Fúria da Nerd
2 Percy Jackson POV
Notas iniciais
Percy Jackson POV
Mais um ano estava começando, a mesma chatice de sempre, graças a Deus era o último
ano. Acordo cedo e me arrumo antes de que minha mãe comece a gritar dizendo que estou atrasado.
— 5 minutos. — diz ela quando desço para a cozinha. — Você está bem?
— Estou, por quê? — pergunto.
— Você costuma descer na hora ou atrasado, não 5 minutos antes. Pensei que tivesse acontecido algo.
— Muito engraçado, Dona Sally. Estou bem, só não quero chegar atrasado no 1° dia, meus amigos vão estar me esperando.
— Eles já deviam estar acostumados com seus atrasos.
— Nós podemos ir? — pergunto querendo mudar de assunto.
— Claro.
Chegando lá encontro Octavian, Luke, Jason e Grover na porta. Um fato sobre os meninos, nunca confie em Luke e Octavian, eles são falsos e só querem popularidade. Quanto aos outros dois, eles são meus melhores amigos.
Antigamente, éramos um grupo grande, porém no 5° Ano as coisas mudaram e até hoje, nunca mais voltaram. Acho que já estamos acostumados com a mudança e no último ano não vamos voltar ao que éramos, na verdade, nunca voltaremos.
Entramos no colégio e rapidamente Rachel já vem ao meu encontro, Jason já sai indo em direção ao grupo de ex-amigos meus, infelizmente, Octavian e Luke começam a conversar com duas líderes de torcida. Vejo Grover ir falar com Júniper, sua recente namorada.
Não tinha tanta vontade de ficar ouvindo Rachel, qual é, ela é extremamente fútil e só sabe falar de roupas e esnobar os outros. Então enquanto ela fala eu apenas finjo que ouço.
— Percy, Percy, amoreco...
— Que foi? — pergunto a Rachel saindo de meu transe.
— Você estava me ouvindo? — pergunta e cara, como sua voz é irritante. — Porque eu detesto quando não me ouvem, sabe, eu nunca falo besteira então não há motivos para não me ouvir, todos...
Eu não aguento ouvi-la por muito tempo, ando distraído ao seu lado até que alguém tromba em mim.
— Desculpa. — diz e sai.
Vejo que ela estava com Thalia, mas ela não é daqui, deve ser nova. Com aqueles olhos cinzas — tempestade, e o cabelo loiro com leves ondas como o mar calmo.
— ... você não acha? — pergunta Rachel.
— Me desculpa, eu me distrai, o que você dizia?
Ela bufa e volta a falar:
— Muita audácia dessa menina trombar assim com você, no lanche devemos fazer algo com ela.
— Não sei. — digo. — Ela deve ser aluna nova já que eu nunca a vi, vamos deixar passar.
— Nada disso. — diz Rachel. — Já sei até o que fazer.
Durante as aulas tive um pouco de paz, já que Rachel não estava na mesma classe que eu, mas a loirinha estava.
— Alunos novos? — entra o professor Quíron, meu professor favorito, perguntando.
Ela e mais um menino levantam a mão.
— Por favor, levantem e se apresentem. — diz em sua cadeira de rodas.
— Annabeth Chase, 16 anos, vim da Califórnia e é isso. — diz ficando corada com todos olhando para ela.
— Nico Di Ângelo, 16 anos, estava na França mas vim pra cá morar com a minha irmã.
Ele é meio, ou melhor, muito gótico e misterioso. Ele faz completamente o estilo de Thalia. E Di Ângelo, este sobrenome não me é estranho.
— Bom alunos, eu sou o Quíron e darei aulas de história.
Como sempre a aula dele foi ótima, já a da Sra. Dodds eu não posso dizer o mesmo.
— Ei, Nico. — chamei quando tocou o sinal do intervalo.
— Eu? — ele se virou perguntando.
— Sim, qual o nome da sua irmã? — pergunto me aproximando.
— Bianca. mas por que você quer saber?
Raciocino um pouco, ligo algumas pessoas até que noto quem ele é.
— Não acredito que é você. — digo.
— Eu quem? — pergunta confuso.
— Cara você mudou muito, sou eu, o Percy.
— Ah! Percy? Me... Quanto tempo. — diz.
Damos um abraço.
— Ainda não fala "Meu Deus"? — pergunto.
— Não, algumas coisas mudaram, mas outras continuam.
— Estou vendo, você não parece ser 4 anos mais novo que eu agora, está até da minha altura.
— Uma hora eu tinha que crescer, não é mesmo? — disse rindo.
— Foi bom te ver.
— Como assim, foi bom te ver? — pergunta.
— Você vai sentar com a sua irmã, e daquela mesa eu passo longe.
— Por quê? — pergunta.
— Às vezes eu me esqueço que você foi embora no 4° Ano. Digamos que um ano depois as coisas não ficaram boas. A gente não se fala mais. — digo.
— Bom, se eu for bem vindo, gostaria de sentar com você, minha irmã ia ficar enchendo o saco e eu não quero ver a Thalia ainda. As lembranças não são muito boas.
