Geração Pamerval - A história do início ao fim
128 Capítulo 128
Notas iniciais
Por Herval:
Ok, não era a primeira vez que a Pam fazia isso comigo. Eu já deveria estar bem acostumado com a ideia de que ela adorava esquentar a coisa e depois me deixar na vontade. Fiquei decepcionado, mas nada que um abraço do Quim não pudesse curar em um segundo! Ele é nosso filho querido e se precisarmos parar umas preliminares como aquelas por ele, pararemos.
Dói? Dói.
Mas vale a pena...
No dia seguinte, eu me acordei com carícias inconfundíveis pelo rosto. Pamela sorriu ao me ver despertar e me saudou com um “bom dia” inteiramente e fofamente americano.
– Good morning, baby! Sleep well? – Teria dormido melhor com ela em meus braços, mas se não foi possível... me contentei em tê-la nos sonhos.
– Bom dia, meu amor... – Respondi, ao mesmo tempo que aceno que sim com a cabeça, para a pergunta. – Cadê o Quim? – Dou por falta dele na cama.
– Já está tomando café da manhã. Está muito animado porque Megan volta amanhã.
– E você pretende fazer alguma coisa para comemorar esse retorno dela? – Perguntei, levantando e caminhando para o banheiro.
– I do not know... sugere alguma coisa? – Me segue.
– Acho que não. Sou péssimo com essas coisas... – Digo com meio sorriso. – Talvez... um presente? – Chuto, dando de ombros.
– Mas Megan já tem tudo o que precisa e o que quer, o que eu poderia lhe dar? – Dei uma curta revirada de olhos.
– Um presente especial, Pam... diferente...! Não algo que ela vá usar por necessidade, mas por vontade! Você me falou que... ela vai morar em São Paulo, né?
– Infelizmente...
– Então presenteie-a com algo que a faça lembrar de você toda vez que ela olhar para o presente! – Ela assentiu, entendendo o que eu quis dizer e sorriu.
– Já sei! Hubby, prepare-se que você vai comigo ao shopping! – Diz me dando um beijo no rosto e saindo do banheiro. Oh meu Deus... shopping? Isso é a tortura de qualquer homem!
Quando fui tomar o café da manhã, apenas a Pam estava na mesa. Dorothy e Joaquim brincavam distraídos na sala. Sentei à cabeceira da mesa e olhei para ela. Sua mente estava distante... dava para ver nos olhos vagos. Sequer notou que eu cheguei, até que me inclinando para o seu lado, deixei um beijo em seu ombro, despertando-a do transe e fazendo-a dar um leve sorriso.
– Em que você tá pensando, hein?
– Nada que tenha importância, honey... – Seu celular, em cima da mesa, apita. Ela pega-o, lê o que havia lá e em seguida se levanta caminhando para o quarto, apenas dizendo um “excuse me”.
– Ei, aonde você vai? – A segui.
– Ernesto me mandou uma mensagem... parece que há o dono de um varejo meio escandaloso na Marra, que faz questão de falar com o presidente da empresa. Davi está deixando o cargo, sobra apenas para mim resolver isso... – Minha boa disposição para o dia azedou ao ouvir o nome daquele moleque.
– Não há alguém na empresa especializado nessa área de problema? Que possa falar com o cara? A Marra é uma empresa grande! Não é qualquer babaca que fala com a presidência.
– Yeah... mas ele exige, o que posso fazer? Ele tem grande influência no varejo brasileiro e pode queimar nosso filme caso eu não vá. Ernesto não especificou qual o problema, mas terei que ir resolver. – Disse calçando uns sapatos e colocando uns brincos. – Eu volto a tempo de irmos o shopping à tarde, okay? – Me dá um selinho e ameaça caminhar, quando eu a seguro pela mão.
– Avisa para aquele pirralho, que ele não pode ficar te chamando assim a qualquer hora não, tá? – Trago-a de volta para mim e encosto a boca em seu ouvido. – Você pode estar meio ocupada e não poder atende-lo... – Insinuo, mordiscando o lóbulo de sua orelha.
– Stopped, bad boy! – Me dá um tapa no braço, arrepiada, e meio vermelha com a insinuação, me arrancando um sorriso. Perdendo seus dedos pelos cabelos da minha nuca, me dá um beijo cheio de segundas intenções seguido de mordida e vai até a porta.
– E não esquece de dizer que eu tô de olho nele! – Falei, apenas lhe provocando um suspiro e um revirar de olhos.
(...)
