Gakuen Hetalia 2.0
40 Capítulo 40
Notas iniciais
Enquanto todos se divertiam fora do hotel, Israel e Palestina ainda estavam no quarto, brigando, para variar.
– Qual é, ir à praia vai te matar?! – Reclamou o palestino.
– Eu já disse que não vou, porra! – O israelense fez birra.
– Qual é o seu problema, hein? Vai ficar trancado nesse merda de quarto até o fim das férias?!
– Se eu quiser, eu fico!
– Caralho, não tem nenhuma resposta convincente não?!
– Não tenho roupa de banho.
– Não tem problema!
– Eu não vou usar uma sunga sua!
– Eu sou islâmico cacete! Eu não uso roupas de banho, entro na água com a roupa do corpo.
– É?!
– Porra, você achava mesmo que ia ver as nossas garotas de biquíni?!
– Por um instante sim.
– Tu tem merda na cabeça?! – Gritou enquanto esganava o outro.
– Como eu ia saber, porra?! – Fez o mesmo.
Os dois começaram a rolar pelo chão e a trocar socos, chutes e palavrões. Poderiam parecer dois malucos brigando aos olhos de todos, mas os países do Oriente Médio achavam as brigas entre ambos completamente normais. Israel e Palestina se xingavam, discutiam e caiam na porrada com a mesma facilidade com que respiravam. Eles ficavam cheios de hematomas e arranhões, mas não se importavam, faziam tudo de novo. Ambos diziam querer paz, mas a verdade é que ambos já tinham esquecido completamente o que é paz.
Entre um soco e outro, uma puxada e outra, um estrangulamento e outro, a camisa do israelense se prendeu em algum lugar e acabou rasgando, de forma que mostrasse suas costas. A visão que o palestino presenciou marcou sua mente como um ferro em brasa. As costas do israelense estavam dilaceradas, cheias de queimaduras, cicatrizes profundas e compridas e outros tipos de ferimento que ele não conseguiu identificar. Era quase impossível encontrar um pedaço de carne intacto. No peito do israelense tinha uma estrela de Davi com algo escrito em alemão abaixo dela.
– Mas que porra...?!
O palestino estava confuso e apreensivo, mas não conseguiu terminar a frase porque o israelense começou a chorar, correu para o banheiro e se trancou. Palestina seguiu o outro. Tentou abrir a porta e não conseguiu, só restou bater na porta.
– Abra essa porta!
– Não!
– Quem fez isso com você?!
– Me deixe em paz!
– Eu só quero te ajudar, animal!
– Você não pode!
– Jacob, abra a porra dessa porta!
– Não!
– Jacob Isaac Haddad, não me faça explodir essa merda!
– Explode! Aproveita e me exploda também!
– Mas que caralhos, Jacob! O que deu em você?!
– Hassan, me deixe em paz, caralho!
– Eu só quero saber o que aconteceu com você!
– Você não entende!
– Então me faça entender! Se você não disser nada, espera que eu entenda como, caralho?!
–...
– Qual é Jake! Eu só quero entender! Eu preciso entender. Quem foi o filho da puta que fez isso com você?!
– Foi o holocausto! Feliz agora?!
Palestina engoliu em seco. Já tinha ouvido alguma coisa relacionada a isso, mas só pelos humanos, já que o próprio Israel não comentava. Existiam coisas as quais nem Israel e nem Palestina tocavam no assunto, seus povos até comentavam, mas eles mantinham distância. Palestina não comentava nada sobre o holocausto e Israel não comentava sobre o fato de Palestina ter sido sitiado e depender dele economicamente. Esses assuntos deixavam um ao outro profundamente ferido.
– Jake, por favor, abra essa porta.
Sua voz soou firme e autoritária, pois sabia o quanto o outro odiava que sentissem pena dele, mas o que surpreendeu o israelense foi ouvir o outro pedir “por favor” ao invés de gritar um palavrão. Falando a verdade, qual foi a última vez que ambos demonstraram modos?
– Não!
– Jacob...
