Genesis

7 Derek Walker- 05/2014


Derek Walker- 05/2014

1 infectado.

Era 1 da tarde quando cheguei na casa de Connor. Cumprimentamos os Clarinton e descemos para o porão. Connor fechou e trancou a porta para evitar "acidentes".

–Gente, eu já me infiltrei no sistema da casa. Vocês estão livres para ir.

Depois disso ele nos mostrou toda planta da casa e nos deu todas as informações. A gente tinha 4 entradas. A porta principal, a dos fundos, a porta da cozinha e o subterrâneo. A viagem do Brooklin para Queens, onde a mansão se localizava, durava 7 horas e 40 minutos de carro. Depois de todas as informações, eu e Derek pegamos nossa mochila com nossas coisas e as 2 da tarde começamos nossa viagem.

Durante o trajeto, paramos três vezes e não ficamos mais de 10 minutos nos lugares. Eram 22h quando chegamos no Queens. Passamos no McDonalds mais próximo e compramos qualquer coisa que não demorasse mais de 5 minutos para ficar pronto e saímos. Dez minutos dirigindo e chegamos finalmente na Mansão Thompson.

–Acho melhor ligar para Connor agora. -disse Emma e eu concordei.

Peguei o telefone e liguei para ele. Não demorou muito para ele atender.

–Derek?- disse ele meio nervoso.

–Sim, Connor? Ta tudo bem?

–Sim! Derek, você precisa....- ele disse desesperadamente quando a ligação caiu.

–Merda!

Tentei ligar para ele mais algumas vezes, mas ele não atendeu nenhuma, porém me mandou uma mensagem:

" Desculpa cara, meus pais estão aqui... Mas enfim, tá beleza. To conectado."

Guardei o celular no bolso e sai do carro com Emma. Pegamos as armas no porta-mala e pronto.

A mansão parecia vazia, mas tinha algumas luzes acesas. Mas se tivesse alguém, Connor saberia.

Emma colocou a pistola na cintura e eu fiz o mesmo. Ela foi até a guarita vazia, atirou na fechadura e entrou. Depois disso, o portão de pedestre abriu e eu entrei com a mini bomba para abrir o cofre na mochila.

Seguíamos a estradinha de pedra que levava para entrada principal quando Emma me parou.

–Derek, você já parou para pensar o quanto isso é idiota?

–O que?

–Estamos na casa do governador de Nova Iorque! Olhe ao seu redor! Não pode ser tão fácil. Nem mesmo para Connor! Isso aqui é super protegido, não pode ser tão fácil invadir essa rede de segurança! O FBI trabalha aqui...

–Eu também pensava assim... Mas Connor me afirmou que...

–Derek!- ela disse me segurando agora. — Connor não se compara ao FBI!

–Vamos terminar o que começamos! Já estamos aqui, o que pode acontecer?

–E se eles estiverem esperando a gente lá dentro?

–As luzes n estariam acesas, eles já teriam pegado a gente e Connor avisaria!

–Porque você confia tanto em Connor?

–Por que ele nunca me decepcionou!

–Nem eu! Você pode me ouvir por um instante?

–Emm, confia em mim... Vai dar tudo certo!- eu disse segurando seus ombros.- Por favor...

Ela respirou fundo e acabou concordando.

–Obrigada...

Checamos a porta da frente e estava trancada. Preferimos não arrombar antes de checar as outras entradas. Enquanto a gente dava a volta na casa, Emma viu a porta de uma das varandas do segundo andar aberta. Era fácil de chegar lá graças a uma trepadeira, então decidimos tentar. Primeiro ela escalou e depois eu.

A varanda era enorme e tinha uma porta de vidro grande coberta por uma cortina que balança para fora junto com o vento. Emma sacou a pistola e andou na minha frente. Quando nos aproximamos da porta, pude ver a luz tênue de televisão e ouvir o sussurro que também vinha do aparelho. Emma olhou para mim como quem diz "Eu avisei!" e entrou no quarto com a pistola em mãos e eu fui atrás. Apesar da televisão ligada, não tinha ninguém no quarto, que era enorme. E considerando a quantidade de Vogues espalhadas, aquele deveria ser o quarto de Margo Thompson.

–Vamos embora agora?- ela sussurrou para mim.

–Não, seja quem for, a gente faz de refém...- sussurrei de volta e ela me olhou com reprovação.

Então ouvimos um barulho vindo da suíte do quarto. Era como um grunhido. Emma mirou na porta e foi se aproximando devagar. E então o que estivesse dentro do banheiro se chocou contra a porta. Emma parou automaticamente e eu puxei ela para perto de mim, tomando seu lugar. E foi ai que as batidas começaram. Não eram batidas normais, era como se a pessoa quisesse quebrar a porta. E na quinta batida, a porta rachou e eu puxei Emma para dentro do closet e tranquei a porta. Antes que ela falasse qualquer coisa eu tampei sua boca. E então ouvimos a porta quebrar. E então grunhidos dominaram o quarto. Senti Emma apertar meu braço, apavorada. Depois de alguns segundos, ouvimos vidro quebrar e o barulho cessou. Esperemos algum tempo e saímos do closet.

O banheiro estava todo quebrado e sujo de sangue. A porta da varanda estava quebrada, havia uma trilha de sangue no chão e alguns objetos quebrados. Nesse instante, uma menina entrou no quarto. Ela nos olhou confusa, mas sua expressão mudou totalmente quando ela reparou as nossas armas e todo o sangue.

–Onde está o Brandon?- ela perguntou apavorada.

–Quem?- Emma perguntou

–Quem são vocês?- ela perguntou com a voz falhada.

–Somos...- eu comecei mas ela me interrompeu.

–O que vocês fizeram com o Brandon?

–A gente não fez nada... Chegamos aqui e...- Emma disse.

–Por favor... — ela perguntou disse chorando.- Podem levar tudo, mas não façam nada comigo...

Então Emma tirou uma lenço do bolso e rapidamente tapou o nariz da menina com ele, que se debateu um pouco até desmaiar.

–Emma!

–Derek... O que foi que acabou de acontecer aqui?

–Não sei, só... Vamos embora...

–Sim, por favor...

Descemos a trepadeira o mais rápido possível e corremos em direção ao Dallas. Assim que saímos pelo portão, avistei um helicóptero da policia vindo do leste.

–Merda!- gritei.

Entramos no carro e eu acelerei. Assim que saímos da estrada de acesso a mansão, fomos encurralados por duas viaturas. Dei meia volta e seguimos pela outra rua.

–Derek, o que era aquilo no banheiro?

–Não sei! Não faço ideia!

–Parecia um urso...

–Emma, não seja idiota...

–A questão é que se você tivesse me ouvido, a gente não teria passado por isso!

–Emma! Eu estou meio ocupado! A gente conversa depois!

Ela revirou os olhos mais ficou quieta, enquanto eu acelerava pela Harry Van Arsdale Jr Ave. Decidi não pegar a estrada Queens Blvd, por ser mais provável de estarem nos esperando por lá, então entrei duas ruas antes em direção Manhattan. Depois de seis quadras, virei para a 67th RD e ela estava bloqueada por viaturas, dei ré, mas eles me chegaram por trás, e quando vi, estávamos cercados.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.