Gakuen Hetalia 2.0
55 Capítulo 55
Notas iniciais
A refeição acabou durando a tarde inteira e quando terminaram, já era noite e nem tinham começado a ver o que fazer. Foi então, que a cambada decidiu que resolveria a questão mais importante primeiro: onde o povo todo dormiria.
— Eu não tenho quarto para todos, nem mesmo se colocarmos quatro pessoas para dividir. – Disse Elizabeth olhando a extensão do problema.
— Sem problema, a gente se divide de oito em oito. – Disse Mina.
— Pra você é fácil falar, mas não tem cama para todo mundo.
— Forra o chão e dorme, ora. Se algum fresco quiser, pegue o futon.
— Mina, você por acaso dormiria no chão?
— Já dormi em lápides de cemitério e caixões sem forro. É a mesma coisa. – Disse ainda sorrindo.
— Tinha que perguntar. – Disse Elsa dando um olhar de repressão para a amiga.
— Eu sempre sonhei em pular o muro de um cemitério europeu. – Disse Sachiko.
— Se quiser eu te levo a um hoje mesmo.
— Ninguém vai sair dessa casa até resolvermos como mandaremos todos vocês de volta. – Sentenciou Scarlet.
Foi um grande falatório até decidirem quem dormiria com quem. Para não ter problemas, os irmãos foram postos juntos. No final, Américas dividiram com Canadá, Japãos com Chinas, Venezianos com Romanos, Portugais com Espanhas, Alemanhas com Prússias, Franças com Rússias, Noruegas com Romênias e Irlandas com Escócias e Gales. Os Inglaterras foram os únicos que ficaram sozinhos em um quarto, o da Elizabeth.
O quarto dos italianos tinha sido decorado por Flavio e Chiara com coisas bonitas que conseguiram encontrar pela casa.
— A Elizabeth não vai sentir falta dessas coisas? – Perguntou Feliciano.
— Ela nem estava usando mesmo. – Disse Chiara enquanto pendurava um quadro.
— Nem acredito que ela tenha esse tipo de coisa por aí. – Comentou Flavio. – Mas sabe como são os ingleses. Só sabem usar coisas velhas tiradas de algum filme de terror.
— Super concordo com o Flavio.
— Eu também super concordo comigo.
— Parecemos gêmeos da moda.
— Podemos até montar nosso próprio programa de moda algum dia.
— Me diz que isso é só um pesadelo. – Comentou Luciano.
— Bem que eu queria. – Resmungou Daisy.
No quarto dos ibéricos, Antonio, completamente bêbado, praticamente agarrava Afonso.
— Hermano!
— Ora, pois, Antonio, saia de cima de mim!
— Mas você tem um cheiro bom!
— Não diga tolices! – Completamente vermelho.
— Parece pastel de nata!
— É porque eu os cozinhei há pouco, ora, pois!
— NATAAAAAAAAAAAAA!
Isabel se jogou em cima de Afonso, assim como Antonio estava fazendo.
— Hey, ele é meu!
— Mas eu quero pastel de nata!
— Você acabou de comer! – Gritou o português.
— O pastel fala! Sempre quis um pastel de nata falante.
— Ora, pois, Isabel, largue meu Heta, sua bêbada dançarina de flamenco!
— Eu gosto de flamenco. – Comentou Andres.
— Pois, ora, Andres, ninguém disse isso! – Reclamou o irmão.
— Mas eu quero dançar flamenco!
— Toro! – Exclamou Carlota com um tomate em frente a Afonso. – Toro! Toro! Toro!
— Ora, pois, mas que palhaçada é essa?!
— Às vezes, minha irmã quando fica bêbada, acaba achando que é toureira. – Esclareceu Inês.
— Com um tomate?!
— Ela acha que touros gostam de tomates.
— Mas touros gostam de tomates. – Tornou a dizer Antonio.
— Se eu soubesse que ia ser assim, não teria deixado nenhum de vocês beber! – Sentenciou Maria Teresa.
