Notas iniciais
Criaturas estudadas e alteradas, nada aqui você conhece totalmente.

Era uma vez em uma floresta e bosque encantados, um pequeno reino escondido, onde viviam os Ents, criaturas protetoras dos bosques e árvores encantadas.

Nasceu ali naquela primavera o último unicórnio que venho ao mundo com sua mãe já falecida sem seu chifre e sangue dourado.

O trabalho de um Ent, era sempre preservar a natureza e cuidar dos brotos de flores e árvores ali nascentes, tratar de expulsar os invasores e não deixar queimar a floresta.

O Corpo de um ent é cercado por madeira, eles são árvores pequenas e grandes podendo chegar a incríveis cem metros de altura, quando completam quatrocentos anos criam raízes e se estabelecem em um local até que completem mil e cem anos e são transportados como sementes para um novo bosque.

Em uma primavera, Sebido o protetor dos bosques do limite do reino encarregou-se de criar o unicórnio e ensinar todas as regras e leis do reino.

Sebido havia uma filha com sua esposa falecida, chamada Meriam, cujo nascimento foi semanas antes da chegada de Gaul.

A escola ficava no centro do reino, ao lado da árvore castelo.

O unicórnio havia uma aparência única, com um chifre prata em crescimento, crina e rabo como o arco-íris, pele clara como a neve de inverno, ainda era pequenino e fascinado pelas criaturas e bosques.

Todas estações eram visitados por animais diferentes, até mesmos os rios se enchiam com as plantas das águas que migravam sempre e escolhiam seu descanso ali no mesmo bosque encantado.

Certo dia Gaul começou a estudar e era diferente de todas as outras crianças ents, isso trazia para si o preconceito, pois era perigoso ter um unicórnio em seu reino, muitos são os perigos caso houvesse a descoberta.

— Gaul, meu filho você e sua irmã são as criaturas mais especiais do reino, não se sinta menos meu Ent-unicórnio favorito. — Dizia Sebido sempre que Gaul chegava da escola triste por parecer diferente.

Logo Miriem foi para a escola de guerreiros, que se localizava em Plantio dos Roedores, um destino distante em um bosque diferente.

Gaul sentia-se sozinho, mas a vida na escola era muito divertida com o príncipe Gerald.

A Amizade de Gaul com Gerald era especial e o príncipe sempre auxiliava Gaul na escola.

— Gaul, meu pai sempre me disse que eu sou seu protetor depois de sua irmã, solstício passado eu fui para a mesma escola de batalha que ela foi, voltei um guerreiro, ela vai ajudar você, um dia espero que você possa ir.

Gaul sempre sonhou em ir para a escola de guerreiros localizado no Plantio dos Roedores, mas seu pai havia lhe dito que não podia e até mesmo a Vovó Caldas já havia dito que atrás das árvores encantadas havia perigo.

— Vovó, qual sua idade? Você não pode passear comigo?

— Gaul, meu querido, sou uma vovó de setecentos anos, preciso estar enraizada para que eu tenha energia, quando eu completar mil e cem anos, eu virarei uma grande semente e serei plantada em outro bosque, serei um castelo gigante e protegerei outros como você e sua irmã.

Gaul ainda não entendia e achava triste ver a vovó tão parada ali sem se mover, apenas cuidando dos jardins com seus aproximadamente quinze metros.

— Veja, aquele Ent, um pouco mais ao seu lado, ele está completando mil e cem anos, hoje ele vai para um novo bosque que será chamado de Raízes do Orvalho, lá haverá uma nova escola, em até uma hora Serelta, a Arboras do reino.

Gaul ainda não entendi.

— Ela é quem?

— Meu pequeno unicórnio, Arboras são como feiticeiras, bruxas ou até magos do nosso reino. Elas são capazes de transformar nossos ancestrais em sementes e ampliar nossos bosques e até mesmo leva-los para outro reino, extraindo o néctar dos ancestrais Ents, dividindo em duas camadas, um dos líquidos extraídos dará luz a uma nova floresta encantada, o outro fica em sua posse para que seja criada uma Arboras ou Arboros, pois cada filho de Arboras devem permanecer no reino onde nasceram e aprender tudo com os pais e mães para que um dia ocupem o mesmo lugar, quando não há descendentes os reinos dão um pouco de néctar de cada reino para que dali seja criado um novo Arboros.

Vovó conhecia e sabia de tudo, ainda assim era a árvore mais sábia do bosque Lírios de Água e Sol.

— Vovó, elas fazem mil anos também?

— Gaul, a vida de um Arboros é de cerca de quinhentos anos, mas passam a vez para seus descendentes com trezentos anos de vida, mas ainda exercem o trabalho cuidando dos limites e verificando se há fogo ou invasores.

Gaul se despediu da vovó naquele dia fascinado com o ocorrido e foi verificar como acontecia a transformação da árvore para semente.

A Arboras do reino se chamava Orquídea e com um cajado em mãos despediu-se do Ent, e levantou o cajado, fazendo com que ele virasse semente e um liquido dividiu-se em dois indo para cada recipiente diferente de cores azul e verde.

— Esse Ent, dará vida a mais um bosque, será um castelo belo de cores verdes e azul, de seu liquido dará luz a um Arboras chamado Felizo.

A Arboras saiu dali em direção aos céus pois tinha asas Verdes, cabelos como os cipós das árvores na cor azul, corpo como ode uma mulher, era como uma fada só que feita de árvore com seu cajado nas mãos.

Gaul queria ver até onde ela iria, então a seguiu em direção aos limites do bosque, onde queria ver o nascimento de um novo bosque, logo Gerald resolveu segui-lo para poder proteger o unicórnio.

Gaul e Gerald se distanciaram tanto do bosque ultrapassando os limites do reino.

— Gaul, precisamos voltar, meu pai disse que aqui não é seguro.

— Gerald, precisamos ver uma floresta nascer, é belo.

Gaul seguiu sem escutar o príncipe, atrás da fada que a cada instante ficava mais distante, até que não se viu mais.

Estavam perdidos no meio de outro bosque diferente do reino, neste bosque as coisas eram escuras, havia olhos por toda a parte, jaz ali um alguém, como se fosse também Ent.

— Olá, um unicórnio? Ainda existem?

Gaul recuou, mas Gerald sempre levava seu escudo e espada para onde fosse, deu um passo em frente.

— Quem és? Sou Gerald príncipe do reino Lírios de água e Sol, afaste-se.

Aquele ent era escuro e diferente daqueles que eles estavam acostumados a ver. Até o bosque de onde vinham era mais cheio de vida com pássaros e todos os outros animas, porém neste só se viam corvos, urubus e cobras peçonhentas.

Logo os outros Ents, escuros como galhos de árvores mortas ou queimadas aproximaram-se maravilhados com o unicórnio.

— Sei quem é seu pai, mande lembranças garotinho, mas o unicórnio vai ficar.

Gerald deu um passo mais em frente em posição de batalha.

— Por cima de meus galhos apenas, Gaul vai comigo.

Notas finais
Encrenca?