Geração Pamerval - A história do início ao fim
119 Capítulo 119
Notas iniciais
Por Pamela:
Lhe devolvi sua camisa, que por sinal, estava ainda mais suja de tinta do que quando ele me deu. Nos despedimos de Rita e das crianças, e fomos embora. Passamos antes na escola do Joaquim para busca-lo. Eu que saí do carro, já que estava mais apresentável que Herval.
– Mommy! – Ao me ver do portão, correu e me abraçou tão subitamente, que me fez dar um passo para trás.
– Hi, my baby boy! Como foi a aula hoje, han? – Perguntei, lhe fazendo carícias no cabelo.
– Foi legal... – Ele falaria mais alguma coisa, mas Herval abaixou o vidro do carro e Joaquim pôde lhe enxergar. – Daddy!! – Correu para Herval enquanto eu voltava ao meu posto, ao lado do meu hubby no banco da frente do carro. – Onde é que vocês estavam, que estão sujos assim? – Vejo seu rostinho curioso, pelo retrovisor, enquanto Herval dirige.
– Nós estávamos na Plugar, filho... a gente tava pintando tudo lá! – Herval responde, sossegado, com um sorriso.
– E nem me levaram... – Quim cruza os braços, emburrado.
– Oh sweet... você precisava ir para a escola, right?! Não podíamos te levar... mas prometo que logo, logo, a gente te leva lá para você brincar com as outras crianças, okay? Quando você não tiver aula, é só falar pra gente que a gente te leva, tá bem? – Ele concorda. Continua de braços cruzados, mas não mais em birra. Ele olha pela janela, distraído. Herval me examina por um instante, ele tira uma das mãos do volante e a leva até a barra do meu vestido, puxando-o para baixo.
– Sua indecente...! – Sussurrou para mim, com um sorriso safado. E eu sorrio escondido. Sabia o que estava passando por sua cabeça e o que ele pretendia, quando chegássemos em casa...
(...)
– Oh God! De onde vocês vieram, nesse estado?! – Assim que entramos em casa, Dorothy se assusta. Mais com o estado de Herval do que com o meu, mas... okay.
– Da Plugar, madrinha! A gente deu um jeito em tudo lá... pintamos praticamente tudo! – Respondi sorrindo, passando o braço por trás de Herval, que empurra minha cintura contra seu próprio corpo.
– Ela quer dizer, eu estava pintando, a sua afilhada... estava tentando me pintar! – Disse me olhando de lado. Fiz careta para ele e Dorothy riu. – Pam, vai indo tomar seu banho, pra adiantar, enquanto eu vou ajudar o Quim a guardar as coisinhas dele e a tirar o uniforme... – Herval me disse, me olhando meio de canto e eu tive a impressão de ver um sorrisinho bem no cantinho de sua boca, me deu um beijo no pescoço e segurou a mão de Joaquim o arrastando para o quarto.
Ele, ajudar o Quim a guardar os materiais e a tirar o uniforme? Não sei porque senti cheiro de mentira no ar... o Quim não precisava de ajuda para isso! No entanto, apenas assenti e me dirigi ao quarto, a fim de tomar banho primeiro.
Antes de entrar no banheiro, comecei a tirar a roupa pelo quarto mesmo. Mal tirei o vestido, ficando só de calcinha e sutiã, que já senti o impacto do corpo de Herval, me apertando por trás. Ele dava vários beijos nas minhas costas e suas mãos impetuosas me tocavam os seios por cima do sutiã.
– Oh my God! Tá querendo me matar? – Me assustei, mesmo desconfiando de que ele tentaria aquilo, eu, inocente, ainda achei que ficaria um tempinho com Joaquim. Ele riu.
– Te matar...? Depende de que maneira for... – Murmurou no meu ouvido, e depois mordeu o lóbulo da minha orelha. Okay, me arrepiei, mas tinha que seguir com o plano, by the way, acho que ele já estava sendo executado, pois eu pude sentir o corpo de Herval verdadeiramente arder em desejo! – Deixa eu tomar banho com você... – Ele praticamente suplica, ao pé do meu ouvido. Isso é bom... quero vê-lo exatamente assim!
– Of course, my love... mas antes... você poderia dizer a Dorothy para ligar para Megan Lily, para pedir que ela venha pra casa? Tenho uns assuntos importantes a tratar com ela... – Diz que sim e me pede para espera-lo. O sorriso safado estava estampado na sua cara! Sai apressado, a fim de voltar logo.
Ele me acompanhar no banho, poderia ser uma boa ideia... se eu conseguisse provoca-lo e ao mesmo tempo, controla-lo... seria até divertido! Terminei de me despir e fui para o banheiro. Deixo a porta apenas encostada e entro no chuveiro. A água estava morna... perfeita.
