Futatsu no Sekai - Saki

9 Capítulo 9 - Um passeio por Nova York.


Parte 1.

A chegada a Nova York foi deveras fantástica para os estrangeiros. Do aeroporto o grupo foi até um dos hotéis mais famosos da cidade e se hospedaram com o dinheiro que estava com Tom. Não havia sobrado muito, mas foi o suficiente para pagar um hotel de luxo para todos que estavam lá.

Era um quarto único e grande, ele tinha dois banheiros e três camas, elas eram todas de casais e estavam tão arrumada quanto jamais viram, as bordas da cama eram folheadas a ouro assim como os armários. O quarto era todo branco e haviam detalhes dourados nas paredes.

Os quatro quase que não possuíam coisas para guardar e acabou que a única coisa que deixaram era a pequena sacola de roupas de He e a mala de Tom.

— Aqui finalmente, então... que tal dormirmos um pouco antes de continuar? É de manhã ainda e temos bastante tempo, acho que dormir estaria tudo bem, né...? – Sugeriu Alice.

— Se você quiser, pode a vontade, mas se perder algo importante não farei questão de acorda-la.

Alice respondeu com um sorriso amarelo e se deitou na cama.

— Que seja, vão na frente, provavelmente a tarde eu já estarei acordada... – Ela bocejou. – Boa noite...

Poucos segundos ela já estava a dormir.

— Bem, vamos deixa-la ai... Quem vai vir comigo? Acho que hoje terei coisas bastante importantes para tratar e posso precisar de ajuda – Disse Tom.

— Eu não tenho muito o que fazer então irei junto, eu estou me coçando desde sua batalha com Kitetsu para vê-lo em combate real – Admitiu Lan.

— Vocês também vem?

— Sim – Disseram He e Lu em uníssono.

— Rukasu, você cuida da Alice então, mais tarde iremos voltar para busca-los – Ele começou a andar e parou por um instante. – Ah, e não faça nada de estranho com ela.

O jovem cientista apenas deitou de braços abertos na cama e ignorou a frase de Tom.

Rukasu se levantou e se sentou, apoiou seu corpo na cama e ficou a pensar.

“E pensar que eu me meti nisso propositalmente... Eu estou aqui esse tempo todo sem poder fazer qualquer coisa enquanto me rendo a esses caras, qual é o meu motivo de estar aqui? Por que estou com esses monstros...?”

Seus pensamentos eram vagos e ele se sentia com medo de estar convivendo com aquelas pessoas, eram todas tão fortes quanto monstros e ele era apenas um humano comum.

— Bem, se eu comecei a única coisa que eu devo fazer é terminar... certo? – Perguntou para si mesmo.

Ele assentiu e se levantou da cama. Foi andando até o banheiro e parou em frente a pia e olhou para o espelho. Ele concentrou seus olhos nele mesmo e viu a horrível imagem que estava passando. Seu fraque estava sujo e seu cabelo mal arrumado assim como era no passado, quando estava em meio as suas descobertas.

— Se eu continuar assim... o que eles vão achar de mim?

Ele fechou a porta do banheiro e tirou suas roupas. Ele jogou o fraque para o chão e deixou a sacola de roupas em cima da pia. Terminando de se despir ele foi até o chuveiro e o ligou, havia tempo desde que não tomava um bom banho e estava a levar essas memórias em sua cabeça.

Enxugou o cabelo levando-os para trás e deixou a água molhar todo seu rosto assim como o corpo. A água passava por seu corpo e seu coração palpitava, ele estava ficando cada vez mais calmo em ritmo suficientemente bom.

Enquanto se banhava com a água do chuveiro Rukasu pode ouvir algo estranho, eram pequenas batucadas na porta do banheiro e logo a porta abriu. Uma mulher loira caiu por ela e foi ao chão molhado, por sorte não havia batido a cabeça.

Os olhos da mulher eram azuis e ela tinha um lindo semblante. Seus lábios eram rosados e macios e seu rosto perfeitamente circulado. Seu nariz era fino e possuía um tamanho perfeito para a imagem que a mulher passava. Seu cabelo era longo e descia até seu tornozelo. Ela vestia uma camisa negra com um tom transparente, era possível ver claramente seu sutiã de cor preta e seus adornos roxos. A posição em que estava mostrava perfeitamente um aberto decote.