Às 14h00min a Pam estava de volta. Disse que resolveu o problema com uma ameaça de um processo. Inicialmente eu não entendi, mas depois ela me explicou que o varejista estava reclamando de um lote de produtos que havia chegado em uma de suas lojas, com defeito e que só relevava o ocorrido se ela... enfim... há maníacos sexuais em todos os lugares!
Claro que eu quis quebrar a cara do patife, mas um beijo dela me acalmou... sempre acalma! É incrível o poder que ela sempre exerceu sobre mim...
– Se você quiser eu posso ir lá e acabar com a raça dele! – Disse, enquanto ela estava sentada na cama e me olhou como se aquilo a animasse. Mas recusou:
– Desnecessário, Herval... já mandamos um novo lote para a loja e depois da ameaça de um processo contra assédio sexual, lançada no meu colo por Ernesto, ele nunca mais vai chegar perto nem da Marra, nem de mim!
– Hum... – Me senti mais relaxado. – Bem que esse aí poderia fazer o mesmo né? Nunca mais chegar perto de você! – Ela revirou os olhos e bufa.
– Herval... stop, okay? Não vejo razão para tanta implicância com o rapaz... Ernesto é apenas... gentil!
– Ah não vê? Um homem quando está dando em cima de alguém, é muito gentil, se quer saber... e o que me diz do fato de ele querer te...
– Herval! – Me interrompe, reprovadora e eu me dou conta de que quase sou ferrado pelo ciúme de novo.
– Desculpa, foi sem querer... – Abaixo a cabeça; ela levantou impaciente e ia em direção ao closet. – Hey! Não fica com raiva, vem cá... – Lhe sigo, segurando-a pelo braço. Ela soltou o braço bruscamente de mim... Pamela não queria me olhar, nem respondeu. Em tentativa desesperada, lhe beijei. Ela se debateu levemente, socou meu peito, cravou as unhas no meu braço, mas ao se ver completamente envolta em meus braços, e sabendo que eu não lhe soltaria se ela não me perdoasse, cedeu.
– Você é um idiota, Herval Domingues! – Me soca o peito, com um sorriso forçado pela paixão que falou mais alto que a raiva.
– O idiota aqui ainda quer a surpresa dele... – Sussurrei em seu ouvido e suas unhas apertaram o tecido da minha camisa.
– Não sei se você ainda merece. – Responde tentando parecer seca, se desvencilha de mim, pega sua bolsa e caminha para a porta. – Come on! Ainda quero pegar o shopping aberto!
– Ei, pera aí, como é que é? Sem surpresa? – Lhe segui com olhar desesperado. Ela permaneceu em silêncio. – Você prometeu, não pode dar para trás agora! – Digo quando entramos no carro. Ela continua calada. Desisto temporariamente. Pamela que dirigia e tão concentrada no caminho, que eu pensei que estivesse tentando se controlar para não me matar. No entanto, ela tinha perdoado minha pequena crise, né? Além do mais, aquela não havia sido das minhas piores crises... ao contrário, fora até branda!
Ao chegarmos no shopping, o estacionamento estava praticamente lotado de carros. Acabou que só encontramos vaga no fundo do estacionamento; um ponto cego do local, temível pela ausência de câmeras naquele trecho.
– Acho meio perigoso deixar o carro aqui... não tem câmera nesse pedacinho, vai que resolvem querer arrombar e assaltar nosso carro?! – Ela deu de ombros. – Pam... desculpa... eu tento me controlar, mas às vezes não dá... – Falei em tom de súplica, enquanto caminhávamos para dentro do shopping. Se ela estava tão calada, é porque ainda estava “coisada” com o lance do Ernesto.
– Do que você está falando?
– Ué, você não tá com raiva por causa do meu ciúme?
– São águas viradas, baby, no momento estou mais preocupada com o que vou comprar para Megan... – Ok, era melhor deixar quieto.
– Já tem algo em mente?
– Yes, não vamos demorar muito aqui... só precisamos ir à melhor joalheria do shopping! – Caminhava apressada.
Subimos ao primeiro andar e lá estava a loja. Cada uma peça mais linda do que a outra, e isso dificultou muito o nosso trabalho, já que Pamela ficou em dúvida entre 3 pulseiras, 2 correntinhas e 4 anéis por pelo menos 20 min.
Mulheres...
– Me ajude a escolher, Herval!
– Por que não leva tudo se está em dúvida?
– Porque precisa ser apenas uma coisa! Algo único e especial... não foi você mesmo que falou?! – Ah foi...
