Garçom, uma alma por favor.
1 Capítulo 1 - A alma pede aventuras.
Notas iniciais
Tudo começa em uma bela manhã, não se sabe o dia, mas percebe-se que é durante a primavera, pois lindas flores apareciam, em todo lado, de todo tipo, de muitas cores, transformavam a mansão, em um paraíso de algum deus, tudo era calmo, nada acontecia, e era nesse tédio, dentro daquela mansão, que está nosso personagem principal, uma garota, quem a descreve, logo inicia pela cor de seus cabelos, que chamam atenção, pois são azuis, olhos verdes, rosto sorridente, e estatura baixa, lábios que deixam com vontade de beijar, seios avantajados e redondos, um desejo de todos, porém ninguém conseguiu a conquistar, o que deixava essa linda garota, triste, apesar de não demonstrar, ela escrevia em seu diário, o que até para mim, é um segredo absoluto.
Ainda naquela manhã, a bela moça abre seus olhos, mas não levanta, ela prefere ficar na cama mais um pouco, pensando sobre a vida, o que ela mais gosta de fazer, e pede para que algum deus, qualquer um que esteja a ouvindo, traga-lhe alguma aventura; em poucos minutos, uma pessoa bate na porta, estragando seu momento em paz, era sua mãe, que passou para se despedir, avisando que iria sair à trabalho, e que qualquer coisa, era só ligar, havia deixado tudo pronto e contratado uma amiga para vir dia-a-dia, como se fosse uma babá, a garota não falou nada, apenas fez um gesto de tchau com a mão, e ignorou o resto do que sua mãe lhe disse, ela só queria continuar em seu mundo.
Ouviu o barulho irritante de sua mãe indo embora, então, com toda a calma do mundo, colocou suas pantufas, vestiu algo confortável, arrumou o cabelo em frente ao espelho e foi buscar algo para saciar sua fome; descendo as escadas do salão principal, notou o prazer daquele silêncio em casa, porém adorava o canto dos pássaros e os sons que o vento fazia ao passar por cada canto da mansão, por um segundo, não queria ficar sozinha, queria mais alguém com ela, alguém que a entendesse; chegou a cozinha, mas queria mesmo era voltar para o quarto, e ficar deitada o dia inteiro, abriu sem nenhum entusiasmo a geladeira, e olhou o que tinha lá dentro, sem prestar atenção se realmente havia algo, até que uma voz lhe estremeceu o corpo, alguém dissera bonjour, mon enfant, será sua imaginação? Fechou a porta da geladeira e viu uma mulher, sentada em sua cadeira, na mesa, havia potes e potes de sorvete, além de três garrafas de refrigerante, Alexandra (se pronúncia Alecsandra, okay?) não sabia o que fazer, mas uma coisa era certa, ela queria rir da mulher, porém seu corpo não obedecia, enquanto estava mergulhada em seus pensamentos, tentando criar coragem, a mulher falou primeiro, apresentou-se, seu nome era Giulia, após, pediu desculpas por ir entrando sem avisar e pegar sua comida, mas ela tinha uma gula insaciável; a mulher explicou também, que sua mãe havia pedido para que cuidasse de Alexandra, pois ainda não havia mordomos em sua mansão, tão cedo a família Diwa recém havia se mudado para a França.
Em pouco tempo, as duas viraram amigas, Alexandra não sabia como aconteceu tão rápido, mas aquela mulher parecia tão amigável -- mesmo comendo toda sua comida --, porém sua aparência era estranha, cabelos ruivos e curtos, pele cheia de sardas, uma boca grande, literalmente, magra apesar de comer tanto, e personalidade muito amável, porém Alee (vou chamar de alee, às vezes), quando tentou negar mais comida para a mulher, esta se agitou e logo se percebia, talvez, o único defeito de Giulia, sua gula; Alee então preparou um Nescau, um sanduíche e deixou Giulia na cozinha, voltando a sua paz interior, decidiu sentar-se em frente a seu piano, que Alee gostava muito, pois foi seu pai que lhe dera, assim que deu a ultima mordida no sanduiche, bateram na porta de sua residência, Alee respirou fundo e exclamou palavrões, então respirou fundo outra vez, e foi atender, era sua prima, sua tia, às pressas, disse que era uma emergência, e que precisaria a deixar ali, pois não havia mais ninguém com quem deixar, quando Alexandra foi mencionar que sua mãe não estava, sua tia já estava descendo as escadas correndo, rapidamente chegando ao carro, Alee se calou e decidiu deixar a prima entrar, mesmo não querendo ela ali, pois sua prima demonstrava ter inveja de Alee, e sempre que podia, criava confusões com algum pertence da casa, seu nome, era Larissa, um ano mais nova que Alee, possuía um corpo sedutor, cabelos vermelhos, e uma personalidade que mudava de paz para raiva de tudo e todos em questão de segundos.
