Férias Frustradas De Verão
2 Pé na tábua, teia de aranha e comida roubada!
Notas iniciais
Pov. Bella
– ISSO! ESTAMOS LIVRES! LIVRES! LIIIIIIIIIVRES! — o anta do meu irmão Emmett pulava cantarolando uma musiquinha idiota enquanto rebolava.
– Calma senhor animação, são só férias de verão e ainda por cima, é só um mês! — lembrou o hemorróida do Jazz.
– É, vocês animam legal. — ele fez um legal.
Rimos todos juntos.
– Cara, já pensaram na viagem? — perguntou Jasper.
– É claro! Passei a noite toda arrumando minhas malas. — a barbie da Rosalie soprou as unhas. Dá para crer que ela as estava lixando agora?
– Eu nem dormi direito, isso vai ser tão maneiro. — Alice quicou e eu ri.
– Eu fiquei reunindo tudo o que podemos precisar. — anunciou o cabeçudo do Cullen dando de ombros. Uma vez nerd, sempre nerd!
– Eu fiz questão de limpar o carro... só pra garantir. — falou o maníaco por limpeza, vulgo, Jasper.
– Eu fui comprar comida boa. — Emmett sorriu para mim que devolvi com o mesmo sorriso. Nós fomos comprar comida juntos, comida saudável, aos nossos olhos, claro.
– E você, Bells? — perguntou Alice.
– Eu? Bom, eu, não tirei essa bendita viagem da cabeça, tudo porque meu querido irmão passou a noite falando disso e minha querida irmã, ficou no meu pé dizendo que tipo de roupa eu devia levar. — eu disse os olhando feio. Os babacas riram.
– Cara.. — Emmett parou para respirar, estava tendo um ataque de risos. Alice estava vermelha de tanto rir. — O melhor foi a sua cara quando a Allie te deu um fio dental. — eles riram mais, só que desta vez, o resto dos meus maravilhos e amorosos amigos acompanharam.
– Okay, vamos pular o momento "sacaniar com a Bella" e ir logo para casa? — perguntei.
Eles pararam e me olharam.
– Ela tem razão. — disse Jazz.
– Obrigada, alguém aqui pelo menos regula bem dos parafusos! — eu falei levantando as mãos para cima.
– Podemos? — perguntou Rosalie.
– Certo, vamos. — disse o sabido do Cullen. Esse se acha!
Nos dividimos sempre em dois carros: Alice, Emmett e eu, no carro do Emm. Rosalie, Jasper e Edward no carro do Edward.
(...)
– WILMA! CHEGUEI! — Emmett gritou na porta de casa. Alice e eu que estávamos ali, rimos da cena.
– Olá, meus amores. — disse mamãe. — E você, Emmett, cale essa boca. Vai acordar os vizinhos. — ela ralhou e rimos.
Mamãe voltou para a cozinha de onde o cheiro de comida caseira da mamãe saia.
– Povinho que dorme esse! Nós temos que ir lá para Lau do Vega. — quando o idiota disse isso Alice e eu disparamos uma gargalhada estrondosa.
– Emmett, o correto é Las Vegas. Las Vegas! – eu falei.
– Tanto faz, vocês entenderam mesmo. — ele disse e foi para a cozinha.
– Pronta para a viagem? — Alice perguntou.
– Que venha o furacão Katrina! — eu falei e rimos caminhando para a cozinha, seduzidas pelo cheiro.
(...)
– Certeza de que essa menina e a família dela são de confiança? — mamãe, papai, tia Esme, tio Carl, estavam perguntando sobre nossa viagem.
É claro que nós não contamos que vamos cair na estrada assim, né? Dissemos que nossa amiga Angela tinha nos emprestado sua casa de praia.
– Claro que sim. — respondi por nós. Emmett, Alice, Jasper, Rosalie e Edward estavam caladões lá. Não sabem nem mentir!
– Certo, mas quero o telefone, o endereço e até mesmo o nome dos últimos inquilinos dessa tal casa. — exigiu tio Carlisle.
– Tudo bem, deixaremos na mesa. — se pronunciou Jasper.
– Está bem, se cuidem, meus amores. — tia Esme sempre amorosa.
– Pode deixar. — dissemos todos juntos.
(...)
