Galaxia Mortal
2 A Doideira Começa
Depois de mais um tempo chorando sozinha, decidi sair de meu esconderijo enxuguei as lagrimas, não queria que ninguém, conhecidos ou desconhecidos, me vissem chorando. Mas quando sai pensei que deveria ter errado de porta e sem querer entrado em uma sala de fãs do Jornadas Nas Estrelas. Acima de mim havia um céu escuro com varias estrelas e constelações que eu nunca vira antes, havia também há vários planetas perto de mim e longe e no meio deles vejo um que nunca pensei ver desse jeito, no meio de todos planetas há a Terra e não parecia ser uma pintura no teto e não consegui ver nenhum fio em cima dela. O chão era de um tipo de pedra amarela esverdeada de um tom intenso que me lembrava um marca texto escolar, olhei para os lados e não consegui ver um fim do lugar e parecia que não é uma sala dentro do shopping, do céu apareceu uma esfera de metal que veio para mim no meio dela apareceu uma imagem de uma mulher estranha, sua pele era azul, seus cabelos eram verdes e muito longos e lisos, seus lábios eram pálidos e ela usava uma roupa estranha prata de algo parecido com vidro. Ela deu um sorriso e começou a falar e percebi que sua língua era roxa e que seus dentes eram pretos.
- Seja bem vinda, Melissa Hion ao Galáxia Mortal, o mais famoso programa desse universo.
‘Eu não sei o que é isso, mas acho que não é um programa de culinária.’ pensei.
- O que é isso? — Digo picaretando tentando não parecer assustada.
- È o maior programa de desafios da televisão desse universo.
- Ok, essa parte eu já entendi, mas o que eu estou fazendo aqui? Como eu sai tão rápido do shopping? Quem é você? Que lugar é esse? E .... por que você é azul???
Ela olhou para mim como se fosse comum ela ver garotas como eu entrar em pânico, deu uma pequena risada.
- Oh, garotinha. Eu sou Kirda Kondax, sou azul por que sou do quadrante omicron, este é o lugar que você vai se preparar para enfrentar seu primeiro desafio, você foi trazida aqui com tele transporte e você esta aqui por que tem que salvar alguns de seus amigos e familiares.
- Espera ai, como assim “salvar alguns de seus amigos e familiares”?
- A cada mês nos escolhemos um ser de algum planeta você foi a grande escolhida deste mês no nosso programa, por um mês nos te observamos e escutamos cada conversa que você teve para descobrir quem seriam seus cinco prêmios.
- Prêmios?
- È assim que chamamos os seus sete conhecidos que participaram do Galáxia Mortal. E você vai salva-los.
- Ok. E o que exatamente eu tenho que fazer para salva-los?
A tela mudou e em vez de Kirda Kondax apareceu a imagem de seis planetas.
- Em cada um desses planetas há um amigo seu — explicou Kirda — você passara por vários desafios em cada um desses planetas e no final de cada desafio encontrara um de seus amigos
- E quem eu vou ter que salvar?
O rosto de Kirda voltou a aparecer na tela e ela deu mais um sorriso assustador.
- Então vamos descobrir quem são cinco prêmios dessa 12245° edição de Galáxia Mortal — a imagem mudou novamente, para uma foto da....- Roberta Enbrost-fiquei em choque e minha visão ficou embasada, mas mesmo assim ouvi muito bem os nomes que ela falou — Jack Fayni, Mari Onocki, Elizabeth Hion, Samuel Lavyn, Sabrara Marks e Steve Enbrost.
- Eu só posso perguntar uma coisa, senhorita Lirta?
- Hã... Primeiro: meu nome é Kirda e não Lirta. Mas pode perguntar?
- È que eu só queria saber se nesse programa pode acontecer...bom é...coisas tipo...morte?
Kirda deu um sorriso assustador.
- Oh, menina. Claro que sim, tem coisa mais divertida do que isso?- Kirda diz como se estivesse contando a maior piada do mundo, atrás dela ouso um turbilhão de risadas
- Sim, tudo é mais divertido do que ver pessoas morrendo — eu disse com raiva. — Quem em sã consciência acharia divertido ver pessoas morrendo?
Kirda olhou para mim como se eu fosse a pessoa mais ridícula do mundo.
- O universo inteiro acha queridinha. Isso não é de se apavorar tanto. — Kirda me respondeu seriamente.
