Garotos
8 Capítulo 6 . O Garoto de Fita Negra no Pescoço
Notas iniciais
Ah, o nome do seme desse capítulo é Noah, porque eu me apaixonei pelo Noah do livro Boy Meets Boy e eu precisava criar um garoto chamado Noah, apesar de o Noah de BMB ser MIL VEZES melhor que o meu. Ele é PERFEITO!
Anyway, aqui está o capítulo. Boa leitura!
Tema: S&M (Sadomasoquismo)
“Alexis, você é meu cachorrinho, e cachorros sempre andam com suas coleiras”.
O homem pegou a fita negra no chão e pôs ao redor do pescoço do garoto. Após amarrá-la em um laço perfeito, sua mão afastou-se e enroscou-se entre os fios alourados de Alexis, que gemeu ao ter seu cabelo puxado com força.
“Entendeu?”
“Sim, papai”.
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Noah estava sempre com uma expressão calma no rosto, o que fazia com que as pessoas tivessem uma ideia errada de sua personalidade. Ele era a personificação viva do ditado “não julgue um livro pela capa”. Apesar de seus olhos de um azul vítreo, que esboçavam serenidade, Noah era sádico; seu maior prazer era ver a pessoa à sua frente sofrer, o que fez com que vários de seus namorados terminassem com ele.
Em toda sua vida escolar, Noah não havia encontrado nenhum garoto masoquista, o que o privava de ter um relacionamento longo com alguém. Já estava no último ano, formando-se. Precisava ter pelo menos uma experiência prazerosa com algum daqueles garotos.
Dirigia-se para sua próxima sala de aula, quando viu um grupo de alunos do primeiro ano passar pelo corredor. Eram rostos novos aqueles; estudantes que acabaram de chegar à Academia Saint Jonh. Abriu um leve sorriso, malicioso. Havia uma maneira de Noah testar se uma pessoa era masoquista ou não, e consistia no que ele fez a seguir.
Primeiro, ele criou um alvo: o garoto de rosto sério e cabelo alourado, mediano, que andava mais atrás no grupo. Em seu pescoço, havia uma fita negra, com aproximadamente um dedo de largura. Com um “acidente” proposital, trombou com o garoto e o derrubou no chão.
- Desculpe – pediu, fingindo sinceridade, e estendeu sua mão para o menino, que segurou após perceber que ele o ajudaria a levantar.
Então, Noah segurou seu pulso com força e, “acidentalmente”, deixou que sua unha se cravasse na pele do louro. Ele esperava que o garoto, como todos os outros, gemesse de dor e lhe lançasse um olhar de reprovação. Contudo, o que ouviu fez com que suas sobrancelhas se arqueassem: o garoto gemeu em tom de prazer e jogou para Noah um olhar com um brilho um tanto luxurioso.
Nunca pensara que fosse tão fácil.
- Meu nome é Noah – disse quando o louro estava em pé. – Prazer em conhecê-lo.
- Alexis – o garoto respondeu, com seu tom sério novamente no rosto.
- Alexis! – um menino do grupo do primeiro ano gritou. – Temos que ir!
O louro virou-se para ir embora, mas foi impedido. Noah segurou seu braço e apertou-o com força, abaixando-se ligeiramente, a fim de sua boca ficar na mesma altura do ouvido de Alexis.
- Venha para meu quarto, hoje à noite. Trezentos e um, do dormitório do terceiro ano.
O garoto concordou com a cabeça e saiu em direção aos alunos que o esperavam.
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“Alexis, meu querido, a mamãe veio te buscar para passar o dia com ela”.
A mulher bateu duas vezes na porta, mas não foi atendida. Irritada, ela pegou a chave que ficava escondida na caixa de correio e abriu ela mesma a porta. Sempre que ia buscar seu filho para passear, ela encontrava a casa vazia, como se seu ex-marido não quisesse que ela encontrasse o garoto.
Dessa vez, ela decidiu procurá-lo.
Foi à cozinha, mas não viu nada. Na sala, aconteceu o mesmo. Os banheiros estavam completamente vazios. Faltavam apenas os quartos no andar de cima. Silenciosamente, ela subiu cada degrau, observando o corredor escuro que levava ao quarto de seu filho. Também estava vazio. O último lugar a verificar era o seu antigo quarto, onde dormira tantas vezes com seu ex-marido. Ela abriu a porta e deixou sua bolsa cair no chão, quando visualizou a cama de casal.
Alexis estava deitado na cama, seus pulsos amarrados na cabeceira e uma corrente prendendo as pernas do garoto aos pés do móvel. Um pano, sobre sua boca, impedia-o de falar e uma venda em seus olhos, de ver. Estava completamente nu, e seu corpo revelava cortes e arranhões avermelhados, alguns sangrando.
Pôde-se ouvir a descarga vinda do banheiro, e o pai de Alexis surgiu no quarto. A mulher lançou-lhe um olhar assustado, que logo voltou ao seu filho.