Logo após a sessão "discutindo regras" cada família foi para sua respectiva casa. Alice, Emmett e eu estávamos arrumando o resto das coisas.
– Ei! Esse era meu moletom. — Emmett disse.
– Falou bem. Era. Do verbo nunca voltará a ser. — eu disse sorrindo.
Dobrei o camisão de moletom cinza e guardei na minha mochila. Emmett estava com uma mochila de camping, Alice com duas enormes malas e eu estava com uma mochila surrada laranja e outra preta.
– Só isso? — Alice abriu a boca assim que pôs os pés em nossa casa da árvore. Antes que ache que somos anormais — não que sejamos normais — nós não dormimos em uma casa da árvore, ás vezes sim, mas isso só quando éramos pequenos.
Sempre toda a trupinha se reunia ali naquele cantinho. Era quase um clubinho daqueles. Era hilária a ideia mesmo.
– Sim, por quê? — perguntei fechando a mochila.
– Nada, é que... Emm, preciso de ajuda. — Alice disse fazendo cara de cachorro que caiu da mudança, no caso dela, cadela.
– O que foi baixinha? — ele perguntou meloso, eu ri e Alice se irritou.
– Baixinha é a vóvózinha! — ela falou irritada.
– Okay, mas o que foi Allie? — ele perguntou.
– É que minha mala não está fechando, você pode fechar? — ela perguntou com os olhos brilhando.
Revirei os olhos.
– Claro. Vamos lá. — ele saiu com ela e eu fiquei sozinha na casinha.
Alguns minutos depois...
– Nem vem! Nunca mais eu sento nas suas malas. — Emmett dizia para Alice.
– O que foi? — perguntei.
– Simples, a mala dessa anã de jardim, está tão cheia mas tão cheia, que nem eu pulando nela dei jeito! Ou seja... CHAME O HULK! Ou o Mohamed Ali! — ele disse para ela e eu prendi o riso.
– Pra que eu vou chamá-los se tenho um irmão super aqui? — ela fez carinha amorosa para ele que deu de ombros.
– Chega de malas, okay? Temos que ir. — eu lembrei-os.
– Certo. — Allie disse.
– Bell's... — Emmett chamou.
– Oi. — eu falei.
– Coisatividade pura.
Rimos.
Essa era a nossa frase.
Pov. Rosalie
– Rose para que se produzir toda para... Nada? – E lá vem o meu irmão achando que entende essas coisas. Ele combinava camisa xadrez com listras, todos sabem que é uma regra as duas coisas não ficarem juntos. Fala sério!
– Ai, ai, Edward, você acha mesmo que eu vou sair sem acabar de pintar as unhas ou até mesmo sair sem nenhuma maquiagem? Até parece que não me conhece!
– Pior que conheço, e muito bem! — resmungou mexendo em algum eletrônico.
– Não conhece, se me conhecesse saberia que eu não saio com unha mal feita!
– Vai começar com o drama diário?
– Que drama diário? Hein? O único que está fazendo drama aqui é você
– Eu? Eu nada! A ÚNICA melodramática nesta sala é você, maninha.
– Primeiro, é o meu quarto, não uma sala e segundo você me irrita com isso. – bufei.
Edward pode parecer muito maduro, e até que é, mas nessas horas ele parece uma criança!
Começamos uma ‘briga’ inútil de irmãos, até que Jasper apareceu e botou ordem ali, chegou a ser engraçado, mas Edward sabe como me irritar...
– Ei, querem um ring em casa para brigarem? Não respondam, eu estava só brincando...
– Muito engraçado, Jazz. Só que não, maninho, só que não– Falei num tom médio, continuando a ajeitar as coisas.
– Vocês dois e suas brigas bobas – bufou e sacudiu a cabeça — Enfim, deixando os caprichos de lado, já acabaram de arrumar as malas?
– Sim, calculei exatamente tudo o que preciso para embarcar nessa viajem, seja lá pra onde formos...
– Edward, deixa de ser tão nerd, eu ainda não acabei nem de me arrumar, minhas malas estão ali, quase prontas, vou precisar de mais uma hora, pode ser?
– Não sou nerd, e não temos tanto tempo assim!
– É nerd sim – mostrei a língua – E se acalma, no final tudo dá certo!
