Gakuen Hetalia 2.0
6 Capítulo 6
A semana passou rápido. Seychelles tinha ficado amiga não só de Hungria, mas também de outras garotas da Classe Europa. Ela também tinha conhecido Inglaterra, América, Canadá, Rússia, China, Japão, Itália, Romano, Coréia do Sul, Taiwan, os bálticos, Portugal, Polônia e Alemanha. Além deles, ela se aproximou de Madagascar, um garoto parecido com ela, mas mais alto e com o cabelo bagunçado, e Zâmbia, uma garota de pele e cabelos negros e olhos castanhos.
Irlanda teve várias brigas com o seu irmão, com Inglaterra e com seus vizinhos, que faziam um barulho infernal, mas acabou se dando bem com Bélgica, Espanha e Finlândia. Quando não está com eles, ela está com seu irmão ou com Gales.
Omã finalmente conheceu Síria e percebeu que ela era pior que os rumores. Síria era uma pessoa fechada, de olhar penetrante e que cuspia as palavras. Ela usava uma abaya negra e um niqab também negro, transparecendo apenas seus olhos verdes como as estrelas de sua bandeira. Omã andava com Egito e Iêmen, agora tinha Síria também, mas ela procurava se manter em paz com todos na sala.
Vietnã pensava em como iria juntar os irmãos coreanos ao mesmo tempo em que tinha reencontrado muita gente conhecida na escola. Rússia, Lituânia, Cuba, Estônia, Hungria, Letônia, Ucrânia, Bielorrússia, França, Alemanha, Espanha, Prússia, Canadá e muitos outros, mas o que fez o sangue da jovem ferver foi ter reencontrado América. Ela quase o socou quando ele disse que ela estava bonita naquele uniforme. Ele não foi o único, todos os outros disseram isso também, o que a deixou irritada, mas com o loiro glutão irritante era diferente.
Elas tiveram certa dificuldade em se adaptar com o tamanho da escola. Eram corredores que levavam a outros corredores, atalhos e até mesmo passagens secretas nas paredes que serviam de atalho ou levavam a um atalho. O caminho era sempre indicado por Ártico e Antártida, isto é, se elas conseguissem encontrá-los porque eles poderiam estar literalmente em qualquer lugar. Omã já os encontrou no jardim e teve uma vez que Irlanda os encontrou no telhado quando ela tinha errado o caminho para o auditório.
Tirando um pouco o foco das protagonistas, o presidente do conselho estudantil, vulgo Inglaterra, junto com o vice-presidente, vulgo França, e América estavam concretizando seus planos de montar uma banda. Dinamarca tinha interesse em participar e após mostrar suas habilidades na bateria, acabou ingressando na banda.
Escócia era o editor chefe do jornal da escola e com ele trabalhavam Itália, Bulgária, Alemanha, Romano, Japão, Letônia, Uruguai, Bélgica e Samoa, uma garota de pele morena, cabelos castanhos escuros e olhos azuis como o mar e muitas vezes ela era transparente e quase invisível, mas escrevia ótimas matérias. O jornal era muito lido pelos alunos, também em uma escola como aquela, o que não faltava era notícia.
Notícias como essa: França acabou cantando Bélgica e o irmão dela, Holanda foi tirar satisfações com ele e acabou tendo briga no meio do corredor. O pior não foi isso, quem separou a briga foi a professora Assíria e ela não só puniu os dois com uma atividade extra como também puniu quem estava assistindo e passando pelo corredor naquele momento.
Os alunos foram divididos em grupos e tiveram que limpar um local diferente. Seychelles caiu no grupo de Ucrânia, Argentina e Islândia e teve que limpar uma das salas de aula. Vietnã e Omã estavam longe do tumulto, então se salvaram da limpeza. Irlanda passou no lugar errado e na hora errada. Ela teria que limpar a sala do diretor, que novamente não estava na escola, com Finlândia e Noruega.
- Mas que droga! – Exclamou a ruiva. – Nem aqui aquele maldito do França deixa de dar em cima dos outros?!
- Calma, Irlanda. Poderia ser pior. – Disse Finlândia tentando acalmá-la.
- Pior como?
- Não ouse dizer nada. – Disse um impassível Noruega dando um beliscão em Finlândia. – Quando alguém diz isso, o pior acontece.
Os três ficaram limpando por um bom tempo. Finlândia resolveu ligar o rádio e começou a cantar em sintonia com as músicas. Noruega queria acabar logo com aquilo para não ter que jogar algo em Finlândia e sumir com sua vontade de se matar. Irlanda tinha se acalmado e se divertia com o finlandês. Ela ria, sorria e gargalhava.