No quarto dos franceses e dos russos, felizmente ninguém estava correndo pelado pela casa, ao invés disso, Fancine e Françoise fofocavam algo e riam como loucas, François dormia e roncava como um porco e Francis chorava feito um bebê. Os russos só observavam.
— Porque tivemos que dividir com eles? – Perguntou Viktor.
— Sei lá. Franceses são insuportáveis quando bebem. – Disse Anastasia.
— Mas eu gosto de quando a Françoise fica bêbada. – Disse Anya. – Ela fica mais divertida do que já é.
— Você e Françoise são amigas, da?
— Somos. Ela é a pessoa mais legal que eu conheço.
— Angelina!
— É a primeira vez que vejo Francis chorar assim.
— Melhor falar com ele.
— Melhor não. – Resmungou o 2P.
— Da, o que houve, Fran...?!
— A Argélia me odeia!
— Todo mundo sabe disso, da.
— E se eu ligar para ela e me desculpar?
— Mas ela não está em outro mundo?
— Nesse caso, vou roubar um foguete!
Nisso, Francis saiu dor quarto, determinado a encontrar uma saída e roubar um foguete.
— Alguém precisa ir atrás dele para que não se machuque. – Sugeriu Anya.
— Pode ir. – Disse a 2P Nyo dando de ombros.
— E vou, mas vou chamar reforço antes.
A loira saiu, deixando os outros três confusos. Enquanto isso, americanos e canadenses testemunhavam Allen apanhar de Ashley. Alfred assistia e torcia e Matthew mexia no celular.
— Matthie, o que está fazendo? – Perguntou Madeline.
— Estou tentando ver se consigo falar com a minha namorada.
— Você tem namorada? – Dessa vez, a pergunta partiu de Melanie.
— Kyaaahh! Matthie, está namorando! – Gritou Amelia. – Seu danadinho. – Finalizou com uma piscadela.
— Como se conheceram?
— Através de um buraco na parede.
— Não me diga que ela é aquela menina daquele filme de terror que aparece de um buraco na parede e mata todo mundo! – Amelia viajou na maionese.
— Você e a Alice se conheceram por causa de um buraco na parede?! – Pela primeira vez, o 2P estava surpreso.
— E essa é a parte menos estranha.
— Como fez para ela te notar? – Perguntou a timidamente a Nyo.
— Bem... Ela se parece comigo, ninguém a notava também.
— O que é estranho, já que ela é doida, bipolar e tem tendências assassinas e suicidas. – Comentou Matt. – Fora que a 2P dela é um amor de pessoa.
— Hei!
— Nós sabemos que é verdade, mas mesmo assim, ela te ama e fará de tudo para te proteger e cuidar de você. Então é bom cuidar bem dela e não romperem de novo. Como já disse, não tenho intenção de ficar no seu caminho.
— Eu sei, ela é muito importante para mim e espero que Alicia seja para você.
— Alicia só está comigo porque resolveu me matar por último. Não quero imaginar quando ela e Kuma se encontrarem.
Alguém bateu na porta, mas a essa altura Ashley já tinha acabado com Allen. Amélia atendeu e era Anya.
— Anya, o que foi?
— Aquele amigo deles, Francis, saiu do quarto querendo roubar um foguete.
— Dude, isso não é sério. – Riu Alfred.
— Ele está bêbado e mencionou Argélia.
— Al, é melhor irmos atrás dele antes que se machuque. – Sugeriu Matthew.
— Mas e a sua namorada, Matthie?
— Posso tentar ligar para ela depois.
— Não. Eu vou com o Alfred e a Anya achar o seu amigo, você fala com um dos ruivos se tem como ligar para o seu mundo.
— Faça isso, Matthie. Vocês acabaram de se reconciliar e já está em missão. Deixa o herói cuidar disso!
— E a heroína também!
Alfred e Amelia saíram com Anya e Melanie e Matt decidiram ir com Matthew até Escócia e Irlanda, não importava qual deles.
No quarto onde se encontravam os asiáticos, ficou decidido que as meninas dormiriam na cama e os meninos no chão.
