Gemini - INTERATIVA

7 Capítulo VI - Plano


Notas iniciais
Gente desculpe por esse capítulo meio, sei la, fraco. kkkkkk. Semana passada infelizmente foi corrida, acabei cometendo varios erros que vou arrumar já que foi uma intensa batalha contra o mac ( eu estou mais acostumada com windows) e tipo o teclado do mac é muito ruim pra mim acentuar e etc... Mas eu to mega feliz que tenham me avisado ♥ Capítulo que vem tem personagem novo. Dessa vez não tem pergunta, eu vou responder todos os comentários pendentes quando chegar em casa. ♥ Possivelmente segunda pode ter capítulo, ja que eu não consegui escrever tudo o que queria. :) Bjs.

Os três Geminis estavam sentados em um círculo, observando o mapa criado por Dankim atentamente. Já fazia horas que estudavam as instalações das outras bases e pensavam a respeito do próximo passo. Kayo bocejava como se estivesse sentindo uma intensa quantidade de tédio, no entanto os pensamentos do rapaz continuavam em um caos intenso.

— Eu não sei se estou preparada para voltar lá de novo depois de ter conseguido sair. — Stlevana comentou um pouco insegura. Na verdade, esse era o sentimento que tomava todos ali, pois sabiam que estavam diante de um inimigo poderoso.

— Só conseguiremos chegar ao objetivo final se tivermos um grupo maior e específico de pessoas. — Afirmou Dankim. — Só que dessa vez não será tão fácil como da primeira. Tínhamos um elemento surpresa e eles não souberam o que fazer. Agora eles sabem do que somos capazes e vão se preparar para isso.

— Então o que você sugere? — A garota perguntou confusa. De fato, aquilo soava muito arriscado. — Se um de nós fomos capturados já era, não é? Eles não parecem ser do tipo que cometem o mesmo erro duas vezes.

— Dadas a circunstâncias não podemos esperar muito para atacar. Por isso temos que fazer isso logo. Eu acho que por mais arriscado que seja, dessa vez devemos nos separar e fazer tudo de uma vez só já que não haverá outra chance. O complexo seis e o oito, vamos atacar os dois simultaneamente e ter uma fuga em massa.

— Você ficou louco Dankim? — Stlevana disse perplexa e olhou para Kayo esperando que o rapaz também se opusesse.

— Dankim está certo. — Respondeu. — Os Aurus acham que eu sou extremamente impulsivo, provavelmente vão pensar que eu fui direto para o complexo quatorze buscar minha irmã. Eles vão reforçar a segurança lá vão se descuidar dos que estão próximos por acharem que a tendência é nos afastarmos depois de fugir.

— E se isso não acontecer? — Ela questionou.

— De qualquer modo não temos opções melhores do que essa. — Dankim disse friamente e abriu um mapa mais amplo que abrangia toda a cidade. — A cidade deles tem um formato circular e em cada extremidade um complexo de laboratórios. O oito, sete e nove são relativamente próximos. Vamos nos dividir em dois grupos de resgate, um irá se focar no resgate do complexo oito e o outro do nove. No entanto, teremos mais sucesso se alguém servir de isca.

Kayo soltou um riso baixo sabendo que o homem oriental se referia a ele. — Mas antes tem algo que precisamos fazer. — Afirmou e Kayo assentiu.

O rapaz aproximou-se de Stlevana, e ela ficou um pouco acuada. Ele colou a mão sobre a nuca dela de maneira delicada, porém mantendo uma certa distância. No minuto seguinte a garota sentiu uma descarga elétrica forte no ponto específico, porém se recuperou em questão de segundos. — O que foi isso? — Disse assustada.

— Eu dei um curto circuito no dispositivo que eles usam para rastrear você. — Respondeu tranquilamente e fez o mesmo com Dankim. — Quando saírem daqui o único que vai chamar atenção sou eu. — Deu uma piscadinha.

— Poderia ter avisado! — Ela protestou e ele riu.

O plano desenvolvido por Dankim teria que ser executado com toda cautela e precisão, uma vez que, eles não teriam a menor possibilidade de se comunicar ou pedir ajuda caso fossem capturados. Juntos sem a menor dúvida eram os mais fortes, no entanto as chances de falha tornavam cada vez maiores. Se arriscar e ultrapassar os limites, sem dúvidas aquela seria uma das missões mais ousadas aos quais estavam sujeitos a ir. Kayo sentia um intenso calafrio e a sensação de que algo estava incrivelmente errado, era muito além de um pressentimento, mas essa era a determinação que buscava para ir até o final e dar o melhor de si.

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Enor já estranhava o fato dos Geminis terem literalmente desaparecido dos radares, e logo uma revista por toda a cidade foi iniciada. Infelizmente ela era muito grande, literalmente um pouco maior que Nova York e menor que São Paulo. Todos os Aurus estavam instalados em salas complexas, de alta segurança e afastados dos demais Geminis até ser dada segunda ordem. Uma reunião foi convocada no salão principal para discutir o futuro das instalações e os próximos passos.

