Gakuen Hetalia 2.0
23 Capítulo 23
Notas iniciais
No dia seguinte, Escócia e Irlanda acordaram com fortes raios de sol na cara.
– Que merda, não dava para ser mais ensolarado?! – Esbravejou Escócia.
– Pra mim tanto faz, vou matar aula mesmo.
– Você matando aula?
– Scott, olhe para mim. Eu preciso de um banho, estou cansada e ainda não me recuperei da noite difícil que tive com o França bêbado debaixo da janela da Argélia.
– Matar aula até que não é uma ideia ruim. Hoje começamos com a Assíria mesmo.
O dia começou um tanto anormal. Inglaterra, França, Espanha, Prússia, Gales e Irlanda do Norte pareciam zumbis. A primeira aula deles era com Assíria, então tiveram que tomar muito café e muito energético antes de saírem de casa.
Os nórdicos estavam esperando Dinamarca, como sempre. Islândia iria acompanhar Groenlândia, assim não precisaria segurar vela quando Noruega e Dinamarca começassem com as deles. Eles ouviram um grito e entraram no apartamento. Lá, eles viram Dinamarca parecendo que ia cair duro no chão e Groenlândia de abaya.
– WTF?! – Exclamaram os outros.
– Groenlândia, o que significa isso?! – Exclamou o dinamarquês.
– Você disse que eu deveria usar mais saia e vestido fora de casa. É o que estou fazendo.
– Mas isto é uma abaya!
– Mas não é uma calça ou short, então pode.
Dinamarca pensou e se deu por vencido. Ele devolveu as calças e o casaco de Groenlândia. Após se vestir adequadamente, Groenlândia foi para a escola com Islândia. Ela agora mantinha a cabeça erguida, mas sempre desviava o olhar do de Islândia.
– A ideia da abaya foi genial. – Comentou ele.
– Agradeça a Ártico e Antártida.
– Eles são apenas uma lenda da escola.
– Acredite, eles não são.
– Green, ainda bem que te encontrei. – Disse Canadá correndo na direção deles e fazendo Groenlândia abaixar a cabeça. – Você fez o dever da professora Ibéria?
– Fiz sim, mas não é para a semana que vem?
– Sim, mas pode me ajudar com ele? Minha vida está um caos ultimamente.
– Isso não é desculpa. – Disse Islândia.
– Ice! – Gritou Seychelles correndo na direção deles. – Você viu Espanha, Prússia, Zâmbia ou Madagascar por aí? É muito importante. – Disse com um sorriso enorme.
– Não, eu não vi.
– Que sorriso é esse Seychelles? – Perguntou Canadá.
– É que eu tive uma genial, Canadá! Eu vou fazer França e Argélia fazerem as pazes e se tornarem amigos.
– O QUE?! – Exclamaram Canadá e Islândia piscando os olhos várias vezes para ver se aquilo era real.
– Matthie! Que bom que te achei! – Exclamou Zealand alegremente agarrando o braço dele. – São seus amigos?
– Ah, oi Zea. Bem...
– Olá pessoal, meu nome é Zealand, mas podem me chamar de Zea, sou a Ilha do Sul da Nova Zelândia.
– Ilha do sul? – Perguntou Islândia.
– Pensei que só o... – Começou Seychelles.
– Não fale isso. – Cortou Canadá antes que a coisa ficasse preta.
– Puta que pariu! Sam, Moa, mal começou o dia e já estão brigando?! – Gritou irritada indo separar as amigas e deixando os outros com enormes gotas.
– Ela é bipolar. – Explicou Canadá. – Onde está a Green?
– Ah, droga! – Exclamou Islândia ao ver que sua companheira tinha sumido e provavelmente se escondido em algum lugar.
Enquanto isso na Classe Oriente Médio, Israel e Palestina não estavam brigando, o que era um milagre. Omã e Jordânia foram ver o que tinha acontecido.
– Israelito, Palestito, o que aconteceu?