– Vão começar? Rosalie, não temos tempo, te dou 20 minutos, okay? Edward pega suas malas que eu vou limpar elas por fora enquanto a princesinha se arruma. — Edward bateu continência e foi buscar suas malas.
– Não dá para deixar essa obsessão de lado por um instante, Jazz?
– Hum... deixa eu ver... NÃO! – Deu uma gargalhada estridente e até segurou a barriga para ficar mais teatral.
Depois de Jasper se divertir, fomos para a casa dos Swan pegar o resto do povo. Afinal, tínhamos que ir para... Para... Para algum lugar.
Pov. Bella
– Alice, não temos mais tempo, nós temos que sair em 40 minutos! – Alice estava arrumando meus cabelos, escovando-os e alisando-os, parecia uma eternidade!
– Calma, Bella! Da tempo, eu só preciso de mais alguns minutos! – Me contrariou.
– Uhum... Claro – fiz careta
– O que está acontecendo aqui? – Edward entrou no quarto
– Nada, só que a Bella não deixa eu terminar aqui!
Eu ri.
– Enfim... Os outros acabaram, o que realmente importa, ou seja, as malas? – perguntei assim que Alice soltou meus cabelos.
Neste exato momento Emmet entrou no quarto com seu jeito de criança grande.
– VAMO PULAR, VAMO PULAR! VAMOS GENTE, SE ANIMEM! — Emmett parecia um macaco gigante pulando, a casa chegava até a mexer.
– Emmett menos. Bem menos, quase nada – Rosalie, antes que qualquer um de nós pudesse dizer algo entrou no quarto.
– Ah, ursinha, me deixa ser feliz vai? — Emmett pediu com as mãos fechadas como se implorasse. Rosalie sacudiu a cabeça rindo.
– Depois, agora temos que correr...
– Concordo, até que enfim alguém me entende! – falei com uma voz alegre e todos riram.
– Já se despediram dos seus pais? — perguntou Rose.
– Nem, vamos todos juntos. — eu respondi.
Assim que Alice terminou, todos pegamos nossas coisas e fomos lá para fora, nossos pais já nos esperavam.
– Me prometa que voltará inteira. — pediu mamãe. — Bella? — ela ficou incomodada pelo meu silêncio.
– Prometo tentar. — eu disse fazendo uma careta.
Mamãe imitou a careta e deu de ombros.
– Serve. — nos abraçamos rindo e me despedi dos meus tios e meu pai.
Colocamos as malas no carro e entramos, rumo à maior aventura de RAIEJE (Rosalie, Alice, Isabella, Emmett, Jasper e Edward)!
Emmett dirigiria já que o carro era dele, Rose iria do seu lado, Allie, Jazz, Edward e eu, espremidos lá trás.
– SE CUIDEM! — gritaram nossos pais lá de fora. Sorrimos e acenamos.
– PÉ NA TÁBUA, MANOLADA! — Emm gritou acelerando e rimos.
(...)
– Quero comer! — pediu Alice.
– Eu estou enjoada. — reclamou Rosalie.
– Calem a boca! Comam que passa. — falei passando uns salgadinhos.
– Isso é 'comida boa'? — perguntou o Cu. Cu: apelido de Cullen. Nem preciso dizer que ele não sabe disso.
– Sim, comida pra gente normal. Gente nerd come frutas. — eu disse. — Vai comer? — apontei para o delicioso pacote de batatas que ele tinha em mãos.
– Isso? Nem morto! Eu quero viver por mais de quarenta anos, sem morrer por colesterol. — ele disse ajeitando os óculos.
– Ótimo. — eu puxei. — Agora não se preocupe, não é o colesterol que vai te matar, é a nerdice! — eu falei dando língua e ele virou o rosto fazendo careta.
Minutos depois..
– Quero voltar! — Alice e a Barbie estavam estressadas.
– Deixem de dar chilique! Estamos quase chegando. — eu falei me empanturrando de doces.
– Em lugar nenhum, né? — é... Jasper das limpezas também estava estressado.
– Oba! Sério? Sempre quis conhecer lugar nenhum, quero abraçar o cão coragem e dizer que... — o anta do Emmett ia dizendo.
– EMMETT! Ela quis dizer, que não sabemos para onde vamos.. Entendeu? — perguntei e ele assentiu.
– Ahhh. — ele falou.
Passaram-se alguns segundos até nos darmos conta e logo caímos todos na gargalhada.
