Garota Problema
19 Capítulo 19 — Então é isso que significa XOXO, Isabella?
Notas iniciais
A casa estava abarrotada de jovens que dançavam e bebiam por todos os cômodos. Os pais de Angela estavam fora então a festa estava totalmente fora de controle para a alegria dos convidados e terror dos vizinhos.
Bella conseguiu achar Angela na cozinha e logo foi lhe dando os parabéns e a entregando o presente.
— Obrigada por ter vindo e pela pulseira, Bella. — Angela a abraçou e sussurrou em seu ouvido. — Trouxe Edward, hm? — Bella riu e a abraçou de volta.
— Acho que vou me divertir. — Sorriu de canto e foi a vez de Angela rir.
— Essa é a ideia. — Alargou o sorriso e olhou de Bella para Edward. — Divirtam-se muito. — Frisou bem a palavra e se aproximou. — Os quartos de hospedes estão disponíveis. Usem camisinha. — E saiu cantarolando, recebendo mais convidados que não paravam de chegar, de fato ela convidou o colégio inteiro.
O casal trocou um olhar cúmplice e gargalharam. Mal Angela sabia que eles não precisavam de camisinha e nem de um quarto para fazerem o que planejavam fazer, mas foi bom saber daquilo.
Os irmãos de Edward também estava na festa, em dado momento Alice a puxou para o canto e as duas começaram a conversar sobre a roupa uma da outra. Ali nascia uma forte amizade, Edward tinha certeza. Emmett e Rosalie ficaram em um canto mais afastado, dançando e bebendo muito. Ninguém dançava tão bem quanto Rosalie, ela estava dando um verdadeiro show para os rapazes e Emmett não parecia nenhum pouco incomodado, pelo contrário, sentia-se orgulhoso e honrado de tê-la, pois sabia a sorte que tinha. Não demorou muito para eles usarem um dos quartos de hospedes – tomando todo cuidado para não quebrarem nada.
Alice e Jasper não ficaram para trás, beberam muito e arrasaram no Beer Pong. No fim da noite não subiram para um dos quartos, pois Jasper não sabia se conseguiria se controlar tão bem quanto Emmett.
Bella e Edward encheram os copos de cerveja e foram para a sala de estar, onde começaram a dançar conforme a batida da música. Bella ficou de costas para Edward e rebolou sobre seu membro, foi até os joelhos dele e subiu empinando. Os olhos ocres brilharam de excitação.
Não demorou muito para suarem e voltarem a encher seus copos uma, duas, três, quatro... céus, que numero vinha depois do 4? Bella já não sabia mais.
O álcool demorava um pouco mais para fazer efeito em Edward, então ele ainda estava sóbrio quando sua garota já cambaleava e ria em seus braços. Ele adorava estar com ela, adorava vê-la rindo enquanto tropeçava nos próprios pés ou quando o puxava pelo colarinho de sua blusa para lhe “roubar” um beijo.
— Ei, pessoal. — Eric chegou próximo dos dois e mostrou-lhes alguns baseados. — Querem? 5 dólares. — Bella bateu palmas de excitação e Edward revirou os olhos, rindo.
— Me dá dois. — Edward lhe deu uma nota de 10 e Eric lhe passou a mercadoria.
— Ah, eu te amo tanto! — Ela se jogou em seu pescoço e deu-lhe um beijo estralado na boca.
Ele sabia que era jeito de falar, mas sentiu seu coração a muito morto, viver outra vez com aquelas palavras, que Bella nem ao menos notara que havia dito.
— Vem, vamos subir. — Ele a puxou gentilmente pela mão e subiram os degraus.
Ele a jogou contra a parede do corredor e invadiu sua boca – precisava estar dentro dela. Rapidamente encontraram um quarto disponível e trancaram a porta.
No andar de baixo a festa tomava mais peso. A música fora aumentada e os jovens estavam descontrolados. Alguns nem se importaram em subirem para algum quarto, se pegavam no sofá, na cozinha, no jardim, sem pudor algum. A casa cheirava a bebida alcóolica e a maconha.
