Geração Pamerval - A história do início ao fim
105 Capítulo 105
Notas iniciais
Por Herval:
Pamela lutava contra si mesma! Ela colocava as mãos no meu peito e me empurrava, tentava colocar força, mas o máximo que ela conseguia fazer era me fazer apertá-la mais. Do que adiantava fugir?! Nossos corpos eram a morada um do outro! Não podíamos ser mendigos por mais tempo algum. Tínhamos que voltar a nos habitar, a nos amar!
–Herval, pare, nós não... – Cansei! Aquela briguinha nossa já deu o que tinha que dar! A mão que estava em sua cintura foi para o rosto e ela tentou se afastar. Meus lábios voltaram a ficar sedentos dos seus...
–Não foge, Pamela... não foge da nossa felicidade... ela está batendo na tua porta, não fala que não tem ninguém em casa, por favor... – Eu me aproximava dela e ela se afastava.
–Não... eu não quero... a conclusão que eu cheguei é que amar é sofrer e eu não quero isso.
–Amar é sofrer, certo, então você quer ser feliz? – Afirmou. – Para que haja a felicidade, a tristeza tem que existir, e olha que coincidência, é a mesma coisa que amar! Você só vai conseguir ser feliz se me amar, Pamela...
–Não seja pretensioso! Isso não tem sentido...!
–Não é pretensão! É paixão! Eu sou louco por você! Será que eu vou ter que tatuar isso na testa para você entender?! – Lhe agarrei os braços bruscamente. — E tem toda razão, não tem, não faz o menor sentido, mas para que você quer sentido de alguma coisa?! Esse abstrato é melhor. Para de se camuflar, de se esconder do que você sabe que não vai conseguir segurar!
–Vou. Só você se afastar... – Ela já não tentava se livrar de mim, estava parada com os olhos marejados. Não se importava mais com a nudez de seu corpo, enquanto eu me importava cada vez mais, queria-o cada vez mais, sentia-o emanar o calor a paixão que ela sentia e queria negar...
–Eu não vou me afastar... eu não quero me afastar... eu não posso me afastar... será que você não vê que minha vida é você?! – Seus olhos fixos nos meus me provocava algo inexplicável! – Eu ainda acredito nos seus olhos... creio tão profundamente que sei que eles negam o que você fala.
–Herval... please...
–Eles estão dizendo que você me quer tanto quanto eu te quero... – Eu aproximava meu corpo do seu, Pamela estremecia de desejo e de vontade de se controlar. Ela não conseguiria... não mesmo!
Segurei-a pela nuca novamente, mas não lhe beijei de imediato. Aproximei nossos rostos, ela ofegava, grudei nossas testas, ela fechava os olhos, estava cedendo ao nosso amor... com a outra mão, lhe toquei o rosto, lhe acariciei com toda a delicadeza que me podia existir. Ela cerrava os punhos segurando firme o tecido da minha camisa, no peito. Ela se arrepiou com a minha carícia, eu pude perceber! Que bom que ainda lhe provocava arrepios... mas eu queria lhe provocar muito mais! Sensações muito melhores! O dedo escorregou para seus lábios entreabertos, ah como eu amava beijá-los... como aquela mulher me enlouquecia...
Eu não podia cogitar a possibilidade de nunca mais beijar aquela boca, não podia nunca mais sentir seu gosto.
–Pam... – Sussurrei. Com suavidade, meus lábios encontraram os seus. Senti Pamela hesitar, mas os encaixou aos meus finalmente. Senti a pressão que sua mão fazia contra meu peito ser aliviada e aos poucos elas subiam pelos meus braços, quando mais uma vez ela tentou recuar. Caramba! Ela já havia andado tanto que estávamos próximos a uma parede. Assim, segurei seus pulsos e a encostei na parede bruscamente. – Eu não vou mais deixar você fugir de mim... – E então voltei a tentar um beijo. Armamos ali uma batalha, ela me empurrando e vice-versa. Havíamos nos afastado um pouco da parede e eu lhe agarrei a cintura com as duas mãos, deixando-a sem escapatória. Pamela seria minha novamente!
Ela grunhia protestos para que eu a soltasse e parasse de lhe beijar, mas eu sabia que não era aquilo que ela queria, — logo não o fiz. – Exato era a cor dos seus olhos que me invadiam e me revelavam seu coração, e ele saltitava de alegria por nós dois estarmos numa possível reconciliação.
