Gêmeas Por Acaso - Interativa
2 Prólogo 2 - História Paralela
Notas iniciais
Quinze anos atrás...
P.O.V Andreia:
Eu já não aguento mais esse casamento! Eu só estou casada há cinco anos com o Júnior e já estamos infelizes! Mas isso era óbvio, já que eu não amo o Júnior e sim o irmão dele, o Fernando. Ele que me entende.
– Eu não aguento mais o Júnior, Fernando! — exclamei.
– Mas você tem que aturá-lo, se não, você volta pra pobreza! — aconselhou.
– É, mas você não sabe o quão difícil é conviver com aquele xarope! Ele é muito chato e só pensa em ler livros e blá, blá, blá...- comentei já me exaustando.
– Eu te disse que ele era insuportável, mas mesmo assim você se casou com ele! — respondeu.
– Foi você quem me forçou a isso! — rebati.
– Mas você também não é santa, Andreia! Você fez tudo isso pelo dinheiro! — respondeu.
– Pois é, e agora a gente precisa pensar num jeito de não acabar com tudo! Me ajuda, Fernando! — falei.
– Deixa eu pensar...
Ficamos ali pensando num plano, pensamos, tentamos, palpitamos, até que...
– E se você ficasse grávida? — propôs.
– E você acha que eu ia perder a minha cinturinha? Nem morta! — discordei.
– Não precisa ser uma gravidez de verdade! Você só precisa fingir e depois eu arranjo na adoção! — falou.
– E você acha que o Júnior iria acreditar? — perguntei.
– A gente tenta, e o meu irmão é meio tonto pra essas coisas, ele vai acreditar! — respondeu.
– Então eu topo! — concordei.
(Nos abraçamos e nos beijamos)
P.O.V Carol:
Eu estava desolada, pois eu fui contar ao meu namorado que eu estava grávida e ele ficou bravo e foi embora.
Meus pais não gostaram da notícia e me expulsaram de casa e eu fui parar num abrigo para grávidas. Eu apenas chorava, a única coisa que me dava forças era o meu bebê que eu estava esperando. Ficava sentada o dia todo no pátio do abrigo alisando a minha barriga.
– Carol? — perguntou uma senhora com roupa de enfermeira e cabelos curtos.
– Sou eu! — respondi limpando ás lágrimas.
– Já está na hora do almoço! — avisou.
– Eu sei, mas eu não tenho vontade de comer, na verdade, eu não tenho vontade de fazer nada! — respondi chorando novamente.
–Por que? — perguntou sentando-se ao meu lado.
– Porque eu não tenho ninguém! Meu namorado foi embora, meus pais me expulsaram de casa e eu só tenho esse abrigo até o meu bebê nascer... — expliquei chorando.
– Então você não tem "ninguém", você tem esse bebezinho que você está esperando, mas, enquanto ele não nasce, eu vou estar aqui com você! — falou.
– Como você chama? — perguntei.
– Valentina! — respondeu e eu a abracei.
~~ Empresa 50X50 ~~
P.O.V. Andreia:
– Grávida? — perguntou Júnior supreso.
– Sim, meu amor! Não é uma boa notícia? — falei abraçando-o.
– Sim... é... Mas como? — perguntou.
– Ué, como? Eu vou ter que te explicar de onde vem os bebês? — ironizei.
– Claro que não, Andreia! Você sabe muito bem do que eu tô falando! — explicou — Você não se cuida não? — perguntou.
– Isso é pergunta que se faça, Júnior? — perguntei brava — Eu venho aqui, com toda a falicidade do mundo e você me trata assim... — dramatizei.
– Não Andreia! Eu tô muito feliz, nossa! — se animou.
(Ele me abraçou super animado)
– Agora eu vou avisar a todo mundo! Família, amigos, empregados! — falou ligando o celular e saindo correndo.
– Vai, idiota! — falei quando estava sozinha — Eu tenho que ligar para o Fernando! — comemorei.
Nove meses depois...
Carol já está á ponto de ter ás filhas, agora ela descobriu que serão duas, mas ainda não foi á maternidade.
Fernando vai ao abrigo e vê que a mulher que esta prestes a ter filho é Carol. Na maternidade, Fernando sequestra as filhas de Carol e suborna os médicos a dizerem a ele que os bebês nasceram natimortos. Carol se desespera e é internada.
Andreia já está na maternidade exausta esperando Fernando e quando ele chega e ela vê dois, manda ele escolher uma das duas. Ele vê uma das bebês soltando um brilho de um dos dedos como se fosse mágica e escolhe a outra por medo.
Ele coloca o bebê num orfanato, numa cestinha. A filha de Andreia leva muita alegria para a família e resolve o seu problema no casamento. Já Carol, fica louca e se interna num manicômio feminino.
Quinze anos depois...
Fale com o autor