Gakuen Hetalia 2.0
37 Capítulo 37
Finalmente as provas tinham acabado e as férias estavam para começar. Aquela semana maluca de stress, alianças inusitadas e paixões malucas foi-se com o vento. Alguns tiveram romances após esta semana, outros mal olhavam na cara um do outro.
Os alunos iriam para um resort na praia para enfim descansarem e curtirem as férias. Estava tudo planejado, as nações estavam arrumando suas malas e a seleção de quartos já tinha sido feita e seria anunciada no dia.
– Hei, Ártico. O que acha de mexermos um pouco na planilha dos quartos?
– Grande ideia, Antártida! Babilônia adiantou muito o nosso trabalho na semana de provas.
– Vejamos o que podemos fazer...
Ártico e Antártida passaram a noite mexendo na planilha. No dia seguinte, as nações subiram nos ônibus com suas bagagens e seus bichos e foram até o resort. Chegando lá, todos desceram dos ônibus e foram para a recepção. Enquanto o diretor e o vice registravam, os alunos podiam conhecer o andar térreo. Os alunos da Classe Oceania nem quiseram saber. Saíram correndo para a praia e se jogaram no mar de roupa e tudo. Os outros ficaram com os olhos arregalados e alguns fizeram o mesmo para comemorar o início das férias.
– Férias! – Exclamou Samoa.
– Praia! – Exclamou Palau.
– Oceano! – Exclamou Samoa Americana.
– Viva! – Gritou o resto da Classe Oceania.
– Agora é só curtir e relaxar. – Disse Niue.
– Niue, cadê nossas moedas Pokémon?! – Perguntou a classe inteira, menos Zealand.
– Moedas Pokémon? – Se perguntara os outros antes de começarem os murmúrios.
– Ah é. Eu trouxe, mas estou vendendo.
– Quem é Niue mesmo? – Perguntou Marshall.
– É o carinha do wi-fi grátis. – Respondeu Cook.
– Ah é!
Niue saiu do mar, voltou à recepção, abriu a mala e abriu um estande. O pessoal da Classe Oceania correu para comprar, assim como América e Canadá. Alguns curiosos foram ver do que se tratava.
– Tem Pokémons nessas moedas. – Disse Japão com os olhos brilhando e sacando dinheiro. – Quero uma de cada.
– Eu também, aru! – Disse China.
– Eu também! – Disse o resto do mundo.
– Nós também! – Disseram os outros hóspedes e funcionários do hotel.
– É hoje que o Niue fatura. – Comentou Zea para Kiwi.
Niue vendeu bem neste dia. Depois de serem registrados, Roma viu a planilha com a divisão dos quartos, dividiu os alunos e deu a chave do quarto para cada grupo. Os alunos forma deixar as malas em seus quartos antes de explorarem o lugar.
– Que bom que vamos ficar no mesmo quarto, Matthie. – Disse Zea animada.
– Fico feliz que esteja animada. – Disse ele.
– Vocês dois não vão transar enquanto eu estiver dormindo. – Disse New.
– Relaxa, Dick. Se a gente fizer isso, nós vamos para o banheiro.
– Preferia não ter dito isso.
– Por que não fala com Roma ou Cartago para trocar de quarto? – Perguntou o canadense.
– Nem pensar! – Esbravejou a neozelandesa. – Dick não pode dormir longe de mim! Ninguém mais sabe lidar...
– Alice, eu não vou mudar de quarto! – Disse ele rapidamente.
– Ok.
Eles abriram a porta do quarto e entraram. Era uma típica suíte de hotel, mas tinha uma cama Queen Size. Todos iriam ter que dormir na mesma cama. Para não ter confusão, Zea iria dormir entre os dois.
Em outro quarto.
– Vamos ter que dividir a mesma cama?! – Espantou-se Groenlândia.
– Green, se você quiser, eu posso dormir no chão. – Ofereceu Islândia, com os olhos arregalados, pois era a primeira vez que via Groenlândia falando mais alto que o seu normal.
– Não precisa. Hewie pode dormir entre nós, não pode, Hewie? – O lobo assentiu com a cabeça.
– E eu vou dormir aonde?! – Reclamou Mr. Puffin. – Porque dormir no meio com esse lobo eu não durmo!
