Gazegirls X Gazeboys - Um Conto de Natal
1 One-shot
Notas iniciais
Era véspera de Natal e o the GazettE se preparava para entrar no palco diante de mil pessoas (ou mais) para mais um live especial para comemorar aquela data, o que estava se tornando uma tradição para aqueles cinco músicos.
– Muito bem! – Kai disse entusiástico como sempre, antes de entrarem no palco e todos se reuniram em círculo. – Nós cinco vamos lá fora...
– Não importa a chuva... – Reita brincou e os outros riram.
– Não – Kai continuou. – A chuva não importa porque tem centenas de fãs que também não se importaram! E nós fazemos isso...
– Porque somos o the GazettE! – os outros gritaram juntos.
– Yeah!
Apesar da chuva, nada impediu que toda a plateia fosse à loucura quando os cinco rapazes entraram no palco.
Os lives de Natal eram famosos por invocar tanto o melhor dos fãs quanto uma imensa inspiração da banda.
Kai estava cheio de energia em sua bateria, animando os fãs, dando o compasso às músicas, guiando os instrumentos de seus companheiros. Parecia se mover com o dobro de sua velocidade normal, parecia se fundir com a bateria e parecia mais contente ali do que jamais estivera, como se estivesse livre, como se encontrasse um estado de espírito superior a qualquer outro anterior...
Reita parecia ter encontrado uma fonte de energia inesgotável, que o fez pular e correr pelo palco, brincando com os outros membros da banda, animando e atiçando a plateia, levando as meninas à loucura, rodando, rodando e rodando... E nunca pareceu estar em maior sintonia com seu baixo mais do que estava naquela noite.
Aoi, como sempre, se sentia mais feliz em cima do palco do que em qualquer outro lugar do planeta. Seu sorriso se espalhava por seus olhos, suas expressões, seus movimentos... Ele sorria por todo o corpo e não tinha nenhuma pessoa na imensa plateia diante dos cinco que não fosse capaz de escutar seu sorriso nas notas de sua guitarra...
Uruha sorria muito e andava por todo o palco, incitando a plateia com suas dancinhas estranhas e engraçadas e seus acordes impecáveis. Estava entusiasmado e brincava e provocava tanto o baixista, quanto o outro guitarrista, subia na plataforma da bateria e fazia Kai gargalhar com suas palhaçadas. Andou por todo o palco seguindo Ruki e imitando seus movimentos, surpreendendo o vocalista quando o percebeu ali.
Ruki cantava com todo o seu coração, admirado com todos aqueles rostos que o encaravam com os olhos brilhando, para cada uma daquelas pessoas que foram até lá, na noite de Natal, por causa deles, por causa do sonho que eles tiveram, que cantavam com orgulho e adoração as letras das músicas em que eles trabalharam... Em que depositaram seus corações e suas almas... O vocalista cantava para cada uma daquelas pessoas e por todas elas... Porque ali estava seu sonho, ali estava seu coração...
Eles olhavam maravilhados para tudo o que conquistaram, era recompensador pensar que todo o esforço para buscarem seus sonhos se refletia naquela legião de fãs que vinham de todas as partes do Japão só para assisti-los.
Depois de dois encores, os cinco músicos puderam ir para seu camarim. Estavam exaustos, mas era uma sensação boa de cansaço. Uma sensação que eles gostavam mais do que qualquer outra.
– Vocês têm fãs para receber – Sakai-san abriu a porta do camarim e encontrou os cinco jogados nas poltronas que tinham no cômodo. – Posso deixá-las entrar? – eles se recompuseram.
– Não todas de uma vez, onegai shimasu, Sakai-san... – Kai pediu com um tom de voz cansado e o agente assentiu, rindo.
Os rapazes atenderam, pacientes e sorridentes, como sempre, as garotas que entravam, tiravam fotos, pediam autógrafos... Era uma situação engraçada para eles.
Quando o último grupo de garotas entrou no camarim, o the GazettE já estava esgotado como se tivesse feito outra apresentação. Eram cinco garotas que não os encaravam como as outras que tinham estado ali. E, por um momento, todos ficaram apenas se encarando, em silêncio.
Eles reconheceram as garotas dos vídeos que assistiram na internet, fazendo cosplay deles, que tanto os impressionaram. Elas os olhavam acanhadas, diante das expressões de espanto que os rapazes faziam, sem saber que eles sabiam da existência delas.
Passou muito minutos em que nenhum deles disse uma só palavra, ninguém sabia o que dizer ou como começar uma conversa. Todas as ideias sobre “nós vimos os vídeos de vocês” ou “o cosplay de vocês ficou muito legal” sumiram completamente.
Todos ficaram se encarando, os olhos conectados. Mariana sorriu sem jeito ao olhar que o baterista lhe dava e o rapaz caminhou decidido até ela, segurando-lhe gentilmente o rosto e a cintura esguia, puxando-a para um beijo e surpreendendo a todos, inclusive a garota.
– Você tem o sorriso mais lindo que eu já vi, Mari-chan! – Yutaka afagou-lhe o rosto e ela arregalou os olhos, surpresa. – Nós vimos o vídeo de vocês – ele explicou, segurando-a melhor abraçada, apertando-a contra seu peito.
Todas as garotas ficaram vermelhas ao mesmo tempo e olharam do baterista para os outros membros da banda, que agora sorriam para elas com doçura.
– Procuramos loucamente um modo de contatá-las... – Yuu se aproximou, falando diretamente com Monique e a garota abaixou o rosto, acanhada com o olhar do guitarrista moreno.
– Mas também não sabíamos o que dizer... Podiam pensar que não éramos nós... – Akira afagou o rosto pálido de Ana e ela não conseguiu não sorrir com aquele gesto.
– Ou podiam ter uma parada cardíaca também... Não podíamos correr esse risco... – Takanori disse e Camila deu risada, revirando os olhos.
– Parece que tiveram muito tempo pra pensar... – a mais nova brincou e o vocalista mordeu o lábio inferior, puxando-a pela cintura.
– Ah, é por isso que eu amo essa garota! – todos deram risada.
– A empolgação de Takanori também era uma preocupação nossa – Kouyou deu uma risada contida, puxando a gola da roupa que o amigo usava, para afastá-lo da garota, mas o vocalista não a soltou.
– Minha empolgação não é um problema pra minha Chibi, é? – o rapaz encarou-a apreensivo e a garota riu.
– Já é a Chibi dele? – Mariana deu risada, ainda presa no braço do baterista.
– Parece até um sonho vocês estarem justamente aqui hoje... – Yuu afagou o rosto de Monique, deslizando sua mão até a dela e entrelaçando os dedos dos dois.
– Não... Parece mais com um milagre – Akira também segurou a mão de Ana e beijou-lhe a testa. – Um milagre de Natal...
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