– Isso é culpa dos nossos vizinhos que brigaram feio ontem. – Disse Palestina. – E depois dizem que nós somos os barulhentos.
– Coitadinhos. – Apiedou-se Omã.
– Sobre o que foi a briga? – Perguntou Jordânia.
– Algo sobre um irmão impedir outro irmão de comer outro irmão junto com mais alguém e depois um deles foi atacado por um Pokémon. – Disse Israel.
– Ainda tentando resolver a tensão entre eles, Jordânia? Saiba que esse pensamento é tolo, ainda mais se tratando desse judeu. – Disse Irã se aproximando e deixando Israel furioso.
– Vai se fuder, Irã, eu não tenho saco pra te aturar hoje!
– Ficou bravo, é?
– Iranito, sério, não implique com eles hoje. – Disse Jordânia com um olhar de reprovação.
– Está defendendo ele? – Aponta para Israel.
– Eu não gosto de brigas, especialmente as que envolvem a minha família, mas nesse caso, eu não posso permitir que você venha se aproveitar da situação dele. Não é uma boa ideia brigar com um inimigo cansado, só faz mal para a sua moral.
Irã retorceu o lábio e se afastou.
– Obrigado, Jô. – Agradeceu o israelense.
– Não foi nada.
– Eu não entendo, se vocês dois se odeiam, por que Palestina não ficou do lado do Irã?
– Tem coisas que não dizemos em público ou fazemos um com o outro. – Disse Palestina. – E eu também não gosto do Irã.
– Eles não se odeiam totalmente. – Riu Jordânia. – Apesar de se matarem o tempo inteiro.
Enquanto isso, Vietnã andava pelos corredores com Coréia do Norte.
– É impressão minha ou essa escola só tem loucos? – Perguntou Vietnã.
– Eu ainda não acredito que aceitei vir para cá, por que eu vim para cá mesmo? Ah é, o Yong me convenceu e disse que dividiríamos o apartamento.
– Por falar nisso e a relação de vocês? Vocês dois pareciam mais extrovertidos quando eu era o assunto do momento.
– A mesma merda de sempre.
– Como assim?!
– Não temos muito que conversar, está bem.
Os dois acabaram encontrando com América e Coréia do Sul que vinham na direção oposta do corredor.
– Viet, isso está difícil! Como é que a gente... – América leva um murro na cabeça.
– Idiota, não é pra falar isso aqui.
– Mas Viet...
– América, não sabe que as paredes têm ouvidos?!
Os gêmeos se entreolharam de forma suspeita, o que não passou despercebido por Vietnã e América. Finalmente eles tinham se olhado nos olhos, Vietnã estava tão empolgada que eles se acertariam. Os gêmeos olharam para os dois logo em seguida.
– Vocês estão de caso? – Perguntaram em uníssono fazendo Vietnã cair dura no chão.
– O QUE?! – Exclamou Vietnã caindo dura no chão.
– Estamos de caso,Viet? – Perguntou América.
– Claro que não! Até porque ele já tem Filipinas e Panamá.
– Se não as tivesse, vocês teriam um caso? – Perguntou Coréia do Sul.
– Se a Viet quisesse.
– O QUE?!
– Vietnã, você tem um mau gosto pior do que eu pensei. – Disse Coréia do Norte.
– Mas a gente não está de caso! E eu jamais teria de caso com ele!
Os se entreolharam de novo durante algum tempo.
– É, estão de caso. – Concluíram em uníssono, fazendo Vietnã capotar.
– Oi pessoal, o que estão fazendo? – Perguntou Laos, que tinha aparecido do nada.
– Olá, Laos, faz tempo não? – Cumprimentou Coréia do Norte.
– E como faz! – Exclamou a garota. – Por que a Viet está com essa cara?
– Descobrimos que ela e o América estão de caso. – Disse Coréia do Sul.
– Eu sabia que vocês iam se acertar!
– A gente não está de caso!
– Eu vou te emprestar um livro com as fantasias sexuais mais loucamente excitantes que você possa imaginar. Ah, e fui eu que escrevi.
