Geração Hero
3 Ângelo
A dor no peito apareceu do nada, o velho acordou tentando gritar mas não conseguia, sua traqueia estava presa por uma bolha de ar impedindo que o oxigênio passasse, seria assim que ele finalmente acharia seu fim? O velho fecha os olhos esperando sua amiga morte finalmente fazer sua visita fatal.
Uma pressão forte impulsiona seu tórax, a força empurra a bolha para a garganta que e expelida junto com saliva, a morte que estava preste a abraça-lo desaparece assumindo a forma de um homem alto e musculoso.
— Quer me matar — reclamou o velho — desse jeito vai quebrar minha coluna.
O homem apenas se afasta sem dizer nada, indo em direção a cozinha, o velho o observa nume mistura de susto com medo, mas uma vez a morte o rejeitava, deixando o nas mãos daquele homem que quase nunca falava alguma palavra.
— Ângelo — o velho chamou — me desculpe, foi… foi o calor do momento.
O velho pegava sua bengala e ia em direção a cozinha onde seu salvador assistia a televisão.
"As investigações primárias ainda estão incertas, não se sabe qual o mostro invadiu a base do exército de Manaus mas segundo fontes confiáveis as forças armadas estão movendo todos recursos possíveis para acha-lo…"
— Você não é um monstro garoto, eles são — o velho observava as imagens do desastre, casas destruídas, caminhões revirados, tanques transformados em sucata, só havia um único poder capaz de fazer aquilo, o mesmo tipo de poder que causou sua própria ruína.
—Não e seguro você ficar aqui, estar muito exposto — falou o velho — estamos perto da fronteira pode fugir sem.muito problema.
Ângelo apertou o punho, ele não queria fugir, queria lutar, matar quer o fez sofrer, quem fez sua própria mãe sofrer.
— Eu não sei o que fizeram com você mas estar livre, pode partir e viver uma vida tranquila...
O telefone toca impedindo do velho continuar seu discurso, ele atende escutando a voz da única pessoa que tinha aquele numero, " inicie o recrutamento" as palavras sóbrias ecoaram pela pequena cozinha chegando nos ouvidos de quem não deveria.
— Não, absolutamente não — disse o velho ao ver-lo se levantar — não vou deixar você perto disso, e muito perigoso.
Ângelo inspirou, uma aura vermelha irradiou em volta do corpo dele, sua forca e velocidade aumentaram de maneira perigosa, " os punhos do demônio" pensou o velho, com aquele poder o que o mundo poderia alcançar, mas que preço iria ser cobrado?
— Não posso lhe convencer a desistir não? — a reação continuava inalterada.
O velho andou lentamente em direção ao seu quarto, embaixo da cama havia uma caixa com um.desenho singular, uma cobra irradiando luz, o velho deu um sorriso amargurado enquanto abria e via os pertences guardados lá, dentre vários papéis, documentos e imagem ele pegou um pequeno celular a qual estava marcando um endereço, uma carta contendo uma runa estranha, e uma foto de um homem usando óculos escuros.
— Vá até esse local, ache esse homem, e entregue essa carta, se realmente esse e o caminho que queira seguir esse homem será capaz de lhe orientar.
Aquele chamado de Ângelo pegou os itens, guardou cada um cuidadosamente e antes de sair agradeceu.
— Obrigado.
Com essa simples palavra ele partiu deixando o velho sozinho, o velho observou calmamente sua partida rezando para que nada de ruim ocorre-se a ele " agora somos apenas nos dois morte, e temos muito a trabalhar".
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