Notas iniciais
Espero que gostem, boa leitura... Blá blá blá

Junto á Chessur caminhei por horas a fio enquanto ele contava-me histórias sobre o País das Maravilhas. O Gato me contou sobre todas ás Alices que já estiveram ali e como haviam lidado com tudo, a maioria jurava estar sonhando até que algo acontecia á elas. Coisas como... Como ter a cabeça cortada pela Rainha Vermelha em pessoa, que estava viva a um bom tempo.

“A Rainha Vermelha não é velha. Longe disso... Ela é bem nova e tem disposição suficiente para nos matar com as próprias mãos!” – Dizia ele, como bastante medo.

Pelo que ele havia me contado, que era conhecimento de poucos, a Rainha tinha uma espécie de ritual, segredo ou qualquer coisa que podia mantê-la viva, e muito forte, por bastante tempo até que tivesse que ‘renovar’.

“Quem dera a Rainha Branca pudesse usar isso...”

A Rainha Branca estava velha, acabada e fraca. Depois de vencida, foi condenada á morte, mas conseguiu fugir de um jeito desconhecido por todos e estava sob cuidados especiais em um esconderijo conhecido por poucos. Não podia retornar e tentar, novamente, vencer sua irmã.

Desde que, então, a Rainha Vermelha reinou... Transformou todo o Mundo das Maravilhas em um lugar só seu.

“Corações, e coisas vermelhas para todo lado! É horrendo! Sabe o que eu daria para ter minhas listas azuis de volta?!”

Chessur era, agora, o conselheiro da Rainha Vermelha... Tinha que “acalma-la” com suas palavras suaves todos os dias. Ela não tinha mais favoritos, apenas quem desse ocupação a ele que ficava o dia inteiro apenas dando ordens e ordens...

“E quanto ao chapeleiro, Chessur? O Chapeleiro!” – Disse eu entusiasmada.

Por resposta obtive que teria de descobrir sozinha.

— Agora você vai sozinha... — Chessur disse á certo ponto do labirinto enquanto me rodeava deixando um grande rastro de fumaça que sumia entre as nuvens do céu nublado.

Eu fitei o longo caminho que fazia uma curva brusca e logo voltei meus olhos para Chessur, que não parava nenhum momento. Parecia tenso, seus olhos rodeavam procurando algo.

— Não quero ir sozinha. Você me deixou com medo de estar aqui. — Eu disse enquanto recuava alguns passos.

— Menina tola... — A voz dele era exausta — McTwisp estará lá do outro lado á sua espera... É um caminho curto. Vá, vá, vá... — Ele ralhou, quase que me empurrando, mas apenas atravessou meu corpo como um fantasma.

— Até mais, gato... — Falei.

— Gato?

— Cada Alice tem um jeito especial de te chamar, não? Você é “O Gato” — Falei, com um sorriso.

— Ah... Original. — Seus olhos azuis reviraram-se junto ao seu tom sarcástico. — Boas Lonjuras, querida Alice...

O gato simplesmente desapareceu, não consegui ver como ele se foi. Eu sentia frio, muito frio. O vento passava violentamente por mim e esvoaçava meu vestido que havia mudado de cor. Já estava preto. Eu não me perguntava porquê, apenas segui em frente.

Após virar a curva vi um enorme portão de ferro, todo quebrado. Ervas daninhas cresciam por ele e atrás dele haviam árvores e mais árvores envolvidas por uma neblina escura, chequei o céu e pude ver que ele também havia escurecido.

— Está atrasada. Como sempre... — Ouvi uma voz extremamente famili... Ouvi a voz de McTwisp, o coelho.

— McTwisp... — Sussurrei.

Então vi a figura animal aparecer para mim, pelos brancos e um colete vermelho com detalhes em amarelo. O Coelho atrasado.

— Alice. — Ele falou enquanto me observava — Venha comigo. Não há tempo... Não há tempo! Não há tempo! — Ele falou, parecia irritado.

O Coelho começou a correr antes que eu pudesse dizer algo, eu não tive como protestar. Comecei a segui-lo imediatamente.

Corremos por todo lado, em todas as direções e o mais rápido que podíamos. Uma das únicas coisas que não mudavam era o cenário, árvores com pouca distância entre uma e outra e com raízes enormes, tudo tomado por aquela neblina escura. Eu não podia ver muitos metros á frente.

— Eu não tempo para dizer “Olá”. Até mais... Estou atrasado para uma coisa muito importante! — Ele ia dizendo.

Ele não me dava respostas, parecia simplesmente ignorar tudo o que e falava.

— É aqui que você fica!! — Ele gritou e de repente desapareceu.