– LAOS!
– HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA! – Riram os gêmeos enquanto América estava parecendo um pimentão.
– Se o sexo de vocês já é bom a ponto de quebrarem a casa toda, imagina esse livro!
– Poupe-me de suas fantasias sexuais, Laos!
– Qual é, Viet. Inovar não faz mal. Você lembra da vez em que a gente se aventurou? Então, não foi tão ruim.
– LAOS!
– Você e a Laos... – Começou América.
– Foi só uma noite e na época da Guerra fria!
– Relaxa, nós gostamos de homens. Não vou roubar a sua Viet, está bem? – Disse dando uma piscadela marota. – Além disso, foi bom porque assim eu pude escrever outro livro.
– Quantos livros você escreveu afinal?! – Perguntaram Vietnã e Coréia do Norte.
– Cinco. Um para casais heteros, um para gays, um para lésbicas, um para trios envolvendo gêmeos e outro para orgias.
– Legal, daze! – Exclamou Coréia do Sul.
– Nem em sonhos você vai ter um desses. – Disse o gêmeo mais velho.
– Mas Hyung...
– Nem pensar, eu conheço bem as fantasias da Laos para deixar você ter um.
– Como é que você conhece as fantasias dela? – Pergunto América.
– Na época da Guerra Fria, após a Vietnã vir para o lado comunista da força, Laos veio também. Como ela estava cansada da guerra e ninguém se interessava por romances, ela começou a escrever putaria.
– Não falem desses livros para o França!
Vietnã agarrou Laos pelo pulso e a levou para um corredor mais afastado.
– Laos, o que você pensa que está fazendo?
– Ajudando você e o América a apimentar a relação.
– Kimi, a gente não tem um caso. O América está tentando me ajudar a resolver a tensão entre os gêmeos, mas ele quase pôs tudo a perder e agora eles acham que a gente tem um caso!
– Ah, então é isso. Por que não falou isso antes?
– Porque se eles descobrirem o que pretendemos, vai tudo por água a baixo!
– Entendi. Nesse caso, vocês precisam de ajuda de uma profissional.
– Por favor, não me diga que essa profissional é você.
– Lógico que sou eu! Quem mais você conhece que lidaria com relacionamentos conturbados?
– Você não vai fazer esses dois terem um caso, vai?
– Buda me livre! Seria um desperdício! Assim não teria um ménage entre eles e uma de nós!
– Você só pensa nisso?!
– Vamos lá. – Disse voltando para o trio.
– Eu não acredito nisso.
As duas voltam para perto dos garotos e viram que Coréia do Norte tinha ido embora.
– Ué, ele já foi? – Perguntou Laos.
– Sim, é como se eu não o conhecesse mais. – Disse Yong com semblante triste. – É como se nem fôssemos mais irmãos.
– Já tentou dizer a ele como se sente?
– Não.
– Pois diga. Vocês são gêmeos e pelo que eu vi, a ligação entre vocês é forte! Ele é seu irmão e no fundo se preocupa com você.
– Queria que isso fosse verdade.
– Hyung não demonstra o que sente, mas garanto que ele sente a sua falta assim como você sente a dele. Se não disser como está se sentindo com essa situação, vocês jamais sairão desse impasse!
– Tem razão, Laos. Eu vou tentar falar com ele quando chegarmos em casa. Vejo vocês na aula, daze! – Disse correndo rumo à sala.
– Isso foi incrível! – Exclamou América.
– Laos, isso foi tão legal da sua parte. – Disse Vietnã.
– Eu disse que era profissional, Lien. Agora é só esperar para ver.
Enquanto isso, Escócia e Irlanda tinham chegado ao seu andar. Escócia tinha esquecido sua chave, por isso teve que entrar no apartamento de Irlanda. Ao contrário do seu, o dela era bem arrumado. Irlanda foi para o quarto e voltou com uma calça de moletom cinza e a entregou para Escócia.
– Mas essa calça é de garota!
