Notas iniciais
Pois é, o ano mudou e demorei muito a postar, mas eu mal conseguia escrever. Final de ano, férias e carnaval são uma loucura, principalmente quando seus interesses e os da sua família não coincidem. Mas aqui está um capítulo fresquinho.

O grupo já estava de volta ao hotel e cada um tinha arrumado algo para fazer. Romênia, por exemplo, arrastou Bulgária para uma sorveteia com Moldova e Timor Leste. O búlgaro só não discutiu com o romeno, pois aquela sorveteria tinha sorvete de iogurte e como o loiro estava pagando, resolveu aproveitar. Moldova e Timor Leste conversavam animadamente.

– E foi assim que fui mordida por uma moreia. – Disse a garota.

– Uau! Na Oceania tem mesmo muita coisa pra fazer.

– Nosso lema é sobrevivência ou morte. Se quiser, pode passar algum dia lá em casa. Vai ser divertido.

– Fratele, eu posso ir para a casa da Dani? Diz que sim, vai. Sim?

– Bem...

– Por favor!

– Só se você não se meter em problemas.

– Eba! – Gritaram os dois.

– Seu irmão e o amigo dele vão gostar de ir também.

– Samuil não é amigo do meu irmão, é o namorado dele. – Bulgária se engasgou com o sorvete. – É o meu cumnat.

– Isso é tão legal! Mas para ser cunhado não precisam ser casados?

– Fretele ainda não fez o pedido.

– Onde é que você mora mesmo, Dani? – Perguntou Vlad corado mudando repentinamente de assunto.

Enquanto Vlad estava na sorveteria, Matthew, Alice e Dick tinham chegado ao quarto deles. A garota estava feliz ao lado do namorado enquanto o irmão estava reunindo coragem. Talvez não tivesse outra oportunidade como aquela.

– Alice, preciso contar uma coisa.

– O que foi, teina? (teina: irmão em maori)

– Eu estou saindo com alguém.

– Com quem?! – Perguntou já com humor alterado.

– É o Ralph. – Disse reunindo o que restava da sua coragem.

Por um momento a morena congelou e depois fez uma expressão zangada. Os dois loiros entraram em uma espécie de pânico silencioso.

– Eu não acredito que ele foi capaz de uma coisa dessas!

– Alice, me deixe explicar!

– Dick, ele é o nosso irmão! Era dever dele não te fazer mal!

– Alice, ele não está me fazendo mal. Ele me faz me sentir bem e eu gosto quando ele me beija e até qando dorme comigo.

– Mas ele é o seu irmão!

– Não temos o mesmo sangue que ele. Você pode considerá-lo como um irmão mais velho, mas eu não o vejo assim. Eu o vejo como algo mais. Eu o amo, tuahine. Eu o amo da mesma forma que você ama o Matthie. – O neozelandês pegou a mão da irmã de forma carinhosa tentando fazê-la compreender.

– Mas vocês vivem brigando e competindo.

– É uma relação, Alice. Às vezes é inevitável brigar, você mesma vai brigar algumas vezes com Matthew, mas vão se acertar novamente porque se amam. É assim com Ralph e eu.

– Ele te faz feliz? – Perguntou ela cabisbaixa.

– Muito.

– Então é bom que ele continue te fazendo feliz ou nem a geografia e a fauna dele vão salvá-lo de mim!

Apesar da ameaça que faria qualquer homem sensato ter temores, Dick começou a rir. Sabia que ela era a mais protora de ambos e ela tinha bons motivos para não confiar seu irmão a qualquer um, especialmente depois da colonização. Ela se soltou dele, como sempre estava pronta para brigar e gritar, mas não o fez, ao invés disso o abraçou. Dick gostava de abraçar a irmã, apesar de não o fazerem frequentemente. Ela era parte dele, assim como ele era parte dela, talvez gêmeos fossem as verdadeiras almas gêmeas e da mesma forma como um podia completar o outro, um podia ser a ruína do outro, mas nenhum deles era especialista no assunto. Assim como Yong e Hyung e Feliciano e Lovino, Dick e Alice eram a metade, a graça e a ruína um do outro.