Well, iniciei meu banho sem Herval mesmo, mas não contei muitos minutos até ele aparecer... eu estava virada para a parede, mas senti sua presença. Assim que Herval se viu livre das roupas, abriu o box e eu pude sentir seus braços escorregarem pela minha barriga, grudando seu corpo no meu. Dei meio sorriso – o show ia começar – e então ele me virou de frente para si, com uma sede de me beijar, que creio eu nunca ter visto antes. Fui encostada na parede e ele ergueu minhas mãos contra ela, enquanto me beijava de maneira avassaladora, de uma hora para outra, Herval parecia um polvo com suas mãos se multiplicando pelo meu corpo. Eu adorava aquilo... principalmente sabendo o que não viria depois.
Consigo soltar minhas mãos e inverto os lugares, ele que estava encostado na parede agora e eu o provoco fazendo minhas mãos percorrerem todo seu corpo. Meus lábios procuram os seus, mesmo que eu o esteja castigando, mereço tirar uma casquinha e ele parece... estar animado. Ele suspira baixinho, ao me sentir tocar em área mais sensível, Herval se arrepia, implora, mas eu só estou começando! Ele parecia excitado. Parecia não, ele estava! Hora de saltar fora. Estávamos nos beijando, ele me comprimindo contra seu corpo, eu já o sentia completamente rijo, quando eu me afastei dele, Herval me olhou confuso e ofegante. Eu sorri e puxei o roupão pendurado ali perto. Me enrolei nele, saindo do banheiro sem lhe dar satisfação e ouvi logo o barulho da água caindo, parar, Herval me chamava.
– Ei! Ei! Aonde você vai? – Nem se dera ao trabalho de se enrolar numa toalha, o que tornava a tortura um tanto quanto recíproca.
– Já está anoitecendo, hubby! Vou jantar e você deveria fazer o mesmo... – Respondi, dando de ombros. Estava engolindo as gargalhadas.
– Eu tô com outro tipo de fome... – Rosnou entre os dentes, mas eu ouvi. Estava funcionando!
Vou me vestir. Ele parece desanimado, dá até pena... saio do quarto primeiro e vou ter com Dorothy, Joaquim, Megan, que acabou de chegar e Davi, que lhe acompanha. Dorothy disse que mandou preparar um jantar devidamente especial, já que o assunto que eu tinha para tratar com Megan era sobre seu casamento com Davi, que teria que sair logo, ou eu não me chamo Pamela Parker-Domingues!
Algum tempo depois, Herval aparece na sala. Usa uma camisa branca e uma bermuda, eu diria... um tom claro de marrom. Ao ver Davi, o cumprimenta animado, fazia tempo que eles não se falavam... antes de entrarmos realmente no assunto do casamento, ficamos conversando sobre qualquer coisa, até Dorothy anunciar que o jantar já seria servido.
Nessa noite, quem sentou à cabeceira da mesa não foi Herval, foi Dorothy, apenas para que eu continuasse com meu plano. Joaquim, Megan e Davi ficaram do lado direito e eu e Herval ficamos do lado esquerdo da mesa.
(...)
– E então, Davi? Vai continuar enrolando a Megan, ou agora esse casamento sai? – Herval brincou, arrancando um sorriso do rapaz.
– Eu? Enrolando? Tudo o que eu mais quero é me casar logo de uma vez com essa maluquinha... – Disse cruzando os dedos com os de Megan. – Mas têm acontecido tanta coisa ultimamente né...
– É, mas agora a gente tem tempo de sobra para preparar esse casamento... e não vai demorar, porque eu não quero dar bobeira e você fugir de mim! – Megan retrucou, dando uma mordida no ombro dele, o qual pareceu envergonhado.
Dorothy e Megan começaram a falar sem parar. Joaquim mal prestava atenção na conversa que tínhamos, apenas se entupia de comida, e Davi apenas confirmava tudo o que Megan Lily falava. Herval falava pouco e passava a maior parte do tempo me olhando e me dando beijinhos.
Hora de brincar mais um pouquinho...
Enquanto Herval leva o copo à boca, entrelaço meus dedos em seus cabelos por trás da cabeça numa espécie de massagem capilar. Depois de colocar o copo na mesa novamente, ele me olha, dá um sorriso doce e volta a atenção para o que Dorothy falava e eu continuo com a mão ali. Provocação leve demais... continuemos!
Mais para o meio do jantar, eu falava alguma coisa aparentemente distraída, para Megan, mas simultaneamente repouso a mão sobre a perna de Herval, por debaixo da mesa. Sinto-o tenso e apertar a minha mão. Ameaço subir o caminho e ele me olha deseperado. Não permite que minha mão fique ali por mais de um minuto, pois se levanta, propondo que fôssemos para a sala, brindar a felicidade e o casamento de Megan e Davi.