Com as mãos em suas costas, sentia sua pele fria pelo banho que tinha acabado de tomar, começar a esquentar... dei um passo à frente e Pamela também. Assim o beijo foi intensificado e minha língua adentrou sua boca. Ela já andava à míngua sem encontrar a dela e agora as velhas amantes se encontraram, se cumprimentaram timidamente e foram intensificando em sua conversação. Quando dei por mim, já estavam numa dança de movimentos abstratos e o nosso estado sensorial estava gritante!
Pamela colocou as mãos por dentro da minha camisa, nas costas, elas estavam quentes assim como todo o seu corpo se encontrava agora. Eu senti minha pele como a de um bebê, completamente sensível ao toque daquelas mãos incrivelmente macias. Elas me arrepiaram tão instantaneamente quanto me animaram. A medida em que Pamela tirava a minha camisa, eu sentia meu corpo começar a se acostumar com a temperatura do quarto, que por sinal, mesmo com ar-condicionado, parecia ferver! Nossos lábios não se desgrudavam, nossas línguas não se despediam, pelo menos até o momento de eu ter que retirar a camisa e jogá-la ao meu lado no chão. Quando por um segundo olhei para o local onde jogava a camisa, senti um toque úmido em meu peito. — Pamela havia me beijado – Eu sentia tantas saudades de quando ela fazia isso...
Ela já estava entregue, não fugiria mais, esperei eu!
Então ela pareceu querer tomar o controle da situação, mas eu merecia fazer dela o que eu quisesse, depois de toda a tortura que ela me fez passar... segurei-a firme pelos braços e a joguei na cama. Pamela tinha a respiração completamente descompassada e eu agora lhe faria faltar! Fui para a cama também, deitando por cima dela. De imediato ela perdeu os dedos entre os meus cabelos, enquanto eu tomava seu fôlego num beijo ardente. Eu lhe percebia me dar espaço, querer que eu lhe amasse, até que Pamela gemeu, eu lhe provoquei aquilo porque já não me aguentava de desejo e posso dizer que estava num grau mais elevado que excitação, e a ereção já era evidente e provocante. Lhe olhei nos olhos por alguns míseros segundos, enquanto ela tinha um sorriso safado na boca, — aquilo estava mesmo acontecendo? Depois do inferno que passamos! – Se era uma ilusão, era irresistível e eu acreditei a 100% e por fim, tinha seus lábios contra os meus novamente.
Daí já sentia suas unhas cravarem onde sempre cravavam e entre os beijos ela grunhia o que o momento lhe proporcionava. O beijo correu ao seu pescoço e Pamela erguia a cabeça em delírios!
–Eu tava com tantas saudades suas, Pamela... – Eu sussurrei ao pé de seu ouvido e suas unhas se aprofundaram ainda mais em minha pele, talvez quisesse dizer “não mais do que eu...”, mas a excitação lhe tomou a palavra.
Seu cheiro me enlouquecia, sua pele era incrivelmente macia e provocante, era uma intimação ao pecado, ao devaneio! Eu sentia saudades de cada canto daquele corpo, de cada curva que Deus desenhou poeticamente... e o beijo desceu ao colo, ela se contraía de leve com cada avanço que eu dava. Chegando aos seios, minha boca se apoderou de um deles, levando-a a loucura, enquanto o outro era coberto inteiramente pela minha mão e recebia carícias selvagens.
Pamela agarrava os lençóis da cama e arqueava as costas. Era como se sua alma quisesse sair de seu corpo. Quanto a mim, digo que não importava o meu estado. Eu estava bem demais para saber explicar. Era como se meu ser dependesse daquele corpo, daquela boca, daquele cheiro, daquelas sensações que só a Pam me provocava. Minha mão explorava as curvas do seu corpo até chegar ao interior de sua coxa. Ela gemeu quando lhe toquei e eu pude sentir sua umidade – como ela conseguiu negar por tanto tempo, que sentiu a minha falta...? Eu não negava, sempre lhe olhei implorando pelo seu calor.– Vendo-a arfar, iniciei movimentos hora lentos, hora rápidos, hora circulares ou sei lá o que, não importava o modo, apenas a intensidade, e eu conseguia fazer aquela mulher delirar, e gritar, e parecer estar num universo paralelo onde só cabia três coisas: o prazer, o prazer e idem ao primeiro e segundo. Meu sangue parecia borbulhar e o que sentíamos ali não era apenas desejo banal muito tempo reprimido, virava poesia a cada arrepio, a cada sorriso, a cada toque... respirar não era necessário, necessário era amá-la! Exata era a cor do nosso desejo... e a cabeça só martelava que eu precisava tê-la imediatamente! Chega, não dava mais para me manter vestido. – Roupa atrapalha demais! – Levantei e tirei a calça sem delongas. – Oh coisinha pra incomodar! – Em seguida, a cueca e por fim, a sanidade!
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