Gakuen Hetalia 2.0
48 Capítulo 48
Notas iniciais
As nações tinham que aproveitar as férias ao máximo, mas Inglaterra e Gales não podiam se divertir. Eles tinham que arrumar uma forma de mandarem os 2Ps para casa antes das férias acabarem. As nações antigas não iriam gostar caso os 2Ps aparecessem na escola, por isso Arthur procurava uma forma com ajuda de Oliver e Casey.
– Não está em lugar algum! – Reclamou o loiro.
– Se Benjamin e Alicia estivessem no nosso mundo, poderíamos tentar usá-los como portais. – Disse Oliver.
– Você sabe muito bem que isso não é possível! Na melhor das hipóteses acabariam presos no mundo dos sonhos.
– Eu sei, mas seria alguma esperança.
– Não adianta procurar por algo aleatório. – Concluiu Casey.
– Não estamos procurando por algo aleatório e sim por uma maneira de mandá-los para casa. – Resmungou o 1P mais velho.
– Uma maneira completamente aleatória.
– E você tem ideia melhor?!
– Para começar, vá a um bordel, uma casa de swing ou até mesmo a uma esquina de madrugada, sua seca está afetando seu raciocínio.
– COMO É QUE É?! E dizem que você é o mais inteligente!
– Casey, o que você sugere? – Perguntou Oliver inocentemente.
– A besta com perucas no meio da testa usou algum feitiço para atrair padrinhos mágicos e acabou fazendo merda. – Arthur só não avançou no irmão porque Oliver o segurou. – Se refizermos o caminho que ele fez e descobrirmos o que aconteceu de errado...
– Nós poderemos descobrir uma maneira de reverter o feitiço ou usá-lo para nos fazer voltar para casa! – Concluiu Oliver. – Brilhante ideia!
– Fico feliz que tenha entendido e que eu não precise explicar pela segunda vez.
– Isso foi uma indireta para mim?! – Resmungou o loiro. – E eu entendi! – Emburrou-se.
– Não ligue para ele, ele está assim porque Alfred está de caso com a Vietnã, Francis está correndo atrás da Argélia, Charlie está comigo e não tem ninguém para comer a bunda dele.
– Isso explica muita coisa.
– Querem parar de falar da minha vida sexual e voltarem ao trabalho?!
No quarto em que era para França ter dividido com Argélia, mas acabou dividindo com Seychelles por causa da teimosia da argelina e que passou a dividir com Argélia de novo, pois Chade não queria ter que aturar as broncas que a amiga dava em sua 2P, então acabou a trocando pela Seychelles; François estava sentado em uma cadeira tragando seu cigarro enquanto Angelina entrou no quarto.
– Ah, é só você. – Disse o loiro dando mais uma tragada.
– E esperava que fosse quem? Alexandre Dumas?
– Você leu Dumas? – Perguntou um tanto surpreso.
– Sim, pai e filho. Fui colônia do seu 1P, lembra?
– Hum. O que veio fazer aqui?
– O que foi? Queria que eu ficasse fora do meu próprio quarto de hotel?
– Não, a sua companhia me agrada.
– Mas eu mal te conheço! E te odeio também!
– Justamente por isso. Se fosse o meu 1P ou a sua 2P já, estaria enchendo o meu saco para sair, largar o cigarro e que a vida é bela, quando na verdade é uma merda.
– Nisso eu tenho que concordar, mas a vida não é tão ruim assim, só quando você tem uma ex-metrópole excêntrica e nenhuma gota de rum para ajudar a suportar.
– Pensei que islâmicos não bebiam.
– Alguns sim, mas depois de ser colônia do bebedor de vinho mais filho da puta da Europa, quem não beberia?
– Angelina! Finalmente te encontrei! – Exclamou Francis abrindo bruscamente a porta.
– Falando no demônio...
– Achei o remédio para enjoo. – Disse dando o remédio a ela.
– Valeu, puto pervertido. Mas se você resolveu se divertir enquanto eu dormia, vou arrancar uma boa pensão de você.
– Garanto que isso não irá acontecer, mon ange.
– Son ange é o caralho! – Disse dando um murro na cabeça do francês e depois se dirigindo ao banheiro.
– Como ela te aguenta? – Perguntou François.
– Ela me ama.
