento com Herval seria eterno, mas o fato é que há muito muito tempo eu não me sentia tão bem quanto me senti àquela noite.

Foi um momento de pura agitação. Nós ofegávamos, suávamos, gritávamos... o sofá não era suficiente para nós. Ainda que com intensas pausas pelo meio o caminho, subimos até meu quarto. Nós entramos quase derrubando a porta e nos jogamos em cima da cama. Era tudo so hot e cada movimento seu, cada gesto ou tentativa de palavra só fazia tudo o mais fervilhar. Éramos jovens e apaixonados novamente...

I know! É claro que é muito estranho tudo isso. Foi ali que eu passei várias noites ao lado de Herval, mas quer saber? Não me julgue, but... aquilo não me importou.

Notas finais
Paciência, um dia desses eu volto again