– Ah, por que não disse logo...? – Disse a vendedora. Que passou boa parte do tempo me jogando uns olhares, que eu notei. – Nós temos aqui uma peça exclusiva. A pulseira perfeita, o presente ideal de uma mãe para uma filha... – Ela trazia a tal com a maior cautela. Era de ouro ornamentada com pequeninos rubis e nos espaços entre um rubi e outro, coraçõezinhos quase imperceptíveis. Fofo, meigo e... caro!
– It’s so beautiful!! Perfeito para Megan Lily! – É... parecia que a dúvida tinha chegado ao fim. Ufa!
– Acho que ela vai adorar! – Respondo e ela sorri.
– Levarei este! Não importa o preço, embrulhe apenas. – Disse à moça, que me joga um olhar de lado e vai embrulhar a peça.
(...)
Quando saímos da loja, Pamela me olhou de maneira estranha e seguiu apressada, sem nada dizer.
– Quê que foi, Pam? – Perguntei, enquanto descíamos a escada rolante.
– Parece que a moça da joalheria gostou de você, não? – Disse sarcástica. Droga, ela tinha notado... por que será que prevejo desastre?
– É? – Me fiz de desentendido.
– Gostou não, adorou! – Enfatiza e exagera.
– O que é isso, Pam? Eu tô ouvindo direito? Você tá com ciúmes? – Pergunto com um sorriso de canto. – Não foi você mesmo que estava me censurando pela minha crise? – Ela não respondeu nada. Fomos para o estacionamento. – Pamela tá com ciúmes... Pamela tá com ciúmes... – Comecei a cantarolar e ela bufou.
– Não estou com ciúmes! Apenas achei inconveniente. – Entra no carro e eu entro logo depois, colocando o presente da Megan no porta-luvas.
– Sei... – Ela me olhou fulminante.
– Não me provoca!
– Agora estamos quites. Ainda quero minha surpresa! – Disse, cruzando os braços infantilmente e olhando para frente. Consegui fazê-la romper-se numa risada.
– Você parece criança, Herval... – Revirou os olhos.
– Só acho uma injustiça... você prometeu... – Fiz bico. – Se aquela vendedora estivesse no seu lugar... garanto que ela não iria...
– Como é que é?! – Peguei pesado na provocação. – Repete. – Saiu de seu lugar e veio para cima de mim, esperando que eu repetisse.
– Você vai me estrangular?
– Talvez.
– Bem... eu só acho que ela queria... – Sua boca une-se a minha subitamente não me deixando terminar. Ela era selvagem, poucas vezes vi Pamela daquele jeito. Era um beijo necessitado e seus dedos agarraram meus cabelos forte, me fazendo soltar um gemido. Sua língua invade a minha boca de maneira a explorá-la tão loucamente, que eu não fazia ideia do que era aquilo! Eu estava jurando que ela iria começar a maior briga, quando na verdade...
– O que foi que você estava falando? – Perguntou ofegante, depois do beijo.
– Que... eu acho que ela... queria... me... – Tentei dizer entre as pausas necessárias para respirar, mas ela voltou a me beijar. Agora suas mãos correram para a minha camisa, levantando-a sem a menor cerimônia. Seus dedos passeavam pela minha barriga, me provocando arrepios intensos e mordiscou meu lábio inferior, antes de me fazer outra pergunta:
– De quem você estava falando mesmo...? – Olhei em seus olhos, que reverberavam desejo em sua maior intensidade. Sua boca adquiria uma curva no canto, de um sorriso safado e ela terminou de tirar minha camisa antes que eu pudesse responder...
– Eu estava falando sobre... – Sua mão pousa em meu ombro e sua boca vai de encontro ao meu pescoço. Ali ela deixa uma mordida sensual e insiste com a pergunta. De quem eu estava falando mesmo? – Não sei de quem eu estava falando... – Admito, depois de ela praticamente ter devorado meu pescoço.
– Good boy... – Sorri vitoriosa. Era isso que ela queria! Me fazer esquecer aquela provocação e mostrar que só ela conseguia me desnortear a tal ponto de eu até esquecer meu nome.
– Você não presta, Pamela Parker-Domingues! – Seu sorriso se alarga e minha boca ataca-lhe o colo saltitante pela respiração descompassada.
– Nem um pouquinho... e é justamente disso que você gosta... – Murmura no meu ouvido, mordiscando o lóbulo logo em seguida. – Você quer sua surpresa? Pois vai ter... – Fala firme e safada, abrindo o zíper frontal de seu vestido, deixando exposto seu sutiã vermelho. Sem pestanejar, ataco-lhe a região exposta dos seios, fazendo com que Pamela incline-se para trás e agarre-se aos meus cabelos, em delírios de prazer.