(...)
– Oh, we're half way there whoah, livin' on A prayer,take my hand, we'll make it, I swear whoah, livin' on a prayer. — cantarolávamos juntos rindo muito. Bon Jovi é vida e essa era nossa música predileta.
– Tommy got his six string in hock now he's holding in what he used to make it talk so tough, it's tough. — Alice começou nosso show de sempre.
– Gina dreams of running away when she cries in the night Tommy whispers: Baby it's okay, someday. — Jazz até que mandava bem.
– We've got to hold on to what we've got 'cause it doesn't make a difference if we make it or not. — Emmett cantou entre risadas.
– We've got each other and that's a lot for love, we'll give it a shot. — Rose cantou rindo em seguida.
– Oh, we're half way there — me esforcei bastante.
– Whoah, livin' on a prayer. — cantou o Cullen com a voz rouca, ele era o que cantava melhor.
– Take my hand, we'll make it, I swear whoah, livin' on a prayer. — cantamos todos juntos.
Mas... O carro pipocou no meio do caminho.
– Qual é, monstrenga! Não para agora, vai. — resmunguei.
É... as minhas preces não foram atendidas e a porcaria do Jeep parou no meio do caminho, que nem sabíamos onde era.
– Não pode ser gasolina, abastecemos o bastante para rodar o mundo e ainda temos reserva. — o Cullen nerd disse.
– Estão esperando o que? Desçam e vejam! — eu ordenei.
Os meninos desceram.
Duas horas depois...
– O pneu furou. — anunciou o hemorróida do Jasper.
– Fala sério! Não existe mais borracha boa nesse mundo? — Alice fez teatrinho... Novidade.
– Pelo que parece... — Emmett falou baixinho.
– Tudo bem, é só trocar o pneu pelo do socorro. — respondeu Edward. Emmett fez uma cara de susto.
– Pelo amor do santo Deus, me diz que você trouxe o pneu socorro. — eu pedi.
– Eu posso até falar, mas trazer... Eu não trouxe não. — ele disse e levou um tapa de Rose. — Ai!
– Você é tapado. Só pode! — ela praguejou — Ai minha unha. — gemeu e eu bufei. Fala sério! Essa Barbie não bate bem da cabeça.
– Emmett, como você pode esquecer o pneu? Ele fica sempre dentro do porta-malas! — Edward se irritou.
– Ué, ele tava ocupando espaço, que a Barbie aqui, fez questão de ocupar com suas grandiosas malas. — disse o bisonho do meu irmão.
– Ei! Eu não tenho culpa, só trouxe o necessário, eu nem sei para onde estou indo, preciso estar precavida para tudo. Preciso de um biquíni caso tenha praia, roupa de frio caso... — ela tagarelava e eu a cortei.
– Ah, pelo amor de Deus dá para concentrar no problema de verdade? — eu ganhei a atenção deles. — O que vamos fazer?
– Pergunta para o cabeçudo! — Emm disse e vi Edward tremer o olho esquerdo. Com certeza ele estava com raiva.
(...)
– Ai, é agora! Eu estou sentindo! VAMOS MORRER! — Alice se desesperou.
Rosalie já batia a cabeça no vidro do carro.
– Quer parar com isso? — eu pedi desesperada. — MENINOOOOOOS! — gritei.
Nada. Resolvi tentar outra abordagem.
– Ei, seus IDIOTAS! — eles me olharam.
– O que é, Bella?! — perguntaram juntos e irritados.
– Dá para ir? — perguntei.
– Bell, de camelo ou de tartaruga seria menos tempo gasto. — disse Jazz.
– Dá pelo menos para empurrar? — perguntou Alice com cara de tédio.
– Podemos tentar e.. — Edward ia falando com uma careta no rosto.
– Pirou, Cullen? Nem morto eu empurro isso! — Emmett resmungou apontando para o carro.
– Deixa de ser idiota, Emmett! Se não sairmos daqui vão acabar nos assaltando. — disse Rose batendo no ombro do gorilão.
– Empurrando... Força homens. — Emmett disse de pronto enquanto Edward e Jasper o olhavam completamente tontos.
– Vamos fazer assim: eu vou tentar falar com o papai ou a mamãe, e pedir um reboque. — eu falei pegando o meu iPhone.