Todos concordamos, mas antes, fui levar Joaquim para o quarto. Estava morrendo de sono... deixei-os na sala conversando e pegando suas taças de champanhe, enquanto levei Joaquim nos braços. Ele já tinha pegado no sono. Era pesado... o deitei na cama, ele se mexeu, mas apenas para se acomodar ao novo local. Logo sossega e eu o cubro com o cobertor. Dorme feito um anjo... lhe dou um beijo na têmpora:
– I love you, my prince… – desligo a luz e volto para a sala.
– ...eu acho que mom prefere que seja aqui, Dorothy... – Eu pego a conversa na metade.
– O que é que eu prefiro que seja aqui? – Pergunto, surgindo na sala e já caminhando em direção a Herval que está sentado numa poltrona, enquanto os outros se acumulam no sofá. Sento em sua perna e posso percebê-lo meio deslocado.
– A cerimônia. Dorothy sugere que aluguemos um espaço para a festa, mas eu acho que o jardim desta casa é suficientemente grande para suportar essa festa, e eu acho que você concorda comigo, right?
– Of course! Sem dúvidas, Megan! Além de que foi aqui que eu e Herval nos casamos, remember? E o nosso casamento continua firme e forte depois de tanta coisa... – Me acomodo melhor sobre ele e percebo alguma palavra sair de sua boca, antes que eu a tome num beijo rápido.
– Yeah! Se for pra ter um casamento sólido feito o de vocês, vai ser aqui mesmo que vou me casar! – Afirma. Dorothy cede e então se levanta para brindar. Somos todos obrigados a fazer o mesmo e percebo Herval aliviado.
No entanto, ao final do brinde e quando todos voltam a sentar, voltei ao meu posto anterior, dessa vez me sentando mais ao centro de suas pernas. Sinto sua respiração pesar nas minhas costas e sua mão pousar em minha coxa. Tenho certeza que não foi impressão, ele a apertou. Parece mais que só estavam ali Megan e Dorothy que discutiam como seria tudo. Davi prestava atenção a elas e ao seu celular, calado e Herval mordiscou minhas costas e eu o sentir excitar-se cada vez mais. Brinco com seus cabelos e deposito leves mordidas em seu pescoço. Aquilo seria constrangedor para ele, então... decidi sair de cima antes que desse vexame.
– Well... acho que o dia já deu para mim... – Falei, me espreguiçando. – Minha cabeça parece que vai explodir! Vou tomar um remédio e dormir... – Herval bagunçou o cabelo, visivelmente incomodado. – Boa noite, Davi! – Me despeço dele. – Dorme em casa hoje, Megan?
– Sim, mom!
– Okay... boa noite, madrinha! Tô te esperando, okay, baby? – Herval confirma e fala que só vai se despedir de Davi melhor. Ele parece verdadeiramente incomodado com o que eu venho fazendo.
Ótimo!
Escolho uma camisola branca, na verdade, quase transparente e volto para o quarto. Herval ainda não se fez presente, então é hora de passar o creme hidratante nas pernas. Fico em pé e apoio um dos pés em cima da cama, deslizando minhas mãos do tornozelo até a coxa. A porta se abre.
– Hi hubby... – Sussurro, aparentando cansaço.
Ele não me responde. Seu olhar estar intenso e ele estuda todo o me corpo. Se senta na cama, ao lado de onde eu estava apoiando o pé, e sinto um toque úmido em meu joelho, depois na coxa... são seus beijos... ele a morde, enquanto suas mãos resvalam minha perna e creio eu, querendo alcançar minha calcinha. Haja força para me controlar!
– Oh baby... dia exaustivo, não? – Nem nega e nem confirma, só tenta levar a boca ao meu pescoço e sua mão alcança minha calcinha. Engulo um gemido. – Honey... sorry... – O afasto. – Estou com uma enxaqueca infernal...! Estou quebrada! – Ele suspira, seguro o riso.
– Você quer uma massagem? Talvez seja estresse. – Com certeza uma massagem seria gatilho para continuação. Melhor não.
– Thank you, sweet... mas eu só preciso dormir mesmo… – Falei caminhando para o meu lado na cama. Ele suspira de novo. Tira a camisa, a bermuda, jogando-os na poltrona, fica só de cueca boxer. Shit! Assim é inversão de papeis... vai ao banheiro e minutos depois volta, deitando-se ao meu lado. Só mais uma provocação, please...
Embolo até ficar com a cabeça sobre seu peito, depositando um beijo ali.
– I love you, honey...
– Eu também te amo, Pam... – Me encolho, colocando a mão sobre a boca. Preciso me controlar. E então não falo mais nada.
Pamela Parker... you won!
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