Fugimos das Regras, Okay?

3 Capítulo 3 - Para quê relembrar essas regras... idiotas?


Notas iniciais
Quero agradecer de coração à Uma Garota Amigável que comentou a fanfic, à Jujuba015 que favoritou, e à Thais que começou a acompanhar, apesar de não aparecer em público. Obrigada mesmo! Boa leitura!!

(…)

— Oh pequena… O Thiago ia passar-se se te visse a dormir na sua cama. — Disse o Binho, ao ver que a Tati tinha pegado no sono na cama do Thiago. — Vem cá. — Ele falava mesmo sabendo que ela não responderia. Olhou para ela mais uma vez, e pegou nela. Considerou-a um peso medonho, mas esforçou-se. Levou-a até à sua cama, e deitou-a, Ele sabia melhor do que ninguém: se o Thiago encontrasse a Tati na sua cama, faria uma tempestade num copo de água.

Binho tirou um cobertor do armário, e colocou sobre ela, afinal, por alguma razão desconhecida pelo próprio, ele sentia-se na obrigação de fazer bem a ela. “É uma das minhas melhores amigas”, pensou. “Se fosse uma das outras eu faria o mesmo, não?”, continuou a pensar, questionando-se a si mesmo. Concluiu que a resposta à própria pergunta era “não”, após pensar bem, se fosse outra pessoa no lugar da Tati, ele acordaria e pronto, mas ele não sabia porque com ela era assim. Ele até pensou na hipótese de estar apaixonado, mas não, ele não queria passar por isso de novo.

— Afinal não és tão idiota quanto eu pensava. — Disse a cacheada, abrindo os olhos e sorrindo.

Ele olhou para ela, sorriu fechado, meio que sem vontade, e voltou a olhar para outro lado, a pensar. Depois, voltou a olhar para ela, com os olhos um pouco arregalados.

— Espera, estás acordada desde quando?!

— Desde que a Ernestina me acordou esta manhã.

— Ah sua…

— “Pequena”? — Tati perguntou com ambas sobrancelhas arqueadas, a sorrir um pouco.

Ele olhou-a desde os pés à cabeça.

— É, pequena, bem pequena. — Sorriu de canto.

— Eu sou grande!

— Olha para o teu tamanho, pareces um cogumelo!

— Okay Binho, tu não és normal.

Ele não respondeu. Apenas olhou para ela, sério, e empurrou-a, fazendo com que ela sentasse na sua cama. Ele sentou do lado dela, e eles encararam-se.

— Posso fazer-te uma pergunta? — Ele questionou, um pouco sério ainda.

— Sim…

— Quem é o teu melhor amigo?

Ela olhou-o com uma expressão confusa. “Porque cebolas ele está a perguntar isso?”, ela perguntava-se.

— Eu nunca pensei sobre isso.

— Pensa agora e responde por favor… — Ele estava sério, mas com uma expressão um pouco triste também.

— Tu e o Thiago, eu acho. Mas porquê isso?

— Se estivéssemos prestes a morrer e pudesses salvar apenas um, qual escolhias? — Levantou uma das sobrancelhas e continuou a encará-la.

— Caralho Binho, credo! — Levantou-se, ela nem se apercebeu de que tinha soltado um palavrão.

— Eu sabia. — Ele levantou-se e abriu a porta.

A Ana, a Maria, o Neco e o Thiago, que estavam na sala, viram o Binho a descer as escadas e a abrir a porta. Ficaram a olhar, mas não questionaram nada.

— Gente, onde foi o Binho? — Perguntou a Tati, descendo as escadas a correr.

Eles entreolharam-se os 4.

— A gente não sabe. — Mentiu, o Thiago.

(…)

Ele sentou-se num dos bancos que havia no jardim. Vozes ecoavam na sua cabeça… “ah, seu idiota”; “era mesmo necessário isso?”; “é bem Binho, acabaste de fazer merda.”: coisas do tipo.

*Flashback*

— Bom dia crianças. Trago uma ótima notícia para vocês! — Disse Carmen, bem feliz.

— Ai não… — Suspirou Bia.

— Calados. Hoje, acabo de me tornar a mais nova diretora do orfanato Raio de Luz, a melhor diretora que a história desse orfanato vai presenciar. Chico! — Chamou o cozinheiro, que foi até ela com uma espécie de rolo de papel higiénico, como as crianças chamariam.

— Digam-me que é uma lista de compra de roupa nova para mim! — Pedia a Vivi.

— Silêncio! Estas são as novas regras do orfanato. São 50, e vocês têm que cumprir uma por uma. — Ela foi dizendo todas as regras que implementou. — (…) E por último, mas não menos importante; regra número 50: não é permitido qualquer tipo de namorico entre os órfãos. — Quando ela disse a última regra, alguns ficaram bem aliviados, enquanto outros quase se desperaram. Não havia sentido nenhum naquilo.

*Presente*

— Porcaria de regras! Mas espera… Para quê relembrar essas regras… idiotas?

Ele realmente não parou, nem por um segundo, na possibilidade de gostar da Tati. Mas ele não podia sentir um sentimento daqueles novamente… “Eu apenas a admiro como pessoa maravilhosa que ela é. Só isso.”, pensou. Momentos atrás ele apenas queria que ela tivesse dito que o escolhia, como isso não aconteceu, ele colocou na cabeça que ela escolheria o Thiago, e só não disse para não o magoar. Mas por um lado ainda bem, pois assim ele esquiva-se de se apaixonar mais, ou melhor, de se apaixonar.

Notas finais
Então, gostaram? Comentem o que acharam, isso vai incentivar-me muito! Acompanhem e favoritem a fic ♥ Até amanhã! Beijorangos e beijerejas!:*