Notas iniciais
Sejam muitos bem-vindos à minha primeira fic nesse site! Espero que gostem. Essa fic é inspirada em acontecimentos possíveis. Tenham uma boa leitura!! XOXO

Luzes vão e vêm...

A batida é incessante...

O copo, nunca vazio.

São os poucos detalhes que me lembro da noite que se passou.

Acordo com um pesar em minha cabeça, hoje será um dia daqueles. Ao abrir os olhos, ainda que por apenas um instante, sinto a dor rodeando por toda a minha cabeça. Doem as têmporas, as pálpebras, a nuca e os ouvidos. A boca seca. A ressaca está feita...

Enfim, após um bom punhado de tempo olhando para o teto, me levanto e vou ao banheiro. Escovo os dentes, olhando ao fundo de meus olhos através do espelho. – O que fez essa noite? – me pergunto. Me lembro de pequenos detalhes que, no mesmo segundo, esqueço. Parece que tudo não passou de um sonho.

Me lembro de ir a algum estabelecimento 24horas, mas não faço ideia do que fui fazer. Não saberia sequer dizer se era um supermercado ou um bar.

Lembro, também, de ter pego um Uber de volta pra casa. A placa era GRR-3112. Como, diabos, me lembro disso?! Devo ter repetido milhares de vezes, no mínimo.

Tem um nome que não sai da minha cabeça, tornando a noite ainda mais confusa. Tenho certeza que não a encontrei ontem – ou em qualquer outra ocasião no último ano. Disso eu me lembraria.

Decido que é melhor passar uma grande borracha em cima das últimas doze horas e começo a me despir para, enfim, tomar um banho. Retiro, suavemente, a blusa branca que vestia. Percebo que sequer me banhei antes de deitar. Por fim, retiro a calcinha e adentro num box frio e transparente.

Sempre ouço falar do frio do final de Junho, apesar de não ser muito sensível a este. Mas, hoje, até mesmo os meus ossos, eu posso sentir congelar. Ainda assim, não tenho dinheiro para pagar uma alta conta de luz, então me enfio debaixo do chuveiro e tento, arduamente, me esquecer de quão fria a água está.

Minha pele inteira reage ao gelar do líquido que por ela escorre. Especialmente, minha nuca, que na verdade arde ao ter contato com a água. Me pergunto se era pra estar ardendo desse jeito. Levo a minha mão à fonte de fulgor que me assombra e consigo perceber certo relevo. A este ponto, estou suando frio e sou incapaz de me manter de pé. Permaneço imóvel, em posição fetal, no box do banheiro. Eu espero, de verdade, que não seja o que eu estou pensando.

Depois de imóveis cinco minutos, nos quais o tempo parece ter congelado, decido, finalmente, levantar. Já não sinto frio, me sinto nauseada e quente, muito quente. Por fim, estou de pé, sem saber qual passo dar. Fecho o registro e me dirijo ao espelho mais próximo. Isso não pode estar acontecendo.

Com o auxílio da câmera frontal do meu celular, tento e, infelizmente, consigo ver a real causa do ardor que sentia. O nome que – há muito – pulsa em minha mente, agora pulsa também na minha nuca, marcado de tinta preta.

O que, infernos, você fez, Anastácia?

Notas finais
Esperam que tenham gostado do prólogo! Muito em breve, será disponibilizado o primeiro capítulo. Deixem seus comentários, eu vou adorar saber o que acharam dessa primeira parte. Um beijo e um queijo, Bleu Vous.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.