– Eu te amo, teina, e quero que você seja muito feliz.

– Eu também te amo, tuahine. Também quero que seja feliz. – A contragosto se desfez do abraço, pegou a mão dela e em seguida a mão do canadense, colocou a mão da irmã sobre a palma do canadense e a fechou. – Quero que a faça feliz.

Enquanto estavam conversando, Matt, Allen e Lihn foram atacados por Alicia. Os três se separaram e cada um foi para um lado. Era cada um por si. Matt, que era sortudo desde o dia em que pisou no mundo real, acabou topando com a praga em um dos corredores.

– Espere um pouco, você não estava atrás de mim? Como é que apareceu na minha frente?

– E isso importa? – Perguntou inclinando a cabeça para o lado sem piscar.

– Parece que não.

– Então por que faz perguntas das quais já sabe a resposta?

– Para ter certeza de que não estou enganado?

– Por que se enganaria, se todos os fatos apontam na mesma direção? – Seu olhar oscilava dele para a lâmina com a qual brincava.

– Os fatos importam para uma insana como você? – O sorriso da garota se alargou, arrepiando a espinha de Matt.

– Agora estamos chegando a algum lugar.

A garota avançou e ele se jogou para o lado, por pouco não sendo atingido. O canadense voultou a correr com a neozelandesa em seu encalço. Matt realmente odiava caçadores, ainda mais quando tentavam caçá-lo, mas tinha que admitir que tinha uma certa beleza no modo como Alicia perseguia suas presas. Cada encontro era uma nova onda de terror, cada corrida era mais desesperadora e cada vez que ouvia sua voz tinha que se controlar para não surtar, mas ao mesmo tempo em que isso o atormentava, fazia-o se sentir vivo como nunca antes se sentira.

– Devo estar perdendo a cabeça ou no mínimo ser masoquista. Não há outra explicação.

– Há sim.

Mal ouviu a voz e um espeto de cozinha foi arremessado em sua perna, fazendo-o cair devido à dor.

– Fear is life. Despair is life. Insanity is life. O medo nos faz vivos e o desespero de uns é o que torna outros vivos.

– Como sabia o que eu estava pensando?!

– Você acredita realmente que é o único? As presas não têm originalidade nas perguntas. – Ela se aproximou do espeto e o enterrou ainda mais fundo, fazendo-o gritar. – Está sentindo? É o seu instinto gritando por sobrevivência. Você tem medo de morrer! – Disse em um tom estranhamente alegre, como se tivesse ganhado na loteria.

Alicia arrancou o espeto da perna dele para em seguida fincá-la perto do pescoço dele, deixando um arranhão. Matt pegou a velha faca de caça que nunca usava em humanos e a golpeou entre as costelas. Alicia agarrou a mão dele que continha a lâmina, a retirou de si e saiu de cima dele. Enquanto Matt se agarrava a um aparador para se por de pé, Alicia tinha posto a mão no ferimento e agora fitava o próprio sangue nos dedos.

– I'm bleeding. I'm gonna die? – Perguntou com uma calma incomum. – That’s cool! – Exclamou com a animação de uma líder de torcida. – Faz muito tempo desde que vi meu próprio sangue pela última vez!

Matt estava branco feito papel, de boca aberta e olhos arregalados. A insanidade daquela garota não tinha limites. Ela parou na frente dele com um sorriso doce recheado da mais pura insanidade.

– Gostei de você. Vou te matar devagar.

– Chega de sangue por hoje, Alicia.

Com a mão que estava segurando a perna, ele a agarrou, a puxou contra si e a beijou. Novamente sentiu-se envolver pela loucura doce e viciante e misturava com a adrenalina que sentia. Ficou surpreso quando ela quebrou o beijo.

– Talvez eu te mate daqui a alguns dias. – disse brincando com o sangue que escorria do corte no pescoço do loiro.

– Como posso saber se não vai me matar antes disso?

– You can’t. – Ela começou a lamber o sangue que escorria do corte, deixando o loiro arrepiado.

– Talvez não queira me matar.

