Fugitiva

3 Capítulo 3


Notas iniciais
Demorei?

- Só temos uma suíte vaga senhora.

- Tem quantos quartos?

- Um só e um sofá cama.

A mulher me olhava com um misto de tédio e estresse e desviava o olhar freqüentemente para Peter que observava a irmã.

- Tudo bem... – Suspirei cansada – Esse serve.

A suíte tinha uma sala pequena com um bar em um dos cantos, uma TV e um sofá no centro. Uma das portas dava acesso à o banheiro e a outra ao quarto que Mady iria ficar. Eu teria que dormir com Pete. Eu estava tentando não pensar muito nisso.

Peter tomou banho depois eu fui. Minha camisola não era muito longa pois pensei que dormiria sozinha. Quando cheguei Pete já estava deitado, forrado do quadril para baixo deixando seu peito nu a amostra. Pisquei. Dê-me forças! Deitei ao lado dele com certa dificuldade pois o sofá-cama não era grande e eu estava praticamente em cima dele.

Antes sequer que eu pudesse piscar Peter me agarrou. Minhas mãos enrolaram-se automaticamente em seus cabelos e seus braços puxaram-me para cima dele. Ele estava só – só – de boxes e excitado. Muito. Eu o sentia entre minhas pernas e suspirei quando Pete segurou-me pelas nádegas, apertando-me contra ele.

Nós nos beijávamos forte e sensualmente e eu me sentia como uma puta barata. Qual é! Eu mal o conheço! Como se eu estivesse ligando muito para isso enquanto suas mão apertam meu seio. Separamo-nos e deitamos com as costas pressionadas contra o sofá, somente nossos braços se tocando e o teto como platéia de nosso desejo.

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Acordei tremendamente relaxada – deitada sob Pete – e lembrei-me da última noite, de, após alguns amassos, ter dormido abraçada a ele. De repente dei graças por estar tão cansada a ponto de dormir. Imagina o desastre que seria se nós tivéssemos transado. Por mais prazeroso que pudesse ser eu não poderia apegar-me tanto.

- Em que está pensando? – Sobressaltei-me ao ouvir a voz de Peter no meu ouvido e arrepiei-me. Ele me fitava preocupado, seus olhos safiras escurecidos.

- Aonde você vai agora Pete?

- Estou indo para Nova York. Não é lá que tudo acontece? – Quase ri com essa.

- É... Acho que sim.

- De onde você é?

- Chicago.

- O que estava fazendo em New Jersey?

- Qual o motivo de tantas perguntas?

- Eu acho que seria bom saber um pouco mais sobre a mulher que eu dei carona, dormi no mesmo lugar, beijei e quase transei. – Ponto. Eu sabia que ele tinha razão. Por isso não queria me envolver pois não gosto de mentir.

- Tive que resolver alguns negócios. – A expressão de Peter tornou-se divertida.

- Negócios? Não creio. Você não faz o tipo.

- Porque você diz isso? Deveria crer em mais coisas. Eu tenho 25 anos. – Peter me olhou surpreso. – Quantos anos você achou que eu tinha?

- Vinte e três, vinte e quatro no máximo... – Balbuciou e eu ri. Se ele soubesse... Não. Ele nunca poderia saber. Peter percebeu que eu estava tensa e beijou minha bochecha. – Tudo bem? – Virei meu rosto e fitei seus olhos azuis. Algumas mechas de seus cabelos dourados caíam em sua testa fazendo um grande contraste em efeito claro-escuro.

Repentinamente tornei-me ciente da mão de Peter que repousava em minha cintura, e, parece-me que ele também percebeu pois sua mão não se restringiu apenas à minha cintura, passeava por minhas costas, minha barriga, enquanto a mão que estava no meu rosto enlaçava-se no meu cabelo e puxava meu rosto de encontro ao seu.

Notas finais
Aproveitem porque o próximo vai demorar um pouco!

Beijos,

Sophia

Rz