Pela mulher não estar sã Rukasu apenas a deixou no banheiro e foi e esqueceu qualquer relação estranha com a mulher sem tal consentimento. Ele pegou suas roupas e se vestiu com as roupas que haviam comprado para ele antes.

— Ah... As coisas nem sempre acontecem como desejamos, não é mesmo, Rukasu...?

Parte 2.

Tom estava acompanhado de três dos oito imortais, juntos eles iriam até um grande cassino de Ziggy, ele era popular em todo o país e nem mesmo a polícia ousava mexer com eles. Mas antes de irem até lá, eles precisariam de roupas.

Os quatro estavam andando pelas ruas de um distrito famoso por ter coisas mais caras do que o normal, a qualidade de tudo encontrado por lá porém era absurda comparada a qualquer lugar de Nova York.

Eles estavam indo em direção a uma loja para alugar vestimentas para ir ao cassino que exigia modos e boas vestimentas. Eles chegam à loja poucos instantes depois de que saírem, por sorte o local era perto e um deles já estava bem vestido, He.

— Então é aqui…?

Lan Caihe observou a estrutura de quatro andares ao olhar para cima, cada um dos andares possuía um vidro de altíssima qualidade sobrepondo o local. Ele era branco assim como o quarto de hotel e haviam detalhes vermelhos e dourados no local.

Eles entraram com todos os modos possíveis e foram direto ao que precisavam, o primeiro passo era procurar por uma roupa que fosse adequada a eles, mas devido a He eles teriam antes que arrumar um jeito de ajustaram as roupas da mulher.

Eles foram ao balcão de funcionários e chamaram por alguma atendente, poucos segundos depois uma mulher chegou lá.

— O que desejam, senhores?

— Gostariam que dessem alguma ajeitada no vestido de minha companheira, logo estaremos indo para uma festa e eu não gostaria que ela não fosse mal arrumada, entende? – Ele disse em um bom e alto tom.

— Tudo bem, então como gostariam?

— Bem, você pode arrumar as vestes dela e deixa-la de uma forma um pouco mais formal e atual talvez? – Tom não tinha muita certeza.

— Tudo bem então, vocês iram querer para agora já ou para mais tarde? Caso precisem agora não irá levar muito tempo para que consigamos arrumar tudo, por sorte sua há várias pessoas prontas para fazer tudo de forma certa.

— Pode ser – Ele sorriu.

— Então venha comigo, irei leva-la até onde arrumaremos tudo e lhe daremos um trato.

O local onde estavam além de ser uma loja eles possuíam um local para arrumar as mulheres ou homens de forma que até mesmo uma pessoa pobre pudesse sair como um nobre.

— Então, Lan, Lu, vocês iram me ajudar a escolher algo e eu irei ajuda-los, o que acham?

Os dois assentiram e continuaram a andar pelo estabelecimento, havia uma grande variedade de ternos e vestidos ajustados em todo o local, ele era como uma loja comum e os espalhava em plásticos. O local também dispensava de alguém para segui-los e auxilia-los de forma que por outros seria tudo mais complicado, mas eles dispensavam qualquer problema com uma pequena ajuda em pequenas bordas com inscrições.

Eles observavam a volta e o primeiro a ir até um foi Lan, ele achou um fraque negro e com poucos adereços para complicar a movimentação. Ele pegou-o e o observou a frente e atrás.

— Acho que irei ficar com esse, não iria gostar de perder tempo procurando roupas...

Tom assentiu com um sorriso amarelo e continuou a procurar.

— É tudo... Tão moderno e diferente, mas não tem nada que eu gos-

No meio de sua procura Tom achou um bom o suficiente, ele era envolto por um sobretudo que descia até abaixo de sua cintura, ele beirava suas coxas e Tom decidiu escolhe-lo. Havia também o resto que era uma calça e sapatos sociais. Ele puxou a gravata e foi até o vestiário junto de Lan.

Lu ainda não havia se decidido até que achou o que procurava, era um blazer comum e nada de mais diferente, ele preferia se vestir de forma simples e assim seguiu junto de Tom e Lan.

Após se arrumarem eles começaram a aguardar He nos bancos que haviam no local.

— É normal demorar tanto assim para uma mulher se arrumar? – Indagou Lu.

— Acho que sim... São mulheres afinal.

Os dois suspiraram e riram em uníssono.

— Acho que ela chegou.