– Por que iria querer isso? – Perguntou parando o que estava fazendo.

– Desde quando você precisa de motivos para fazer ou não alguma coisa?

– É, talvez eu não queira. Mas só talvez. – Sussurrou a última frase no ouvido do canadense e retornou a lamber o corte.

– Eu devo ser mesmo masoquista. – Mumurrou para si mesmo, mas recebeu uma pequena risada da morena, que ouvira.

Muitos estavam procurando algo novo para fazer, alguns até comentavam sobre a confusão de apenas horas atrás, mas outros estavam mais preocupados com a conversa séria que teriam a seguir. Esse era o caso de Gales. Ele e Irlanda do Norte estavam no quarto e agora teria que dar explicações ao mais novo.

– Por que nunca me contou que dormia com o New?

– Isso é passado. Já faz séculos.

– Gostava dele?

– Charlie, por que insiste nisso?

– Eu quero que me diga a verdade por pior que seja. Não minta para mim, por favor.

– Você não entenderia...

– Esqueceu que eu sei de todo mundo com quem Scott e Arthur tiveram relacionamento no passado?!

– Não sou como eles.

– Casey, pode me contar. Eu não vou ficar bravo ou algo do tipo.

– Se é o que você quer, sim, eu gostava muito dele.

– Por que nunca me falou isso antes? Mesmo antes de nós... Você sabe.

– Você nunca entenderia, é novo demais.

– Não sou tão novo assim. – Disse cruzando os braços e fazendo bico, o que o galês achou fofo. Talvez se o provocasse, ele se esqueceria e estariam debaixo dos lençóis.

– É sim.

– Você deve achar que eu sou uma criança e que não sei de nada. Eu não sei muita coisa, mas eu sei bem o que é confiança. – Aquela frase foi um balde de água fria na estratégia do galês. – Você não confia em ninguém!

– Grahan. – Resmungou o dragão.

– Em ninguém além de Goch. Casey, você não confia em mim?

O coração do galês falhou uma batida. Não que não confiasse nele, apenas não sabia como reagiria a tais informações. Tinha medo, mas não sabia de que exatamente, apenas sabia que era medo, mas um medo diferente do que já experimentara na vida. Era não saber o porquê do medo que o irritava e pior do que senti-lo sem nenhuma razão aparente era admiti-lo e isso ele nunca faria.

– Eu só não quero te magoar. – Não era mentira, odiaria ter que magoá-lo algum dia.

– Você não me magoa quando fala do seu passado e nem dos seus relacionamentos. Você me magoa quando mente para mim e quando esconde as coisas de mim.

– Eu... Eu sinto muito.

– Então não esconda de mim. – Disse segurando a mão do outro, o que fez o galês corar. – Eu tenho idade o suficiente para saber que não sou o seu primeiro parceiro.

– Se é o que quer, é a verdade que você terá, mas não vá reclamar depois.

Casey começou a contar sobre todos os seus parceiros, sobre como fazia para encontrá-los sem muitas suspeitas e até sobre os encontros em si. Via o norte irlandês esbugalhar os olhos em uma narrativa e corar em outra, o que o fazia rir maliciosamente e soltar uma parte mais quente. Queria ver o quão assustado Charlie ficaria ao mesmo que achava as expressões do ruivo extremamente fofas. Parecia a época em que ele, Scott e Emily contavam histórias assustadoras para Arthur, ele principalmente por ser mais novo e mais corajoso para o macabro do que o irmão mais velho. Mas Arthur chorava, Charlie corava e não fazia menção de discutir. Quando terminou a narrativa, foi abraçado pelo mais novo. Novamente a maldita batida falhou.

– Obrigado. – Disse Charlie.

– Pelo que?

– Por ser franco comigo.

– Não está bravo ou com ciúmes?

– Por que eu estaria? Como você disse, isso é passado, está comigo agora.

– Sim. – Só não gostaria de se perguntar por quanto tempo.

– Agora eu sei que posso confiar em você. Estou aliviado por isso.

– Se confia em mim, pode me responder uma pergunta.

– A que você quiser.

– Você ainda gosta do Arthur?