— Já falei que tentáculos são melhores!
— Não, só o puro yaoi.
— Yuri é mais fofo.
— Gore é melhor.
Os japoneses discutiam qual era o melhor estilo de mangá para poderem escrever juntos. Já os chineses possuíam gotas enormes.
— Do que eles estão falando? – Perguntou Yao.
— Seja lá o que for, estou limpo demais para essas merdas. – Respondeu Jin.
— Não acredito que seja um viciado em ópio! – Ralhou Xia-Lin
— Hei, vocês quatro! – Chu-Yan conseguiu chamar a atenção dos japoneses. – Ao invés de ficarem discutindo sobre o que vão escrever, juntem tudo isso em um só mangá! Assim nos poupam traumas e dor de cabeça!
O quarto mergulhou em um silêncio constrangedor. A cara dos japoneses e a dos outros três chineses por pouco não foi ao chão. Foi Sachiko quem quebrou o clima tenso.
— Ela tem razão. Isso pode dar certo.
— Aí nós vendeomos para quem tem mais de 21 anos! – Disse Kuro com uma ideia brilhante.
— Por onde começamos? – Perguntou Kiku.
— Vocês dois fazem a mágica e eu e Kuro vamos vendo quando poremos tentáculos e gore.
— Não é uma má ideia. – Concordou Sakura.
— Bem que o Escócia e a Irlanda avisaram sobre a sua Nyo ser mais macho que você.
— E eu achei que fosse só uma brincadeira.
Enquanto os japoneses trabalhavam a todo vapor no mangá, os Escócias, Irlandas, Gales e Magic Trios estavam no porão fazendo inúmeras pesquisas. Os Irlandas do Norte só observavam a cena sem nada para fazer.
— Isso não é justo. – Reclamou Charlene.
— Você não sabe usar magia?
— Scarlet, Elizabeth e Cassandra tentaram me ensinar, mas não levo jeito.
— Meus irmãos também tentaram, mas minha última esperança é aprender com a minha irmã. Talvez com você também seja assim.
— O que te faz pensar isso?
— Há uma chance de que a configuração da minha magia seja a mesma da dos Rosemond.
— Existe isso?
— Lukas que me ensinou e Eire ficou de me ensinar, mas aconteceram tantas coisas que nem tivemos tempo.
— Eire nunca me disse isso.
— Charlie, pode vir comigo um segundo? – Perguntou Emily se aproximando dos dois. – Preciso ir a despensa encher esse povo de cafeína e não posso trazer tudo sozinha.
— Posso ir também?
— Pode.
Os três foram para a despensa. Irlanda entregou o saco de café para norte irlandesa.
— Charlene, pode levar o café para a cozinha e nos dar licença por um momento? Nós precisamos realmente conversar.
— Está bem. – Respondeu hesitante.
Assim que a norte irlandesa passou pela porta, a irlandesa a trancou e se aproximou do irmão.
— Está bem, o que está acontecendo?
— Como assim?
— Charlie, não minta para mim. Aconteceu alguma coisa para estar com essa cara.
— Não tem cara nenhuma, essa é a minha cara.
— Você não tem ideia do quão transparente é. – Pegou a mão dele. – Pode me falar. Está tendo problemas com Gales, não está?
— Está tão na cara assim?
— Foi um chute. O que há entre vocês dois?
— Nós conversamos, você sabe, quando a cabeça dele pegou fogo.
— Sim.
— Eire, e se acontecer de novo? Digo, e se pegar fogo de novo? E se ao invés disso ele ficar bravo ou magoado comigo?
— Quer desistir de tudo o que conseguiu até agora?
— Não, lógico que não, mas... E-Eu... Eu só... É tão confuso!
— Vem cá. – Pediu o puxando e o envolvendo em um abraço. – Calma, respira fundo e exlique para mim. O que é confuso?
— Como alguém conseguer ser tão pragmático e não saber sentir. Eire, eu quero desvendar o que se passa no coração dele, mas se eu fizer isso, ele... Eu tenho medo do que pode acontecer.