– Eu não quero a sua piedade!
– Caralho Jacob, eu realmente não te entendo!
O palestino ficou emburrado. Ele não tinha paciência para as infantilidades do israelense, na verdade, nenhum dos dois tinha paciência para nada. Ele iria meter o pé na porta, mas se lembrou de que estava pobre e Israel que pagava suas contas. Isso só iria piorar a situação. Ele pegou duas gavetas, tirou os parafusos das maçanetas e os usou na fechadura. Alguns diriam que é impossível, mas desde a tomada de seus territórios por Israel, Palestina teve uma miséria de recursos, tanto que teve que utilizar de sua criatividade para improvisar, além de desenvolver habilidades. Ele podia transformar um aparelho eletrônico em uma bomba só mexendo da parte elétrica.
Após algum tempo utilizando de toda sua perícia, ele ouviu o estalo indicando que a porta tinha sido destrancada. Ele não perdeu tempo e abriu a porta já preparado para o caso do outro atacá-lo, já que nunca se sabe. Mas o ataque que esperava não veio, ele só via o outro encolhido no canto e enrolado em uma toalha. Ele se aproximou do outro e viu que estava chorando, o que o deixou perplexo. Nunca tinha visto Israel chorar, mesmo lutando contra os países da Liga Árabe, mesmo convivendo anos com ele, mesmo após tantas brigas e xingamentos, essa era a primeira vez que Palestina via seu inimigo chorar e aquilo, de alguma forma, o fazia se sentir mal.
Ele se aproximou, pousou a mão no ombro do outro e o chamou. Palestina se surpreendeu quando Israel o abraçou pela cintura e afundou seu rosto na camisa do outro. Palestina teve que retribuir o do israelense. Ele não sabia o que dizer, pois nunca em sua vida tinha consolado alguém, então achou melhor ficar calado. Deixou que o outro desabafasse até que não tivesse mais forças e dormisse, e o colocou na cama.
Algumas horas depois, Israel acordou com uma terrível dor de cabeça e um vazio terrível. A última coisa que se lembrava era que estava chorando encolhido em um canto passando por uma sessão de memórias marcantes enquanto gritava com Palestina.
– Está melhor? – Perguntou Hassan sentado na cama ao lado.
– Como eu...?
– Abri a porta do banheiro e te trouxe para cá.
– Ah. Foi você quem me vestiu? – Perguntou só então notando que estava com outra camisa.
– E mais alguém entraria nesse quarto com nós dois aqui?
– Tem razão.
– Eu não consigo entender.
– Hã?
– O nível de crueldade dos humanos. Eu imagino o que você passou na WWII, vi as fotos dos campos de concentração, mas não imaginava...
– Essa é só uma parte da história. A outra parte está gravada nas memórias de quem estava lá.
– Jacob, o que realmente aconteceu?
O israelense ficou tenso, abraçou as próprias pernas e parecia que ia chorar. O palestino viu algo no braço direito do outro que nunca, em toda sua convivência com ele, tinha notado.
– Tem um número gravado no seu braço?!
– Os alemães marcavam o meu povo com números nos braços, assim saberiam quem era quem, bastava olhar nos registros.
– Tipo um número de série?! Colocavam números de série nas pessoas?! Como se fossem coisas?!
– Sim.
– Isso é loucura! Quer dizer, eu sei que já matei muito e já explodi também, mas isso...?!
– Palestina, eu só consigo pensar em duas coisas tão ruins quanto o holocausto em toda a história do mundo. A primeira delas são as bombas de Hiroshima e Nagazaki, a segunda foi o ataque com napalm no sudeste asiático. Nenhuma outra guerra teve tanta crueldade assim.
– Eu pensei que nunca iria dizer isso para ninguém, ainda mais você, mas... Conte-me sua história.
– O que quer saber?
– De preferência, tudo.
– Está bem. Eu sou do Oriente Médio, não me pergunte como eu sei disso, mas eu tenho vagas lembranças do Oriente Médio. Eu era muito pequeno na época, tanto que eu não me lembro de nada dos meus pais biológicos. Não posso falar da antiguidade porque não era eu quem vivia nela.