O norte irlandês se separou do galês e refletiu um pouco. Como sabia que era um péssimo mentiroso, acabou tendo que dizer a verdade. Pedira a verdade ao outro, era isso que tinha que oferecer.

– Gosto, mas agora estou confuso.

– Confuso?

– Acho que estou amando os dois. – O galês petrificou por alguns instantes antes de retomar o fio da conversa.

– Chalie, você não pode ficar com os dois.

– Eu sei, mas é tão difícil... – Disse segurando o lugar onde ficava o coração. – Eu me sinto estranho com vocês dois, mas não da mesma forma.

– Não está sendo corente.

– Eu sei, mas o meu coração também não é. Eu amo vocês de formas diferentes, mas ao mesmo tempo eu não consigo entender bem o que sinto.

– O que sente?

– Como se meu coração estivesse em chamas. Com Arthur sinto como se não soubesse mais respirar, como se meu corpo travasse e não soubesse mais como se mexer.

– Isso responde a minha pergunta.

– Mas com você eu também me sinto como se estivesse em chamas, eu me sinto seguro, feliz e sinto que quero abraçá-lo e nunca mais soltá-lo, quero beijá-lo e nunca mais rompre esse momento, quero te fazer feliz mesmo que tenha que sacrificar muitas coisas, sinto que quero ficar ao seu lado e nunca magoá-lo. Meu coração vive disparando a cada contato físico que nós temos. Casey, você já se sentiu assim por alguém antes?

Casey estagnou. Sentir. Aquela palavra martelava em sua cabeça. Ele sabia sentir? Tinha lido que sentimentos eram causados por hormônios, se havia culpados em suas atrações eram os hormônios. Seria mesmo? Não saberia dizer, pois seu coração era desconhecido até mesmo para ele próprio. E se magoasse Charlie? Não queria pensar nisso, o medo o invadiria se pensasse nisso. Medo de que? Não sabia dizer.

– Casey, você está bem?

Casey mantinha os olhos bem abertos, não piscava e uma leve fumaça saía de suas orelhas. Logo a fumaça se intensificou e Charlie teve que correr porta a fora.

– EIREEEEEEEEEEEEEE!

Irlanda e Escócia estavam na porta do quarto quando ouviram o grito.

– Isso foi o meu irmão?

– Eire! Finalmente... Te achei.

– Charlie, o que houve?

– Como ele chegou aqui tão rápido? – Perguntou o escocês.

– O Casey... Vem!

O norte irlandês agarrou a mão da irmã e saiu correndo. Escócia teve que segui-los. Já no quarto, eles viram a gravidade da situação. Scott teve que arrastar Gales para o chuveiro e ligar a água.

– Parece que o computador deu curto de vez. – Comentou a irlandesa.

– O que aconteceu para ele ficar assim?

– Estávamos conversando...

– Charlie, faça o favor de ir direto ao ponto. – Ordenou Scott. – Tem mais um problema a caminho.

– Eu abri meu coração para o Casey e perguntei se ele já se sentiu assim por alguém.

– PUTA MERDA!

– Scott! – Reclamou Emily.

– O que foi? Você sabe que isso vai ser um puta problema!

– Eu fiz merda?

– Não, Tuais. Casey não sabe lidar muito bem com sentimentos. Ele pensa tanto que se esquece de sentir.

– Porra, mais um problema! Caralho! Esse é dos grandes!

– Por que o Scott está falando sozinho?

– Charlie, esse não é um problema fácil. Casey tem a mente afiada, mas seu coração é desconhecido até para ele mesmo. E Scott não sabe lidar com problemas sentimentais muito bem.

– Isso é culpa minha.

– Não se culpe por isso. Eles são Kirklands, uma hora ou outra iria acontecer algo assim.

Escócia ainda reclamava e invocava raios e demônios com a língua enquanto Gales ainda estava em estado de choque, apesar de estar todo molhado devido à ducha de água fria. Os irlandeses não sabiam como conseguiam aturá-los, mas os esperariam se recompor.

