Game Of Seduction
36 A Noticia ...
Notas iniciais
Destiny estava ficando cada vez mais preocupada com o silencio de Belial, mas sua preocupação foi substituída pela surpresa quando ele abraçou-a apertado com um largo sorriso no rosto.
— Eu sou o cara mais feliz do mundo! — ele sussurrou no seu ouvido, fazendo-a rir e o abraçar de volta.
— E eu a garota mais feliz do mundo — ela disse risonha, fazendo-o rir tambem.
Quando seus olhares se cruzaram largos sorrisos estavam em seus rostos, a felicidade reluzente nos olhos de ambos era revigorante, ambos os corações estavam acelerados e a camada de alegria era palpável em volta deles, mas então um alto estrondo foi ouvido no andar de baixo, assustando ambos. Belial rosnou enquanto de levantava e colocou sua box, olhando em seguida para Destiny, que terminava de vestir uma camiseta preta dele e colocar o pequeno short que estava jogado próximo a porta do banheiro, ambos se entre olharam antes de saírem do comodo as pressas.
No alto da escada eles podiam ver uma figura alta, vestindo um longo e justo vestido preto, a mulher logo os encarou, seus olhos variavam do vermelho ao negro sem parar, demonstrando uma furiosa gigantesca, logo eles se focaram apenas em Destiny, com uma sede de sangue gritando neles, Belial protetoramente colocou-se na frente dela, escondendo-a com seu corpo.
— O que esta fazendo aqui Lilith?! — ele rugiu e a mulher bufou.
— Tenho assuntos a tratar com a pirralha — seu tom de voz era desdenhoso e um sorriso horripilante surgiu no rosto dela.
— Não, você não tem nada a tratar com ela — ele disse baixo, sua voz soando como uma ameaça.
— Ah, eu tenho sim, pra falar a verdade meus assuntos são com ela e a sua preciosa mamãezinha, que infelizmente não esta presente — ela cruzou os braços, olhando seria para Belial, ignorando totalmente o olhar assassino no rosto do mesmo — Vamos, deixe ela falar por si mesma!
— Esta tudo bem — sussurrou a rosada, saindo de trás dele e encarando a mais velha — O que quer comigo?
— Ora queridinha, você tem algo que me pertence — Lilith deu um sorrisinho desdenhoso.
— Tenho? — a rosada deu um passo atrás, desconfiada.
— É claro que tem! Sua mamãezinha nunca contou? — a expressão de falso choque que ganhou o rosto de Lilith fez com que Destiny franzisse o cenho, confusa.
— Me contou o que exatamente? — a voz dela soava hesitante.
O sorriso de Lilith tornou-se maior, mais cruel.
— Todos da sua preciosa família esconderam que você porta um demônio dentro de você, não seu lado Succubo, isso é o de menos! O demônio é maior , mais forte, mais poderoso — o sorriso dela se alargou e Destiny se encolheu, assustada — Ele é tão cruel e sanguinário, e mesmo assim você não notou a energia maligna em você — a risada dela era cruel e ecoou por todo o comodo.
Destiny deu um passo atrás, totalmente assustada com o que a outra dizia.
— Não! É mentira! Meus pais nunca mentiriam pra mim! — ela gritou, balançando a cabeça em negação.
— Lilith, vá embora! Fora da minha casa! — rugiu Belial, abraçando Destiny de forma protetora.
A mais velha riu de forma maligna e sumiu em uma nuvem negra, deixando o casal para trás...
~*~
Quando Destiny abriu os olhos demorou alguns segundos para recordar-se do que havia acontecido, o que lhe fez saltar da cama, sendo atingida por uma forte vertigem e forçada a se apoiar na parede com uma das mãos sobre o rosto, respirando fundo. Os cheiros ao seu redor rapidamente se tornaram nítidos, o aroma inebriante de Belial estava presente, assim como seu próprio cheiro, mas havia algo a mais, um aroma metálico e estranho, como se cheirasse a morte.
A consciência do que era aquele aroma lhe acertou como um forte tapa e seus olhos rapidamente focaram, o short que vestira anteriormente sumira e era possível ver uma longa linha escarlate lhe descendo uma das pernas, seus olhos marejaram enquanto outra vertigem a atingia em cheio, um único nome sendo sussurro por seus lábios enquanto a porta do quarto era aberta e a escuridão a cercada:
— Belial...
Ela viu uma silhueta grande e forte surgir rapidamente enquanto caia para o lado, perdendo a consciência em segundos.
~*~
Quando Destiny abriu os olhos deparou-se com um quarto totalmente desconhecido, era possível sentir o aroma doce de Belial por todo o comodo, mas ele não estava no quarto, tentou se levantar e quase perdeu o equilibrio, tendo q se apoiar com uma das mãos na parede, respirou fundo e então as memorias vieram como um tapa, fazendo seus olhos marejarem e soluços ecoarem pelo quarto.
Seus joelho fraquejaram e ela cedeu, caindo e desabando em um choro descontrolado, os soluços faziam seu corpo inteiro tremer enquanto ela negava com a cabeça, não querendo acreditar.
— Não... — sussurrou desolada, soluçando mais alto.
A porta foi aberta e rapidamente Belial estava agachado ao seu lado, a puxando para um abraço apertado, fazendo carinho delicadamente em seu cabelo.
— Hey pequenina, esta tudo bem... — sua voz era baixa e suave enquanto Destiny negava firmemente com a cabeça.
— Não Belial... Não esta... Nosso bebe... Ele... Ele... — ela estourou em soluços altos, que a faziam tremer violentamente.
Belial a apertou contra ele enquanto lhe beijava o topo da cabeça delicadamente, ela se agarrou a ele firmemente sem conseguir conter os soluços.
~*~
Destiny chorou por horas a fio agarrada a Belial, que nem por um único segundo deixou seu lado. Quando a rosada finalmente conteve o choro, ela se afastou e ele lhe secou as lagrimas delicadamente, beijando-lhe a testa suavemente.
— Não foi desta vez minha Pequenina, mas não significa que não possamos tentar outra vez, entende? Fique calma, vê-la assim me quebra — a voz dele era baixa enquanto lhe olhava nos olhos, segurando delicadamente seu rosto.
— Certo... Mas doí tanto... — os olhos dela voltaram a marejar enquanto sua voz se partia.
— Shii... Não precisa chorar, eu sei que doí pequenina, mas não chore — ele voltou a puxa-la para um abraço apertado enquanto a mesma assentia delicadamente, o apertando contra si.
— Não foi dessa vez né? — ela sussurrou baixinho.
— Sim... Não foi dessa vez... — ele sussurrou de volta, beijando delicadamente o topo da sua cabeça. — Mas acalme-se, vai ficar tudo bem agora...
— Certo... — ela falou baixinho, fechando os olhos.
Continua...
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