– É porque é minha. É a mais larga que tenho, então deve servir.
– Por que não me empresta uma calça do seu irmão?
– Eu não empresto o que não é meu. É pegar ou largar.
– Ok. Hei, já que vamos tomar banho, por que não tomamos juntos?
– Não somos mais crianças e muito menos temos que tomar banho de rio, se bem que a gente se matava mais do que se limpava.
– Pode crer, mas Irlanda, não é preciso ser crianças para tomarmos banho juntos.
– Scott, eu estou cansada demais para aturar suas provocações e suas brincadeiras de mau gosto. Então não enche! – Entra no banheiro e bate a porta.
– Pelo visto a TPM chegou mais cedo. – Disse com os olhos arregalados e coçando a nuca.
– Eu ouvi isso!
Assim que Irlanda acabou do banho, ela vestiu um moletom preto e uma camiseta cinza. Nem se deu o trabalho de colocar um sutiã ou usar o secador para secar o cabelo, preferiu o deixar solto. Logo foi a vez do homem.
Enquanto Escócia tomava banho, Irlanda preparava algo para comerem, afinal, eles não comeram nada desde o dia anterior. Após Escócia tomar banho e eles comerem o café, Irlanda foi se deitar no seu quarto enquanto Escócia acabou ficando no sofa mesmo.
Depois das aulas, Gales, Irlanda do Norte, Espanha, França, Inglaterra e Prússia viram a redação trancada com os funcionários na porta. Descobriram que tinha sido Romênia que tinha trancado a sala. Na verdade era uma brincadeira que ele tinha feito trancando Escócia e Irlanda lá, mas ao abrir a porta não tinha ninguém.
Romênia quase foi morto pelos seis e pelo pessoal da redação. A sorte dele era que Acádia passava pelo corredor e impediu a matança. Após explicarem o que aconteceu, Acádia mandou o loiro para a detenção e se pôs a examinar o recinto.
– Quem é que construiu este lugar? – Perguntou ela.
– Foi a professora Suméria. – Respondeu Bulgária. – Ela construiu a escola inteira.
– Conhecendo Sume como eu conheço, ela deve ter enchido a escola de passagens secretas. Provavelmente devem ter descoberto uma e saído.
Os seis voltaram correndo para o prédio para ver se encontravam os outros dois. No apartamento dos britânicos eles não encontraram ninguém, já no apartamento dos irlandeses eles encontraram Escócia no sofa e o acordaram.
– Puta que pariu! Ninguém pode mais dormir sossegado?!
– A gente se dá ao trabalho de ver se você está vivo e é assim que nos agradece? – Disse Inglaterra.
– Sei, vocês agonizaram a noite inteira me esperando.
– Na verdade foi pela Irlanda. – Disse Espanha.
– Onde está Eire?
– Lá dentro, dormindo.
Irlanda do Norte foi para o quarto da irmã. Após ser interrogado, Escócia contou o que tinha acontecido na noite passada sem nenhum detalhe, como se fosse a coisa mais normal do mundo. Eles ouviram uma pequena discussão e Irlanda apareceu com uma aura incrivelmente assustadora e o cabelo dividido em várias mechas, como se elas tivessem criado vida e se tornado tentáculos. Irlanda do Norte tentava conter a irmã em vão.
– Quem foi o morto que tentou abusar do meu irmão?!
– Eire, não foi bem assim!
– Vai com calma aí! – Disse Escócia. – Como você sabe que alguém tentou abusar do Irlanda do Norte?
– Tem uma marca de chupão no pescoço dele.
– Arthur. – Dessa vez foi a vez do escocês adquirir uma aparência sinistra.
– Mas o Francis também participou! – Gritou desesperado o inglês tentando jogar a culpa para o outro.
– Dedo duro.
– Vocês estão mortos. – Disseram os dois ruivos estalando os dedos.
