Games da depressão
1 Capítulo 1
Sansa, Arya e Bran Stark estavam celebrando a morte de Littlefinger tomando um bom vinho e assando alguns marshmallows na lareira enquanto o inverno havia definitivamente chegado. A pequena matilha de lobos tinha muito que comemorar pelo fato de estarem vivos até àquele momento, depois de todos os revezes que havia acontecido com a família deles, sem mencionar nas desgraças que enfrentaram. Agora estavam na velha Winterfell celebrando os dois segundos em que o mundo era bão, Sebastião.
“Quer saber da novidade?” Bran disse com o usual olhar distante que adquiriu desde que se tornou o corvo dos três olhos. “Jon está transando com Daenerys.”
“Sério?” As duas irmãs disseram ao mesmo tempo. Arya com algum ciúme e Sansa já calculava as implicações políticas e alianças.
“Estão continuando a velha tradição Targaryen de procriar entre família.” Bran continuou.
“Como assim?” Arya ficou intrigada.
“Não te contei? Jon na verdade é Aergon Targaryan, sobrinho de Daenerys. Oh, olha só, acabei de ver o esperma rompendo o óvulo. Serão trigêmeos. Três pequenos dragões.”
“Você está mentindo!” Sansa ficou descrente.
“Eu não minto.” Bran voltou a fazer a mesmíssima expressão blasé de cigano Igor.
“Puta merda, o que há na droga desse continente que as famílias vivem praticando incesto?” Arya reclamou. “Todo mundo trepa com irmão, pai, mãe, filho, filha nesse mundo? Incesto para os Targaryans é tradição de família. A Cersei teve três com o irmão gêmeo dela. Fala sério! Será que a nossa família é a única que presta?”
“Se essa é a tendência...” Sansa murmurou.
“O que você quer dizer com isso?” Arya voltou-se para a irmã mais velha.
“Se Jon é um Targaryan e vai ter três dragões com a platinada. Quer dizer que somos três, em vez de quatro, e que precisamos pensar em reconstruir a casa dos Starks aumentando o nosso número.”
“Você vai casar?”
“Não.”
Arya ficou com um embrulho no estômago em pensar na possibilidade.
“Você quer traçar o Bran?”
“Não vai rolar!” Bran disse com o mesmo ar profético. “Não são só as minhas pernas que não levantam mais. Além disso, eu vou entrar em transe no futuro próximo, vou voltar ao passado e me transformar no Rei da Noite para ser morto pelas mãos de Jon, com uma espada de vidro de dragão.”
“Putz, então o que vamos fazer? O nome da nossa família vai desaparecer?”
“O que vamos fazer...” Decidiu Sansa, a senhora de Winterfell “É que você, Arya, vai colocar um daqueles seus rostos de homem, de preferência um agradável de se olhar, vamos fazer um lobinho.”
“Mas... Sansa...”
“Oh, eu estou tendo uma visão!” Bran disse. “Vocês terão seis lobinhos e o primeiro deles vai se chamar Ned.”
“Estamos condenados.” Arya suspirou.
“Vista o rosto!”
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