– Vai ter que dormir na poltrona, Mr. Puffin. – Disse o garoto.
– É melhor do que dormir perto desse lobo. Sabe lá se ele é encapetado. – Hewie lançou um olhar congelante para a ave, que engoliu em seco.
– Vamos conhecer o lugar?
– Ice, eu não sei... Tem muita gente.
– Eu vou estar com você e você não quer ver a Alice de novo?
– Está bem. Vamos.
Em outro quarto.
– Só pode ser carma! Eu vou ter que dividir a cama com você, puto pervertido?! – Gritou Argélia.
– Angelina, se acalme.
– Me acalmar?! Da última vez que dormi com você por perto...!
– Eu sei e eu sinto muito por isso. Nós estamos recomeçando, não estamos, mon ange?
– Son ange é o caralho! E só por que resolvi te dar essa chance não quer dizer que eu tenha que dormir no mesmo quarto que você. Ainda mais na mesma cama que você.
– Angel, podemos dar um jeito nisso.
Em outro quarto, estavam Noruega e Dinamarca.
– Norge, o que foi?
– Já não bastava ter feito sexo com você e agora vamos ter que dividir a mesma cama?
– Hei, foi você que me beijou e começou com tudo aquilo.
– Ah, cala a boca!
– O que foi, Norge? Aquele dia não significou nada para você? – Perguntou sério.
– Não. – Mentiu.
– Você confessou que estava com ciúmes da minha irmã por eu passar mais tempo com ela ultimamente.
O maior pegou o menor e o prensou contra a parede. Noruega estava estático. O rosto do outro estava muito sério, coisa que só vira raramente.
– Qual é o seu jogo, Lukas?
– Eu não...
– Não adianta negar. Você gosta quando estou com você, ainda mais em uma situação dessas.
O maior colou o seu corpo ao do menor, fazendo-o corar. Ele colocou sua perna entre as do norueguês e começou a roçá-la, deixando o outro mais corado e um tanto animado. O dinamarquês selou ambos os lábios em um beijo profundo, onde ambas as línguas travavam uma deliciosa batalha. Alguém bateu à porta e ambos foram obrigados a se separar.
Eram Finlândia, Islândia e Groenlândia. O finlandês tinha encontrado o islandês e a groenlandesa no corredor e sugeriu que fossem conhecer o lugar juntos enquanto Suécia descansava no quarto. Os mais novos queriam chamar os irmãos e lá estavam eles. Dinamarca e Noruega teriam que deixar para mais tarde, agora tinham outros planos.
Em outro quarto, Vietnã estava quase tendo um ataque do coração.
– Eu vou ter que dormir na mesma cama que você?! – Gritou ela.
– Qual é o problema, Viet? Nós já dormimos juntos duas vezes. – Disse o americano na maior inocência.
– Pensei que o diretor tivesse feito a seleção por apartamento e não por algo aleatório! Isso parece ser obra daqueles padrinhos mágicos.
– HAHAHAHAHA! Padrinhos mágicos?! Viet, você deve estar passando muito tempo com o Iggy.
– Eu nem falo com ele!
– Então deve ter alguma coisa naquele chá.
– A Laos vai me torturar pelo resto da vinha vida.
– Vamos ver o lugar.
Sem que ela pudesse dizer algo, América a pegou pela mão e a puxou para fora do quarto.
Em outro quarto.
– Tenho certeza que é praga do Inglaterra! – Exclamou Irlanda. – Dividir o quarto e a mesma cama com você?!
– E acha que eu iria querer dividir com você? – Perguntou Escócia. – Eu queria dividir com a Ucrânia.
– Aff.
Em outra suíte, Iêmen tinha caído duro no chão quando descobriu que estaria em uma suíte de casal com Omã. Egito e Arábia Saudita, que ficaram com o quarto de duas camas em frente ao deles, viram a cena.
– De novo?! – Espantou-se Arábia.
– Sorte que nós islâmicos não usamos traje de banho para entrar no mar ou o Iêmen entraria em coma e nunca mais acordaria. – Comentou Egito.
– Gupta, Salah, o que eu vou fazer? Não posso ficar no mesmo quarto que Yusuf ou ele vai entrar em coma.
