Genesis
3 Frederick Marvin- 05/2014
Notas iniciais
Frederick Marvin- 05/2014
0 infectados.
"O governo esconde algo do povo, eu tenho provas".
Essas eram as palavras de um blog não muito popular na internet. Isso seria insignificante, se não fosse verdade. Diante das circunstancias atuais, tivemos que envolver o FBI no caso e apagar não só aquele post, mas como qualquer link, foto, ou palavras copiadas daquela página. O autor daquele blog sabia sobre coisas que nem mesmo o presidente dos Estados Unidos tinha acesso.
O post tinha tais informações: "Robert Bruphy, cientista do Laboratório de Vírus dos Estados Unidos da America, criou um vírus parasita mortal. Os virologistas mais renomados de universidades como Harvard, Instituto Tecnológico de Massachusetts e Universidade Yale, foram convocados para fazer pesquisas e tirar conclusões sobre o vírus. A cientista Madeleine Thompson, lidera a pesquisa em restrito. " E infelizmente, era tudo verdade.
Sai do prédio da NRO*, onde eu sou o diretor, e entrei no carro que me levou até a Casa Branca. Chegando na grande construção, fui recepcionado e direcionado por um homem de terno preto até a sala de reuniões. Lá, 3 cientistas, incluindo Madeleine, Amy Carter, depuradora do NRO e a consultora sênior do presidente, Costantine Maison. A Senhorita Carter trabalhava diretamente para mim e para o presidente. Seu trabalho consistia em resumir relatórios complexos e em seguida encaminha-los para o conselheiro de segurança nacional do presidente.
Cumprimentei-os e me sentei na cadeira que me era reservada. Os quatro minutos seguinte se passaram em silencio, até o presidente dos Estados Unidos, Noah Clavinton, chegar. Após os devidos cumprimentos, o presidente se sentou.
–Senhores, estamos nessa reunião para discutir sobre o vírus HGGN01. Não tenho muito conhecimento pelo assunto. Por tal motivo, convoquei os senhores para explicações mais complexas e maior entendimento sobre o assunto.- disse Clavinton.
–Senhor, eu não quero ser audaciosa, mas não entendo motivo do NRO estar incluído nessa reunião.
–Estamos incluídos nessa reunião porque o vírus no qual você trabalha é de risco nacional. Portanto, deve ser mantido em sigilo.- eu a respondi.
–Sem desvios, por favor.- o presidente interrompeu.- Eu gostaria de ouvir um relatório dos cientistas.
Madeleine olhou para James Wizard, virologista de Harvard, e lhe deu permissão para começar a falar.
–Senhor presidente.- disse James nervosamente.
–Sim, senhor Wizard.
–Bem, nós detectamos o agente como vírus e o nomeamos de HGGN01, e o apelidamos de Genesis. Porque Genesis é o começo e o vírus é apocalíptico.- riu um pouco nervosamente. Clavinton sorriu gentilmente, apesar de aparentar não ter achado graça, já Madeleine, o repreendeu.- O vírus foi criado por Robert Bruphy, cientista do Laboratório de Vírus dos Estados Unidos da America, propositalmente. Ele ainda não foi testado em humanos, porém, foram testados em animais como ratos e macacos. Os sintomas que o vírus proporcionou nos primatas foram, febre com temperaturas mais altas que 39°C, vomito, enxaqueca e desconforto. Depois de alguns minutos, seus olhos reviravam deixando apenas a parte branca do globo ocular exposta, suas peles se tornavam pálidas e enrugadas. Se tornavam raivosos e praticaram canibalismo.
–Cogitamos a hipótese de ser algum tipo de raiva mais avançada, mas os portadores não tiveram paralisia muscular... Eles tiveram morte cerebral.- disse Michael Bing, virologista do Instituto Tecnológico de Massachusetts.- Estamos lidando com uma doença totalmente desconhecida. Os testes que fizemos em ratos no laboratório fizeram com que eles tivessem morte cerebral, mas logo voltavam a vida com esse comportamento...
–O que está sugerindo?- Carter se manifestou pela primeira vez.
–Isso não pode ser real, e se for, não tem cura!- disse Bing.
–É uma ida sem volta!- completou Wizard.
–Responda a pergunta Wizard!- eu disse imponente.
–Se os testes estiverem certos...- Começou Wizard.
–E estão!- completou Bing.
–Estamos lindando com um vírus zumbi!
Os cientistas se entreolharam. O presidente tomou um ar extremamente sério, porém descrente. Carter olhou para mim de maneira preocupada e eu permaneci sério. Eu já conhecia todas aquelas informações, pois estive em todos os testes.