Edward retirou de sua jaqueta um isqueiro e acendeu um dos baseados, depois deu uma longa tragada e jogou a fumaça no rosto de Bella, que inalou o cheiro com gosto. Em seguida Edward lhe entregou o baseado e foi sua vez de tragar, ela jogou a fumaça no ar em forma de círculos e riu.
— Parece que alguém tem experiência. — Edward comentou subindo o vestido dela até sua cintura e abaixando a meia arrastão.
— Eu sou uma caixinha de surpresas. Sou uma garotinha má, lá no fundo.
Edward sorriu diabolicamente e retirou sua jaqueta e blusa.
— Que delícia. — Ele disse avançando em sua boca, empurrando-a em direção a cama.
Bella deu mais uma tragada e Edward outra. Ele puxou a calcinha dela e desceu seus beijos até sua intimidade, onde começou a chupar e lamber, invadiu-a com a língua e ela rebolou em sua boca, enquanto continuava a tragar. Seu corpo estava relaxado e sua intimidade escorria excitação. Gemia loucamente, enquanto Edward a levava ao céu quando seu ápice lhe alcançou.
Ele desfivelou seu cinto e abriu a calça, abaixando-a. Bella lhe entregou o baseado e sentou-se na beirada da cama, onde tomou entre as mãos, seu membro duro. Ela o colocou na boca e começou a suga-lo. Edward jogou a cabeça para trás e soprou a fumaça.
Bella fez garganta profunda nele e ele segurou seu cabelo com força, travando o maxilar. Se Bella continuasse naquele ritmo chegaria ao clímax ali mesmo, então tentou afastá-la, mas ela não permitiu, apenas apertou a bunda dele entre os dedos, fazendo o sorrir, e continuou a chupá-lo.
— Caralho, garota. — Rosnou e gozou na boca dela, que relaxou a garganta e tomou cada gota de sua excitação.
Edward se afastou, ofegante, e Bella lambeu os lábios, ele sentiu seu membro endurecer de novo com aquela cena. Rapidamente ele deu sua última tragada e, ao falar, a fumaça soprou no rosto de Bella.
— Você é fodidamente sexy, Isabella. — Ela tremeu com aquelas palavras.
— E você é fodidamente gostoso. Seu sabor. — Fechou os olhos, se deliciando com o gosto que ainda dançava em sua boca. — Hm, acho que estou viciada.
Ele sorriu, debruçando-se sobre ela e colocando o baseado em cima do criado mudo, em seguida puxou o vestido dela de uma só vez para cima e depois retirou o sutiã.
Edward chupou-os com voracidade e ela gemia seu nome como nunca antes havia gemido, aquilo era possível pois a música estava alta demais para alguém ouvi-los.
Ela abriu mais as pernas, recebendo-o. Edward subiu os beijos para a boca dela e aumentou suas estocadas.
Ambos gemiam e sentiam-se à beira de um abismo de prazer sem fim. Mas de repente a música parou e eles paralisaram ao ouvir as sirenes da polícia.
— Puta merda! — Bella empurrou Edward, que rapidamente se ergueu, subindo sua calça.
Infelizmente os vizinhos já não suportavam mais todo aquele barulho e como já passava do horário permitido de som alto, eles chamaram a polícia.
O que se ouviu a seguir foram vários gritos de adolescentes correndo desesperados, pois se fossem pegos alcoolizados e drogados não seria nada bom.
— Vamos, Bella. — Edward recolheu o sutiã dela do chão e colocou no bolso de sua calça, enquanto ela arrumava o vestido e subia a calcinha e a meia arrastão.
— Rápido! — Ela disse alarmada e ambos desceram as escadas às pressas, sem se preocuparem com o restante das roupas que ficaram jogadas pelo quarto como, jaquetas e a blusa do ruivo.
Edward poderia tirá-los dali em um passe de mágica, mas a casa ainda tinha gente e ele não podia ser descuidado desse jeito, então teve que correr com Bella – com os saltos sobre os dedos, descabelada e com um braço para fora da manga do vestido – ao seu lado e em uma velocidade humana, em uma maldita velocidade lenta e humana.