- Só você mesmo Tino. – Disse enquanto ria da performance dele ao cantar American Idiot.
- Hã?
- Para espantar o mau humor.
- Isso é bom. – Disse ele sorrindo. – Gosto de ver as pessoas alegres. Hei, por que você não canta?
- Não sei não, faz tempo que eu não canto com alguém me olhando.
- Não seja tímida, Emily. Você vai se sair bem.
- Espera vir uma musica boa, então.
Finlândia ficou um pouco pensativo sobre o que Irlanda queria dizer com música boa. Foi então que começou a tocar Halo no rádio. Irlanda apenas balançava levemente a cabeça na parte instrumental até que começou a cantar de forma lenta.
Remember those walls I built
Well baby they're tumbling down
And they didn't even put up a fight
They didn't even make a sound
I found a way to let you in
But I never really had a doubt
Standing in the light of your halo
I got my angel now
Ela começou calmamente, sem pressa alguma e depois começou a aumentar o tom de voz gradualmente, mas não muito.
It's like I've been awakened
Every rule I had you breaking
It's the risk that I'm taking
I ain't never gonna shut you out
Everywhere I'm looking now
I'm surrounded by your embrace
Baby I can see your halo
You know you're my saving grace
You're everything I need and more
It's written all over your face
Baby I can feel your halo
Pray it won't fade away
Ela aumentou ainda mais o tom. Sua voz era lírica, então dava para aumentar e diminuir as oitavas sem nenhum problema. Na verdade ela poderia cantar em um ópera sem nenhum problema.
I can feel your halo, halo, halo
Can see your halo, halo, halo
Can feel your halo, halo, halo
Can see your halo, halo, halo
Diminuiu algumas oitavas, mas tornava a aumentar ao final de cada verso.
Hit me like a ray of sun
Burning through my darkest night
You're the only one that I want
Think I'm addicted to your light
I swore I'd never fall again
But this don't even feel like falling
Gravity can't forget
To pull me back to the ground again
Retornou a aumentar um pouco a voz e continuou aumentando ao final de cada verso.
Feels like I've been awakened
Every rule I had you breaking
It's the risk that I'm taking
I'm never gonna shut you out
Everywhere I'm looking now
I'm surrounded by your embrace
Baby I can see your halo
You know you're my saving grace
You're everything I need and more
It's written all over your face
Baby I can feel your halo
Pray it won't fade away
Aumentou ainda mais a voz e aumentou ainda mais no final de cada verso, de forma gradual. Noruega não entendia como ninguém do lado de fora ainda não tinha entrado na sala. A voz dela atravessava paredes! Ela teve que diminuir o tom no último verso, conforme ordenava a música.
I can feel your halo, halo, halo
Can see your halo, halo, halo
Can feel your halo, halo, halo
Can see your halo, halo, halo
Can feel your halo, halo, halo
Can see your halo, halo, halo
Can feel your halo, halo, halo
Can see your halo, halo, halo
Halo, halo
Agora Irlanda cantava ainda mais alto do que na última estrofe.
Everywhere I'm looking now
I'm surrounded by your embrace
Baby I can see your halo
You know you're my saving grace
You're everything I need and more
It's written all over your face
Baby I can feel your halo
Pray it won't fade away
Ela aumentou mais algumas oitavas, sempre aumentando no final de cada verso, mas diminuía gradualmente a cada verso.
I can feel your halo, halo, halo
Can see your halo, halo, halo
Can feel your halo, halo, halo
Can see your halo, halo, halo
Can feel your halo, halo, halo
Can see your halo, halo, halo
Can feel your halo, halo, halo
Can see your halo, halo, halo
Os dois ficaram abismados com a voz da garota. Era algo que só se podia ver em ópera ou em alguns cantores líricos, uma voz que atravessava paredes e ecoava pelos cantos sem precisar de um microfone. Não devia ter ninguém do outro lado da porta e nos arredores da sala, essa era a única explicação que encontraram para ninguém ter entrado lá.
- Você foi incrível! – Exclamou Finlândia. – Emily, sua voz é linda e você canta muito bem!
- Você acha? – Perguntou a irlandesa corada com o elogio.
- Não só ele. – Manifestou-se Noruega. – Eu também achei.
- Lukas elogiando alguém?! – Surpreendeu-se o finlandês. – Corram para as montanhas, vai chover forte o mês inteiro!
Noruega revirou os olhos enquanto Irlanda ria da reação de Finlândia.