–Isso é ridículo...-finalmente Clavinton falou.
Madeleine tomou a palavra.
–Eles estão certos. Testamos o vírus em células humanas, e ele é ainda mais devastador e mortal. O parasita ataca primeiramente o cérebro, e logo, toma conta do portador e suas necessidades são modificadas. O portador passa a se alimentar apenas de carne. Temos um hipótese. O infectado ainda precisa de água para sobreviver, porém, não apresentou esse estimulo. O corpo humano não aguenta muitos dias sem água, então é possível que, se houver algum tipo de epidemia, os infectados não sobreviveram, exterminando o vírus. Porém, metade do mundo poderá morrer durante a epidemia. E além disso, a necessidade de H2O pode obriga-lo a se hidratar. Então se o vírus aceitar essa nova necessidade, não haverá outra maneira de dete-lo.
–Onde esta o vírus agora?- perguntou Clavinton.
–No laboratório e está altamente protegido.- respondeu Madeleine.
–Mantenha-o lá. E se precisar, criaremos um sistema ainda mais reforçado para o proteger, certo?
–Certo.
–O que faremos com Bruphy, senhor?- perguntei.
–Ele passará por um julgamento. Mas com certeza, será afastado do laboratório. O fato de ter sido criado propositalmente, tira dele qualquer razão.
Concordei com a cabeça.
–Temos outro problema senhor.- Maison comentou, me lembrando que ela ainda estava na sala.- Um jovem soube dessas informações e foi postado na internet.
Ela falava sobre o jovem blogueiro que eu já havia comentado.
–Quando isso?
–Ontem a noite.- respondi por ela.
–O post já foi removido da internet, porém, não sabemos como o autor descobriu essas informações.- completou Maison.
–Tem algum tipo de informação sobre ele?
–Temos um apelido e o FBI está descobrindo o endereço do computador. Parece que ele protegeu sua conexão de maneira ilegal.
–Qual é o apelido?- perguntou Clavinton.
–Bem, não é muito apropriado, mas...
–Diga-me por favor...
–Tudo bem, o apelido é BundaoMagicoDoMike321.
Wizard riu alto e cutucou Michael. Todos olharam para ele, que se espremeu na cadeira envergonhado.
–Só temos isso?- perguntou o presidente.
–Infelizmente.
–Tudo bem. Senhorita Carter. Eu quero pedir que você faça um relatório sobre essa reunião e me envie. Os senhores Wizard e Bing lhe entregaram algumas copias da pesquisa e etc.., Além disso, quando o FBI tiver informações sobre o... o autor do post, por favor me faça um relatório sobre isso também. Entendido?
–Sim, senhor!
–Obrigada a todos pela participação.
Então Clavinton levantou-se tenso e saiu da sala. Madeleine pediu para que os cientistas e Carter se retirasem, deixando-nos a sós.
– Frederick.
–Sim...
–Eu quero levar o vírus para casa para estuda-lo.
–Não! Está fora de cogitação. O vírus deve ser mantido seguro.
–Fred! Você me conhece a anos! Quando eu já errei em algo? Não é em vão que estou no meu cargo! Eu vou viajar hoje mesmo e ninguém vai nem ao menos ver a caixa! Vou levar apenas um frasco! Você conhece meu laboratório e sabe da segurança que ele tem!
–Madeleine... Estamos colocando em risco a humanidade.
–Olhe para mim. Eu vou leva-lo mesmo sem sua permissão!
–Faça isso e eu irei contar ao presidente!
–O vírus está sob minha responsabilidade!
–Então porque veio me avisar isso?
–Porque eu confio em você, e eu quero que você seja o único o saber. Tudo bem? Me faz o favor de não contar isso a ninguém...
–Eu não entendo porque você não manteve isso só para você! Você me colocou em uma péssima situação! Se eu concordar e isso der errado, parte da culpa será minha!
–Fred, eu não consigo manter segredos, e você é o único quem eu confia para dizer algo assim. Pode fingir que eu não te falei e mantém isso só entre nós. Eu sei que você pode, afinal, você é o homem que mas mantém segredos no mundo...Mas eu vou fazer isso, você querendo ou não.
Ela virou as costas e me deixou sozinho na sala. Aquela sala felizmente não possuía câmeras ou microfones, então, enterrei seu segredo no fundo da minha mente e sai de lá, em direção ao meu apartamento.
–-- *O National Reconnaissance Office ou NRO– (Escritório Nacional de Reconhecimento)é uma agência de inteligência estadounidense que reúne informações para serem repassadas para a CIA — Central Intelligence Agency, a NSA — National Security Agency e o Departamento de Defesa Americano. -----
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