– Podemos trocar de colegas de quarto, se quiser. – Sugeriu o saudita, deixando o egípcio um pouco incomodado.
– Não seria melhor só trocar de quarto? Assim Yusuf não desmaiaria por termos que dividir a mesma cama.
– Sibila, Yusuf desmaiou quando te viu sem hijab. Vocês podem não dividir a mesma cama, mas não impedirá com que ele te veja de pijama ou sem o véu. Se achar melhor, você pode dividir o quarto ou com Gupta ou comigo.
– Vendo por este lado concordo com você, mas...
– Não se preocupe com as camas. Você pode ficar com o nosso quarto se quiser. Ou então...
– Ou então?
– Salib e Izira, melhor dizendo, Emirados Árabes Unidos e Qatar estão dividindo um quarto com duas camas de solteiro. Se quiser, pode pedir a eles para trocar com você.
– Jordânia e Síria também estão em um quarto assim. – Lembrou o egípcio compreendendo a intenção do outro. – Você pode dividir com a Jordânia e deixar o Iêmen com a Síria.
– Acho melhor não, Gupta. – Pronunciou o saudita. – Jordânia tem a responsabilidade de uma adolescente mimada. Omã vai virar babá dela.
– Bem lembrado. E não adianta colocar Síria com ela, pois não acho seguro dividir o quarto com Síria. Estou dizendo isso porque já tive que dividir o quarto com ela quando nos aliamos e não foi uma experiência muito boa.
– Talvez eu peça para dividir com Qatar e evitar trazer problemas a Yusuf.
– Você não traz problemas, Sibila. – Disse o saudita de forma paternal. – Yusuf precisa de tempo para se adaptar, só isso. Deve ser novo para ele.
– E é. – Comentou Egito. – Uma vez mostraram uma revista de mulher pelada para o Iêmen, ele ficou com a mesma cara inexpressiva de sempre. Outra vez, nos arrastaram para uma boate de strip, foi a mesma coisa. Já mostraram pornô que só tinha homem, foi a mesma coisa. Iêmen tem a sensibilidade de uma pedra e usa a mesma expressão vazia como se o que estivesse vendo não fosse nada de mais.
– Tipo um robô?
– Sim, mas é um robô virjão.
Em outro quarto, estavam Ucrânia e Estônia.
– Olha que cama enorme! – Exclamou a garota deitando de qualquer jeito.
– É, mas eu pensei que eu ia dividir com Toris e Ravis e você fosse dividir com a Natalya.
– Devem ter mudado de última hora. Assim nós conversamos melhor e conhecemos gente nova. Garanto que Natalya deve estar se divertindo agora.
Em um quarto com três camas de solteiro.
– Aff, eu tenho que dividir com vocês dois?! – Exclamou a bielorrussa. – Eu queria dividir com o meu irmão.
– Hei, eu também não queria dividir o quarto com você! – Disse Polônia.
– Calma gente, nós podemos chegar a um acordo... – Lituânia tentava acalmar os dois.
– NÃO! – Gritaram os dois.
Em outro quarto do mesmo tipo, estavam Japão, China e Taiwan. Em frente ao deles estava o quarto de Macau e Hong Kong. Como ambos os quartos estavam com a porta aberta, eles podiam ver o que se passava no corredor e Coréia Antiga passava por ele neste exato momento.
– Hana?! O que faz aqui, aru? Eu pensei que...
– Eu trabalho na escola. Leciono na Classe Oceania.
– Hana, até que enfim eu te achei. – Disse Mongólia acabando de chegar.
China e Mongólia se encararam com grandes sorrisos amarelos e a tensão tomou conta do lugar.
– Mojin. – Começou o chinês.
– Yao. – Continuou o mongol.
– Fique longe dela! – Gritaram os dois partindo para cima um do outro e formando uma nuvem de fumaça.
– Esses dois nunca mudam. – Disse Coréia Antiga com uma gota na cabeça.
– Quais são as chances do professor vencer? – Perguntou Hong Kong.
– Nenhuma.
– Mas China é forte! Ele pode com ele! – Exclamou Taiwan.
– O Mongólia faz o Rússia se borrar de medo.
– Não vou nem perguntar. – Disse Coréia do Norte acabando de chegar com Coréia do Sul.
