Fúria da Nerd

17 Nico di Ângelo POV


Nico di Ângelo POV

— Foi o seguinte... — tentei começar a explicar para Percy e Annabeth. — Vamos desde o começo.

Flashback ON

Segunda-feira, o Leo me encontrou na porta do colégio e me passou o telefone de uma menina que dizia me conhecer e estava me procurando na festa.

Chegando em casa, fui falar com Thalia.

Quando eu...

Flashback OFF

— Só uma dúvida. — disse Annabeth. — O que você foi falar com Thalia?

— Qual é! — reclama Thalia.

— Ué! Todos os fatos podem ser importantes neste tribunal. — diz Annabeth parecendo uma juíza/advogada.

— Eu fui chamar ela pra sair. — responde sentindo meu rosto corar um pouco.

— E... ? — pergunta Annabeth querendo que continuássemos.

— E eu disse sim. — fala Thalia sem paciência. — Posso ir agora? Nem sei porque estamos aqui.

— Continua, Nico! — diz Annabeth agora mais animada.

Flashback ON — novamente.

Quando voltei para casa, decidi ligar para o número que Leo me passou.

E quando liguei, reconheci a voz rapidamente.

— Calipso? — pergunto na ligação.

— Sim, quem é? — questiona pelo telefone.

— Nico. — respondo.

— Meu Deus! Nico, eu estava te procurando. — fala com o ar um pouco desesperado.

— Aconteceu alguma coisa? — pergunto preocupado.

— Algumas, onde posso te encontrar? — indaga.

Eu falo o endereço e deixo avisado para o porteiro que ela viria ainda hoje. Alguns minutos depois escuto a campainha tocar e apenas grito: "Entra!"

Fico surpreso ao ver Thalia.

— Estava esperando outra pessoa? — pergunta escorada na porta. — Okay. Eu já vou.

— Não! Fica. O que aconteceu? — pergunto, nunca que ela viria aqui assim, sem mais nem menos. Tinha que haver um motivo.

— Bem, eu queria saber para onde a gente iria. — diz.

— Surpresa! — falo a fazendo fechar a cara, imediatamente.

— Detesto surpresas, fala logo. — diz ríspida.

— Noop! — finjo fechar um zíper sobre os meus lábios, trancar o cadeado e jogar a chave fora.

— Se você não vai falar, eu não vou mais. — fala cruzando os braços.

— Calma! — peço, agora que eu a tinha feito aceitar não poderia perder a oportunidade. — Deixe-me fazer esta surpresa, só essa, pelo menos.

— Só essa! — responde ao meu pedido autoritária. Acho que se fizesse outra ela me bateria.

Então ela vai embora sem ao menos dar um "Tchau", batendo a porta. Quando abro a porta para alfinetá-la, perguntando se era sua geladeira, dou de cara com Calipso saindo do elevador sorrindo e correndo para me abraçar.

Agora que eu estou morto, ela apenas me mandou o seu pior olhar, que faria qualquer um ter calafrios. Uma vez que a porta do elevador se fechou, achei melhor nem pensar no quão brava ela ficaria, ou melhor, na quantidade de Nutella que eu teria que dar à ela.

— Então? — pergunto a Calipso, para ela começar a falar.

Nos sentamos no sofá e ela começa a me contar o que aconteceu:

— Como você sabe, meus pais morreram quando eu era bem jovem, e minha vó me levou para a França consigo e me criou. Semana passada ela começou a ficar muito mal, um dos vizinhos me ajudou com tudo que precisava.

"Até que ela faleceu. No jardim de nossa casa, por sua escolha, queria morrer olhando o pôr do Sol e as flores que cultivava a vida toda."

Vi que logo ela não conseguiria mais segurar o choro e apertei levemente a sua mão, dando sinal de apoio. Ela respirou fundo e continuou:

— Este vizinho me ajudou com o enterro e bem, não tenho mais parentes acima da terra. Eu herdei tudo, consequentemente. A casa estou pensando em colocar para alugar, é muito grande e tem muitas despesas. Mas preciso de ajuda e um lugar para ficar até então. — pede.

Penso um pouco em uma solução e respondo:

— Bom, você pode ficar um tempo aqui, eu falo com meu pai. E a casa, seu vizinho pode ajudar a colocá-la para alugar, mas você vai precisar de outra, um colégio e mais futuramente uma faculdade. Você precisa escolher onde morar.

— Já escolhi. — diz decidida e eu arqueio as sobrancelhas. — Aqui em Nova Iorque.

— Mas, tem certeza? — pergunto.

— Sim. Estou sozinha agora e quero recomeçar. — diz.

— Sabe que pode contar com os amigos. — falo tentando dar um apoio.

— Eu sei. E sou muito grata a isso. — disse me abraçando.