— Não acha que isso foi muito rápido...? — Perguntei confusa.

— O chapeleiro está por perto...

Ele simplesmente desapareceu, me deixou ali. Dei alguns passos para trás olhando em todas as direções, olhando para todos os lados.

— Curiosa e curiosa... — Falei sarcasticamente para mim mesma.

Desabei no chão rindo de mim mesma, sentada lá em uma raiz de árvore comecei a pensar, aceitar e rever tudo que estava acontecendo.

Eu estava, certamente, drogada ou sonhando. Drogada era uma opinião bem convincente...

— Ridículo! — Eu gritei e me joguei de costas contra o casco da árvore e de repente me vi caindo novamente.

Eu cai, cai e cai. E enquanto caia eu me via na mesma cena descrita nos livros e filmes de Alice. Raízes ao meu redor, luzes fracas, pianos, todos os tipos de objetos. Fui caindo diretamente até meu corpo bater contra uma cama e ser jogado de volta pra cima e mais uma vez me vi caindo e de repente meu corpo bateu suavemente contra uma superfície um pouco mais dura.

Eu estava dentro de algum tipo de pote, muito maior que eu, quando olhei para cima me vi dentro de uma garrafa. Uma garrafa de vidro.

— Hahaha — Uma risada louca, quase psicopata ecoou pelo lugar onde eu estava.

O pote não parava de se remexer e então reparei que o pote estava dentro d’água. Possivelmente no mar, ele flutuava indo para cima lentamente. Apesar de não estar fechada, a água não entrava na garrafa.

— Uhuhuhuhu! — A risada se repetiu, em som um pouco diferente.

De repente eu vi a garrafa romper para fora d’água e o ar que havia ali dentro se transformar. Não era mais abafado.

As ondas iam e vinham balançando a garrafa violentamente enquanto eu ia de um lado para o outro rodando deitada.

— Noooooooossa! Hahahaha!

Vi, então, uma onde gigante vindo em minha direção, digo, em direção á garrafa. Quando a onda impactou contra o pote, o objeto se virou e fui jogada para fora. Cai no mar e enquanto caia, vi o mar e tudo mais vindo junto a mim. Cai lentamente no chão, junto á água que acabou por completo. A garrafa caiu ao meu lado e olhando em volta percebi que estava numa espécie de aquário arredondado. A cima dele um teto de madeira e á minha frente um homem com um sorriso maníaco.

Junto á Chessur caminhei por horas a fio enquanto ele contava-me histórias sobre o País das Maravilhas. O Gato me contou sobre todas ás Alices que já estiveram ali e como haviam lidado com tudo, a maioria jurava estar sonhando até que algo acontecia á elas. Coisas como... Como ter a cabeça cortada pela Rainha Vermelha em pessoa, que estava viva a um bom tempo.

“A Rainha Vermelha não é velha. Longe disso... Ela é bem nova e tem disposição suficiente para nos matar com as próprias mãos!” – Dizia ele, como bastante medo.

Pelo que ele havia me contado, que era conhecimento de poucos, a Rainha tinha uma espécie de ritual, segredo ou qualquer coisa que podia mantê-la viva, e muito forte, por bastante tempo até que tivesse que ‘renovar’.

“Quem dera a Rainha Branca pudesse usar isso...”

A Rainha Branca estava velha, acabada e fraca. Depois de vencida, foi condenada á morte, mas conseguiu fugir de um jeito desconhecido por todos e estava sob cuidados especiais em um esconderijo conhecido por poucos. Não podia retornar e tentar, novamente, vencer sua irmã.

Desde que, então, a Rainha Vermelha reinou... Transformou todo o Mundo das Maravilhas em um lugar só seu.

“Corações, e coisas vermelhas para todo lado! É horrendo! Sabe o que eu daria para ter minhas listas azuis de volta?!”

Chessur era, agora, o conselheiro da Rainha Vermelha... Tinha que “acalma-la” com suas palavras suaves todos os dias. Ela não tinha mais favoritos, apenas quem desse ocupação a ele que ficava o dia inteiro apenas dando ordens e ordens...

“E quanto ao chapeleiro, Chessur? O Chapeleiro!” – Disse eu entusiasmada.

Por resposta obtive que teria de descobrir sozinha.

— Agora você vai sozinha... — Chessur disse á certo ponto do labirinto enquanto me rodeava deixando um grande rastro de fumaça que sumia entre as nuvens do céu nublado.

Eu fitei o longo caminho que fazia uma curva brusca e logo voltei meus olhos para Chessur, que não parava nenhum momento. Parecia tenso, seus olhos rodeavam procurando algo.

— Não quero ir sozinha. Você me deixou com medo de estar aqui. — Eu disse enquanto recuava alguns passos.