Alee já achava chato ter que suportar uma menina como a Larissa, então quando sua prima entrou correndo para dentro e deixou as malas do lado de fora, dei uma raiva indescritível, pois quem Alee chamaria para coloca-las para dentro? Mas ela respirou fundo, e pensou, ela não iria querer ter que suportar duas mulheres, pois Alee mal se suportava, então foi até o telefone e pesquisou, a mãe era preguiçosa, teria alguém a quem chamar que ajudasse ela durante a semana; durante minutos ela procurou, até que um nome lhe chamou atenção, Sebby, ela já ouvira esse nome, e lembrou que ele já havia trabalhado para sua mãe, assim que ligou, Sebby reconheceu a voz de Alee, e resolveu ajudar; Alee não terminou seu Nescau naquele dia.
Sentou-se no sofá mais próximo, e descansou ali, o dia mal começara, e já está um caos, enquanto isso, Giulia conversava com Larissa na cozinha, Alee ouviu Larissa chingando Giulia, mas percebeu que a conversa voltou a normal em um minuto; Alee fechou os olhos, e mal percebeu Sebby pondo as malas de Larissa para dentro da mansão, Sebby era um rapaz jovem, de cabelos azuis, corpo atlético, personalidade que mudava de inocente, para um rapaz safado, que gostava de brincar com garotas em cantos escuros (se é que você me entende), era sedutor, e possuía uma excêntrica tatuagem na mão direita; Alee foi desperto para aquela vista magnífica, quando Sebby perguntou o que fazer com duas das malas, eram duas jaulas, cada uma com um gato, Alee ficou confusa, e ao mesmo tempo, admirava Sebby, até que Larissa chegou da cozinha aos prantos dizendo para ele largar as jaulas de seus gatos, Maumau e Kaique, gatos que dividiam o carinho da dona, e Larissa levou os gatos para seu quarto, quarto que ela mesma escolheu, devido ao seu gênio forte.
O tempo passou tão rápido, que já era hora do almoço, Alee nem sabia se tinha fome ou não, nem sabia o que fazer com Sebby, que disse a Alee que iria arrumar algo para comer e depois voltaria para ajudar no que mais precisasse, Alee maliciou, mas não disse nada, apenas disse que estava tudo bem; assim que Sebby entrou na cozinha, Giulia, reparando naquele rapaz, saiu de lá abanando o rosto com a mão, e falou para Alee que iria preparar o almoço, Alee agradeceu e disse que iria voltar para o quarto; Alee ficou com ciúmes da tia, sozinha com o Sebby na cozinha, mas não quis pensar nisso, precisava relaxar, logo seu irmão chegaria, ele sempre alegrava o ambiente, às vezes causava brigas impossíveis de conter, mas geralmente, alegrava, ela riu sozinha, era bom se sentir alegre, abriu a cortina, sentiu o prazer daquele dia, digamos... diferente, e deitou na cama, e continuou imaginando no seu próprio mundo, o que ela pensava, ninguém vai saber.
Alee acordou assustada, acabara dormindo, quanto tempo se passou? Apressou-se para descer as escadas, lá estavam duas pessoas no sofá, tentou chegar sem ser notada, para espiar, mas era tarde demais, fizera muito barulho, seu irmão lhe deu oi e a abraçou, era Mateus, seu irmão, por parte de mãe, como ele é, você já deve saber, acrescentarei uma coisa ou outra, mas uma coisa é certa, ele se parece comigo, bonitão, corpo que deixa as mulheres com água na boca, voz que dizem ser fofa, personalidade que faz as pessoas da volta querer estar perto dele, ele é como meu filho, porém, ele as vezes, acaba se irritando, e quando acontece, as paredes tremem e ouvidos fogem, se fosse um pecado, o dele seria a ira; Sebby ficou sentado, olhando a cena com apenas um sorriso, ele estava no estado inocente por agora, quando Larissa chegou para estragar a cena, Giulia apareceu primeiro e avisou que o almoço estava pronto, apenas Larissa não almoçou, resolveu pegar algo na geladeira e voltar para seu quarto, Giulia foi atrás, gritando Jujuba (por que jujuba?), mas Larissa ignorou e continuou seu trajeto, Giulia sabia que não precisaria ir atrás, ela já entendeu o que se passa com a garota.
Larissa, uma menina normal, que aos olhos de alguns, é raivosa e grossa, mas quem a conhece sabe que no fundo, ela é meiga e bem carinhosa, uma garota apaixonante, bem esquecida, quando faz um bolo, acaba esquecendo-se de por algo, e até mesmo capaz de esquecer uma colher dentro dele, mas quem nunca não é? Uma garota que com uma mão segura uma faca, mas na outra, uma flor; ela geralmente fica em casa, conversando com os amigos, ou brincando com seu gato, Kaique, mas ela gosta mesmo, é de sair por ai, buscando aventuras, essa é a Larissa, uma gata em forma de pessoa, mesmo não almoçando junto aos outros, desejou-lhes bom apetite.