- O que está fazendo aqui? – ele indagou.
A mulher virou-se, incrédula, para ele.
- O que você pensa que está fazendo com o nosso filho? – ela gritou o mais alto que pôde. O garoto remexeu-se na cama, reagindo à voz de sua mãe.
- Eu tenho a guarda dele, posso fazer o que bem entendo com Alexis – o homem retrucou, aproximando-se da mulher.
- Não, não pode! Ele é meu filho, e eu vou tirá-lo daqui agora!
Alexis pôde, então, ouvir uma confusão de gritos e barulhos demasiadamente altos. Em seguida, ele ouviu sirenes da polícia e da ambulância do lado de fora e o grito de sua mãe. E sua última lembrança daquele dia foi ver seu pai entrando no carro policial e sua mãe, na ambulância.
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Primeiro, Noah retirou as roupas do corpo de Alexis. Era belíssimo, com alguns arranhões e cicatrizes claras espalhadas. O mais velho lambeu os lábios com aquela visão. Então, ele pediu que o mais novo se deitasse na cama. Rápido, Noah amarrou os pulsos do garoto na cabeceira da cama com um pano; depois, suas pernas, nos pés do móvel, com uma corrente. Alexis estava imobilizado. O mais velho lambeu os lábios mais uma vez.
Havia um criado-mudo ao lado da cama, com duas gavetas. Noah abriu a primeira delas e retirou um chicote pequeno de cor escura, um vibrador e uma mordaça. Alexis lançava um olhar luxurioso para aqueles objetos, quando o mais velho sentou-se na cama, próximo a ele.
Então, Noah pegou o pênis de plástico, que colocara sobre o colchão, e pediu a Alexis que o lubrificasse com sua boca. O louro colocou boa parte do objeto entre seus lábios e pôs-se a lambê-lo, com os olhos vidrados no veterano. Pouco tempo depois, o mais velho retirou o vibrador da boca do garoto e levou-se à entrada de Alexis, que gemeu levemente ao sentir-se ser penetrado pelo objeto. No momento em que ele estava por inteiro dentro do louro, Noah o ligou e deixou-o fazer sua tarefa.
Estava na hora de ele se divertir também.
Noah pegou a mordaça e fez com que Alexis pusesse a bola presa a ela dentro de sua boca. Os dentes do garoto cravaram no objeto. Então, levantou-se e levou consigo o chicote negro. O veterano passou sua língua pelo fio e esticou duas vezes, fazendo um barulho típico. Logo, pôs-se a fazer uso de seus itens.
O prazer que Alexis sentia do vibrador em seu interior aumentou ao sentir as primeiras chicotadas que recebia de Noah. Não podia negar que era um masoquista, principalmente por causa de seu pai. Ele sentia prazer na dor que recebia do veterano. Seu pênis aumentava de tamanho a cada marca que Noah fazia em sua pele alva, os gemidos abafados pela mordaça.
O mais velho, por sua vez, sentia seu baixo-ventre formigar ao ver os ferimentos que causava no garoto. Sim, Noah era um sádico, que só se saciava em uma noite de sexo se torturasse seu parceiro. Fora muita sorte que encontrara Alexis por acaso no corredor. Com um sorriso nos lábios, ele deixou que o chicote fosse mais várias vezes contra o corpo do mais novo.
Em pouco tempo, a pele de Alexis estava coberta de marcas vermelhas, algumas a ponto de sangrar. Ele gemeu abafado uma última vez antes de gozar sobre sua barriga; o prazer vindo do vibrador havia se juntado aos seus ferimentos. Noah lambeu seus lábios.
- Que garoto mau. Você gozou rápido, Alexis, e deve ser punido por tê-lo feito antes de mim.
Noah sentou-se na cama, em frente a Alexis, puxou rapidamente o vibrador do corpo do garoto, que se sentiu vazio após a retirada do objeto de plástico. O veterano pegou da gaveta dois objetos que se assemelhavam a prendedores de roupa, de cor vermelha. Com a boca, ele mordeu, lambeu e excitou os mamilos de Alexis, para, após perceber que estavam vermelhos e eriçados, prendê-los com os dois objetos. Os prendedores apertavam os botões avermelhados no peito do garoto com força, o que lhe causava dor e, consequentemente, prazer.
Com as unhas, Noah, além de aumentar os machucados, fez com que alguns deles deixassem escorrer um filete de sangue para a colcha branca, manchando-a. Então, dirigiu-se à bunda do mais novo.
Assim como antes, o veterano não o preparou; apenas colocou seu membro ereto na entrada do garoto e penetrou-se de uma vez. Alexis mordeu a bola em sua boca com força, em um gemido. Após acalmar um pouco seu coração acelerado, Noah começou a mover-se fortemente dentro do louro, que sentia seu pênis, lentamente, enrijecer mais uma vez.
