Gata De Rua
3 Capítulo 2
Notas iniciais
Eu tenho um problema sério com diálogos T.T por mais que eu tente fazer os personagens interagirem, a maioria da conversa fica sempre subentendida ç.ç mais eu vou tentar melhorar isso >.< eu prometo!
Bom, espero que gostem do capítulo! :3
Manigold desceu lentamente a outra alça do vestido. Luna estava paralisada de espanto, o rosto corado.
- Vamos, Lulu, Asmita nem vai ficar sabendo... – disse o cavaleiro novamente com um trejeito de riso no rosto. Ao ver que Luna não responderia, ele tentou beijá-la. Porém a menina o mordeu no lábio inferior, fazendo-o afastar o rosto.
Quando o dourado tornou a olhar para ela, parecia conter a cólera com muito esforço.
- Você prefere resistir? Ótimo. — Ele levantou o vestido dela, o tirando pela cabeça.
Na mente de Luna, ela estava dividida entre o medo e a raiva. Não iria passar por aquilo nas mãos de Manigold depois de todo o cuidado que tomara para evitar essas situações. Ela se forçou a respirar fundo e avaliar a situação. O Cavaleiro de Câncer não parecia estar muito racional. Lográ-lo seria fácil.
- Está bem – ela falou, conseguindo manter a voz firme com algum esforço. – se você insiste tanto...
O Cavaleiro de Câncer se afastou um pouco, incrédulo. Luna começou a desenrolar a faixa que usava ao redor dos seios, tipo um sutiã. Manigold a encarava fixamente, como que hipnotizado. Quando a faixa já estava quase caindo, ela se virou, ficando de costas para o cavaleiro. Ele gemeu desapontado e a abraçou por trás, explorando o corpo da menina com as mãos.
Luna se apoiou na parede quando Manigold largou seu peso sobre ela. Ela teria que tomar cuidado para não perder o controle sobre o cavaleiro. Ele continuou com as carícias ávidas e desajeitadas por algum tempo, até que Luna escutou-o tirar a calça.
Pensando rápido, ela se virou e o empurrou delicadamente para longe, enquanto se cobria com as mãos. Manigold olhou para ela com uma expressão ameaçadora.
- Aqui não – ela se explicou rapidamente – por que não vamos para o seu quarto?
Tranquilizado, o cavaleiro a guiou até um aposento no final de um pequeno corredor. Lá dentro, Luna reparou que ele se esquecera de fechar a porta. Seus olhos passaram rapidamente pela janela gradeada, antes de voltar à única porta.
Manigold queria ir direto ao ponto. Ele a empurrou para cama e foi logo se deitando sobre ela.
- Espere! – Luna exclamou, quase se desesperando por um momento. Respirou fundo para se acalmar. – Eu posso fazer melhor do que isso – ela completou com um sorriso sedutor.
Ela fez o cavaleiro se sentar na cama e posicionou a cabeça entre suas pernas.
- Deite-se – ela ordenou, e Manigold, quase hipnotizado, obedeceu.
- Agora feche os olhos – ela falou, agora quase rindo do que faria a seguir. Quando o cavaleiro fez o que era mandado, ela rapidamente pegou algumas camisas jogadas no chão.
Quando ela começou a amarrar as mãos dele, Manigold abriu os olhos e se sentou, alarmado.
- Você não quer experimentar algo diferente? – Luna perguntou com um beicinho – eu prometo que você vai gostar...
Manigold cedeu, tornando a deitar e fechar os olhos. Luna o amarrou com força. Podia não ser capaz de lutar, mais sabia dar um nó. Quando terminou, levantou-se e admirou seu trabalho. O cavaleiro estava firmemente atado à cabeceira da cama, esperando um toque que nunca chegaria. Sem esperar ele abrir os olhos, ela saiu do quarto, trancando a porta por garantia.
Escutou o grito irado do Cavaleiro de Câncer, mas mesmo ele demoraria um tempo para se libertar. Rapidamente, enquanto isso, Luna recolocou a faixa e o vestido. Subiu no balcão para pegar a chave em cima do armário, abriu a porta e saiu correndo.
Abandonando o plano de ir até a arena no momento, ela subiu de volta à Casa de Virgem. Seu vestido estava amarrotado, e seu cabelo todo despenteado. Escondeu o melhor que pode as marcas de chupões em seu pescoço até estar em sua casa.
Enquanto arrumava a água para tomar um banho, Luna se congratulava por ter resolvido sozinha o problema com Manigold. Já havia decidido que se seu corpo a colocava nessas situações, ele podia muito bem tirá-la delas. Porém não estava tranquila. Essa passara perto, e talvez não conseguisse livrar-se numa próxima.
Um suave miado chamou a atenção da menina. Uma gata branca como neve entrava no seu quarto pela janela. Luna a pegou no colo e a levou para o banheiro consigo. Aquela era Ruka, a gatinha da menina, e fora um presente de Asmita. O mais curioso é que a gata também tinha os olhos desiguais, opostos aos de Luna: o olho direito era verde e o esquerdo, azul.
Depois de tomar banho, Luna colocou um vestido que escondesse as marcas no pescoço. Agora decidida a chegar à arena sem nenhum impedimento, ela pegou a gata no colo e tornou a descer as escadas.