Sua condição não era muito melhor que a dela. Seu cabelo estava uma zona – mais do que o normal –, sua calça aberta, sem camisa e a boca vermelha.
Eles corriam pela calçada quando uma voz potente e muito familiar gritou:
— Parados!
Bella sentiu cada pelo de seu corpo se eriçar e na mesma hora paralisou no meio da calçada, assim como Edward, que engoliu em seco. Os dois viraram para trás e deram de cara com...
— Oi, pai. — Bella sorriu amarelo.
— Então é isso que significa XOXO, Isabella?
Bella tentou segurar a vontade de rir, pois a situação não estava muito boa para ela, mas a questão é que o efeito do álcool e do baseado ainda estavam presentes e ela riu descontroladamente.
— Estou fodida. — Disse entre risos.
Edward olhou para ela com cara de “você quer morrer, mulher? Se controla”, mas sua expressão só fez ela rir ainda mais.
— Onde está sua camisa Edward e — arregalou os olhos, não acreditando no que via — o que é isso em seu bolso, rapaz? — Charlie perguntou em choque.
Edward olhou para o bolso de sua calça e notou que a metade do sutiã de Bella pendia para fora. A morena olhou na mesma direção e riu ainda mais, apontando o dedo para Edward.
— Você também está fodido. — Gargalhou alto.
— Os dois! — Berrou apontando para sua viatura estacionada ao lado deles. — Entrem, agora! — Bella parou de rir na mesma hora e os dois rapidamente entraram no carro, no banco de trás, como dois marginais.
Charlie continuou do lado de fora, ele conversava com um policial. Ele não estava acreditando naquilo. Sentia suas mãos geladas e tremendo.
Ele estava em casa, dormindo, quando recebeu uma chamada de emergência sobre tráfico de drogas em uma festa. Céus! Nunca passou pela sua cabeça que sua filha estaria envolvida naquilo tudo e muito menos que Edward Cullen estivesse com ela e... Ah! Ele mataria aquele moleque insolente que ousou tocar em sua filha pura.
Argh! Agora nem tão pura! Que horror! Ele queria vomitar, vomitar em cima da poça de sangue de Edward Cullen.
Bella ligou o rádio da viatura – visto que naquela viatura não havia a divisória – e começou a dançar.
— Para com isso. — Edward desligou o som. — Meu Deus, você perdeu a noção do perigo? Cadê aquela Bella que morria de medo do pai descobrir sua verdadeira versão?
— Foi dá um rolê. — Disse olhando para as unhas e depois para ele, que a encarava com o cenho franzido.
— Droga, estamos perdidos. Eu sou imortal, mas sei lá, seu pai me olhou de um jeito que... — sentiu uma corrente elétrica, nada agradável, atravessar sua espinha.
De repente – de repente mesmo, pois nem Edward previu aquilo – Bella se jogou em cima dele e começou a beijar sua boca e depois pescoço. Ele a jogou para o lado.
— O que é isso, Bella?
— Você fica tão mais gostoso assim.
— Assim como? Aterrorizado?
Bella imitou o som de uma leoa e tentou agarrá-lo novamente.
— Sossega, mulher. Se controla. Agora não. — Tentou mantê-la longe, mas estava sendo impossível. — Para, Bella... — o “Bella” saiu em um gemido, pois ela apertou, eroticamente, seu membro que começava a dar sinais de vida. — Me desculpe, mas você pediu por isso.
Ela sorriu maliciosa, não tendo noção da situação em que estava e nem do que Edward estava prestes a fazer.
Ele apertou aquele mesmo ponto estratégico que apertou no segurança do colégio, fazendo-a desmaiar.
— Desculpa. — Pediu novamente, em um suspiro, e olhou para a janela da viatura.
Charlie o fuzilava com os olhos. Droga, Bella não podia estar mais certa: ele estava oficialmente fodido.
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