Flashback OFF

Enquanto falava algumas coisas eu via Thalia ficar vermelha de raiva, mas resolvi continuar antes que o Percy dormisse de vez e começasse a babar em tudo.

Flashback ON

Calipso estava passando a semana aqui, eu estava tentando ajudá-la a achar um lugar e meu pai a ajudava com o colégio, explicava o que aconteceria daqui para a frente. Ela é mais velha e fará 18 este ano, então terá que assumir muitas responsabilidades de uma vez só.

Ela está aguentando como pode.

Acordo com a droga do meu despertador e decido ir tomar banho, estava tudo bem.

Vou à escola, continuava tudo "Ben10".

Porém quando voltei para casa as coisas começaram a mudar. Eu havia combinado com Thalia de que amanhã, na sexta, nos encontraríamos na competição de Percy e depois sairíamos.

Eu queria fazer uma surpresa, mas acabei surpreendido.

Cheguei da escola e fui tomar banho para relaxar, ouço a campainha tocar, mas nem me preocupo, Calipso atenderia, e outra, deveria ser apenas Bianca que havia esquecido a chave como de costume.

Eu ouvi apenas dois gritos, terminei o banho rapidamente, coloquei apenas a cueca e uma calça, e desci correndo.

Acontece que não era Bianca, e sim Thalia. E para piorar a situação, Calipso estava de pijama, que era digamos, uma camisola.

Confesso que até gostei de Thalia com ciúmes, mas quando vi a marca vermelha na cara de Calipso que tentava esconder, fui ir tirar satisfações com Thalia, mas recebi um tapa também antes que pudesse dizer algo.

— Nunca mais fale comigo! — grita furiosa e sai do apartamento batendo a porta.

Decido deixá-la se acalmar um minuto e ver como Calipso estava.

— Não foi nada, apesar dela ser bem forte. — diz passando a mão no rosto. — Ela achou que eu tinha dormido com você, eu tentei explicar, desculpa.

— Tudo bem, ela sempre foi explosiva. — respondo me lembrando de quantas vezes ela já não havia me batido.

— Foi por causa dela? — pergunta.

Franzo o cenho:

— Dela o quê?

— Que você não quis ficar comigo. — diz abaixando a cabeça.

— Não seria justo, eu gostava um pouquinho dela, e iria embora em algumas semanas, não poderia fazer isso com você. — digo.

— Você sempre foi um fofo! E eu estragando o romance. Deus! Sou uma pessoa horrível. — diz com a cabeça entre as mãos.

— Fica calma, eu vou descer e ver como ela está. Sugiro que se troque. — falo.

— Posso ir com você? Queria pedir desculpas por alguma coisa. — diz.

— Estarei no apartamento do último andar. Se você não ouvir nada, chama o Percy do andar debaixo e diz que ela me matou. — dito isso, saio e a deixo rindo.

Não, eu não vesti a camisa se é o que quer saber.

Chegando lá, foi vaso voando, ela gritando que estavam a traindo novamente.

Eu nunca pensei que ela ficaria magoada com certas coisas, mas os melhores amigos a deixando na infância, a traumatizou.

Depois de conseguir segurá-la, Calipso chega. E aí que piorou, ela queria voar pra cima dela. Eu me arrependi de não ter posto a camisa, o tanto que ela me arranhou, nem sabia que ela deixava a unha crescer.

Até que ela se cansou e desceu, fui atrás e acabamos discutindo, Calipso era nossa platéia.

Discutimos, nos beijamos, e isso acarretou mais discussões ainda, até descermos e darmos de cara com Percy e Annabeth.

Flashback OFF

— Que por um acaso são vocês. — termino de falar.

— Thalia. — chama Percy. — Ele não teve nada a ver com aquilo, e não foi sua escolha ir embora, se soubesse o que eu sabia aquela época sobre que aconteceria. Se pudesse escolher ele teria ficado. Eu cometi a burrada, me julgue, não aos outros.

Parece que por uma vez na eternidade ele disse algo... bom.

— Não te culpo, até entendo um pouco certas coisas, mas aquilo não acontecerá novamente. — ela se levanta mas antes deixa um aviso. — Está declarado.

Agora que ferrou. Annabeth se levanta e a acompanha.

— O que está declarado? — pergunta Calipso.

— Guerra. Trollagens, tudo. — respondo.

— E ela levou a melhor estrategista junto, desculpa cara, mas você morrerá. — diz Percy.

— Nós. Você vai comigo nem que a vaca tussa. — falo.

— Na verdade, eu tenho que treinar. Competição amanhã. — diz se jogando na piscina.

Okay, acho que já é hora de ficar apavorado. E pedir ajuda à Silena, para tentar acalmar a Fera e reconquistá-la. E farei isso, nem que seja a última coisa que eu faça.