Garoto Dos Sonhos

3 \"A neve finalmente se vai...\"


Notas iniciais
Pessoas, apenas três palavras: ESCOLA / TEMPO / BLOQUEIO.
isso tudo junto ocasionou o atraso da atualização da fic. E não só dessa.
Peço desculpas. Enfim, está aqui.

A neve já estava sumindo. Depois dessa semana cruel, finalmente o Sol resolveu dar as caras. Estávamos no fim de janeiro, tinha muito inverno pela frente. Mas quem sabe, se tivermos sorte, ele se torne mais agradável.

Como de costume passei na casa de Rachel. A escola não era tão longe. Podia se ir a pé tranquilamente. O Sol batendo no rosto. Tem sensação melhor? Ah, sim, claro que tem. Aquele frio na barriga, aquele gelo nas veias. Isso é melhor, principalmente quando alguém em especial causa isso.

Já fazia uma semana que Blaine estava no WMHS. Ele havia se dado bem com todos, mas preferiu a nossa companhia. O que há de tão importante nisso? Só o simples fato de que vejo ele com mais frequência, nos intervalos, nas aulas e muitas vezes até após a escola.

- Oi Kurt.

- Bom Dia, Rachel.

Seguimos o caminho comentando as novas músicas lançadas e as peças em cartaz da Broadway. Ah, Blaine quer ir para New York depois do colegial também, e o mais engraçado, ele pretende entrar em NYADA. Isso não é fantástico?

Chegamos logo ao Mckinley. Os corredores superlotados eram nada silenciosos. Assim que passamos da porta de entrada, Rachel se agarrou ao meu braço. Fomos até o meu armário, e depois ao seu. Que por uma, nada importante coincidência, ficava ao lado do armário de Blaine.

- Oi Kurt. – Blaine me deu um pequeno beijo.

E aquela sensação boa, de frio na barriga e do sangue gelado correndo nas veias, chegou com tudo. O tempo havia parado para aqueles meros segundos. Mas não se anime, foi apenas um beijo na bochecha.

- Oi Rachel. – E ele repetiu o gesto com Rachel.

O frio abandonou meu corpo tão rápido quanto chegou. Talvez eu tenha mentido, ou ocultado alguns fatos. Blaine escolheu a companhia de Rachel, não a minha. Eles começaram a conversar e seguiram o corredor, eu fui na direção oposta.

Não estou reclamando nem nada, apenas isso. Blaine prefere Rachel. O culpado sou eu. Antes de ter sonhado com tudo isso devia ter verificado se ele era do mesmo lado que eu. Uma triste realidade.

Graças aos Céus as aulas passaram rápidas e logo eu estava no refeitório. Hora do almoço. Hora da liberdade limitada. Escolhi uma mesa mais ao canto, longe da confusão rotineira. Porém minha tranquilidade durou pouco, logo Rachel estava ali também.

- Não vai comer de novo? – Ela me olhou séria.

- Não estou com fome. – Respondi.

- Kurt, você não está comendo direito. – Ela sentou ao meu lado. – Pelo menos um suco? Um pouco só?

- Não quero, Rachel, obrigado. – Peguei o celular.

- Kurt Hummel. – Ela tirou o celular de minhas mãos. – Qual o problema?

- Só que... – Ela pegou a minha mão.

- Pode confiar em mim, como sempre fez.

- Estou nervoso com as audições para NYADA. – Disse rápido.

- Isso é um mal que compartilhamos, meu caro. – Ela começou a comer.

- É tão torturante. – Suspirei.

- É. – Ela me olhou. – Vamos ao Lima Bean hoje?

- Não sei. – Afundei na cadeira.

- Tudo bem, vamos direto depois da aula. – Ela se voltou para a comida mais uma vez.

- Eu disse “não sei”. – Encarei-a risonho.

- E eu disse que vamos. – Ela riu.