— Era legal aquela época. pena que não somos mais os mesmos.
— Às vezes algumas mudanças são necessárias, e nem todas são ruins.
— Pra mim foram.
Fomos ao refeitório, eu o apresentei para Grover, Luke e Octavian. Jason já o conhecia e se lembrava dele.
— Quanto tempo. — diz Jason. — Eu me lembro de você mais baixo.
— Tantas coisas e as pessoas reparam apenas na minha altura.
O horário de lanche foi legal, Rachel ficou com as suas amigas me deixando em paz um pouco, Luke e Octavian conversavam entre si e eu e os meninos zoávamos.
— Ei, o que faz aqui? — pergunta Bianca autoritária ao lado da mesa.
— Estou com os meus amigos.
— Você nem foi falar comigo. — diz fazendo bico.
— Desculpe. — diz Nico indo abraçá-la. — É só que agora você vai me ver 24 horas por dia, 7 dias por semana. Já está bom de abraço.
— Só mais um pouquinho. — diz o apertando.
— Este pouquinho já passou. — fala ele tentando sair do abraço apertado.
Até que era uma cena engraçada de se ver. vejo os meninos segurando o riso, mas quase falhando. Eu não podia falhar.
— Deixa de ser insensível, não nos vemos faz anos.
— Eu não gosto muito de abraços.
— Vai passar a gostar.
— Bianca, estou falando sério.
— Não vou soltar.
— Eu não vou fugir para a China, Bianca.
— Okay. Eu já vou.
— Por que não fica?
Ela olha pra mim por um breve momento, eu abaixo a cabeça e pelo canto do olho a vejo se virando para a outra mesa.
— Não sei... — fala em dúvida olhando para mim.
— O Percy não liga, liga? — diz Nico olhando dela para mim.
— Não. — digo lentamente.
— Viu, fica aqui.
Todos olhamos para ela, até que ela assente.
— Você está me arrumando um baita confusão e mal chegou.
— Relaxa.
Continuamos do jeito que estávamos antes, Bianca sempre foi legal e fofa, e pelo que vi ela continua do mesmo jeito. no começo estava apreensiva, mas depois se soltou, chegamos até a conversar.
— Sabe Percy, acho que já faz muito tempo, talvez fosse hora desta birra acabar.
— Isso não depende de mim. — digo.
Antes do sinal tocar, Rachel veio até a mesa:
— Hora de colocar o plano em prática.
— Eu acho melhor não, eu também esbarrei nela.
— Não esbarrou nada, vai logo.
Eu pego o copo de suco e vou até o outro lado do refeitório, quando cruzo a metade todos param para ver, Rachel, Luke e Octavian estavam atrás de mim, vou até eles que estão saindo da mesa e jogo o suco no seu cabelo que começa a cachear um pouco, coisa que eu não entendo.
— Da próxima vez, é melhor olhar por onde anda. — digo e saio com os meus "amigos" que estão rindo.
— Sinceramente, — diz Bianca vindo até mim — para isso acabar também depende de você.
Ela sai atrás da Annabeth, provavelmente Silena vai dar uma troca de roupa para ela, do tipo rosa.
— Cara, por que você fez isso? — pergunta Nico.
— Você não entenderia.
— Então vamos para a aula e depois para a sua casa, então eu vou poder entender. Tenho bastante tempo.
O sinal toca e vamos para a aula.
Annabeth não apareceu na primeira aula depois do lanche, apenas na outra.
— Com licença, posso entrar? — perguntou Annabeth na porta.
Deixe-me dizer como ela estava: short jeans claro de cintura alta, mostrando suas coxas e uma blusa curta e solta, que terminava onde o short começava, mas não encostava nele já que ela estava um pouco para a frente com o peito, e ela não tem barriga. Acho que na Califórnia ela devia fazer academia, correr na praia. nem a Rachel que é capitã das líderes de torcida e fazia dança desde pequena tinha um corpo tão bonito.
Seus cabelos estavam mais cacheados, mas continuava indo até o fim das costas, ela devia ter molhado para tirar o suco só não entendo de como um quase liso virou cacheado.
— Pode sim.
Ela se senta na fileira da ponta embaixo das janelas laterais e mais ao fundo.
— Para de babar. — sussurra Nico ao meu lado.
— Não estava babando.
— Estava sim.
— Gostariam de dividir conosco o assunto? — pergunta o professor de matemática.
— É que ele não estava entendendo a matéria. — diz Nico.
— Não vejo nenhuma novidade nisso, preste mais atenção na aula e quem sabe entenderá, Sr. Jackson.
O resto do dia foi o mais normal possível para um primeiro dia de aula.
Na saída me despedi de Rachel e esperei Nico que foi dar "oi" e "tchau" para sua irmã e os outros.
— Vamos? — pergunto.
— Vamos.
— E como nós vamos? — perguntou.
— Fazendo uma boa caminhada.
Dito isso, saímos rumo a uma caminhada de dois quilômetros até a minha casa.
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