Enquanto o drama todo de Canadá e Zealand se desenrolava, Egito estava no quarto com Arábia. O saudita pressionava o egípcio contra a parede enquanto o beijava e o masturbava, além de penetrá-lo com os dedos. O egípcio era um vício, isso ele tinha que admitir. Gostava de provocá-lo, nesse momento beijava-lhes as costas enquanto o fazia se esfregar contra a parede. Assim que ambos atingiram o ápice, o maior beijou delicadamente o menor, se vestiram e saíram do quarto indo tratar de seus assuntos.

– Ele não quer mais te penetrar? – Perguntou Iêmen quando ele e Egito estavam na praia vendo as ondas.

– Fala baixo, Iêmen. E sim, é isso que você ouviu.

– E isso é um problema? Pelo que me lembro, da última vez você terminho com pedras de gelo no cu.

– Precisa me lembrar disso?

– Desculpe se a grossura do Arábia quase te deixou paraplégico.

– Também não foi assim!

– Não, você só não conseguiu sair da cama o dia inteiro. Ele só está fazendo isso porque não quer te machucar de novo.

– Eu sei, mas é difícil.

– Quem manda ter uma bunda tão pequena?

– Yusuf!

– O que foi? Sabe que é verdade. Para o Arábia é preciso ter uma bunda grande oupelo menos um cu largo.

– Eu só preciso me acostumar, só isso. Talvez se eu treinar com um cano...

– Gupta, você não vai enfiar um cano no seu rabo. Eu não vou deixar.

– Que tipo de irmão é você?! – Perguntou fazendo birra.

– Do tipo que te ama, mas que não apoia suas merdas. E pare com essa cara. Daqui a pouco aparece um pedobear e começa a te perseguir e você não sabe por quê.

– Eu não sou uma criança para atrair pedobear. – Disse sério enquanto cruzava os braços.

– Mas é fofo como uma quando fica emburrado.

– Por que eu ainda te considero meu irmão mesmo?

– Porque eu sou o único que coloca sua cabeça no lugar quando pensa em fazer merda, o único a ficar do seu lado mesmo depois que você se fode e o único que espanta o Turquia da sua casa

– É por isso. Tem visto a Omã?

– Somos da mesma sala e vizinhos, esqueceu?

– Não estou falando disso. Quer saber, vou te ajudar com isso.

– Gupta, não precisa.

– Eu não consigo mais te ver assim. Eu vou te ajudar a sair com a Omã e a pedir em namoro.

– Gupta!

– E nem adianta reclamar. Se depender de você, ela vai estar casa com outro cara e você se lamentando pelos cantos.

– Por que eu te considero meu irmão mesmo?

– Porque você me ama e não vive sem mim. – Disse em tom brincalhão.

– Ah claro. Não vivo mesmo sem você. – Sua voz estava carregada de ironia.

– Também te amo, irmãozinho querido.

– Vá à merda, Gupta. E eu sou mais velho que você!

– Não é mesmo.

Assim que a confusão acabou, Francis e Angelina tinham planos de se separar e cada um procurar pelos seus amigos, mas isso foi antes de verem um bando de italianos discutindo. Podia não ser tão importante assim, mas tinha uma garota entre eles, ela tinha cabelo castanho claro, olhos dourados e um ahoge. Era estranho, pois os italianos não discutiam com garotas.

– Vão parar com esse barraco! – Exclamou Angelina fazendo os italianos pararem de discutir.

– O que está acontecendo, mes ami?

– Eu não sei direito, mas o Feliciano sumiu, Luciano e Lovino estão preocupados e essa garota apareceu dizendo que era Itália. – Disse Flavio. – Se bem que ela lembra um pouco o Feli.

– Mas eu sou a Itália, só não sei quem é esse Feliciano.

– Mentira, meu irmão é o Itália! – Gritou Lovino.

– Como se chama, madmosele?

– Sou Itália Veneziana, mas meus amigos me chamam Felicia. Felicia Vargas ou Feli para os mais íntimos.

Todos os presentes arregalaram os olhos. Ela lembrava Feliciano, mas ao mesmo tempo não era ele. Afirmava com toda a convicção que se chamava Itália Veneziana, por que Veneziana e não Veneziano?