– Ficou maluca! Eles vão nos matar. — disse Emmett me olhando como se eu tivesse dois olhos a mais.
– Você quer correr o risco ou ser assaltado? Ou pior, morrer antes? — perguntei. — Pelo menos lá você morre e tem um enterro, aqui você vai ser dado aos urubus. — falei ameaçadoramente.
– Liga logo que eu estou ficando com medo. — eu ri e disquei o número.
Por que será que a área do celular não pega? Será que é porque... ESTAMOS EM UM LUGAR CHEIO DE MATO ONDE NÃO TEM ENERGIA OU ÁREA! É... fodeu.
– E aí? -perguntou o Cullen.
– Nada feito. — eu disse. — O celular não pega área mesmo. — eles ficaram tristes.
– Agora a porra ficou séria. — preciso dizer quem disse isso?
– Cala a boca, Emmett! — dissemos juntos para meu irmão anta que estava chocado.
– Beleza, me calei já. — ele se defendeu. — Mas o que fazemos agora, cabeçudo? — perguntou para o Cullen.
– Alguma ideia? — perguntei olhando o nerd sem muito mais o que fazer e esperando que aquela cabeça enorme pudesse nos salvar.
(...)
– EMPURREM! – gritamos. Rosálie, Alice e eu dentro do carro para os meninos que estavam — tentando — empurrando o carro. Estavam suados, depois de tentar ligar para nossos pais e de não conseguir, resolvemos tentar achar um lugar para ficar, até conseguir alguma ajuda. O que acho bem difícil, mas esses meninos são uns fracotes!
– ESTAMOS EMPURRANDO! — eles gritaram.
– MAIS FORTE! — gritamos e eles grunhiram em protesto.
Cinco horas depois...
– EMPURREM! EMPURREM! EMPURREM! — gritávamos.
– Não estão vendo nada? — perguntou Jazz, sua voz estava cansada.
– Eu estou com fome. — disse Emmett choramingando.
– Aguenta aí, gorilão. — eu respondi. — E não, não estamos vendo nada ainda. — eu respondi.
Vi ao longe uma casa. Parecia abandonada, mas servia por enquanto.
Os malucos estavam cansados para caramba, imagino...
– Ei! Ali tem uma casa, ela serve. Vamos. — eu falei gesticulando para a frente.
Os meninos pararam o carro e assim que descemos vimos a casa.
– Parece que eu estou em um filme de terror. — disse Allie exagerada como sempre.
– Relaxa,não é dia das bruxas ainda. — eu disse.
– Ai, é bom que tenha chuveiro e banheiro. — disse Rose.
– E comida! — lembrou Emmett tocando na barriga e fazendo um muxoxo, e nós rimos.
– Será que não tem gente aqui? E se matarem a gente? – Alice pôs as mãos na boca. Exagerada.
– Não tem ninguém, está abandonada. — eu lhe falei.
– Tem certeza? Ela me lembra as casas dos filmes de terror que já vi. — disse Jazz.
– Tenho sim, deixem de ser medrosos. Vamos. — eu peguei minha mochila.
Todos seguimos em um murinho. Na frente da casa, todos se olhavam tentando decidir quem seria o corajoso a abrir a porta.
– Ah qual é? — eu falei e coloquei a mão na maçaneta. — São uns covardes mesmo. — eu falei e girei. — Viram? Nada demais. — eu falei olhando tudo.
Paredes brancas, a decoração antiga mas bonita, teias de aranha.. muitas teias de aranha, nada de tão assustador.
– Não, imagina. Só parece que o Drácula morava aqui... Melhor, a família Adams. — disse Jazz olhando tudo assustado enquanto segurava sua mochila com força.
– Deixem disso! — eu reclamei revirando os olhos.
– Não podemos ficar aqui! – Edward falou de braços cruzados e com o nariz mega empinado.
– Por que não? É perfeito! O que sempre quisemos: uma grande aventura. Deixa de ser cabeça oca, Cullen! — falei com raiva. Estava gostando da aventura, não era o que eles queriam?
– É isso aí, maninha, vamos aproveitar tudo isso – Emmett me apoiou. Ufa! Pelo menos um.
– Okay então, mas se algo der errado eu avisei. — ele deu de ombros ajeitando os óculos.