O 2P apenas revirou os olhos e deu mais uma tragada em seu cigarro. Como seu 1P conseguia ser tão irritante e o pior, como a 1P de uma de suas ex-colônias irritantes podia ser tão interessante? As pessoas mais próximas de você são as mais irritantes e as mais distantes são as mais interessantes. É, a vida era realmente uma droga, pelo menos era assim como François pensava.
No quarto de Hong Kong e Macau, Tao e Li conversavam animadamente. Ambos falavam de seus mundos, como eram as coisas e até mesmo sobre seus interesses. Kaoru estava visivelmente incomodado com aquilo. Claro que sabia que Macau estava sendo cortês com seu 2P, mas mesmo assim estava se contendo para não socar a cara do 2P.
– Kaoru, você está bem? – Perguntou o mais velho.
– Estou ótimo. – Respondeu ríspido.
– Está bem, o que aconteceu dessa vez?
– Nada.
– O nome dele é Kaoru? Ele me disse que era Leon!
– Ele usa os dois. Kaoru para o oriente e Leon para o ocidente.
– Sério? Cool!
– Não precisava ter dado essa informação a ele.
– Parece que meu 1P é do tipo tsundere. Ele fica fofinho quando está emburrado.
– Você também acha? Só eu achava isso.
– Vocês devem ser muito próximos, não é mesmo?
Kaoru já estava de saco cheio daquela conversa. Ele acabou estourando algumas de suas bombinhas formando uma enorme cortina de fumaça. Enquanto os outros dois tossiam, ele pegou Macau pela mão e saiu correndo, fazendo o outro praticamente acompanhá-lo aos tropeços. Eles desceram escadas, passaram por vários corredores e sabe se lá mais por onde. O menor só parou quando precisavam retomar fôlego, em algum salão de eventos.
– Mas o que deu em você?! – Perguntou o maior irritado ao se soltar do outro e cruzar os braços, o que era raro, já que ele nunca se irritava.
– Não posso correr com o meu nii-san um pouco?
– Não se faça de espertinho! Quero saber por que fez aquilo!
– Eu não quero que ele fique perto de você.
– Você está com ciúmes do seu 2P? – Perguntou em tom mais brando, mas não desfez a postura rígida.
–...
– Você está! – Exclamou levemente surpreso.
– Eu não estou com ciúmes!
– E eu odeio jogos de azar. Você não teve ciúmes da Mônaco, então por que está com ciúmes do seu 2P?
O mais novo pensou por um instante e não adiantava negar. Estava realmente com ciúmes, mas não iria admitir, pelo menos não para outro país que não fosse Macau, pois ele sabia que quando o outro tinha algo em mente, ele poderia negar até o último segundo de sua vida que não mudaria o pensamento de Macau.
– Mas é diferente. O seu relacionamento com a Mônaco é amoroso, já com ele é... – Se calou no final da frase.
– É...?
– Fraterno.
Tao abriu um largo sorriso, desfez a pose e afagou a cabeça do menor.
– Você pensou que eu iria trocá-lo pelo seu 2P?
– Ele faz o tipo irmãozinho mais novo perfeito.
– Kaoru, eu não te trocaria por nada e ninguém desse ou de outro mundo. Você é o meu irmãozinho e eu já disse que não importa o que aconteça, eu sempre seria seu irmão mais velho, lembra?
– Lembro.
– Não precisa ter ciúmes, pois não irei trocá-lo por outro.
Em um ato rápido, Hong abraçou o mais velho. Macau não se surpreendeu, retribuiu o abraço e continuou afagando o cabelo do outro.
– Eu te amo, nii-san.
– Eu também te amo irmãozinho.
– Não vai contar para ninguém que eu tive uma crise de ciúmes, vai?
– É claro que não.
Seychelles tinha combinado com Madagascar de passearem pela cidade. Ele era um de seus amigos mais próximos e não era problemático como os outros africanos. Ela esperava do lado de fora do quarto dele e abriu um sorriso quando a porta abriu, mas não esperava que ele saísse de regata, saia e sandálias.
– Madagascar, você está se saia? E desde quando você tem seios?
– Ah, isso? Bem, eu estava mesmo planejando te revelar isso.
Madagascar tirou a peruca e soltou o cabelo negro, que mais tarde o prendeu em um rabo de cavalo alto.
– Você é uma garota?!