— Tuais, você está muito nervoso. Vai lá para cima, descanse essa cabecinha, respire fundo e tente se acalmar. Deixe que eu cuido disso.
Irlanda destrancou a porta e empurrou o irmão para fora da cozinha. Ela e Charlene fizeram café irlandês e retornaram ao porão.
— Onde está Charlie? – Perguntou Oliver.
— Está passando mal, então o mandei lá para cima.
— Passando mal?! O que ele tem? Eu posso fazer algo?
— É melhor deixá-lo sozinho, pelo menos por enquanto.
— Esse é dos bons, e não aquela coisa que vocês chamam de Whisky. – Comentou Scarlet.
— Hei, o meu whisky é tão bom quanto o seu! – Reclamou Patrick.
— Mas não é mesmo. – Comentou Scott.
— Emily, fala para esses escoceses que não há nada de errado com o nosso whisky.
— Com tanta coisa em jogo, vocês estão falando de whisky! – Reclamou Elizabeth bebendo um gole de café. – Esse café está com um gosto estranho. Tem certeza de que fizeram direito?
— Sim, do jeito que Eire me ensinou. – Sorriu Charlene.
— Vocês colocaram whisky no café?!
— Hello, somos irlandeses, é claro que colocamos whisky no café. – Disse Patrick.
Arthur e Elizabeth soltaram exclamações em desaprovação. Os outros só beberam um gole cada.
— Não é ruim. – Comentou Elsa.
— Whisky no café? Como não pensei nisso antes?! – Comentou Hakon.
— Vlad, não tome tão rápido assim. – Ordenou Lukas.
— Mas está tão bom! E o chantilly deu uma suavizada excepcional.
Enquanto todos da sala deixavam o trabalho de lado para discutir se eram a favor ou contra whisky no café, a irlandesa se aproximou do galês.
— Precisamos conversar.
— Sobre o que?
— É particular.
Como a discussão parecia que não ia terminar tão cedo. Os dois deixaram o porão apressados, nem viram os canadenses que vinham em direção. Os canadenses não desistiram e foram ao porão. Lá, Melanie pegou um livro grosso e o jogou com força na mesa.
— O que vocês estão fazendo aqui? – Perguntou Artur.
— Matthew tem perguntas. – Anunciou Matt.
— Pode mandar. – Disse Patrick alegremente. – É sobre o que?
— É possível contatar alguém do meu mundo?
— Por meios normais, não, mas por meios mágicos, sim.
— E como eu faço isso?
— Para contatar os 2Ps, só precisa de um espelho comum e um encantamento simples, mas para contatar um mundo heta a um nyo é bem mais complicado.
— Afinal, onde você pôs aquele espelho que nós te demos para falar conosco? – Perguntou Scarlet.
— No meu porão.
— Ih, ta ferrado.
— E o mundo dos sonhos? Tem como contatar alguém por ele?
— Até tem, mas não é recomendável. – Explicou o irlandês. – O mundo dos sonhos é um lugar perigoso.
— Alicia consegue deixar qualquer lugar pior do que já é.
— Não sei quem é essa Alicia, mas garanto o que há mais problemas do que imagina. O que busca no mundo dos sonhos?
— Minha namorada.
— Você não vai se meter naquele lugar só para falar com a sua namorada! – Reclamou Arthur.
— Arthur, eles acabaram de reatar e tiveram que se separar. – Repreendeu Oliver. – Tem alguma possão que retira toda a energia do usuário por aqui?
— Terceira estante à esquerda. – Contou Elizabeth.
— Aqui, beba issa e vai parar lá.
—Mas eu tenho que avisá-los. – Scarlet tomou a palavra. – Três goles, nada mais. E é bom não ir sozinho.
Enquanto isso, Alfred, Amelia e Anya estavam na cidade tentando tirar Francis de um poste de luz.
— Como ele subiu lá? – Perguntou Anya.
— Céus, ele é pior que a Françoise!
— Com’on velho pervertido.
— Mas eu tenho que voar de volta para o meu mundo!