Escócia e Irlanda avançaram nos dois. Logo uma nuvem de fumaça surgiu e sons violentos de luta foram ouvidos. Espanha e Prússia foram embora e Gales impediu Irlanda do Norte de se meter no meio da briga e o tirou de lá. Quando Escócia e Irlanda estavam naquele estado, nem apocalipse zumbi era o suficiente para detê-los.
Enquanto isso, Coréia do Sul estava disposto a seguir o conselho de Laos, o problema era se ele iria conseguir. Seu irmão tinha se tornado muito reservado, muito distante, nem parecia mais o seu irmão. Ele respirou fundo antes de entrar em casa e quando entrou foi direto falar com o seu irmão.
– Hyung, eu preciso falar com você.
– Diga.
Ambos não se encaravam nos olhos, pareciam dois estranhos dividindo o mesmo espaço. Aquilo estava matando o mais novo.
– Eu não aguento mais! Hyung, o que aconteceu com a gente? Nós éramos tão ligados, tão unidos e agora... – Ele tentava conter as lágrimas que desciam. – Eu não aguento mais isso. Eu quero o meu irmão de volta.
Dizendo isso, o mais novo abraçou o mais velho, afundando o rosto em seu ombro e começou a chorar. O mais velho no começo não fez nada, embora estivesse com um olhar triste. Ele uma das mãos sobre o ombro do mais novo.
– Você sabe que não podemos, Yong. Nossos superiores querem ver um de nós matando o outro. – Apesar do gesto, ele não mostrava alteração na voz.
– Não é justo! Nós estamos juntos desde o útero, por que tem que terminar assim?!
– Nós não fazemos as regras, Yong.
– Mas Hyung, olhe para nós! Parecemos dois estranhos sob o mesmo teto. Eu não consigo mais viver assim!
O mais novo se soltou do mais velho e correu para fora. O mais velho ficou parado por um instante, mas por alguma razão seu coração foi tomado por uma inexplicável angústia e ele se pôs a correr atrás do gêmeo. Não sabia explicar o que era e nem o que estava acontecendo, mas tinha que parar o seu irmão. Muitas coisas que aconteciam entre os gêmeos eram inexplicáveis, não havia um pensamento lógico ou algo parecido, eles apenas sentiam.
Coréia do Norte saiu do apartamento, mas a porta do elevador já tinha se fechado. Ele teve que usar as escadas. Ao chegar ao térreo, viu que era tarde, mas não parou para lamentar. Saiu do prédio e não viu ninguém do lado de fora.
– Yong! – Chamou, mas não obteve resposta. – Yong, onde você está?! – Novamente não teve resposta. – Merda.
Ele se pôs a correr. Para onde? Nem ele tinha certeza. Ele acabou esbarrando e derrubando Vietnã.
– Hyung, o que aconteceu?
– Viet, você viu o meu irmão? Eu preciso achá-lo!
– Não, eu não vi. O que aconteceu? Você não é de agir assim.
– Não dá para explicar. – Realmente não dava, nem ele e Yong conseguiriam explicar.
Ele voltou a correr e Vietnã foi atrás muito preocupada. Do nada, o garoto caiu ajoelhado e agarrou o peito. Vietnã foi até ele e se agachou ao seu lado. Para a sua sorte ou azar, não importa agora, América estava passando por ali quando viu a cena.
– Viet, o que houve?
– Alfred, me ajude a levá-lo à enfermaria.
– Yong. – Disse o outro agarrando ainda mais o peito.
– O que aconteceu? – Perguntou América parado ao lado dos dois.
– Eu não sei! Dá pra ajudar aqui ou está difícil?!
América acabou tendo que carregar Coréia do Norte para a enfermaria, acompanhado de Vietnã. Celtic ordenou que o pusessem em uma maca imediatamente e avaliou o estado dele.
– Aparentemente ele está bem. – Deu o diagnóstico.
– Como pode estar bem?! – Exclamaram os outros dois em uníssono.
– Então ele é filho da Coréia.– Disse ela para si mesma, deixando interrogações nos outros. – Mas ela tem dois, esse seria o mais velho ou o mais novo?