Luna passou correndo pela Casa de Câncer, torcendo para Manigold ainda estar amarrado à sua cama. Quando finalmente chegou na arena, nuvens começavam a surgir no céu.
Ela olhou em volta, procurando alguém para puxar conversa. Em um dos cantos do espaço reservado para os treinamentos, Shion, Regulus e alguns Cavaleiros de Prata debatiam estratégias de batalhas.
Feliz por ter encontrado companhia, ela se aproximou deles silenciosamente, largando Ruka no chão.
- Shioooooon! – ela gritou, pulando nas costas do cavaleiro. Era algo que Luna fazia desde criança. Shion riu, a segurando para que não caísse, antes de soltá-la no chão à sua frente.
- Oi, Luna – ele cumprimentou, bagunçando os cabelos da menina – decidiu vir treinar?
A gata pulou para o colo de Luna. A menina torceu o nariz para os papeis que os cavaleiros analisavam.
- Você sabe que eu não luto – ela falou, coçando atrás das orelhas de Ruka. – mais se algum de vocês acabar se machucando, eu posso ajudar.
Shion foi se sentar na arquibancada com Luna, quando Regulus começou a treinar com os Cavaleiros de Prata.
O Cavaleiro de Áries era uma pessoa tranquila, fácil de conversar. Para Luna, ele sempre fora uma mistura de melhor amigo com irmão mais velho. Ele estendeu uma mão para acariciar a cabeça de Ruka. A gata cheirou seus dedos, desconfiada, antes de permitir que Shion a tocasse.
Manigold apareceu na arena, vindo do outro lado do campo, com uma cara de poucos amigos. Luna fingiu não vê-lo. Ele sentou a alguns metros deles, assistindo o treino de Regulus.
Ao meio dia, os cavaleiros que treinavam comeram sanduíches que alguém trouxera. Luna e Shion juntaram-se a eles. Manigold pegou um sanduíche e tornou a se afastar.
- O que aconteceu com Câncer? – perguntou Regulus – parece que acordou com o pé esquerdo hoje.
Os outros cavaleiros balançaram as cabeças em concordância. Luna tinha a boca cheia e nada falou.
Durante todo o restante da tarde, Shion fez companhia para Luna nas arquibancadas. Ela se sentia segura em estar com o cavaleiro, pois Shion já deixara claro que não desejava nada mais do que sua amizade.
O céu começava a escurecer, tomado por gigantescas nuvens negras. Quando a noite começou a cair, A maioria dos cavaleiros que treinavam na arena já haviam ido embora. Luna começou a ficar nervosa. Manigold ainda estava lá, visivelmente esperando Áries se afastar para vir conversar com ela. Shion, no entanto, percebera que algo não estava bem e não dava sinais de querer ir embora.
Luna foi salva de seu dilema quando o próprio Asmita surgiu na arena. O mestre veio diretamente até ela, e como ainda não havia escurecido completamente, sentou-se com os outros dois. Ruka imediatamente pulou para o colo dele, pedindo carinho ao esfregar o focinho em seu braço.
- Ficou trancado no 13º templo o dia todo, Virgem? – riu Shion – você deve estar exausto. Mas não se preocupe, eu tomei conta da sua pupila.
Rindo-se por dentro, Luna apenas assentiu, confirmando.
- Sou grato por isso, Áries. – disse Asmita, sorrindo. Porém Luna reparou que ele não parecia convencido. Suspirou. Era difícil esconder algo de seu mestre.
- O senhor está com fome, mestre? Não fiz nada para a janta. – normalmente era Luna que cozinhava na Casa de Virgem. Não por obrigação, mas por prazer. Ela adorava cozinhar.
- Com certeza. Nem sequer almocei.
Os três se dirigiram juntos para as escadarias das doze casas. Antes de sair da arena, Luna olhou para trás, e verificou que o Cavaleiro de Câncer não havia saído do lugar.
Depois que Shion ficou para trás na Casa de Áries, um silêncio incômodo caiu entre o mestre e a aprendiz. Normalmente não tinha dificuldade em conversar com Asmita, mais ele a conhecia tão bem que ela tinha medo de denunciar o que acontecera mais cedo. Até que o mestre tomou a iniciativa:
- Luna – começou ele. Ele virou o rosto para ela e a menina sentiu que mesmo que ele enxergasse não seria capaz de encará-la de um modo tão penetrante. – você aprendeu alguma coisa hoje?
Ela ficou surpresa com a pergunta. Deduziu que o mestre sabia o que tinha acontecido. Asmita deveria estar irado com Manigold, ela pensava, mais não falou nada sobre isso. Para dizer somente essas palavras, talvez ele não desaprovasse o modo com que Luna resolvera a situação. Ou talvez desaprovasse, mas estivesse feliz com ela ter se virado sozinha.
- Aprendi, mestre. – ela respondeu com um sorrisinho.
Notas finais
bom, não vai ter o Asmita sempre perto pra salvar ela >.< mais talvez numa próxima ela acabe sem ter como se salvar sozinha! :3
o próximo capitulo vai ser mais sobre o treinamento dela, já que vocês perceberam que ela não usa a arena =]
beijooos, até o próximo cap :***
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