Garota Problema

13 Capítulo 13 — Extraordinária


Notas iniciais
Eu disse que era vapt vupt, voltei que nem deu tempo de vocês sentirem minha falta haha' Boa leitura! xD

Sua respiração saia com dificuldade, nada de coerente passava pela sua cabeça, a única coisa que ela sabia era que Edward Cullen estava atrás daquela cortina.

— Sai, sai. — Ela pedia em um sussurro, enquanto abraçava as pernas e balançava o corpo para frente e para trás. — Vai embora, senão vou chamar a polícia! Estou falando sério! — Gritou ao notar que ele forçava a entrada.

— Eu sei que está. Seu pai é o xerife se me recordo, não é? — Perguntou com um sorriso brincando nos lábios, ele não tinha noção do que a noite passada havia trago para a cabeça de Bella, ela estava perturbada. — Vamos, abra a janela, só quero conversar, não vou fazer nada.

Ela permaneceu em silencio. Não estava sendo covarde, estava sendo sensata.

— Vai embora!

— Você sabe que eu posso abrir essa janela se eu quiser, certo? Seria uma pena o dano, mas eu faço se for preciso.

Bella começou a chorar novamente.

— Por favor, vai embora, por favor. — Ela jogou as pernas para fora da cama e recuperou o celular no chão. Haviam cinco chamadas perdidas de sua mãe. — Vou ligar pro meu pai, não estou brincando.

— Só quero conversar. — Respirou fundo.

Ela havia visto muito na noite passada, ele precisava explicar para ela algumas coisas. Ele não tinha planos para que ela se envolvesse tanto em toda aquela merda, contudo, ao pedir que fosse vê-lo na noite passada, não esperava que James estivesse na estrada. Ainda estava puto de raiva pelo infeliz ter conseguido escapar. Mas ele teve sorte de seus amiguinhos, Victoria e Laurent, terem aparecido, porém na próxima ele não teria essa sorte.

— Deixa eu explicar o que aconteceu ontem, Bella, por favor.

Ela estava travando uma batalha interna, seu cérebro ordenava que seu dedo apertasse em “chamar” e seu dedo insistia em ficar parado.

— Vo-você pode explicar sem ter que entrar aqui. — Gaguejou e umedeceu os lábios, voltando pra cama. Temia que nenhum lugar, com exceção de sua cama, fosse seguro.

— Mas seria mais confortável eu estando ai dentro. Sabe, eu estou pendurado aqui do lado de fora e posso chamar a atenção.

— Ótimo. — Retrucou, assim teria testemunhas caso ocorresse alguma coisa.

— Bella. — Reprovou-a com o tom de sua voz.

— Você não está no direito de exigir nada, Edward. — Irritou-se. — Anda, diz logo o que veio me falar e vai embora.

— Eu te salvei ontem. De novo! — Subiu a voz uma oitava nas últimas palavras. — Um pouco de gratidão não te faria mal.

Talvez a raiva a tenha impulsionado para fora da cama, talvez tenha sido a adrenalina ou até mesmo o medo, ela não sabia dizer naquele momento, mas puxou a cortina, agressivamente, e destravou a janela, puxando-a para cima.

— Diz logo e vai embora, Edward! — Vociferou e ele se espantou um pouco pela atitude repentina dela.

Sem falar nada ele passou o corpo para dentro do quarto abafado. Ficou um pouco tonto, pois o lugar concentrava ainda mais o cheiro de sua garota problema.

Bella deu alguns passos para trás, mantendo-se a uma distância segura, seu celular estava em suas mãos, ela apertava o aparelho fortemente, como se pudesse descarregar tudo o que sentia nele.

— Você estava certa. — Ele começou, se mantendo perto da janela, o cheiro dela estava em todo canto e sua garganta queimava.

Não havia se alimentado o suficiente na noite anterior por conta de James, precisava de mais, teria que retornar essa noite para outra caçada.

Bella mexeu no cabelo, fazendo o aroma soprar em sua direção e ele prendeu a respiração.

Droga! Não iria aguentar até a noite. Estava morrendo de sede. Antes, ele não precisava de tanto sangue assim, mas depois que conheceu Bella... ela causava isso nele. Precisava de mais sangue para não ataca-la.

— Estava certa...? — Incentivou-o a continuar.

Edward pigarreou.

— Eu parei a van com a mão. — Ela não esboçou nenhuma reação, apenas ficou calada, aguardando o resto, pois isso ela sempre soube. — Eu consegui fazer isso por que...