– O QUE?! Como...?! Não tem nenhum registro disso?!
– Eu não procurei saber. Após a ocupação do Império Otomano, meu povo se viu obrigado a migrar e eu ainda era muito pequeno para entender o que acontecia. Eu acabei parando nas terras do Polônia, mas meu povo estava disperso pela Europa e pela Ásia. O Polônia me acolheu, me adotou e cuidou de mim. Ele foi como uma mãe para mim e até mesmo me pedia para chamá-lo de mãe.
– Só uma pergunta, se foi o Polônia quem te criou, você não deveria usar vestido?
– Só porque um cara me pedia para chamá-lo de mãe, não significa que eu deva usar vestido!
– Bem, estamos falando do Polônia. Ele deve ter te vestido como uma menina quando criança. Eu não duvido que isso tenha acontecido.
– Ta, eu admito, mas foi só uma vez! – Gritou completamente vermelho. – E pare de rir, desgraça!
– Foi mal. – Deu alguns pequenos risos um tanto maliciosos. – Estava tentando te imaginar de vestido.
– Você não presta. – Disse abaixando a cabeça, pois estava vermelho de vergonha.
– Não é uma visão tão ruim. Se olhar bem...
– Você definitivamente não presta.
– Como se você também valesse alguma coisa. Mas olhe pelo lado bom. Pelo menos agora você não está tão pra baixo.
– Você só pode estar de sacanagem comigo!
– E estou mesmo. Você de vestido iria parecer uma lésbica feia.
– Você é um grande filho da puta.
– Eu sei. Pode continuar.
– Bem, meu povo era perseguido pelos cristãos na Europa Medieval, mas eu viva bem quando estava com Polônia, mesmo não tendo uma pátria eu era feliz. Depois a idade média acabou, meu povo começou a trabalhar no comércio e nos bancos. Tudo estava bem, até que o terceiro reich atacou. Eu e Polônia fomos separados... – Disse mordendo o lábio inferior.
– Jake? – Perguntou saindo da sua cama e sentando na cama do outro.
– Foi horrível Hassan! – Gritou entre lágrimas. – Eles colocavam meu povo em trens, o matava de fome e frio, tatuavam números de série da pior forma possível, tatuavam uma marca específica para nos separar dos ciganos, dos negros, deficientes físicos e mentais e dos homossexuais, o levavam para lugares em que trabalhariam até a morte, tinha seu cabelo raspado, era chicoteado, marcado com ferro, estuprado, mutilado...! Isso quando não eram usados como experimentos médicos!
– Experimentos médicos?!
– Além da fome, do frio, da humilhação e dos estupros, todas as vítimas, incluindo eslavos e poloneses, ainda serviam de experimento médico e trabalho escravo! Quando não morriam trabalhando, morriam nas câmaras de gás, paredões de fuzilamento e nas fornalhas!
– Fornalhas?
– Eles queimavam pessoas vivas naqueles fornos!
– O QUE?!
– Os corpos eram jogados aos montes em valas sem nenhum cuidado, como se fosse lixo e nada mais!
Palestina não perdeu tempo e abraçou o outro, que chorava compulsivamente. Eles se matavam, mas não desejavam que algo assim acontecesse nem um para o outro, nem para o Irã e nem para qualquer nação ou pessoa nesse planeta.
– Tudo bem, já passou. Isso já acabou.
– Mas ainda está marcado nas minhas memórias! Eu não consigo esquecer! Toda vez que alguém toca no assunto, eu tenho vontade de chorar! E quando um filho da puta diz que isso nunca existiu, tenho vontade de socar a cara dele até não sobrar mais nada!
– Se quiser, eu posso explodir esse filho da puta.
– Por que as pessoas são tão ruins e tão cíclicas? Veja os dias de hoje, por exemplo. O homem pensa em pisar em Marte, casamento gay é legalizado, temos Google e Wikipédia, mas nossos povos se matam por religião.