Os três olharam para o lado e observaram He sair pela porta. Palavras não eram o suficiente para descrever a aparência da mulher.

Os acessórios estavam mais bem posicionados e limpos do que antes, os adornos do vestido possuíam uma cor claramente destacada e subindo o olhar o decote estava muito mais a mostra, ela pareceu corar ao ver os três olhando-as de queixo caído, mas evitou de fazer qualquer cena desnecessária. Ela estava com um colar dourado com três pérolas azuis encrustadas e uma gargantilha negra. Seu cabelo tinha um tom loiro mais destacado e a maquiagem de seus olhos apenas destacavam a cor carmesim de seus olhos. Eles complementaram o visual também com uma elegante luva também com uma pérola incrustada.

— É você... He?

Lan franziu a testa e olhava fixamente para a mulher, ela era diferente de tudo que havia visto com uma beleza aparente. He nunca tentou se arrumar como uma mulher comum por seus antigos costumes e vida no outro mundo, mas dessa vez parecia ser diferente, ela se acomodou com todas as forças nos modos humanos e se tornará a mulher mais bonita aos olhos do espadachim.

Ele andou até He e segurou firmemente as mãos de sua companheira, fixou seus olhos nos dela e a foi até seu ouvido.

— Não há palavras em meu vocabulário para descrever sua aparência, espero estar assim como você...

As palavras do homem congelaram a mulher, seu rosto se tornara vermelho como uma pimenta e Lan apenas tornou a rir assim como Lu atrás dele.

Tom ignorou os rapazes e foi até as mulheres na recepção, aparentemente não seria tão barato quanto imaginou, quem sabe alguns mil por tudo que fizera lá.

...

Os quatro logo chegaram ao quarto de hotel onde estavam Alice Rukasu, o hotel era perto da loja onde estavam e fizeram o trajeto em cerca de 30 minutos enquanto haviam ficado lá cerca de três horas, já era tarde agora e estavam a subir as escadas para o 2º andar.

Quando entrou no quarto ele viu tanto Alice quanto Rukasu em camas separadas, Alice estava bocejando e Rukasu lendo um livro que vai saber onde havia encontrado.

Tom foi o primeiro a entrar e logo os outros três.

— Estamos nos preparando para ir lá agora mesmo, acho que vocês não irão conseguir se juntar a nós com essas roupas então apenas passei para dizer que estamos indo. Boa sorte em fazer nada.

Os dois ignoraram Tom e apenas continuaram o que estavam fazendo, nada.

Eles saíram logo do hotel e logo estavam no cassino, mas a presença de alguém lá os surpreendeu.

Ao ver tal pessoa Tom se enfureceu e olhou para Lu.

— Sua espada.

Lu observou a ferocidade de Tom e apenas a invocou com sua assustadora presença. Tom estava tão agressivo quanto jamais havia visto, seus olhos ardiam de raiva e não demorou para que ele mostrasse o quão assustador era.

— HAUSER! – Exclamou Tom.

Ele foi em direção do xerife que estava desarmado e tirou a espada da bainha, ele correu em direção do homem em uma significativa velocidade e executou um corte horizontal traçando um arco irregular. Sua fúria se estendeu para sua força de vontade e tornou-se força.

O xerife surpreso abusou de seus reflexos e deu um chute na espada de Tom jogando-o para longe junto de He, Lu e Lan novamente.

Tom e o xerife estavam frente a frente agora, distanciados e encarando um ao outro, até que outra pessoa demonstrou presença no local.

Um helicóptero desceu uma escada e nela havia uma única pessoa, a sombra da pessoa ali tomou a luz do Sol que clareava aonde Tom e o xerife estava, o homem pulou antes da escada chegar ao chão e levantou uma imensa poeira criando até uma ventania no local, as pessoas ficaram imóveis só em saber quem era aquela pessoa, homem gordo, medindo 2 metros e 10 centímetros, lábios grossos, e com um olhar selvagem, seus olhos brilharam em meio a aquela fumaça e ele com certeza era maior que Tom e Hauser.

— Não pode ser! É o Ziggy! – Pessoas gritaram no local e começaram a correr do homem que estava lá.

Do helicóptero Joe pegou uma metralhadora e começou a atirar matando todas as pessoas presentes no cassino. Seguindo seu parceiro Zay desceu pela escada e ficou logo atrás de Ziggy enquanto hordas de assassinos passaram a preencher as ruas de Nova York.