– Vamos explorar a casa então... – Alice cantarolou nos interrompendo. Animou-se depressa, não?
Fui na frente de todos. Será que sou a única corajosa aqui? Atrás de mim estava Emmett, depois Alice, Jasper, Rosalie e Edward.
– Tem muita teia de aranha, eu é que não fico aqui! – a paty reclamou, claro. Era só o que me faltava!
– Aff, mais essa agora! Se vai te ajudar a dormir nós podemos limpar – falei sarcástica.
– Sério? Obrigada – Rose sorriu.
– Eu tava brincando! Loira burra.. – As últimas palavras falei mais baixo.
– Eu não! – Rosalie parecia realmente falar sério.
– Então limpe você mesma, irmã – Jasper disse
– Ou você pode fazer isso pra mim – fez cara de cachorrinho que caiu da mudança.
– Eu mereço! Uma discussão sobre teia de aranha – Edward bufou e tive que concordar com ele.
– Relaxa! – Emmett enfim soltou sua voz – Vamos logo, anda Bells, depois resolvemos esse treco da teia – meu irmão parecia um macaco pulando atrás de mim.
– Não tem chuveiro aqui? Como assim? Teia de aranha mais sem chuveiro igual bye, bye casa – Rosalie disse, sempre dramática.
– Dá para parar de reclamar por um minuto? Temos mangueira, vamos sobreviver com isso – retruquei e ela fingiu me imitar com os olhos revirados.;
– Crianças – Edward revirou os olhos – Shh, Emmett, não fala nada.
Emmett pôs as mãos na cabeça, como uma criança retardada.
– A casa é realmente grande, é legal, eu gostei, bom... é meio neutra demais, mas... Eu gostei – Alice disse
– Oh! Que bom. — eu disse me fazendo de super feliz, ganhando um olhar mortal da baixinha.
– Ei, gente! O que vamos fazer? Ficar fuçando cada canto da casa? — perguntou Jazz.
– É. — respondemos simplesmente e nos demos conta de que era um péssimo plano.
– Quer saber? Por que não fazemos assim: nos dividimos e vamos arrumar as coisas? — eu propus.
– Tipo? — perguntou Rosalie.
– Jasper e Alice, vocês são encarregados de arrumar os lugares para dormirmos. Emmett e Rosalie, vocês cuidam da parte elétrica, já que o Emm sabe um pouco desses fios e essas coisa, isso aqui tá muito escuro. — eu falei observando tudo muito escuro, sem nenhuma luz. — Cullen, você vem comigo, vamos separar o que você trouxe para comer e ver o que tem por aqui. — eu falei.
– Okay. — todos disseram.
Cada qual para seu respectivo lugar, assim sendo, Edward e eu fomos andando para a cozinha.
– O que tem por aqui? — perguntou olhando para o balcão deserto.
– Hum... sei lá, mas minha intuição diz que não é bom conferir. — comentei parando perto do balcão e me virando para ele. — O que você trouxe? — perguntei.
– Tem algumas frutas, colheres, garrafas d'água e macarrões instantâneos. — ele disse colocando tudo na mesa.
– Ótimo, macarrão então. — peguei o macarrão. — Me ajuda a achar uma panela. — eu disse.
Procuramos até que o Cullen achou algo que dava pro gasto.
– Essa serve? — perguntou.
– Perfeito! — eu peguei e fui até a pia. — Que tenha água, que tenha água, que tenha água... TEM! — comemorei jogando os braços para cima e dando uma rebolada, fazendo o Cullen rir.
– Que ótimo. — ele disse se jogando sobre o balcão.
– Sabe, você devia se soltar mais, você tem que se divertir, Cullen. -eu disse colocando água para ferver.
– E eu acho que você devia cuidar da sua vida. — ele disse grosseiro e eu me senti ofendida instantaneamente.
– Claro, foi mal querer ajudar. — eu falei dando de ombros.
– Bella... — senti seu tom de voz mais baixo.
– Me passa esses macarrões aí. — eu pedi o cortando.
– Aqui, Bella. Olha me descul..
– Obrigada. — peguei logo despejando na panela. Eu não daria papo. Eu só tentei ser legal, mas o Cu sempre estava certo, não é?
– Certo. — ele falou baixo.
(...)
– Já está pronto? — perguntou.
