Fúria da Nerd

7 Annabeth Chase POV


Notas iniciais
Xenty, sorry!!!! Eu pensei que tinha postado sábado de manhã, agora que a anta percebeu que não. Mas está ai o capítulo e será duas vezes por semana se os comentários se mantiverem. Boa leitura. ~corujinha-maria.

Annabeth Chase POV

Thalia me deu uma caro, o que foi muito bom, eu teria que andar até em casa, sozinha e com umas roupas que não eram minhas, o que me deixa profundamente incomodada.

Chegando em casa começou o interrogatório sobre a escola, da parte da minha mãe já que meu pai estava dando aulas de manhã e tarde, e acabava ficando por lá para almoçar:

— O que aconteceu com as roupas que você estava vestindo quando saiu daqui? — perguntou.

— Eu as vendi e comprei novas. — digo indiferente, como se fosse a coisa mais natural do mundo.

— Não brinque comigo, Annabeth! — respondeu brava enquanto cruzava os braços.

— Um idiota tacou suco em mim porque esbarrei nele na entrada. Então uma nova amiga me emprestou. — digo.

— Que menino é esse? Me fala que eu vou lá agora! — diz ela pegando as chaves do carro e sua bolsa.

— Mãe, não precisa! É só um idiota, e ele nem parecia querer fazer aquilo. — mentira, eu só estava o defendendo da minha mãe, pois sou eu quem vou ter minha vingança. não ela chamando os pais dele na escola.

— Tem certeza? — perguntou ainda segurando as coisas.

— Tenho, amanhã eu taco suco nele. — digo sorrindo.

— Essa é a minha filha! — diz orgulhosa, então sussurra. — Não diga pra ninguém que eu te apoiei nessas atitudes rebeldes.

— Pode deixar, mãe, será o nosso segredinho. — digo rindo de verdade.

— Ok, mas como foi o resto do dia? E que amiga é essa? — pergunta interessada. Vamos à cozinha onde ela prepara a comida e eu conto meu dia. Tínhamos esta mania desde que eu era pequena.

— Encontrei ela na secretária, também esbarrando. Ela é legal e meio punk, ela me apresentou aos seus amigos. Eles são legais e não usam drogas caso queira saber. — digo.

— Excelente. — responde com um sorriso no rosto, ela sabe que eu não me envolveria com isso.

— As roupas é da Silena. — digo.

— A que você esbarrou? — pergunta.

— Não, essa é a Thalia, a punk. Silena é mais cor de rosa. Leo, o engraçadinho. Bianca, a fofa. Piper, rosa igual Silena que é por um acaso sua irmã. Jason, o irmão gêmeo de Thalia. E por fim o Charles que é namorado da Silena e um futuro Engenheiro mecânico. — digo.

— E o menino que você esbarrou? — pergunta curiosa, até demais para o meu gosto.

— Perseu Jackson, Percy. O primo da Thalia e do Jason, e da Bianca e do irmão gêmeo da Bianca que eu não conheci ainda. — respondo desconfiada.

— E ele é bonito? — perguntou sorrindo.

— Mãe! Ele tacou suco em mim, é metido, e tem uma namorada vadia. — falo vendo como estava a comida.

— Olha a boca. — me repreende.

— O quê? Não tem outra palavra para descrevê-la. — digo sendo sincera.

— Ok, agora vá lavar as mãos, eu tenho uma surpresa. — fala animada.

— Ah não, da última vez foi a mudança pra cá, e agora? — falo ficando séria.

— Anão é uma pessoa bem baixinha. Vai logo que desta você pode até acabar gostando. — fala ficando cada vez mais animada e me empurrando para dentro do banheiro.

Lavo as mães, vejo que minha mãe está pondo a mesa, subo rapidamente até o meu quarto e troco de roupa.

— Bem melhor. — digo me olhando no espelho, estava com um short simples e uma blusa soltinha. Só ficaria aqui mesmo.

— Vejo que mudou de roupa. Que pena! Aquela estava linda. — diz minha mãe começando a se servir.

— Nada de short alto e blusa que só vai até o meio da barriga. — digo.

Me servi e sento na mesa ficando de frente para ela.

— O que queria me falar? Qual a "Grande Surpresa"? — pergunto dando uma garfada na comida. Ela termina de mastigar e me responde.

— Vamos nos mudar. — diz sorrindo.

— O quê? — pergunto me levantando. — Acabamos de chegar.