- Por que você não canta no microfone da escola? – Perguntou o finlandês desligando o rádio.
- Ficou maluco?! E se nos pegarem?
- Por favor. Você tem talento, compartilhe um pouco dele com todo mundo.
Finlândia fez uma carinha tão fofa que Irlanda não pôde resistir e aceitou, mas não antes de apertar-lhe as bochechas e abraçá-lo de forma que ele ficasse sem ar. Era uma amante de coisas fofas perigosa. Irlanda respirou fundo, ligou o microfone e começou a cantar novamente a música que tinha acabado de tocar.
A escola inteira parou para ouvir. Todos se perguntavam de quem era aquela voz. Cartago deveria estar furioso, mas não estava. A voz misteriosa o acalmou, tanto que ele pediu para Anglos, Germânia e Assíria não fazerem nada. Enquanto isso, Coréia Antiga estava na enfermaria conversando com Celtic.
- Coréia, você ouviu o que eu disse? – Perguntou a ruiva.
- Desculpe, Celtic. Eu estava prestando atenção em outra coisa.
- Na música, não é?
- Sim. O que você estava falando?
- Que essa é a minha garota.
- Mas eu pensei que sua filha não cantasse mais desde...
- Eu também. Quem sabe este não será um novo começo?
- Espero que sim. Só queria que fosse um novo começo para os meus também.
- Não devemos perder as esperanças, Coréia.
Um pouco antes de Irlanda começar a cantar, Irlanda do Norte tinha pegado de volta as anotações que emprestou a Lituânia. Assim que a música começou a ecoar pelo colégio, ele esperou um tempo até constatar.
- É a minha irmã!
- Como?
- Falo contigo depois, Liet.
Irlanda do Norte começou a correr e acabou trombando com Gales.
- Charlie, o que te deu na cabeça?!
- Desculpe Casey, mas eu estou sem tempo. – Disse se levantando e voltando a correr.
- Pode pelo menos explicar o que está acontecendo?
- Afterward! Anois, eu tenho algo para resolver! (afterward: depois em inglês; anois: agora em irlandês)
Quando a música acabou, foi então que todos estavam mais curiosos ainda. Irlanda do Norte entrou como um foguete na sala do diretor.
- Eire, era mesmo você que estava cantando!
- Tuais? Mas o que... – Ela não pôde terminar, pois foi abraçada pelo irmão em prantos. Noruega e Finlândia não entenderam nada.
- Você não sabe o quanto eu senti falta da sua voz. Você não canta desde... Você sabe.
- Tuais, precisamos mesmo conversar. Venha.
Ela conseguiu se soltar do abraço, segurou a mão dele e saíram da sala, deixando Noruega e Finlândia pensativos.
Vietnã estava nos jardins do colégio. O lugar não era dos mais bonitos e era meio sem vida. Por um momento, ela ficou apreciando a música, isso até América chegar.
- Ah, Viet, você está aí.
- O que quer, América? – Perguntou fria.
- Bem, eu queria saber por que você está tão distante.
- Eu não estou distante.
- Está sim. Bem, eu não te vejo andando com seus irmãos, você não fala com quase ninguém, senta perto do Coréia do Norte...
- Andou me espionando?!
- Não, eu só ouvi falar. Todo mundo está comentando. Eles sentem sua falta. Todos sentem a sua falta. Eu também.
- As coisas não são fáceis assim. Você acha que todos se esqueceram da Guerra Fria? Que eu esqueci?! Pode ter acabado, mas as cicatrizes que ela deixou ainda são visíveis. Há a incerteza se devemos ou não confiar uns nos outros de novo.
- Mas eu pensei que todos já tivessem se perdoado, inclusive você.
- Eu posso ter perdoado, mas nunca irei esquecer.
Vietnã saiu dos jardins em direção ao conjunto habitacional. Tudo o que ela queria era sentar, abraçar as próprias pernas e chorar, mas não faria isso na frente do americano. Ela o amaldiçoava por ser o causador da sua dor, embora ela o tenha vencido sem muitos recursos. Alfred ficou pensativo, foi então que ele decidiu, iria fazer Vietnã voltar a ser amiga dele e de todos. Seria um desafio e tanto, mas heróis não temem desafios e salvam as pessoas da escuridão, mesmo que seja da sua própria escuridão. Ele entrou novamente no colégio para se encontrar com a banda.