– Sim. — eu despejei em uma bacia que ele tinha trago.
– Vamos ver se os outros já acabaram. — ele disse.
– Claro. — deixei a comida esfriando.
Chegando na sala vimos uma cena um tanto hilária.
Alice e Jasper brigavam, ela tentava pegar o edredom e ele também, era um cabo de guerra. Rimos deles.
– ME DÁ! — ela gritou.
– EU VI PRIMEIRO! — ele berrou de volta. Rimos mais ainda.
– NEM VEM! — eles brigavam.
– Dá para..
– Deixa eles, Edward. — eu me joguei no sofá.
– Tudo bem. — ele se sentou do meu lado. Me olhou e sorriu, e eu dei de ombros.
Rose e Emmett chegaram todos sujos e nós rimos deles.
– Isso não tem graça, okay? Eu estou SUJA! Uma dama nunca fica suja! — disse a barbie irada.
– Calma, Rose. É só tomar banho. — disse Edward calmo.
– TOMAR BANHO? DE MANGUEIRA, EDWARD? — ela berrou e ele fez uma careta que me fez rir.
– SIM, ROSALIE LILIAN CULLEN! ASSIM COMO TODOS NÓS! — ele também gritou.
– Seu chato. — ela deu língua.
– Sou chato é? Quem é que te leva no shopping e paga suas compras? — ele perguntou de sobrancelha arqueada.
– Te amo, maninho lindo. — ela o abraçou.
– Sua interesseira. — ele disse e rimos.
– Fizeram algo pra comer? — perguntou Emm.
– Na cozinha, vamos.
Nos levantamos e andamos até a cozinha.
SURPRESA!
A comida tinha SUMIDO!
– Ué! Cadê? — perguntou Emmett.
– Estava aqui agorinha. — eu me desesperei procurando por debaixo do balcão como uma louca.
– Sei.. — disse Jazz. — Vocês comeram e não guardaram pra gente!
– Não, gente, a Bella está falando a verdade. — disse Edward.
– E por que eu acreditaria? — perguntou Rose.
– Porque EU estou concordando com ela. — faz sentido, o Cullen nunca concorda comigo.
Fiz um bico em concordância e vi que todos fizeram o mesmo.
– Verdade. — concluíram juntos.
– Mas então onde está? — Jasper perguntou.
– ESTAVA BEM AQUI! — dissemos Edward e eu no mesmo tempo... Sai pra lá coisa ruim!
Nos olhamos com os olhos arregalados e demos de ombros.
– Okay, isso é no mínimo estranho... — eu falei.
– Eu estou com fome. — disse Emmett.
– Cala a boca, Emmett! — dissemos juntos.
(...)
Depois de caçar a comida e de não achar nem sinal de que um dia ela existiu, nos sentamos no chão da sala comendo salgadinhos.
Trágico!
– E agora? Como vamos dormir? — perguntei.
– Vocês, meninas, no quarto um que tem duas cama de solteiro e nós, meninos, no quarto dois que tem duas camas de casal. — disse Jazz.
– Por mim tudo bem, eu só quero um lugar para ter o meu sono de beleza em paz! — Rosalie disse levantando e indo direto para o quarto.
Alice eu a seguimos, deixando os meninos conversando lá embaixo.
As escadas, as paredes, tudo naquela casa tinha poeira. Eu sentia a alergia vindo forte em mim, ai meu Deus.
Assim que entramos no quarto vimos que tudo ali cheirava a morfo. Que ótimo, eu acordaria com o nariz vermelho e entupido!
– Vamos unir as camas para ficar maior? — Alice deu a ideia estendendo uns lençóis.
Concordamos e unimos as camas para depois nos jogarmos exaustas sobre a mesma.
– Eu não sinto minha coluna. — Rosalie resmungou apertando as costelas.
– E eu sinto que a minha cabeça foi lambida e mastigada por um hipopótamo e depois colocado do lado avesso. — reclamei segurando minhas têmporas.
– Eu só espero que isso acabe logo, do contrário vão ter que me levar morta até os meus pais. Eu quero voltar para casa! — Alice choramingou e Rosalie, que estava no meio das camas, a abraçou.
Respirei fundo, concordando com ela.
– Vai dar tudo certo, Allie... Tem que dar. — respondi, não sei se para ela ou mais para mim mesma.
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