— Dude, a Angelina vai ficar uma fera se você voltar assim.
— Vai?
— Claro que vai. Até eu teria vergonha de sair com um cara que fugiu de uma missão. – Contou Amelia.
— É, ela não vai mais querer te ver.
— Tem razão. Eu vou cumprir essa missão!
— É assim que se fala!
Francis desceu do poste e os quatro pegaram o caminho para a casa de Elizabeth.
Emily tinha saído da casa com Casey e ido para a floresta, não muito longe, pois ainda era possível avistar as luzes da casa. Gales ficou quieto e cruzou os braços, esperando pelo que viria a seguir. Irlanda vira que não mudara um pouco sequer.
— Soube que vocês dois discutiram.
— Normal.
— Não é normal! É do meu irmão que estamos falando!
— Ele é meu irmão também.
— Você não o vê assim.
Silêncio. A noite estava quieta a ponto de ouvirem a própria respiração.
— Casey, eu vou ser direta. Eu não sei o que se passa com você, mas você está magoando o meu irmãozinho.
Por um momento, o galês esqueceu o que era respirar. Nunca imaginara que poderia fazer tal coisa, mas ele não tinha dito nada que o magoasse.
— Hei, Terra para Gales. Não vai entrar em curto agora.
— Como?
— Hã?
— Como isso pode ser verdade?
— Ele tem medo que entre em curto de novo e que ele seja a causa disso.
— Medo?
— Você mesmo tem medos ou já se esqueceu?
— Você quer que eu pare de magoá-lo, não é?
— Eu odeio ver meu irmão dessa forma. Aonde você pensa que vai?
— Pode deixar que isso não vai mais acontecer.
— Mas você é um grande idiota! – Exclamou agarrando o braço dele. – Não é desse jeito que tem que ser!
—...?
— Se você terminar com ele, vai ser ainda pior. Vai machucá-lo ainda mais! É isso que você quer?!
—... Não.
— Ele te ama, tenho certeza que sim, e não quer desistir de você. Por favor, não desista dele também.
Novamente ele congelou. A garota estava chorosa, mas fazia de tudo para não chorar na frente dele. Queria saber o que dizer, mas não tinha ideia alguma. Foi surpreendido pelo abraço dela.
— Você não sabe o que fazer, não é?
—...
— Para um Rosemond, um gesto é melhor do que um discurso. Scott aprendeu isso há muito tempo.
— O Scott?!
— Há coisas que você nem imagina que aconteceram, mas fique tranquilo, não tivemos um caso ou algo parecido.
— Eu não estava pensando nisso.
— Mas que ele e a Scarlet transaram, isso é verdade. – O galês arregalou os olhos e a irlandesa riu. – Não adianta fazer essa cara. Sabe como ele é e a Scarlet é igual ou pior.
— Imaginava isso.
— Mas faça o que eu estou te pedindo, não fique parado pensando em como remediar a situação, faça alguma coisa. Não pense, só faça, como eu fiz agora. – Em seguida, se separou e segurou a mão dele entre as suas. – Cuide bem dele, caso contrário eu cuidarei de você.
— Vou tentar, mas não prometo nada.
— Ótimo. Agora, para o quarto!
— Temos trabalho a fazer.
— Esquece isso. Eu cuido da pesquisa e temos a Cassandra também. Se concentre no Tuais e esqueça que os quatro mundos irão colidir.
Emily teve que empurrá-lo para a frente do quarto antes de voltar ao porão. No caminho, encontrou com Alfred, Amelia e Anya, sendo que o americano carregava Francis e a americana abraçava a russa.
— Mas o que significa isso?
— Nosso heroico resgate do Francis deu certo! – Exclamou Amelia.
— Ele estava em um foguete, prestes a voltar para casaquando o herói e a heroína interviram.
— Na verdade ele estava em cima de um poste pensando que era um foguete.
— Era um poste disfarçado de foguete. Você não veria a diferença, mas eu te perdoo por ser a minha fiel ajudante. – Disse dando um novo abraço na russa, roçando sem querer seus seios no dela, e a fazendo corar.