— Menina tola... — A voz dele era exausta — McTwisp estará lá do outro lado á sua espera... É um caminho curto. Vá, vá, vá... — Ele ralhou, quase que me empurrando, mas apenas atravessou meu corpo como um fantasma.

— Até mais, gato... — Falei.

— Gato?

— Cada Alice tem um jeito especial de te chamar, não? Você é “O Gato” — Falei, com um sorriso.

— Ah... Original. — Seus olhos azuis reviraram-se junto ao seu tom sarcástico. — Boas Lonjuras, querida Alice...

O gato simplesmente desapareceu, não consegui ver como ele se foi. Eu sentia frio, muito frio. O vento passava violentamente por mim e esvoaçava meu vestido que havia mudado de cor. Já estava preto. Eu não me perguntava porquê, apenas segui em frente.

Após virar a curva vi um enorme portão de ferro, todo quebrado. Ervas daninhas cresciam por ele e atrás dele haviam árvores e mais árvores envolvidas por uma neblina escura, chequei o céu e pude ver que ele também havia escurecido.

— Está atrasada. Como sempre... — Ouvi uma voz extremamente famili... Ouvi a voz de McTwisp, o coelho.

— McTwisp... — Sussurrei.

Então vi a figura animal aparecer para mim, pelos brancos e um colete vermelho com detalhes em amarelo. O Coelho atrasado.

— Alice. — Ele falou enquanto me observava — Venha comigo. Não há tempo... Não há tempo! Não há tempo! — Ele falou, parecia irritado.

O Coelho começou a correr antes que eu pudesse dizer algo, eu não tive como protestar. Comecei a segui-lo imediatamente.

Corremos por todo lado, em todas as direções e o mais rápido que podíamos. Uma das únicas coisas que não mudavam era o cenário, árvores com pouca distância entre uma e outra e com raízes enormes, tudo tomado por aquela neblina escura. Eu não podia ver muitos metros á frente.

— Eu não tempo para dizer “Olá”. Até mais... Estou atrasado para uma coisa muito importante! — Ele ia dizendo.

Ele não me dava respostas, parecia simplesmente ignorar tudo o que e falava.

— É aqui que você fica!! — Ele gritou e de repente desapareceu.

— Não acha que isso foi muito rápido...? — Perguntei confusa.

— O chapeleiro está por perto...

Ele simplesmente desapareceu, me deixou ali. Dei alguns passos para trás olhando em todas as direções, olhando para todos os lados.

— Curiosa e curiosa... — Falei sarcasticamente para mim mesma.

Desabei no chão rindo de mim mesma, sentada lá em uma raiz de árvore comecei a pensar, aceitar e rever tudo que estava acontecendo.

Eu estava, certamente, drogada ou sonhando. Drogada era uma opinião bem convincente...

— Ridículo! — Eu gritei e me joguei de costas contra o casco da árvore e de repente me vi caindo novamente.

Eu cai, cai e cai. E enquanto caia eu me via na mesma cena descrita nos livros e filmes de Alice. Raízes ao meu redor, luzes fracas, pianos, todos os tipos de objetos. Fui caindo diretamente até meu corpo bater contra uma cama e ser jogado de volta pra cima e mais uma vez me vi caindo e de repente meu corpo bateu suavemente contra uma superfície um pouco mais dura.

Eu estava dentro de algum tipo de pote, muito maior que eu, quando olhei para cima me vi dentro de uma garrafa. Uma garrafa de vidro.

— Hahaha — Uma risada louca, quase psicopata ecoou pelo lugar onde eu estava.

O pote não parava de se remexer e então reparei que o pote estava dentro d’água. Possivelmente no mar, ele flutuava indo para cima lentamente. Apesar de não estar fechada, a água não entrava na garrafa.

— Uhuhuhuhu! — A risada se repetiu, em som um pouco diferente.

De repente eu vi a garrafa romper para fora d’água e o ar que havia ali dentro se transformar. Não era mais abafado.

As ondas iam e vinham balançando a garrafa violentamente enquanto eu ia de um lado para o outro rodando deitada.

— Noooooooossa! Hahahaha!

Vi, então, uma onde gigante vindo em minha direção, digo, em direção á garrafa. Quando a onda impactou contra o pote, o objeto se virou e fui jogada para fora. Cai no mar e enquanto caia, vi o mar e tudo mais vindo junto a mim. Cai lentamente no chão, junto á água que acabou por completo. A garrafa caiu ao meu lado e olhando em volta percebi que estava numa espécie de aquário arredondado. A cima dele um teto de madeira e á minha frente um homem com um sorriso maníaco.

Notas finais
Reviews? *-*