— Você é um vampiro. — Sussurrou, interrompendo-o, as palavras ainda pareciam surreais e seu cérebro estava dando nó, suas crenças estavam abaladas.

Edward arqueou as sobrancelhas surpreso. Ok, ele sabia que ela era esperta, mas imaginou que não fosse descobrir tão rápido.

— É. — Concordou.

— Agora vai embora.

Ele semicerrou os olhos, dessa vez sentindo-se levemente ofendido.

— Não tem perguntas?

— Se eu tiver alguma eu olho no Google, agora dê o fora e nunca mais volte aqui.

Edward riu sem humor.

Google, Bella? Sério? Não se pode acreditar em tudo que se lê na internet.

Ela cruzou os braços sobre o peito. Aquela Bella destemida e sem filtro voltando aos poucos.

— É? Então você não precisa de sangue para sobreviver? Ou o Sol não te queima? Ou a água benta não te fere?

— Certo, certo, algumas coisas são verdades — levantou um dedo no ar —, mas nem todas.

— Por exemplo?

— Nem todo vampiro se alimenta de pessoas, Bella. Minha família e eu nos consideramos “vegetarianos” por nos alimentarmos apenas de animais.

Essa informação pegou Bella desprevenida.

— Ah. — Arqueou uma sobrancelha. — Isso não tinha no Wikipédia.

— Vou atualizar ele mais tarde. — Sorriu torto.

— Não me venha com esse sorrisinho. Você ainda é um vampiro, não me interessa se você mata pessoas ou coelhinhos. — Começou a se alterar. — Você é um vampiro. Isso não era pra existir. — Balançou a cabeça negativamente.

— Mas existe, Bella, e... — Ele se aproximou e automaticamente ela deu um passo para trás, mas já estava próxima demais da parede e acabou batendo a cabeça em um dos nichos que apoiava seus livros.

— Ai. — Ela gemeu de dor, sentindo seus olhos lacrimejarem. Institivamente ela levou sua mão livre até o lugar machucado na noite passada e ao olhar para sua palma notou o sangue. — Droga!

Edward inflou as narinas e suas presas surgiram, ele não pensava em nada, a única coisa que conseguia enxergar era o sangue a sua frente, ele não via quem era e não importava, sua fome era maior, sua sede era quem o guiava. O guiava para a veia jugular de Bella, que gritou ao sentir ser mordida, a dor a consumiu e a sensação do sangue sendo drenado de seu corpo era horrível, ela tentava se soltar, mas era como se sua vida estivesse abandonando seu corpo, estava ficando sem forças, sentia que aquele seria seu fim.

~*~*~

O corpo da garota estava sobre uma maca, ela estava mais branca do que o normal e sua pele estava gelada. Edward sentia seu coração apertado e uma súbita vontade de chorar tomou conta de seu ser. Ele não acreditava que tinha feito aquilo, sua mente rodava e ele se sentia a pior criatura da face da terra. Como foi capaz de fazer aquilo? Como foi capaz de cometer uma atrocidade daquelas?

Ele era uma vampiro, era isso que vampiros faziam, certo? Eles não eram chamados de sanguessugas nojentos atoa.

— Calma, Edward. — Carlisle tocou o ombro do filho. — Você cometeu um deslize, isso não vai se repetir.

— Como você sabe? Como? Eu... — ele olhou para Bella que agora recebia bolsas de sangue e soro, assim como outras medicações na veia. Carlisle havia saturado a cabeça dela no local onde havia sido golpeada na noite passada.

Ela não corria mais risco de vida, mas ainda estava muito debilitada.

— Eu quase a matei, você entende isso? Há anos eu não mato, Carlisle, mas ela... — colocou as mãos sobre os fios de seu cabelo acobreado. — Ela mexe de mais comigo.

Carlisle se desesperou ao ver o filho com Bella nos braços, quase sem vida, em seu escritório – no hospital –, mas rapidamente tomou a frente da situação e conseguiu estabilizar o quadro dela.

— Já liguei para Charlie, ele está vindo, eu expliquei que você foi até a casa dele para ver o porquê de Bella ter faltado a aula, ela abriu a porta e desmaiou, batendo a cabeça. — Foi fácil convencer Charlie dessa farsa, pois Bella estava doente e realmente fraca quando ele saiu para o trabalho, deixando-a dormindo. — Ela vai ficar bem, Edward, agora vá pra casa e se acalme. Charlie vai querer falar com você e — ele apontou para a camisa de Edward, suja de sangue —, bem, vá e se acalme, troque de roupa e retorne.