— Você vocês amanhã, então, isso é, se conseguir escapar do porão de novo.
— Ok, dude.
E assim, cada um seguiu seu caminho. Quando a irlandesa retornou ao porão, todos os olhares caíram sobre ela.
— Onde é que você estava?!
— Fui tomar ar.
— E cadêo Casey?! Ele não fica perambulando por aí desse jeito!
— Para a sua informação, sobrancelha de tapete, ele foi resolver um problema.
— Que problema?
— Por que quer saber? Vai lá ajudá-lo a resolver sem começar as suas tsunderices? Deixe com que ele resolva o que tem que resolver e não atrapalhe. Quando ele terminar, ele volta ou já se esqueceu de como Gales funciona?!
— MAAAN! – Exclamaram Vlad e Hakon.
Emily pegou uma xícara de café e retornou ao seu lugar ao lado de Patrick. Ela pegou um livro e começou a folhear. Os outros decidiram não se intrometer ou perguntar nada, visto que o humor da irlandesa estava péssimo.
— Olha, o café acabou. – Disse Charlene. – Eu vou fazer mais.
— Eu vou contigo e aproveito para fazer uns biscoitos. – Disse Olivia.
— E cupcakes. – Oliver se levantou e se juntou às duas.
— E eu um pouco de cozonac. – Lembrou Lucy.
— Nesse caso, eu também vou! – Anunciou Mina.
— Você fica aqui e me ajuda. – Elsa a segurou pelo sobretudo.
— Mas eu quero ir para a cozinha fazer cozonac!
— Se você ficar e me ajudar, te dou uma barra de chocolate.
— Eba!
— Lukas, me dá chocolate também? – Perguntou Vlad.
— Não.
— Por favor.
— Não.
— Malvado.
Os quatro foram em direção à cozinha buscar mais café e preparar algo para comerem enquanto o restante retornou às buscas. Scarlet e Patrick trocaram olhares e logo a escocesa estava sentada em frente a irlandesa.
— Vocês estão com algum problema pessoal? – Perguntou a escocesa.
— O que te faz pensar nisso?
— O livro está de cabeça para baixo.
A irlandesa praguejou e soltou o livro. Sua concentração era nula. A escocesa acendeu o cigarro e começou a fumar.
— É o Scott?
— O que te faz pensar que seu heta é a causa dos meus problemas?
— Geralmente vocês culpam um ao outro antes de resolverem qualquer problema juntos.
— Não dessa vez.
— Gales?
— Isso é um jogo de adivinhação?
— Só se quiser que seja. Tenho a noite toda, se quiser.
— Odeio seus jogos.
— Então conver comigo, de mulher para mulher.
— Está bem. Nós estamos tendo problemas com os nossos irmãos.
— Me diz uma novidade.
— Dessa vez é diferente. Não tivemos a oportunidade de conversar direito, essa loucura toda de colisão dos mundos está me matando.
— Eu não sei se vou aguentar ficar muito tempo aqui em baixo.
— Nem eu.
— E então? Sobre o que quer conversar?
— Charlie e Casey estão namorando.
— Oh. – Ergueu as sobrancelhas em sinal de surpresa e por pouco não deixou o cigarro cair.
— Um pouco antes de virmos para cá, a cabeça do Casey entrou em curto e começou a pegar fogo.
— Igual a da Cassandra quando Charlene perguntou se ela já se apaixonou alguma vez. Foi hilário.
— Só que essa situação não é hilária. Depois que isso aconteceu, eles discutiram e meu irmãozinho não sabe o que fazer, ele está muito confuso e Casey não sabe lidar com sentimentos muito bem.
— E sobrou para você resolver essa briga.
— Nenhum dos hetas do Reino Unido conseguiria resolver de qualquer forma. Acho que nem você e suas irmãs.
— Realmente, não conseguiríamos, por isso temos o nosso próprio Irlanda.
— Quero nem saber como ele aguenta a TPM de vocês.
— Isso, realmente não vai querer saber.
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