– O que isso importa?!
– Droga, são gêmeos! Onde está o irmão dele?!
– Não sabemos, mas ele estava procurando pelo Coréia do Sul antes disso acontecer. – Disse Vietnã.
– Celtic, eu não sei como isso vai ajudar. – Disse América.
– Gêmeos possuem ligação uns com os outros, se ela é forte ou fraca é outra história. Eles podem morrer ao mesmo tempo mesmo estando em lugares diferentes. Há quem diga até que um deles pode sentir quando algo ruim acontece com o outro e ameaça a sua vida como uma facada, um tiro... Se esse está bem, garanto que o outro não está.
– Temos que encontrar Yong e rápido! – Exclamou Vietnã.
– Hyung, o que aconteceu com o seu irmão? – Perguntou Celtic.
– Uma pancada forte... Carro ou algo assim... – Disse o outro com sinais visíveis de dor.
– Atropelamento. Encontrem o outro gêmeo imediatamente! Se ele morrer, esse aqui morre também! Digam a Anglos que se ele não deixá-los sair, eu arranco as tripas dele.
– Mas como ele sabe o que aconteceu com o outro? – Perguntou América, que ainda não tinha entendido nada.
– Pela ligação.
– Mas eu ainda não entendi.
– Os orientais acreditam que gêmeos são o resultado de uma alma que se dividiu em duas, por isso eles possuem tal ligação. Agora vão! – Empurrou os dois para fora da enfermaria.
América e Vietnã correram para fora do campus. Eles encontraram o gêmeo mais novo na estrada rodeado por uma multidão. Ele realmente tinha sido atropelado. América e Vietnã o removeram para a enfermaria da escola, mesmo com muitos protestos atrás deles, mas médico nenhum fazia o que Celtic conseguia fazer. Ao voltarem, Celtic pegou o garoto imediatamente e o levou para a ala emergencial, coisa que ninguém sabia que tinha até aquele momento. Lá ela utilizaria de todos os recursos, inclusive da magia.
Depois de mais ou menos duas horas, Celtic voltou com o garoto em uma maca normal e a colocou ao lado da maca do outro, que já estava melhor, mas nem tanto.
– Coréia! Que bom, que voltou! Viu, não foi nada. – Disse América sendo América.
– Alfred, não mexa nos pacientes. – Repreendeu Vietnã dando um murro na cabeça do americano. – Como ele está?
– Bem... Fisicamente está bem. Consertei tudo o que podia utilizando de métodos normais e de magia, porém... – Nisso a enfermeira ficou em um silêncio mortal.
– Celtic, o que houve?
– Apesar de tudo, ele entrou em coma e não tem previsão de acordar.
O silêncio se instaurou na sala. Todos tinham prendido a respiração. Coma? Essa palavra parecia fazer eco no ar. A cabeça do gêmeo mais velho estava cheia de perguntas que jamais teriam respostas, seus olhos encheram-se de água e ele não fez nada para impedir com que as lágrimas caíssem, estava chocado demais até para respirar. Foi Celtic quem quebrou o clima tenso.
– Tenho que notificar à Coréia Antiga. Vocês dois deveriam ir para casa, vou manter os gêmeos aqui para observação.
Dito isso, ela saiu da enfermaria. Teria que pensar em como daria a notícia para a amiga, trabalho que seria complicado, pois Coréia iria fazer um grande escândalo. Vietnã se aproximou de Coréia do Norte, mas este fez sinal de que queria ficar sozinho. Ela e América saíram da enfermaria.
– Isso é muito triste. – Disse América tão sério que acabou surpreendendo Vietnã.
– Eu sei.
– Como é que as coisas puderam chegar a esse ponto? – Vietnã iria reclamar que foi por culpa dele e de Rússia, mas ele se pronunciou primeiro. – Não devemos ficar desse jeito, quero dizer, ele vai ficar bem, não vai?
– Eu espero que sim.
Ambos foram para suas casas depois dessa conversa.
Fale com o autor