O almoço foi normal, sem muita surpresa, Matheo contou sobre toda sua vida, com bom humor, entusiasmo, gritando muitas vezes, mas alegrando o ambiente, contou-lhes que ficou noivo de uma moça, Nataly, com quem vai passar a próxima semana; Sebby, mal falou, preferiu ficar em silêncio, ouvindo, retribuía olhares a Alee, mas não sabia como iniciar a conversa; Giulia e Alee, apenas prestavam atenção e questionavam Matheo algumas vezes, mas o momento era do jovem rapaz; logo após o almoço, Sebby se retirou para falar com Alee em particular, depois foi embora, Alee queria que ele ficasse mais, porém aceitou sua ida, contanto que se falassem por telefone sempre que possível, o resto do pessoal, sentou-se na sala, conversando, inclusive Larissa, que adorava uma boa conversa.
Matheo, durante a conversa, irritou-se com a decoração, a conversa era totalmente diferente, mas ninguém entendeu do por que a irritação, porém, ele proferiu muitas palavras ruins quanto a decoração e falou que precisavam dar um jeito nisso e iria ligar para uma amiga, Matheo também agrediu uma almofada em forma de pato, todos riram, então o clima voltou ao normal, Larissa perguntou se Alee gostaria de brincar com ela mais tarde, Alee concordou, pois mesmo que tivesse paciência curta, ainda adorava aquela menina, as duas se divertiam de todo jeito, principalmente se xingando, tudo começava com Alee chamando Lari de vadiranha, um apelido ‘carinhoso’, mas Lari não se importava, só queria achar um jeito de brincar com a prima, alguns achariam que era brigar, vá entender.
Giulia aproveitou o momento harmonioso, para colocar uma música, para alegrar o local, em poucos segundos, Alee reconheceu a sua música predileta, e logo começou a cantar e chamar seu irmão para lhe acompanhar, ela adorava cantar, e o mundo, era seu palco, Larissa preferiu ficar sentada, incentivando; Giulia olhou o relógio, o tempo estava passando rápido, não poderia ficar parada, avisou que iria arrumar a casa e saiu.
Quando as pessoas se divertem, parece que o tempo passa voando, os três, Larissa, Alexandra e Matheo, passaram a tarde se divertindo, mesmo discutindo durante alguns momentos, eles passavam grandes momentos juntos, e essa festa ainda era pequena, ainda faltam muitas pessoas nessa história, a família é grande; perto do final da tarde, chegaram duas pessoas distintas, Manu e Pedro, apresentaram-se como amigos de Math e vieram para ajudar na decoração da casa e preparar tudo para a chegada de Lissana; Manu era uma moça jovem e adorável, sua voz era simpática e uma leveza, que os outros chamam de fofa, possuía um corpo admirável e uma beleza fabulosa, seu único defeito, era o apego por uma fita no cabelo, que ela adorava como se fosse um deus, não poderia viver sem aquele laço por perto, tinha um ciúme tão grande, que não deixava ninguém tocar em seu tesouro, Pedro, era um rapaz charmoso, que conquistava olhares das moças por onde passava, não era de se espantar que logo Alee tenha se apaixonado a primeira vista, Pedro possuía cabelos bem cortados, olhos que, quando chegavam a uma garota, hipnotizavam-na, ele era um rapaz vaidoso, cuidava do próprio, seu corpo, não era bem atlético, mas as garotas não se importavam, eu não sei dizer por que, mas é a vida, com seus mistérios femininos.
Matheo foi logo falar com Manu, ver o que poderiam fazer, ela lhe disse que poderia olhar a casa, mas começar a fazer algo, somente no outro dia, neste mesmo instante, Alee se adiantou e falou de um jeito que parecia berros, ela disse que poderiam dormir em sua casa, assim ficaria melhor para todos, Manu concordou e pediu para que Pedro pegasse seus pertences no carro, após, Larissa acompanhou os dois aos seus respectivos quartos, assim, em tão pouco tempo aparente, anoiteceu, Giulia preparou um jantar especial com a ajuda de Math e todos conversaram e se conheceram, pois é assim que nossa família é, ninguém é excluído, e basta um oi para que histórias sejam criadas em tão pouco tempo, sejam tragédias ou não; depois do jantar, conversas se cruzaram, até a despedida de todos, cada um a seu quarto, menos Giulia, que voltou para a cozinha, e Alee...ela ficou pensando em Sebby, ela gostou do rapaz, mas não poderia negar que Pedro também era muito lindo, ela mal poderia esperar para ver os dois no outro dia; em outro quarto, Math organizava suas coisas, observando os cômodos do local para se certificar de que não haviam patos, seu segundo maior medo na vida, então foi dormir, ou pelo menos, tentou, enquanto Larissa brincava mais um pouco, pois estava sem sono, engraçado é ela ter dormido no tapete do quarto, em cima do ursinho preferido dela, quando acordou, Maumau havia fugido, não o encontraram no outro dia, porém Larissa, não sentiu falta, pois havia a quem se importar mais no momento e sua mãe, não ligou para ver se estava tudo bem. Bon nuit, minna!
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