– HAHA! – Disse Mongólia vitorioso em cima do China. – Venci de novo.
– Quero revanche! – Gritou o chinês.
– Tudo bem. – Disse o outro com uma aura assustadora e abrindo um belo sorriso psicótico. – Mas antes eu tenho um encontro com a minha ex-esposa. – Disse abraçando a coreana de forma abobalhada e fazendo todo mundo capotar.
– Esse cara existe? – Comentou Hong Kong para si mesmo, mas não passou despercebido.
– Você tem que ser um pouco mais discreto, Kaoru, ou irei perder meu irmãozinho. – Comentou Macau.
Aquele papo de fraternidade ou irmandade dos asiáticos era algo que não afetava Hong Kong, mas Macau era o único que ele conseguia considerar como um irmão, mais até do que qualquer outra pessoa ou nação no mundo.
– Nem pensar! – Gritaram os gêmeos se agarrando à mãe e a afastando do mongol.
– Mas eu sou pai de vocês! – Japão, Taiwan, Hong Kong e Macau ficaram de olhos arregalados.
– Mesmo assim!
– Está vendo, eles preferem a mim. – Gabou-se o chinês.
– Nem você vai chegar perto da nossa mãe!
– Qual é!
– Eu ajudei a gerar vocês, vi vocês nascerem e limpei as bundas de vocês e é assim que tratam seu velho pai?! – Disse virando um chibi.
– Eu deixei vocês morarem comigo depois que sua mãe partiu, aturei vocês e é assim que me tratam! – Disse também virando um chibi.
– Nossa mãe é só nossa e de mais ninguém! – Viram chibis.
– Chibis! – Disse Taiwan antes de ter uma hemorragia nasal e cair para trás.
– Já chega! – Disse Coréia Antiga colocando um basta naquilo. – Filhos, eu agradeço a preocupação de vocês, mas mamãe sabe se cuidar muito bem. – Disse em tom suave para os coreanos. – Enquanto a vocês dois. – O tom era firme. – Eu não tenho tempo para aturar os ataques infantis de vocês. Era para estar com os outros professores no salão de eventos. Se me dão licença, tenho muito trabalho a fazer.
Coréia Antiga saiu de lá e andou pelo corredor até sumir de vista. Os quatro tinham voltado ao seu tamanho normal.
Em outro canto, duas rivais se encaravam.
– Grécia Antiga.
– Pérsia.
– Procurando algo?
– Só a Babina, a Asria, Sumena e Cadiana. Vocês as viu?
– Não. Só espero que essas quatro não estejam se enfrentando de novo.
– Não seria “brigando”?
– Não. Babilônia, Assíria, Suméria e Acádia não brigam, declaram guerra uma a outra. Foi difícil conviver com elas. Não sei como Abdul, Mohamed, Jocasta e Dahlia aguentam suas mães.
– Ainda bem que cuidei muito bem do Heracles.
– E eu do Niaho.
– Hei, meninas. – Disse Gália acabando de chegar. – Pensei que estavam no salão de eventos.
– Salão de eventos?
– Sim. Os professores e funcionários estão indo para lá. Vamos enfim iniciar nossas férias.
Em outro canto, estavam Roma e Cartago.
– Roma, tem um grande problema com essa relação de quartos.
– Deixa isso para lá. Estamos de férias.
– Deixa pra lá o cacete! Um dos seus netos está com uma das minhas netas.
– E qual é o problema nisso? Deixe as crianças se divertirem.
– Chama deixar seu neto pervertido e minha neta boca suja no mesmo quarto com cama de casal de diversão?
– Quem?
– França e Argélia.
– Isso vai dar uma merda do caralho!
Os dois saíram correndo rumo ao quarto dos netos. Quando chegaram ao corredor do quarto, viram França e Argélia com Seychelles e Chade.
– Ué, não era para vocês dois estarem se matando por dividirem o mesmo quarto? – Perguntou Roma.
– Já resolvemos o problema. – Disse França.
– Ele vai dividir com a Michelle e eu vou dividir com a Jade. – Anunciou Argélia?
– Quem é Jade? – Perguntou Seychelles.
– É o meu nome humano. – Disse Chade.
– Ah ta.
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