Era uma sala grande, com luzes mescladas entre o azul e branco. O chão tinha um enorme círculo negro, nas extremidades do meio estava uma projeção do líder dos Aurus, Umonur, e ao redor os quatorze líderes de cada laboratório representados por luzes holográficas em ordem numérica.

— Como isso aconteceu? — A voz de Umonir saiu num tom de ira e decepção. Enor apenas calou-se e esperou que o soberano dos Aurus completasse as falas. — É a primeira vez em muito tempo que isso acontece. E foram sucessivas falhas Enor!

— Talvez nós tenhamos que eliminar os humanos. — Disse o responsável pelo complexo doze. — A guerra avança e até agora eles não tiveram a menor utilidade. São ótimos guerreiros, mas impossíveis de domar.

— Não seja tolo Darin! — Retrucou o responsável pelo complexo seis. — Nós estamos na vantagem por enquanto. Sabemos mais sobre eles do que eles sobre nós, e de qualquer modo não temos outra opção. Logo a guerra contra os Damadur vai nos alcançar de novo e se não estivermos preparados nosso povo morrerá. Não temo como reiniciar a experiência e com os recursos que temos não da para desistir agora.

— Com a permissão da palavra, eu concordo com Keirian. — Erin disse se referindo ao responsável pelo doze. — Acho essa é uma boa oportunidade. No meu laboratório estamos obtendo bons resultados. E talvez essa situação sirva a nosso favor, vamos ver até onde os humanos chegam sem a nossa interferência.

— Isso é loucura. — Protestou Enor. — Eles têm que ser contidos imediatamente. Podem ser um perigo pra cidade, não se esqueça que são impulsivos e violentos.

— Eu não disse isso. — Afirmou Erin. — É claro que vamos capturá-los, não tenho a menor dúvida. Acho que devemos atacar com nossas melhores defesas e se eles sobreviverem serão ótimas armas.

— Então assim fica decido. Talvez seja bom passar o controle da situação para as mãos de Erin. — Umonur concluiu. — Todos obedeçam às ordens dele. Já que Enor vai estar muito ocupado consertando algumas coisas.

Todos concordaram e até então os hologramas foram se apagando um a um, com exceção de Enor e Erin. — Não acha isso interessante Enor? Eles se tornaram exatamente o que queríamos que fossem.

— Isso não é brincadeira!

— A partir de agora as coisas vão ser do meu jeito, irmão. Conforme-se com isso.

[...]

Os três Geminis tinham se separado, após de sair de um túnel próximo aos complexos oito e nove. Diferente do sete, cada um tinha suas peculiaridades. Dankim forçou uma chapa de metal para abrir passagem no que seria um duto de ventilação, e passagem de energia. No complexo oito que era coberto por uma extensa muralha, era a única forma de chegar ao interior. Dankin entrou na abertura seguido de Stlenava, que parecia meio preocupada.

— Kayo ficará bem? — Perguntou casualmente. — Se ele pudesse lidar com um complexo sozinho não teria precisado da sua ajuda.

— Ele não precisava enquanto estava fraco. De qualquer modo nenhum de nós vai conseguir sair daqui sozinho, mas o Kayo tem uma vantagem muito grande devido ao poder dele.

— Ah, sim. Você falou que ele pode absorver energia. — Ela se lembrou. — O que estamos procurando no oito? — Ela perguntou enquanto se locomovia pelo duto, um tanto quanto incomodada pela enorme quantidade de fios. Se algum deles estivesse sem algo isolante, provavelmente estariam mortos.

— No oito nós vamos encontrar tipos parecidos de Gemini. Eles são os mais indicados para uma fuga, então nesse caso quem vai ter mais trabalho é o Kayo. Pelo menos até ele encontrar outro como ele.

Stlenava assentiu e seus pensamentos voltaram-se para o Gemini de cabelos albinos. Ela sinceramente, se perguntava como Kayo conseguiria chamar atenção e ao mesmo tempo resgatar alguns geminis.

Por outro lado, na cabeça dele a missão estava bem clara. O complexo nove também tinha uma enorme muralha. Kayo concentrou um pouco de sua energia nas mãos e pés, tentando criar um pulso magnético que o permitisse escalar as paredes e suas laterais. Ele devia chegar, até a quinta fase que ficava pelo menos a quinze metros acima da superfície. Ele usou a energia para abrir uma passagem, de onde normalmente sairiam naves ou veículos.

Aquilo deixou os Aurus inquietos e quando olharam nos monitores viram o rastreador de Kayo piscando perto da entrada. Uma quantidade massiva de metrons fora enviada para a entrada, enquanto ele tranquilamente caminhava pela porta de entrada. — Droga Dankim. Se eu morrer eu te mato. – Praguejou mentalmente sacando a pistola e a espada. Os cabelos tingiram-se de albinos, a expressão era fria e séria, não tinha a menor graça lutar contra robôs. Quem ele queria realmente machucar eram os Aurus.