– Como a encontraram? – Perguntou Francis.

– Feliciano tinha ido ao banheiro, ele estava demorando muito, então abri a porta e ela estava lá. – Disse Lovino.

– E ele resolveu me procurar e tirar satisfações de porque eu vesti o irmão dele de garota. – Respondeu Luciano. – Só que eu não vesti! E ela é uma garota mesmo.

– Que macumba o Inglaterra fez dessa vez? – Perguntou a argelina.

– A Elizabeth está aqui? Isso só pode ser obra dela.

– Elizabeth? – Perguntaram.

– Elizabeth Kirkland, a Inglaterra. – Francis piscou os olhos algumas vezes, chocado. – Onde eu estou? Que lugar é esse? Eu quero a minha casa! Eu deixei a pasta no fogão!

– Acalme-se, ma cherrie.

– Francis, que cara é essa? O que está acontecendo?

– Eu não sei o que está acontecendo, mon ange. Mas precisamos dizer isso ao Escócia.

– Ao Escócia?

– Oui. E vocês quatro vêm junto conosco.

Finalmente, com o problema parcialmente resolvido, Escócia e Irlanda puderam ir para o quarto conversar. Casey ficaria bem, depois que saísse do choque, mas o assunto não podia esperar mais. Então o deixaram Charlie cuidando dele.

– O que você quer tanto me falar?

– Scott, eu me encontrei com Patrick no mundo dos sonhos.

– Você me contou isso.

– O selo deles também foi quebrado.

Os olhos do escocês se arregalaram e suas sobrancelhas se arquearam.

– O que?

– Arthur conseguiu quebrar o selo dele e da Scarlet. Scott, nossos Nyos também lutaram ontem, contra os seus 2Ps.

– Eu não estou gostando disso.

– Nem eu. Patrick me disse que tinha uma grande merda acontecendo, mas não me disse o que era. Tem algo muito estranho acontecendo sem a gente ver. Estou com mal pressentimento.

– Vamos ligar para eles e averiguar.

– Nós não deixamos o espelho que reflete o mundo Nyo no seu porão?

– Mas que merda!

Os dois ouviram batidas na porta e quando abriram lá estavam Francis, Angelina e os italianos. Eles contaram o que tinha acontecido, mesmo não sabendo o que Francis pretendia contando ao Escócia ao invés do Inglaterra.

– Porra, essa merda chegou até aqui! – Exclamou o escocês assustando aos outros.

– Não se preocupem com os ataques dele. Achamos que há algo errado acontecendo com o seu mundo, Felicia. Notou algo estranho ultimamente?

– Só que apareceu outra parecida comigo de nome Daisy, disse que era a minha 2P. Mas só isso.

– Isso foi no seu mundo?

– Sim. Foi antes de eu vir para cá.

– A gente quem que ir para o mundo Nyo agora! – Exclamou a irlandesa.

– Mundo Nyo? – Perguntaram os demais.

– Mas e Feliciano? – Perguntou Lovino.

– Se ela está aqui, seu irmão deve estar no mundo dela, o mundo Nyo. Isso é um pesadelo!

– Mas o que diabos está acontecendo?! – Resmungou Argélia.

– Uma merda grotesca. – Disse Escócia.

– O Mundo Nyo está em colapso, do contrário Patrick não pediria nossa ajuda.

– Está decidido, nós vamos ao Mundo Nyo.

– Vamos te levar var para casa, Felicia e trazer Feliciano de volta. – Finalizou Irlanda.

Notas finais
Nomes: Nyo Italy - Felicia Vargas, escolhi esse entre antos e Daisy foi para um evento futuro. Nyo England - Elizabeth Kirkland, eu gosto mais de Elizabeth do que Rose ou Alice, não sei, acho que ela tem mais cara de Elizabeth. # # # Pois é pessoa, vimos Matt masoquista e vimos que tem alguma coisa rolando no Mundo Nyo. Querem descobrir o que é e o que vai acontecer? Isso só será revelado no próximo capítulo de Gakuen Hetalia 2.0. Até lá.