– Humanos são complicados e a maioria é hipócrita. – Disse soltando o outro. – Veja nós e nossos povos. Você não ofende a minha religião e eu não ofendo a sua, pois sabemos que elas estão interligadas. O judaísmo deu origem ao cristianismo e depois ambos deram origem ao islamismo. Já nossos povos e nossos superiores se esquecem disso! E fica cada um querendo impor sua crença e falando mal da do outro, sendo que está tudo interligado!
– A gente briga, mas não por isso, então por que eles se matam?
– Humanos se matam por qualquer coisa, até mesmo para pagar de politicamente correto. Basta colocar qualquer assunto na internet, desde “Justin Bieber é viado” até “capitalismo VS socialismo”.
– É por isso que dá muita merda. Todos falam em liberdade de expressão, mas basta ver uma opinião contrária à sua e já começam a brigar.
– E tem gente que confunde opinião com babaquice. Não tem ideia do que fala e acha que pode falar ou escrever a merda que quiser que será considerado opinião e cai numa puta hipocrisia.
– Como aqueles que se dizem contra o capitalismo, que são socialistas, anarquistas e a porra que for, mas tem ou querem ter um I-phone, bebem coca-cola, comem em Mc Donald’s, usam Windows ou Mac, botam senha no wi-fi e usam o Google e o Facebook?
– Eu estava falando dos que dizem que algo é lixo e nunca leram o livro, viram o filme ou merda parecida, só escutou de um amigo ou falar mal da tal coisa ou defender a tal coisa é a moda do momento. Mas isso também serve.
– Quando é que ficamos tão filosóficos?
– Quando é que começamos a conversar sem nos xingarmos?
– Eu não terminei a história, mas creio que você já sabe o que veio depois.
– Você veio para o Oriente Médio, tiraram Jerusalém que estava comigo desde os tempos das cruzadas, expulsaram o meu povo de suas casas para que o seu se estabelecesse, você foi reconhecido, lutamos, você se expandiu e agora eu to com dois territórios um distante do outro e dependo de você para transporte, água e economia. – Disse um tanto amargurado.
– Expulsaram seu povo?!
– Não finja que não sabe. Antes de você chegar, fui expulso como um bêbado de um bar!
– Hassan, eu juro que não sabia. Tinham me entregado a cidade vazia.
– Vazia o caralho, tinha famílias que se recusaram a sair e você as tirou.
– Me disseram que eram posseiros, inquilinos que estavam no meu território por direito!
– Que direito você tem sobre aquelas terras?! Aquelas terras estavam comigo desde a retomada de Jerusalém por Saladino!
– Hassan, eu sinto muito! Eu juro que não sabia!
– Assim como tomou o resto dos meus territórios me deixando somente Gaza? Para a minha sorte, a Jordânia cedeu o pedaço da Cisjordânia para eu morar. E você também não é nenhum inocente!
– O que quer dizer com isso?!
– Eu não tenho autonomia reconhecida, mas você tem! E você age como se fosse minha metrópole! Qual é, custa me dar reconhecimento?!
– Mas...
– Você diz que me odeia, mas por que não me reconhece e se livra logo de mim?!
– Hassan, eu não quero!
– Por que é tão egoísta e pão duro quanto o Líbano!
– Eu não sou pão duro!
– Você não dirige o carro só para não gastar gasolina! E tem o mesmo modelo desde que foi fixado no Oriente Médio!
– Er...
– Por que você não se livra logo de mim?!
– Porque eu não quero ficar sozinho! Mesmo que a gente se xingue e caia na porrada o tempo todo, nós não tocamos em certos assuntos um do outro, nós não admitimos que terceiros falem de nós... Nós parecemos estranhos, mas sabemos as fraquezas um do outro, mas não nos aproveitamos delas. Eu acabei me acostumando com você e apreciando sua companhia, mesmo que signifique ter que ouvir uma enxurrada de palavrões.
– Você está se declarando para mim? – Perguntou um tanto confuso.