Irlanda saiu do prédio e adentrou nos jardins que de jardim não tinham nada. Ela se afasta do prédio, ainda puxando seu irmão pela mão, até entrar no pequeno bosque e parar debaixo de uma árvore. Era bem afastado e não teria viva alma ali, a não ser que quisesse morrer. Ela soltou a mão do seu irmão e o encarou.
- Tuais, você esteve chorando?
- Desculpe, eu não pude me conter. Faz tempo que não te ouço cantar. Foi desde que a gente brigou.
- Eu lembro. Logo depois nossos povos entraram em guerra e nossa amada ilha foi dividida em duas.
- Você queria sua independência, Eire, eu queria continuar com os outros.
- Você quer dizer, você queria continuar com o Inglaterra, na esperança de que ele te notasse, eu não queria me submeter às condições impostas.
- Mas mesmo assim consegui autonomia.
- É, mas se lembra do IRA, dos grupos separatistas e os de unificação?! De quanto tivemos que brigar tanto na minha luta pela independência quanto depois dela?! Do quanto você apanhou?!
- Mas Eire, se não fosse por tudo isso, não haveria acordos e negociações de paz entre nossos superiores e eles não nos deixariam continuar sendo irmãos mesmo depois de separados. Quando eu soube que poderia continuar a te ver sem deixar com que as brigas entre nossos superiores nos interrompessem de ser irmãos, eu fique tão feliz, mas mesmo assim você nunca mais cantou. Por quê?
- Eu não sei, falta de motivação talvez, ou talvez seja porque eu fico deprimida por saber que aquele tempo passou.
- Eire, eu cresci te ouvindo cantar e não te ver fazendo isso é muito triste, especialmente para mim. Posso não ser mais criança e até mesmo parecer egoísta, mas eu não quero que você pare. Quando eu era menor você cantava porque estava feliz ou porque estava triste.
- Eu lembro. Lembro também que eu cantava para você dormir, quando você estava triste ou quando a gente passeava por algumas das florestas.
Os dois sentaram no chão de costas um para o outro, apoiando as costas um no outro e em completo silêncio. Irlanda do Norte foi quem o quebrou.
- Eire, você promete que nunca mais vai parar de cantar? – Perguntou olhando para o céu.
- E por que eu faria isso?
- Bem, eu gosto de te ouvir cantar e acho que a escola toda também gostou.
- E se eu não quiser? – Perguntou em um tom mais infantil e provocativo.
- Nem se eu pedir, por favor? – Perguntou em tom infantil e brincalhão.
- Vai ter que fazer mais do que isso. – Disse em tom brincalhão.
- Nem assim? – Disse se virando para a irmã e fazendo uma cara fofa.
- Ok, você venceu, Norlin.
- Eire!
- O que foi, não era isso o que você queria ouvir?
- Era, menos aquele nome.
- Está bem, Norlin.
- Emily, você é muito má! – Disse fazendo biquinho.
- E você é muito fofo, Charlie. – Disse apertando as bochechas dele.
Realmente, eles brigavam, mas se entendiam. Enquanto isso, Finlândia e Noruega foram assistir aos ensaios da banda, que ainda não tinha nome. Foi quando Francis tocou no assunto que até agora não saiu da boca do povo: a voz que cantou no microfone do diretor.
- Ah sim, era a Irlanda que estava cantando. – Disse Finlândia.
- A Irlanda? – Perguntou Dinamarca.
- A voz dela é divina! – Exclamou França.
- A Hungria ruiva canta?! – Inglaterra quase caiu do banquinho em que sentou para descansar.
- Quem é Irlanda? – Perguntou América.
- Uma garota da nossa sala que quer matar o Inglaterra. – Respondeu França. – Ela é irmã do Irlanda do Norte e parece que não se dá muito bem com o Escócia também.
- Mas por que ela quer te matar? – Retornou a perguntar o americano.
- É uma longa história. – Retornou a responder o francês, visto que inglês estava quase surtando.
Notas finais
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A GF foi um momento de muita tensão e que mudou drasticamente o quadro mundial e a história de vários países. Uma das consequências foi a divisão da Coréia, tanto que Coréia Antiga foi retratada como uma mãe com a dor de ver seus filhos gêmeos separados.
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IRA é a sigla do Exército Republicado Irlandês. É um grupo para militar católico e reintegralista que tem como objetivo separar a Irlanda do Norte do Reino Unido e reintegrá-la a Irlanda, sendo responsável por vários atentados. Em 2005, o IRA teve que renunciar a luta armada e entregar suas armas.
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É, Noruega elogiando alguém pode ser o sinal do fim do mundo.
Foi um momento tenso e dramático, tomara que tudo melhore.
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