- Serio!? — eu falei querendo matá-la.
- Sim, mas não se apavore, seu rosto não vai ficar com uma aparência boa em pânico na TV.
- Como assim na TV?
- Ah, eu não te contei estamos ao vivo — diz Kirda sorrindo e apontando com o dedo mandando para que eu me virasse. Quando me virei descobri uma câmera flutuando sozinha passei as mãos embaixo e dos lados e comprovei, ela estava flutuando totalmente sozinha. Me virei novamente e vi que havia varias dessas câmeras fantasmas me cercando, filmando cada movimento, cada expressam minha. Quando olhei para a câmera do meu lado esquerdo quase desmaiei de susto pois ela me falou:
- Calma, respire fundo e aja naturalmente, não grite.
Olhei para a tela onde estava Kirda e apontei como o dedo polegar a câmera.
- Como uma câmera esta falando comigo? Isso é impossível- digo tentando me acalmar pela trigésima vez naquele dia. Alguém falou algo do lado de Kirda em uma língua que pareceu mandarim para mim então ela se virou para mim com a boca aberta
- É verdade, eu já estava esquecendo estamos no mês 548, mês do participante da Terra.- ela falou rindo. — já estava confundindo tudo, é que eu esqueci totalmente, vocês são um planeta primitivo.
- Como nos somos primitivos?
- Bem... Como eu posso falar? A pouco tempo vocês descobriram o fogo.
Eu fiquei parada olhando para ela esperando que ela comece a rir de novo e falasse que é brincadeira mas ela não fez isso. Pelo que parece a Terra é vista pelo universo como um planeta primitivo.
- Tudo bem, querida mais alguma pergunta? — questionou Kirda.
-Sim ate que eu tenho uma.
Kirda bufou revirando os olhos.
- Esta bem, qual é?
- Eu vou lutar pela minha vida e pela vida de meus amigos de regata e jeans?
- Não, você vai usar as roupas que estão na mesa a sua esquerda.
- Como assim? Não tem nenhuma mesa aqui... — digo olhando constantemente para os lados e acho uma coisa que ou eu não tinha prestado atenção ou não estava ali. Há mais ou menos trinta metros minha esquerda havia uma mesa comprida de aço retangular cinza. Andei a mesa ela e encontrei uma caixa redonda de papel laranja. Eu tirei a tampa e vi uma camisa cinza de manga curta, uma calça preta, um tipo de coturno e um casaco longo de um couro macio escuro.
- Não se preocupe, nossos estilistas fizeram estas roupas, elas vão ficar muito bem em você. — disse Kirda pela televisão sem tirar o aterrorizante sorriso do rosto azul e batendo palmas e neste momento eu percebi, ela tem nove dedos em cada mão. Ela apontou para minha direita. — Muito bem agora vá se trocar, ali tem uma cabine para você mudar de roupa.
Olhei para a direção que ela esta apontando e descobri que aonde eu estava parada há um tipo de provador daquelas lojas chiques do shopping. Entrei e vesti a roupa, coloquei jaqueta, prendi meu cabelo em um rabo de cavalo alto e sai. Quando abri a porta vi que todas as câmeras fantasmas estavam me esperando para mostrar para os telespectadores como fiquei. Ouvi Kirda batendo palmas e falando de longe como eu tinha ficado adorável. Depois quando cheguei a minitelevisao flutuante, onde ela esta aparecendo ela apontou para minhas costas e falou:
- Ótimo, esta maravilhosa. Quer escolher sua arma agora?
- Eu vou ter que usar armas? — Perguntei me virando e vi que havia mais uma mesa de ferro igual a que estava minhas roupas, só que esta era amarela, um pouco distante de mim — Como é que vocês fazem isso?- eu disse andando ate a mesa.
- Isso o que? — perguntou Kirda
- Esse negocio de fazer coisas aparecerem em lugares, desaparecerem de outros — Digo olhando para o lugar que estava a mesa cinza e ela sumiu.
- Há, não é nada, é que nos temos parceria com uma companhia de marte.
- Mas não há vida em marte. O planeta não tem recursos, nenhum ser conseguiria viver naquelas condições. E pelo que eu sei, la é muito quente, qualquer um queimaria só de chegar perto de lá.