— Filha, senta! — ordena, eu poderia estar revoltada, mas não discutiria sobre as ordens da minha mãe. — Nós vamos para um prédio, ficaremos em um apartamento que seu avô deu para mim.

— Meu avô? O vovô Fred já morreu. — digo.

— Não da parte de seu pai, da minha parte. É do meu pai que estamos falando. — diz.

— Mas eu nunca soube nada dele. — digo.

— Seu avô não apoiou minhas decisões, por isso fomos para San Francisco, mas agora tivemos que voltar e ele me deu este apartamento que é meu por direito. Ah, e você tem tios e primos lá. — diz.

— Onde é este apartamento? — pergunto absolvendo tudo.

— Você verá. Vamos para lá agora, não sei se notou mas não há nenhuma caixa aqui, e só abrimos algumas. — diz comigo olhando em volta, e era verdade.

— E nossas coisas que estão aqui? — pergunto.

— O caminhão já levou as outras, devemos guardar tudo de volta, o caminhão vem às 15:00. — me informou.

Terminamos de comer e fomos arrumar as coisas, eram muitas mudanças em um período curto para quem morou no mesmo lugar a vida toda. Como eu!

— Vamos, Annabeth! O caminhão chegou. — chama minha mãe.

Dois caras carregaram o caminhão com as poucas caixas que ainda restavam, nós fomos de carro e o caminhão nos seguindo apesar de já saberem onde era.

O prédio era alto e ficava em frente ao Central Park.

— Bem Vinda, Sra. Atena. — diz o porteiro. — Sou José, o porteiro.

— Por favor, tire o senhora. — pediu.

— Aqui estão as chaves. — deu a minha mãe.

Fomos até o 4° andar, haviam duas portas, entramos em uma e eu devo dizer, o apartamento realmente é grande.

Ficamos arrumando tudo até escurecer.

— Filha, vá até o 11° andar e peça a Sally sal, por favor. — pede minha mãe.

Ela me dá uma xícara e vai me empurrando até a porta.

— Mas quem é Sally? — questiono.

— Mulher de seu tio avô. Já falei com ela mais cedo, mas não tem sal para fazer a comida, vá lá logo. — diz me empurrando porta a fora.

Vou até lá e bato na porta.

— Já vai! — escuto alguém falando de lá de dentro.

— Com licença. — falo. — Sou nova no prédio e preciso de um pouco sal. Tem como me ajudar?

— Claro. — responde a mulher que eu julgava ser Sally.

— Entre. — diz se dirigindo a mim.

— Desculpe, nem me apresentei. — digo.

— Que isso, meu nome é Sally, pode me chamar de Tia Sally se quiser.

— Ok, Tia Sally. Eu sou...

— Não vai colar a mesmo coisa duas vezes, Tha... — apareceu Percy falando e parando ao me ver. — Mas o que você está fazendo aqui?

— Pegando sal. — digo ríspida.

Sally nos olha sem entender.

— Sua Annabeth, Sally. Eu e minha mãe nos mudamos hoje.

— Ah, você á a filha de Atena. — diz agora compreendendo. — Bom, vamos pegar um pouco sal.

Entro atrás dela e passo bem longe de Percy.

— Obrigada. — digo pegando a xícara novamente.

— Não é nada, diga a sua mãe para passar aqui depois para conversarmos. Faz tempo que não nos vemos.

— Falo sim.

Sai e nem olho para a cara dele.

Voltou ao apartamento brava com minha mãe.

— Como não me disse que ele morava aqui? — pergunto assim que entro.

— Primeiro de tudo. — diz ela me parando. — cadê o sal? E quem mora aqui?

— Toma seu sal. — digo entregando a xícara para ela. — Segundo, ele mora aqui, o garoto que jogou suco em mim.

— Ah! Já sei quem é agora. — diz.

— Ela falou para você passar lá depois para conversarem pois não se veem faz tempo.

— E você vai junto. — diz.

— Não vou mesmo. — digo.

— A vai sim, e vai conhecer a família, não estou lhe obrigando a se dar bem com eles, apenas a conhecê-los. — diz dando fim no assunto.

Era só o que me faltava, agora eu tenho que conviver sempre com ele, na escola, no prédio, junto com a família. E o pior de tudo, isto quer dizer que somos primos.

Notas finais
Comentem aí!!! Até os comentários, e aos fantasminhas que não comentam, até quinta. Beijos doces e obrigada por lerem. ~corujinha-maria.