– Surpresa, não esperaria que fosse diferente. – Ela riu. – Alguns países da África sabem que me visto de garoto na escola ou já perceberam que eu faço isso, ou pelo menos não esqueceram que eu faço isso.
– Tinha gente que já sabia disso?!
– Sim, Moçambique é um deles. Os outros eu não sei se lembram, pois estão tão absortos em seus próprios conflitos que são capazes de esquecerem quem são seus próprios chefes.
– Mas por que você se veste de menino?
– Para entrar no banheiro masculino e descobrir as tretas da escola. Você não tem noção do que ocorre neles. Vamos?
– Claro. Madagascar, você já foi como você mesma para a escola?
– Já sim, mas isso foi antes de você chegar. O pessoal não sabia dizer se Madagascar era menino ou menina. – Riu. – Adoro confundir as pessoas. Ah e não me chame de Madagascar quando eu estiver sem o meu disfarce. Me chame pelo meu nome, Kamalla.
– Está bem.
As duas saíram do hotel e foram pela cidade. Kamalla era divertida e alegre, se Michelle já considerava o outro país como um irmão mais velho antes, agora o considerava como irmã.
– Você vai parar de se disfarçar de homem algum dia?
– Algum dia talvez. Quero ter certeza de que vou deixar a classe de boca aberta antes.
Em cima de algum coqueiro dentro da casa de alguém estava Egil. Ele tinha subido lá pois tinha sido perseguido pelo cão de guarda da casa.
– Kallyna socorro!
– Mas que merda você fez dessa vez? – Perguntou a groenlandesa do lado de fora da propriedade.
– Eu só vim pegar alguns morangos e esse cachorro quer me matar.
– E por que você não comprou ao invés de invadir o quintal da casa?
– Porque eu não tenho dinheiro. Me ajude, por favor.
– Você não vai ajudá-lo? – Perguntou Lukas, que passava por aquela rua.
– Espere ele implorar mais um pouco. Adoro quando ele implora.
– Você é cruel.
– Nunca disse que era boazinha.
– KALLYNAAAAA!
– Por que você não aproveita que está aí em cima e passa por cima do muro?
– Porque eu estou com medo! Me ajude, por favor!
– Você vai ficar me devendo mais essa.
Kallyna bufou de frustração. Não adiantava o quanto Egil se metesse em confusão, ele nunca aprendia! Ela se concentrou e invocou logo o espírito com a cara de um lobo que não tinha corpo, porém como o bicho era enorme e parecia raivoso, não só assustou o cão como o próprio Egil. Lukas teve que impedir que seu troll se manifestasse, por mais que o espírito representasse perigo. Não demorou para o espírito sumir.
– O que ainda faz aí? – Perguntou ela sem nenhum pingo de emoção.
– Seus espíritos me dão medo. – Disse Egil amedrontado.
– Você implorou pela minha ajuda, não tem o direito de reclamar dos meus métodos.
Vendo que o garoto não iria descer tão cedo, ela bufou, se aproximou o máximo que pôde da árvore sem passar pelo muro, mediu a distância e quando viu que daria para socar a árvore, não pensou duas vezes e o fez. Egil perdeu o equilíbrio e não pode tentar se agarrar em algo, pois ainda estava paralisado de medo. Ele fechou os olhos esperando pelo pior, mas o pior não veio. Quando abriu os olhos, só conseguiu visualizar os olhos vermelhos da groenlandesa, foi então que percebeu que estava no colo dela. O islandês corou violentamente.
– O que eu faço com você? – Perguntou a groenlandesa sem nenhum pingo de emoção.
– Divide os morangos comigo? Afinal, é a sua fruta preferida, não é?
– É. – Disse o colocando no chão.
Lukas ainda estava tentando processar a cena. Que Kallyna era louca ele jádesconfiava, mas que o 2P de seu irmão ou era tapado ou era masoquista, ele não esperava.
– Hei, Lukas, quer acompanhar a gente? – Perguntou Egil abrindo um sorriso inocente.
– Eu acho que não.
– Por favor. – Disse fazendo um biquinho fofo que lembrava Emil quando criança.
– Está bem.
– Oba! – Disse abrindo um largo sorriso.
Enquanto isso, Coreia do Norte e Taiwan estavam na varanda.
– Você não se cansa dessas coisas? – Disse ele se referindo ao mangá yaoi que ela lia.
– Yaoi é vida, Hyung.
– Depois reclama que não consegue arrumar namorado.