– Não estou não! – Virou o rosto para que o outro não visse sua vermelhidão.
– Quem diria, o “grande” Israel sendo fofo e se declarando para mim.
– Vá se foder!
– Pode ser com você?
– Porra Hassan! Pare com essas brincadeiras idiotas! Eu nunca amaria você!
– É, tsunderes são pau no cu mesmo.
– Eu não sou tsundere caralho! Se eu fosse, você também seria, já que temos personalidades parecidas!
– Não temos não!
– Tem razão, você é o mais teimoso de nós dois.
– O caralho que sou teimoso!
– Agora está se comportando como um tsundere.
– Filho da puta!
– HAHAHAHAHA!
– É, quem diria que o único capaz de te aguentar e te dizer é o seu inimigo mais próximo.
– Você me vê como inimigo? – O israelense mudou seu semblante provocativo para surpreso.
– E você não? – Perguntou o palestino igualmente surpreso.
– Bem, eu sempre te considerei como um rival. Eu considero o Irã como inimigo.
Os dois ficaram em silêncio por um tempo. Era estranho, pois sempre estavam gritando um com outro, os dois brigavam até quando dormiam.
– Palestina... Obrigado.
– Não tem de que... Você pode repetir isso de novo?
– Nem fodendo!
– Então, posso te ver de vestido?
– Ah, vai catar merda! Por que VOCÊ não usa um vestido?!
– Você tem mais cara de uke.
– Hei! Você depende de mim! Você é quem seria o uke!
Em um movimento rápido, o palestino deitou o israelense na cama, agarrou seus pulsos e ficou por cima, com o rosto perto do rosto do outro.
– Quem é o uke agora?
– Eu que não sou.
Após isso, o israelense selou os lábios de ambos, o que surpreendeu o palestino, que acabou afrouxando os pulsos do rival. Apesar disso, ele correspondeu ao beijo, pois era uma guerra para ver quem seria o ativo. Quando percebeu que estava com os pulsos frouxos, Israel se soltou, sentou, agarrou o palestino e o fez ficar em seu colo. O beijo foi quebrado pela falta de ar.
– Isso não vale!
– Na guerra vale tudo.
– Já que é guerra, o que acha do seguinte? Não haverá seme ou uke, iremos competir para ver quem penetra o outro mais vezes.
– Quem vencer o desafio 10 vezes se tornará o seme.
– É, estamos começando a nos entender.
Novamente eles juntaram os lábios para outro beijo. Quando foi que ambos se imaginariam em uma situação dessas? Ambos competiam para ver quem comandava o beijo, suas línguas lutavam para dominar a boca um do outro. Palestina tentou retirar a camisa do israelense, mas ao fazer isso foi empurrado bruscamente.
– O que deu em você?!
– Desculpe, mas eu não consigo! – Exclamou temeroso.
– Tocaram em você durante...?
– Sim, mas não é esse o problema! Eu não quero que veja as minhas cicatrizes!
– Hei, eu não vou te fazer mal!
– Não é questão de me fazer mal ou não! Eu... Eu não me sinto bem quando elas estão expostas.
– Por quê?
– Falando sério, você acha essa atrocidade atraente?!
– Oh. – Disse finalmente entendendo aonde o outro queria chegar. – Você não se acha atraente por causa delas?
– E quem acharia?!
– Jacob, preste atenção. – Disse segurando o outro pelos ombros. – Eu não me incomodo com as suas cicatrizes, eu quero você. Mesmo que você perca um braço, uma perna, o que seja, eu ainda vou te querer. Você vai superar isso e eu vou te ajudar, mas não hoje. Vem, vamos ver se a gente encontra a sua “mãe”.
– Mal começamos e já quer conhecer a minha mãe?
– Se isso vai te fazer se sentir melhor depois desse dia tenso, por que não?
Israel abriu um sorriso de orelha a orelha. Para rele, rever Polônia era sempre uma boa ideia. Ele agarrou Palestina pelo pulso, saiu do quarto e andou pelos corredores a procura de sua “mãe”.
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