Comecei a ouvir risadas de todos lados, acho que eu disse algo errado, mas pelo que parece eu só estava falando coisas erradas nesse dia, na verdade tudo que estava acontecendo estava errado, nada deveria ser assim, nunca, todo mundo sabe essas coisas de ETs são apenas uma coisa que inventaram para vender filmes e livros. Eu não duvido que tudo isso seja tudo uma pegadinha muito bem feita por alguém bem engraçadinho e eu não faria surpresa se o cabeça de tudo isso fosse o Sam. Isso é uma coisa que eu tenho certeza que ele faria, mas eu não onde sei aonde ele acharia a tecnologia para fazer isso, quer dizer o rosto daquela mulher, a Kirda, aqueles planetas que estão no que parece ser o céu não parecem estar ser presos em algum lugar, eles parecem mesmo reais, parecem mesmo flutuando no espaço, essas câmeras a minha volta estão mesmo flutuando, eu comprovei na hora que eu notei elas, passando a mão pelos seus lados, então minha conclusão é e eu não acredito nessas coisas mas eu acho que estou mesmo sendo raptada por alienígenas. Eu não consigo pensar em nenhuma outra coisa resposta possível para isso, se eu poder chamar alienígenas de coisa possível.
Olhei para os lados e vi que todas as câmeras ainda estão rindo de mim e dentro da minitelevisao alguns ainda estavam
- Meli, todos os seres desse universo tem uma característica que o define, deixando ele diferente, você entende? — Disse Kirda
- Ok, eu já entendi isso, mas a Terra mandou sondas para marte e não encontramos nada ale de pedras, pelo menos foi isso que eu vi no noticiário da TV.
- Bem, como eu estava falando — Continuou Kirda — Cada ser tem a sua característica que o define e a característica dos marcianos é ser invisível. Que é uma característica maravilhosa.
- E qual é a sua característica?
- Bem... Não é uma característica maravilhosa como a dos marcianos, não é uma característica nada boa pelo menos eu acho.
- E qual é?
- Tem certeza que quer saber?
- Não — Respondi sinceramente.
- Bom, então vamos escolha sua arma.
Me virei e vi todas as armas que tinham na mesa, bom se isso possa ser chamados de armas, cada uma era mais estranha do que a outra e a maioria delas era muito pequena e uma delas, a mais estranha, me chamou mais atenção. Era parecida com uma presilha,eu peguei ela nas mãos acho que alguém que tinha estado antes ali deixou ela cair na mesa e percebi que havia um botão no meio dela achei que era apenas um enfeite, mas pelo menos seria algo para segurar a minha franja e conseguir ver direito. Comecei a movimentar as mãos para meu cabelo e sem querer apertei o botão na mesma hora um raio saiu da presilha passou muito perto do meu rosto e foi direto para uma câmera atrás de mim que saiu correndo e gritou para mim:
- Cuidado garota! Você não olha para onde atira?
Soltei a presilha na mesa com cuidado, pois não queria morrer.
- Desculpa — eu disse levantando as mãos e dando um pequeno sorrisinho.
Outra arma me chamou a atenção. Era uma cano de metal com o comprimento de um lápis mas era meio grosso, ela brilhava muito e tinha uma cor prata cintilante. Eu peguei aquele objeto esquisito nas mãos, ele era muito leve e eu tive um pouco de medo de quebrá-lo.
- O que é isso?
- É um bastão de Reianokunes é a arma mais simples do universo, tem certeza que vai querer usar isto?- perguntou Kirda com desgosto e eu acho que nojo também. Mas como eu sou boa em basebol, eu sei dar boas tacadas então usar um bastão ia ser fácil para mim.
- Sim, eu tenho certeza.
- Ok, então vamos começar,estou torcendo por você. Tente ficar viva.
- Beleza, obrigado eu acho.