– Você por acaso perdeu o amor à vida?!
– Se tivesse perdido teria falado sobre o seu peso.
– O que tem de errado com o meu peso?!
– Nada, só acho que deva maneirar no chocolate.
Taiwan atirou uma almofada de uma das cadeiras nele, mas Coreia do Norte desviou com facilidade e a almofada acabou batendo em algum desconhecido. Furiosa por não ter acertado, avançou em cima dele, mas ele a pegou pelos pulsos e a prensou na parede. Ambos se encararam por um tempo até que o norte coreano a beijou e foi correspondido. Eles se separaram e voltaram a se encarar a centímetros de distância.
– Eu te odeio!
– Odeia tanto que foi para cama comigo.
– Eu te odeio porque você me faz te querer.
Dessa vez foi ela quem iniciou o beijo, que foi correspondido. O norte coreano largou seus pulsos, a puxou mais para perto de si e envolveu sua cintura enquanto ela agarrou a nuca dele para aprofundar o beijo. As pessoas ao redor já tinham preparado até a pipoca para ver o barraco, mas tiveram uma grande decepção.
Eles se separaram, se encararam maliciosamente e tomaram o rumo do quarto do norte coreano. No caminho, eles paravam para iniciar alguns beijos luxuriosos e até mesmo algumas carícias ousadas, sem se importarem com quem quer que estivesse cruzando os corredores naquele momento.
– Você até que é viciante, yaoigirl.
– E você também. Espere, você me chamou de que?
– Yaoigirl, já que você praticamente não vive sem yaoi. Aposto que já deve ter casado todos os garotos do colégio na sua mente.
– Vai me dizer que nunca fez nada com o seu irmão? Estou sabendo que vocês são muito próximos.
– Somos próximos porque somos gêmeos.
– Gêmeos muito próximos têm mais chances de terem um relacionamento incestuoso.
– Você parece a Laos. Adora uma putaria, principalmente se envolver gêmeos.
– Ora, mas vocês nunca...?
– Nunca. Eu não gosto de homens e Yong pode ser a besta que for, mas nunca tentou algo do gênero comigo.
– Mas e se eu fosse homem?
– Se fosse homem não teria dormido com você e nem estaríamos aqui e gora. Eu gosto de mulheres, Taiwan, é a minha preferência e nada e nem ninguém irá mudá-la, nem mesmo se você fosse homem.
– Mas eu sempre achei...
– Que por sermos gêmeos idênticos com fortes ligações nós teríamos a mesma preferência sexual porque a ocorrência de gêmeos se deve quando uma alma se divide em duas?
– Sim. – Disse piscando os olhos algumas vezes por tamanha perplexidade.
– Lamento decepcioná-la, mas somos diferentes.
– Porque um de vocês ficou com o lado bom e o outro com o lado ruim dessa alma.
– Por essa lógica o Yong seria o gêmeo bom, por ser mais sensível, emotivo, sociável e bobalhão e eu seria o gêmeo mau, por ser antissocial, frio, calculista e rabugento?
– Vendo por esse lado, sim. – Riu um pouco. – Você é o gêmeo mau! – Disse dando um sorriso travesso.
– Ainda bem porque o gêmeo bom é tão irritante que nem o papa consegue suportar.
Os dois voltaram a se beijar, porém tiveram que se separar após ouvirem Yong gritar. Quando vira, ele estava correndo da Mai, a 2P Taiwan.
– AAAAAAAHHHH!
– Volta aqui seu agarrador de peitos! – Gritou ela.
– Eu pensei que era a Mei!
– Ele não tem jeito. – Disse Hyung.
– Outra coisa que ele herdou do seu pai?
– Pior que nem o Mongólia faz isso. De onde foi que ele pegou essa mania?
De volta ao quarto de Arthur, ele, Casey e Oliver estavam tentando refazer os passos do loiro na esperança de encontrarem o ritual.
– Aí eu coloquei peixe na mistura e...
– Peixe?
– Podia ter sido um cupcake.
– Mas você só pensa em cupcakes!
– Arthur, por que você colocou peixe na mistura? – Perguntou Casey curioso.
– Porque é o que os padrinhos gostam.
– Você é uma besta.
– Retire o que disse seu indefinido!
– Posso não ter cor de cabelo definida, mas tenho cérebro. Nenhum ritual atrairia Ártico e Antártida, jamais.