Edward assentiu, ainda abalado, mas acatou a ordem de seu criador, porém, antes, olhou para Bella uma última vez. Ela nunca o perdoaria, ela nunca mais iria querer olhar para ele e isso o machucava mais do que qualquer coisa.

~*~*~

Ao abrir os olhos Bella ficou confusa, não sabia onde estava e o que tinha acontecido, mas após alguns segundos lembrou-se do rosto de Edward, parecia um demônio, e... ele a mordeu! Ele a atacou! Ela se agitou na cama e um par de mãos tocou seu ombro, acalmando-a.

— Calma, filha, calma. Eu estou aqui, está tudo bem. — Charlie disse e ela o fitou. A compreensão atravessando seu rosto. Ela estava no hospital. Não tinha morrido e Edward não estava ali.

— O que aconteceu?

— Edward foi até nossa casa pra saber se estava tudo bem, já que você tinha faltado aula, você abriu a porta pra ele e então desmaiou. Bateu a cabeça e caiu em cima do porta retrato que quebrou e acabou cortando seu pescoço. — Lamentou e Bella passou a mão em sua jugular.

Ela ficou meio zonza por todas aquelas falsas informações, levou um tempo até se lembrar de como tudo realmente tinha acontecido e logo as lágrimas surgiram.

— Pai, por favor, vamos embora. Eu não quero mais ficar aqui.

— Calma, amor, você tem que ficar mais um tempo aqui no hospital e depois eu prometo que vamos pra casa. — Suspirou. — Droga, eu não devia ter deixado você sozinha, eu devia ter trago você para o hospital, desculpa, Bells.

— Não! — Começou a soluçar.

— Calma, filha. — Ele se levantou da cadeira e tentou reconforta-la.

— Eu não estou falando de irmos pra casa, estou falando de ir embora dessa cidade.

Charlie paralisou.

— Vo-você quer voltar pra Jackson?

— Não, não. — Balançou a cabeça negativamente. — Você e eu! Só nós dois! Vamos embora daqui, vamos pra Seattle, pra Port Angeles, não, não, talvez um lugar mais longe, um lugar com bastante Sol! Isso! Sol! Vamos para Phoenix.

— Arizona, querida? — Charlie estava confuso com toda aquela conversa. — Do que você está falando? Fica calma, vai ficar tudo bem.

— Não, pai. Por favor. — Ela estava desesperada.

— Calma. — Ele se sentou na beirada da maca e a puxou para seu braços. — Você está tremendo, querida.

— Por favor. — Implorou.

Charlie não entendia o que estava acontecendo com Bella, nunca a viu tão desesperada e nervosa em toda sua vida. Parecia outra garota. Ele até cogitou a ideia de que talvez tenha sido uma má ideia ter a trago para morar com ele, talvez não tenha feito bem à ela.

— Você quer voltar pra casa da sua mãe, Bella? Se você quiser eu não vou ficar chateado — mentiu —, tudo vai ficar bem, é só você falar e...

— Não! Minha mãe não quer mais que eu volte para Jackson, o plano sempre foi me tirar de lá para que a Chloe passasse a morar com eles. Eu a odeio! Odeio ela! — Aumentou o tom da voz e ele a ninou, sentindo a raiva tomar conta de seu corpo.

Como Renée teve coragem de fazer um absurdo desses com a própria filha? Ele ia ligar pra ela e ia falar umas boas.

— Eu sinto muito, Bells. Deus! Sua mãe parece louca.

Ela descansou a cabeça sobre o corpo do homem e o apertou como podia.

— Por favor, não faça isso também, pai, eu prometo que vou ser uma filha melhor.

Aquelas palavras quebraram o coração de Charlie.

— Meu amor, eu jamais faria qualquer coisa para te machucar. Você é uma filha extraordinária, se sua mãe não enxerga isso, eu lamento por ela e não por você.

Os olhos de Bella encheram d’água mais uma vez, seu pai a fazia se sentir bem e amada, seu pai de fato a fazia se sentir extraordinária.

Notas finais
Comentem, favoritem e recomendem que eu volto rapidão de novo! ♥ Espero que tenham gostado! Beijoos, bom final de semana e fiquem com Deus ;**