Fúria da Nerd

4 Nico di Ângelo POV


Notas iniciais
Oieee, Galera!!! Obrigada a todos que estão comentando, acompanhando, favoritando e mais uma vez obrigada pela recomendação!!!! Podem passar para me darem um "OI" quando quiserem. Boa Leitura. ~corujinha-maria.

Nico di Ângelo POV

Fui com Percy andando até a casa dele, meu primeiro dia de aula e volta fora meio conturbado. No caminho ele ia me contando toda a história do 5° Ano, eu sai no 4° Ano e já magoei muitos. Ou melhor, apenas uma pessoa.

Ao chegar no apartamento, do lado de fora já sinto o cheiro da comida da Tia Sally.

— Tia Sally, voltei! — grito entrando na casa antes mesmo de Percy.

— Meu querido! — disse vindo me abraçar.

— Tia, sabe que eu te amo né? — pergunto.

Ela sorri e logo pergunta de volta:

— O que quer?

— O cheiro está maravilhoso e além disso, a senhora não sabe como eu senti falta dos seus maravilhosos biscoitos. — digo.

— Eu vou fazer. — diz.

— Te amo! — digo dando um beijo em sua bochecha e indo para o quarto de Percy deixar a mochila.

— Foi atazanar minha mãe? — pergunta ele já sentado na frente do notebook com fone de ouvido e microfone.

— Ela me ama. — digo dando de ombros e me sento no chão, encostando as costas na cama juntamente com ele. — Ainda joga este jogo?

— Sim, e eu sou ótimo por acaso.

— Já volto. — digo.

Ele deve ter se esquecido, mas eu ainda moro no andar de baixo. O último é de Zeus, embaixo Poseidon e mais embaixo Hades, meu pai.

Vou até em casa, pego meu notebook, dou "oi" para Dadá, a empregada e volto para o apartamento de Percy.

— Vamos ver quanto tempo ele leva para raciocinar. — digo para Tia Sally.

— Aposto dois biscoitos que ele vai se lembrar. — diz sorridente.

— Tia Sally, Tia Sally, ainda tem esperança em seu filho? Assim vai acabar sem biscoitos. — digo balançando a cabeça em negação.

— É como dizem, a esperança é a última quem morre. — diz ela.

Vamos até o quarto,e entro com o notebook e me sento ao lado de Percy, ele me olha confuso e fica tentando entender.

— Ma-mas... co-como? — pergunta.

— Raciocine. — digo

— Espera. — 5 minutos depois ele me olha como se houvesse entendido. — Você ainda mora aqui embaixo?

— Sim. — digo batendo palmas por ele ter conseguido. — Tia Sally, me deve mais dois biscoitos.

— Este é meu filho. — diz suspirando e indo para a cozinha.

Dou risada e começo a jogar com ele.

— O que aconteceu? — pergunto quando damos uma pausa do jogo.

— O que aconteceu com o que? — pergunta.

— Várias coisas, o que aconteceu depois que eu fui embora? Só aquela história não seria suficiente. As pessoas estão muito diferentes, e você está estranho.

— Estou diferente igual as outras pessoas.

— Não, você não estava assim até o intervalo. Conta. — digo.

— Eu achava que fofoca não era do seu feitio, Nico. Sinceramente, estou decepcionado. — diz balançando a cabeça negativamente.

— Mas quem está dizendo que é fofoca não sou eu, é você. — digo.

— Ok. — fala bufando.

— Eu não quero mais isso. — diz.

Espero ele continuar, mas vejo que ele precisa de um empurrão e decido ajudar, já que eu sou um amigo muito prestativo.

— Isso o quê? — pergunto devagar para que ele entenda.

— Eu não quero continuar assim, Octavian e Luke nem meus amigos são, eu só ando ao lado deles, não sinto mais nada pela Rachel e não queria ter jogado suco na novata. — diz em um fôlego só.

— Calma, respira. — digo. — vamos pensar em algum modo de você se livrar deles.