Logo depois disso Blaine chegou, e como sempre eu fico envergonhado demais para conversar com ele. Portanto, o vejo falar sobre as aulas, sobre seu irmão, Cooper – que por acaso era o homem moreno que estava com ele na primeira vez que o vi. Aquele que o chamava de “Blainey” -, e sobre musicais. Tudo bem, ele tinha muito jeito. Não tinha como ele ser hetero.

Como disse antes, era uma liberdade limitada, portanto, hora de voltar às jaulas, quero dizer, salas. Dessa vez minha aula era com Rachel, ou seja, nada de aula. Passamos a hora inteira da aula de história falando sobre assuntos aleatórios. O que foi bom.

Quando finalmente o sinal tocou e estávamos prestes a sair da sala, uma voz ecoou:

- Sr. Hummel e Srt. Berry. – A voz grossa e severa do professor me causou arrepios.

- Sim? – Me virei para ele.

- Quando é que ambos irão prestar atenção nas minhas aulas? – Ele se levantou da cadeira e deu meia volta na mesa.

- Mas nós presta... – Rachel começou.

- Por favor. Eu não sou surdo. Ouço vocês conversando sobre tudo nas minhas aulas. – Ele tirou os olhos e nos encarou. – Olha, sei que história é uma matéria entediante quando não se sabe aprecia-la. Mas se não passarem a prestar atenção nas aulas, irão mal na prova. Sem boas notas. Sem New York.

- Mas temos notas boas. – Disse.

- Tem, claro que tem. Mas a conversa se tornou mais frequente. Hoje nem vi abrirem seus cadernos. – Ele suspirou. – Não quero ter dois grandes alunos presos aqui no ano que vem. Se esforcem mais.

- Iremos. – Disse Rachel.

- Podem ir. Até a próxima aula. – Ele repôs os óculos e sentou.

Quando saímos da sala de aula os corredores já estavam em parte vazios. Rachel tinha o rosto preocupado. O professor soube pegar o ponto fraco da pequena “Sem boas notas. Sem New York.”, e eu sabia, que a partir de hoje, minhas aulas de história estariam completamente arruinadas.

Mais uma aula antes da liberdade completa. E dessa vez, completamente só. Nem Mercedes não estava na minha aula. Quem mandou escolher Francês. Mas por um lado, eu gostava desta aula. Na verdade, era uma das minhas preferidas. A professora Sr. Jones sempre dizia que o Francês abre mais portas que o Espanhol. Por ser uma língua não muito estudada, aqueles que a falam são muito respeitados. Com isso, me sinto importante perto dos demais.

O sinal soou por todo o perímetro da escola. Era hora de ir para casa. Ou melhor. Hora de ir ao Lima Bean.

- Kurt! – Ouvi a voz de Blaine atrás de mim.

- Oi. – Disse abrindo o armário.

- Viu a Rachel?

- Não. Mas vamos ao Lima Bean, então ela deve estar vindo. – Sorri e guardei os livros.

- Ah, você também vai. – Ele sorriu.

Eu já disse que era um sorriso brilhante? Sério, pareciam pérolas. Brilhavam de verdade.

- Hey meninos. – Ela finalmente chegou do nosso lado. – Eu não vou poder ir a Lima Bean.

- Tudo bem, vamos outro dia. – Sorri para ela.

- Não, que isso. Vão os dois. – Ela sorriu.

- Por mim tudo bem. – Disse Blaine. – Vamos, Kurt?

- Ah... eu... – Olhei para Rachel. – S-Sim, claro.

- Nos vemos amanhã meninos. – Ela lançou um beijo no ar e saiu.

Essa morena ia me pagar. Eu sei que não surgiu nenhum imprevisto. Estava tudo bem planejado para ela.

Você ainda vai me agradecer. – R.

Notas finais
Se tudo ocorrer bem, o próximo não demora. Porém não prometo nada.
Mereço Reviews? *O*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.