Mas, dessa vez, ele não gozaria tão rápido.
Noah apertou o pênis de Alexis com uma de suas mãos, impedindo-o de chegar ao ápice de seu prazer. O veterano sorria, ao ver o sofrimento do menino abaixo dele. Logo, ele estocava com mais força e velocidade em Alexis, vendo que este fechava os olhos e gemia abafado, enquanto ele o fazia e segurava seu pênis.
Após algum tempo, Noah acabou por gozar dentro de Alexis e deixou que o garoto fizesse o mesmo em sua barriga. O mais velho desamarrou a mordaça e afastou-a da boca do louro, percebendo a marca de dentes na bola. Então, aproximou-se de Alexis, beijou seus lábios, dançou com sua língua, explorou sua boca e, por fim, mordeu seu lábio inferior, deixando um corte que, em pouco tempo, começaria a sangrar.
- Hnn... – Alexis gemeu antes de sentir-se ser arranhado mais uma vez pelas unhas de Noah.
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“Alexis... Eu sou sua tia Nora, irmã de sua mãe, lembra? A Emma... A sua mãe não conseguiu resistir aos ferimentos que sofreu... Ela faleceu, Alexis”.
A expressão no rosto do garoto não se alterou. Ele olhou para os lados e, depois, para sua tia mais uma vez.
“Onde está o papai?”
“Aquele homem terrível foi preso. Ele não vai mais te maltratar, Alexis. Você vai morar conosco agora”.
“Alexis... Acho que seria melhor se você fosse para a Academia Saint Jonh. Meus filhos não conseguem se acostumar com sua presença aqui”.
Naquela frase, estava implícita essa outra: “você é estranho, e os vizinhos já estão comentando sobre nós”.
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O veterano continuou a chamar Alexis para seu quarto, pelas noites que se seguiram. Eles faziam sexo, Noah torturava Alexis, e este sentia-se dominado pelo mais velho, o que lhe causava um sentimento confortável.
Em uma dessas noites, o veterano perguntou ao garoto:
- Alexis, por que você está sempre com essa expressão melancólica no rosto?
O louro moveu-se na cama e lançou o mesmo olhar de sempre para Noah. Havia perdido a conta de quantas noites passara com aquele homem. De alguma forma, ele sentia-se confortável para contar a Noah sobre o porquê de seu masoquismo.
- Quando eu tinha seis anos, meus pais se separaram. Papai ficou com a minha guarda e mamãe me buscava para brincar com ela em alguns dias da semana. Mas, depois de um tempo, papai começou a mudar. Ele começou a me prender na cama e a fazer o que quisesse com meu corpo. Ele me machucava sempre, e o estranho era que eu sentia prazer com meus ferimentos. Papai passou a não deixar que mamãe me buscasse mais. Ele me prendia no quarto com ele e dizia para eu não fazer barulho. Mamãe sempre desistia de tocar a campainha e ia embora. Mas, um dia, ela achou a chave reserva que ficava na caixa de correio. Ela entrou e me encontrou preso à cama, machucado. Ela ligou para polícia e papai ficou desesperado. Ele a matou, mas eu não pude ver como porque estava vendado. Eu só me lembro de ver papai entrar em um carro da polícia, e mamãe, em uma ambulância. Ela não resistiu aos ferimentos, e minha tia passou a cuidar de mim. Mas eu era um garoto estranho, que não sorria, não se enturmava, não fazia questão de falar com os outros. Então, ela me mandou para cá – Alexis respirou fundo. – Papai... Eu não odiava papai... Quero dizer, eu sentia prazer quando estava com ele. Eu era... O cachorrinho dele.
O louro levou sua mão à fita em seu pescoço, acariciando-a. Após ouvir todo o discurso do garoto, Noah estava atônito. Como um garoto pôde sofrer tanto em uma vida tão curta?
Ele levou sua mão à bochecha de Alexis e a acariciou, com um sorriso que nunca antes havia se desenhado em seus lábios, um sorriso de compaixão. Seus braços rodearam o corpo do louro e o puxaram para mais perto dele, e algo dentro dele fez com que ele dissesse:
- Alexis... Você não será meu cachorrinho. Você será meu namorado, meu amante, está certo? Eu não quero apenas sentir prazer com seu corpo, quero que igualmente o sinta. Porque... Eu te amo, Alexis.
O louro afastou-se ligeiramente de Noah, que logo percebeu que os olhos de Alexis estavam levemente marejados. O garoto passou os dedos rapidamente pelas lágrimas.
- Obrigado, Noah. Eu também... Eu também te amo – então, sorriu pela primeira vez em muito tempo.
Notas finais
Espero que tenham gostado, porque eu gosto MUITO do Alexis. Eu AMEI criar o passado dele, então... Realmente, espero que tenham gostado.
Obrigada por ler, e até a próxima!
Takoyaki ~ Bolinho de Polvo!
Próximo: O Garoto de Coração Dividido.
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