— Mas então eu ficarei com quem? — pergunta.

— Comigo e Jason, e ainda tem o seu amigo Grover.

— Você tem sua irmã, Jason a Piper, e Grover a Júniper. e você ainda tem a Thalia também. — sua última fala me faz corar um pouco.

— Não tenho nada. — digo fechando a cara.

— Fala de mim, mas nunca mais falou com ela. — diz.

— Não falei pois não deu, voltei hoje e ela estava... ocupada. — digo rapidamente, olhando para o outro lado.

— Ocupada, sei. Mas mesmo assim, eles nunca me deixariam voltar. — diz ele triste.

— Na verdade, eu acho que a única pessoa que não deixaria é a Thalia. O resto nem se importa mais, minha irmã mesmo, até acha que já passou dos limites. Mas você tem que mudar, VOCÊ. Jogou suco na Annabeth que é a nova amiga deles só porque eles falaram para você jogar. Se eles pedirem pra você deixá-los novamente daquele jeito, você deixaria? — pergunto.

— Não, nunca mais. — responde rapidamente.

— Mas como podemos ter certeza se eles ainda te controlam? Eu estou aqui há um dia e já vi isso, imagina eles que estão aqui a tanto tempo estudando com você.

— Eu não sei. Tenho medo de deixá-los e ninguém querer mais falar comigo. Eu não posso ter certeza de que eles serão meus amigos, eu não posso estar seguro disto.

— A amizade se resume a confiança, se você não confia em nós, confiaremos muito menos em você. Pois eles sim tem motivos.

Ele fica quieto por um minuto e eu decido concluir.

— Não foram eles que te abandonaram. — digo.

— MENINOS, VENHAM COMER! — grita a Tia Sally da cozinha.

— Vamos, estou sentindo o cheiro daqui e Alfredo está faminto. — digo.

— Alfredo? — pergunta ele confuso. — Não sabia que você tinha trazido amigos, Nico.

— Meu estômago, idiota. — digo dando um peteleco na sua cabeça.

— Ahh! — disse em um ar compreensivo.

— Quem chegar por último é a mulher do padre que fica sem biscoitos. — digo enquanto saio correndo.

— Qual é. — grita ele logo atrás de mim.

Digamos que ele corre rápido, mas eu sai em vantagem, admito.

— CHEGUEI! — grito segurando o balcão da cozinha para me ajudar a frear.

— Não foi... justo. — diz Percy brecando ao meu lado para não cair em cima da mesa. Sua respiração estava apenas um pouco ofegante, a minha estava bem mais, aquele peixe sempre teve uma respiração melhor.

Peço pausa com a mão para recuperar o fôlego e ele começa a rir.

— Ainda respiro melhor. — diz ele.

— Não... tenho culpa... de não segurar... a minha respiração... por cinco... minutos. Nunca me dei bem... em natação e corrida. — digo.

— Eu me lembro, sempre perdia pra mim pois não conseguia respirar muito bem.

— Vamos... comer! — digo me sentando.

Ele ri e começamos a comer, sua mãe se junta a nós e começa a contar histórias do Percy, as mais engraçadas claro.

Estávamos nos divertindo, até que a campainha toca.

— Vou atender. — diz ela.

— Com licença. — pede a pessoa na porta, era uma menina. — Sou nova no prédio e preciso de um pouco de farinha para um bolo. Tem como me ajudar?

— Claro. — responde a voz que reconhecemos como a de Tia Sally.

Não podíamos espiar, pois da ultima vez que ela nos pegou fazendo isso ficamos uma semana sem biscoitos.

— Entre. — diz à menina até então desconhecida. — Os meninos estão na cozinha, quer comer conosco?

— Desculpe, nem me apresentei. — diz a garota.

As vozes estavam se aproximando.

— Que isso, meu nome é Sally, pode me chamar de Tia Sally se quiser.

— Ok, Tia Sally. Eu sou...