– Espera, e as câmeras do estacionamento? – Pergunto meio desnorteado.
– Não há câmeras nesse ponto... esqueceu? Você mesmo observou isso assim que saímos do carro! – Responde demonstrando certa impaciência e desabotoando minha calça e levando-a até a altura do joelho. – Além do mais, os vidros do carro são escuros!
– O que foi que deu em você, hein? – Perguntei com um sorriso. – Pensei que fosse brigar comigo... – Ela sorri ao ver o quanto eu já estava excitado.
– Prefere que eu brigue? Você escolhe se quer que eu continue... ou se quer que comece a te xingar. – Encostou a boca no meu ouvido e sussurrou com uma voz mais que provocante: – Você sabe que eu sou boa nas duas coisas... – Fechei os olhos com isso, e grunhi alguma coisa indistinguível. Como consegue me fazer estremecer com apenas uma frase?
– Boa...? – Agarrei-lhe as coxas, acariciando o interior delas, passando as mãos por baixo do vestido. – Pode ser em xingar... mas... quanto a outra opção... – Toquei sua calcinha, fazendo-a gemer, e percebi o quanto já estava molhada. – É completamente maravilhosa...! – Ela sorri, fechando os olhos e sentindo eu colocar a mão dentro de sua calcinha, movimentando o polegar contra seu clitóris.
Ela arfou, segurando firme meus cabelos e começou a movimentar os quadris contra meu dedo, pra que eu intensificasse. Para facilitar o processo, a fiz tirar a calcinha e ela a jogou para o banco de trás do carro.
– Pamela... a gente está num lugar público... – Falei tentando ser minimamente prudente, naquele momento de loucura.
– Você se preocupa com plateia? – Pergunta, retirando minha cueca. – Please, Darling... o máximo que pode acontecer é... a gente gritar alto demais, alguém ouvir, e irmos presos por atentado ao pudor. – Fala como se tivesse falado “o Rio de Janeiro é um lugar tão bonito...” assim, bem naturalmente. – E isso não te parece excitante...? – Até demais!
– Vamos embora daqui... antes que acabemos na delegacia. – Tento fazê-la sair de cima de mim, mas como resposta, Pamela apenas gargalha e me prende com as pernas em cada lado do meu corpo.
– Não foi você mesmo que estava reclamando que queria sua surpresinha... – Desabotoou o sutiã, jogando-o junto da calcinha.
Seus seios, já eriçados, pareciam implorar minha boca, minha língua...
– Não provoca, Pamela... aqui não dá... – Insisto. Mas já estava quase enlouquecido de desejo. Acontece que ela não estava disposta a parar. Segurou minhas mãos e colocou-as sobre seus seios, com o olhar mais sensual que você pode imaginar. Eu fechei os olhos numa última tentativa desesperada de me controlar, mas ela mesma com um movimento de suas mãos sobre as minhas, me fez apertá-los suavemente deixando-a soltar um gemido delicioso.
A partir daquele momento, mandei se danar o bom-senso e o pudor! Enquanto uma mão fazia carícias incessantes em um seio, brincando com seu mamilo, o outro era ocupado por minha boca, que o hauria sem parar, fazendo Pamela morder o lábio inferior, de olhos fechados e afundar as unhas na minha pele procurando apoio.
– Herval... – Gemeu meu nome escorregando suas mãos pelos meus ombros até encontrarem os fios dos meus cabelos e segurá-los implorando que lhe proporcionasse mais prazer.
Minha mão percorreu suas costas quentes, escorregou pela coxa e tocou-lhe a intimidade ainda mais molhada que antes. Seu corpo inteiro implorava por mim e era tão bom saber disso... lhe invadi com um dedo, seguido de um segundo, os quais deslizaram tão facilmente para dentro dela, que chegava a entrarem totalmente em um segundo. Ela arfou ao senti-los em si e deixou a cabeça cair para trás.
– Hum... – Repetia essa monossílaba a cada vez que os dedos entravam e saiam dela... sua pele fervia em desejo e eu lhe beijava os seios, o ventre... com o polegar, aumentei seu prazer numa brincadeira rápida e continua com seu clitóris, fazendo-a gemer um pouco mais alto.