– Por que acha isso? – Perguntou Oliver.
– Para atrair alguém, primeiro, tem que ser humano; e segundo, deve estar vivo.
– Mas funciona com nações! – Exclamou Arthur emburrado. – Explique essa, sabichão.
– Com muito prazer Maito Gai oxigenado. Do que é feito um país?
– Você está brincando, né?!
– Povo, território e governo soberano, mas aonde quer chegar? – Perguntou Oliver.
– Já chegarei lá, Oliver.
– Me chame de Ollie.
– Está bem, Ollie. Agora, me diga como é formada uma nação. Não um país, mas uma nação.
– Uma população com as mesmas crenças e costumes, podendo ter ou não território, como no caso do Curdistão, ou podendo ter ou não governo soberano reconhecido, como Palestina.
– Entendem agora onde eu quero chegar?
– Não. – Responderam os dois em uníssono, fazendo Gales respirar fundo para não perder a paciência.
– O fato é que tendo ou não território, tendo ou não governo, as nações são formadas por pessoas, por isso que os rituais podem atrair as nações. Ártico e Antártida não são nações, pois não possuem humanos como integrantes de sua população, e muito menos são continentes.
– Mas há povos no ártico, inclusive alguns países pertencem a ele.
– Pertencentes, não quer dizer que se consideram árticos. Para ser uma nação é preciso mais que população, é preciso ter idioma, costume e aspirações materiais e espirituais.
– Como Ártico não tem isso, e sim povos pertencentes a outros países, ele não tem população própria, não podendo ser considerado nação.
– Está correto, Ollie. Agora pensem comigo. Onde exatamente moram e o que eles têm de especial?
– Antártida pode morar em qualquer lugar do território dela, já Ártico não faço ideia, pois ele não tem território próprio. – Concluiu Arthur.
– É aí que você se engana. Há uma calota de gelo cobrindo o polo norte e não há nenhum país que revindique esse polo, muito menos as condições dele são habitáveis. Com Antártida é o mesmo, pois alguns países têm posse de parte dela, mas nenhum é dono do polo sul.
– Você disse que eles não são nações ou continentes, então o que eles são afinal? – Perguntou Oliver tocando em um ponto importante.
– Apenas duas massas glaciais com eixos magnéticos.
– Mas Antártida é um continente! – Protestou Arthur.
– É o que dizem, mas para haver um continente é preciso haver países. Que países a Antártida tem? Nenhum, nem sequer tem população própria, só pesquisadores que viajam ocasionalmente para lá.
– Se eles não são países e nem continentes, são apenas massas de gelo com eixos magnéticos, então por que têm personificações?! E como conseguem sobreviver em um lugar inabitável?!
– Eu não sei responder à primeira pergunta, mas à segunda, acho que tenho uma teoria: eles não precisam se alimentar.
– Então quer dizer que eles não podem comer?
– Eu não disse isso.
– Então como explica isso?!
– Acho que o que Casey quer dizer... – Começou Oliver. – É que eles não precisam se alimentar, mas podem comer pelo prazer de comer.
– É como Alfred e os hambúrgueres. – Exemplificou Casey. – Você pode colocar uma pilha de hambúrguer na frente dele. Ele pode não estar com fome, mas vai comer a pilha inteira pelo prazer que tem em comer aquela coisa.
Enquanto isso, na praia, o trio mal sabia que estava sendo observado pelos padrinhos, que tinha usado seus poderes magnéticos e mágicos para criar uma espécie de espelho que usavam para observar o que acontecia na escola.
– Moleque esperto, esse País de Gales. – Comentou Antártida bebendo limonada.
– Até descobrir que não precisamos nos alimentar e só comemos e bebemos por prazer ele descobriu.
– Ele disse que era uma teoria, Ártico, e não que tinha algo de concreto.
– Uma teoria correta, mesmo sem nada de concreto.
– Quer ver o que os outros estão fazendo?
– É sempre divertido assistir esse pessoal, mas podemos deixar isso para depois? Quero dar um mergulho e aproveitar as férias.
Eles desfizeram o espelho, se levantaram e foram nadar com a foca e o pinguim. Ártico até começou uma guerra de água contra Antártida e até as crianças que estavam por perto entraram na brincadeira. Ambos riam e se divertiam com as crianças, afinal pareciam duas crianças.
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