Ela deu mais uma vez aquele sorriso assustador e fez uma despedida sacudindo as mãos, então sua esfera de metal saiu voando para longe junto com as câmeras e eu acho que com os câmeras mans também. E eu fiquei la sozinha, sem saber o que fazer. Eu não iria chorar já tinha chorado bastante no banheiro do shopping e sabia que em qualquer momento eu seria transportada e não queria que alienígenas me vissem com olhos e nariz vermelhos. Toda a galáxia rindo de mim, eu não agüentaria isso então eu apenas sentei e fiquei mexendo no colar que a Ro tinha me dado e fiquei tentando descobrir o que aquele símbolo significava. Era a coisa mais louca que a Ro tinha me dado dês do boneco vudu e por favor nem pergunte. Peguei meu celular e comecei a ver minhas fotos, todas as maluquices que eu tinha aprontado junto com o Sam e com Ro tantas trapalhadas, tantas brincadeiras quando éramos pequenos, de novo eu senti uma vontade gigante de chorar mas não consegui estava ocupada vendo uma das fotos preferidas minhas, a foto do meu pai me segurando no colo na frente da nossa antiga casa, ele era policial, duas semanas antes dele ser promovido a sargento ele foi morto por um bandido que tentava roubar um loja. Eu era muito pequena quando ele morreu, por isso não consigo nem me lembrar muito bem de seu rosto. Minha mãe sofreu muito quando ele morreu, ela nunca mais foi a mesma, ficava com medo de algo que ruim acontecesse comigo, achava sempre que nos estávamos em perigo, ela começou achar que nunca poderíamos confiar em ninguém e ate fez cursos de defesa pessoal.
Peguei aquele bastão extraterrestre de novo nas mãos e fiquei encarando-o, quem eu estava tentando enganar? Eu nem sabia como usar aquilo, como eu conseguiria sobreviver? como eu faria para que meus amigos sobrevivam? Eu não sabia como eles estavam, o que eles estariam sofrendo naquele momento. Todas aquelas duvidas estavam me sufocando e me deixando louca por respostas, então de novo fui surpreendida pela estranha forma que voava ate mim, a esfera de metal da Kirda. Ela veio ate mim e o rosto de Kirda apareceu sem seu sorriso medonho.
- Melissa, você esta bem?
- Estou, só estou com um pouco de medo.
- É normal. Disseram que seu planeta não prepara vocês para lutar, é verdade?
- A maioria das pessoas não são preparadas.
- Então você não sabia que poderia ser escolhida?
- Olha, eu nunca ouvi falar sobre esse programa, eu não sabia de nada disso.
- Entendo, eu não poderia fazer isso mas se você tiver alguma duvida ou apenas quiser conversar comigo é só apertar o botão do seu fone de ouvido.- pequei o fone de ouvido do meu celular e comecei a procurar o tal botão que ela tinha falado mas não achei.
- Desculpe mas no meu fone não tem nenhum botão.
- Claro, este é um fone pré-histórico não faz nada mais do que ouvir musica.
- Eu só tenho este fone e ele não é pré-histórico.
Kirda deu um sorriso simpático como se eu fosse uma criança, que estava contado uma piada boba.
- Todos no seu planeta são tão engraçados quanto você, querida?
- Não, a maioria é mais. E meu nome é Melissa e não querida.
- Ok. Já seu que fone é pré... Diferente. Pegue este aqui é bem mais novo. — uma pequena garra de metal saiu da esfera e colocou um anel transparente e um prendedor de cabelo no chão. Eu peguei a presilha e confesso que fiquei com medo de atirar mais um raio em mim.
- Essa presilha não solta raios como a outra, né?
- Presilha? O que é uma presilha? Isso é um fone de ouvido.
Eu já estava muito confusa e aquilo me deixou muito mais confusa ainda, se eu não tivesse sido tele-transportada ate um planeta deserto, falado com uma mulher azul com dezoito dedos nas mãos, visto câmeras fantasmas e ter falado com uma, eu teria ficado com mais pânico ainda.
- Ok, claro. Um fone de ouvido, eu sabia, mas me responde uma coisa. Por que tinha um fone de ouvido na mesa de armas?
- Por que fones aquele era o modelo defesa, esse é o modelo discreto.
- Modelo defesa? Modelo discreto?
- Sim, fones de ouvido tem sete tipos de modelo, isso não existe no seu planeta?
- Não mesmo.
- Ok agora va, seu primeiro desafio te aguarda.
Olhei para trás e vi uma porta roxa me esperando há meio quilometro de distancia da onde eu estava.
- Esta bem.
Coloquei a “presinha” no cabelo e o anel no dedo anelar da mão direita. Me levantei e segui me caminho para a porta de repente Kirda me chamou pelo monitor.
- Ah, querid... Melissa. Não morra, ok?
“Não morra”, “Tente ficar viva” ela sabia dar bons conselhos.
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