Seus quadris se movimentavam contra a minha mão, pedindo que eu fosse mais rápido e mais profundo. Ela exigia sensações maiores e mais intensas! Era isso que eu queria lhe dar... era isso que eu lhe daria! Acelerei os movimentos e meus lábios ocuparam-se com seus mamilos duros de excitação. Ela tentava inutilmente conter seus gemidos, mas eles insistiam em romper-lhe a garganta e adentrar os meus ouvidos, me excitando a cada segundo.
Senti-a começar a se apertar ao redor dos meus dedos e a respirar cada vez mais descontroladamente. Sua boca abria-se num grito mudo e sua expressão facial era de completo prazer... as sobrancelhas bem franzidas evidenciavam o quão perto ela estava de seu orgasmo e as unhas perfurando minha pele eram os efeitos colaterais do que ela estava prestes a sentir.
Antes que ela pudesse atingir seu clímax, retirei meus dedos dela, fazendo-a rosnar decepcionada.
– Calma, meu amor... prometo que o que vem por ai será ainda melhor e mais intenso... – Murmuro pedindo que ela se levantasse.
Ainda estremecida pelo quase... virou de costas para mim, sentando e me deixando deslizar para dentro dela bem devagar...
– Oh... – Deixei escapar. Encostando a cabeça no encosto do banco, fechei os olhos ao sentir ela se levantar e sentar novamente... minhas mãos seguraram sua cintura e ela repetiu o movimento fazendo seus gemidos se misturarem aos meus.
Não deixei de resvalar minhas mãos por suas costas e encontrar seus seios logo a frente. Segurando-os com as mãos em concha e apertando-os sensualmente. Ela deixou as costas encostarem ao meu peito, e o toque de nossas peles quentes me provocou um choque delicioso... deslizei a mão por seu ventre até tocar sua intimidade e fazer movimentos para baixo e para cima com um dedo, aumentando seus gemidos.
– Her... val... – Tentava pronunciar meu nome sem êxito. O movimento de levantar e sentar tornou-se contínuo e eu ia à loucura estando dentro dela com cada vez mais intensidade. – Oh Lord! – Jogou as mãos para trás do pescoço, tentando alcançar meus cabelos, enquanto minha boca devorava-lhe o pescoço e eu continha meus muitos gemidos com a boca em sua pele.
Movimentei o dedo ainda mais rápido em seu clitóris e passei a fazer movimentos de vai e vem com os quadris também para facilitar nosso encaixe. Nossos gemidos eram intensos e ela movimentava-se cada vez mais depressa à medida em que eu implorava isso com movimentos de quadris, rápidos.
Nossa saúde auditiva provavelmente tornara-se mais frágil com a intensidade com que gememos segundo após segundo. E tudo contribuía para ficarmos mais excitados. É ou não é profundamente excitante fazer amor no carro, no meio de um estacionamento de shopping center?! Com altos gemidos, altas provocações...
Enchi suas costas de beijos, mordidas, lambidas... com as pernas dobradas de cada lado do meu corpo, apoiava as mãos nas minhas coxas enquanto hora jogava a cabeça para trás, hora deixava-a cair para frente... eu só fazia minhas mãos percorrerem seu corpo inteiro, explorava cada curva, cada canto; lhe arrepiava, lhe instigava... meu corpo gritava desejo; a gente nunca tinha feito aquilo antes! Pelo menos não que eu me lembre... não dentro do carro e num lugar onde poderiam nos ver.
Mas aquilo parecia excitá-la. Pamela me permitia deslizar rápido, devagar, profundo, rasamente... até ela intensificar mais e mais e mais... comecei a senti-la se apertar de novo ao redor de mim. Tornava mais difícil a saída de dentro dela e dessa vez eu não a impediria... Pamela foi mais rápida e eu cerrei os dentes tão próximo do limite quanto ela.
– Pamela! – Supliquei que fosse mais rápido e ela entendeu com apenas seu nome saindo da minha boca. Tudo ficava turvo em volta de mim e eu só podia sentir a pele entrar em combustão.
– Oh!! Oh...! Oh! – Estávamos quase lá... tudo girava a minha volta e sensação era a de estar prestes a alçar voo: um frio na barriga, um desejo inenarrável, uma explosão de hormônios como endorfina, adrenalina... ela tornou-se cada vez mais apertada até estremecer por inteiro e deixar-se amolecer. Nem por isso parou de se movimentar. Eu estava quase também e me sentia ao ponto de explodir!
– Ah!! – Gritei, chegando onde eu queria... estávamos os dois entregues aquele prazer sem tamanho e completamente condenados a dependermos um do outro para sempre.
Fale com o autor